Domingo, 01 de Janeiro De 2012
Quarta-feira, 28 de Dezembro De 2011
Talvez me despeça com um beijo ou com poucas palavras. Talvez consiga dizer adeus e dê continuidade a esta viagem até ao final e chegar ao bem Supremo. Talvez deixe para trás um Mundo que nunca foi o meu, uma vida diferente de todas. Talvez deixe cair uma lágrima sem que consiga olhar para o que me aconteceu. Talvez me liberte daquele que foi o meu maior amor e que hoje é adornado com sabor de uma saudade imensa. Talvez decida neste momento largar a tua mão e soltar das amarras que uniu as nossas vidas. Talvez fiquem as minhas marcas e o término dos pedidos de ajuda que os meus olhos libertavam.
Talvez coloque todas as minhas dores de lado e sorria com sinceridade. Talvez as flores voltem a florescer na Primavera e eu nessa altura já cá não esteja. Talvez não assista mais ao alvorecer acompanhado de uma doce melodia de uma cotovia. Talvez nem sempre tenha sido o melhor ou nem mesmo fiz o suficiente para concretizar. Talvez tenha sempre faltado um pouco ou tenha tido muito e não tenha aproveitado. Talvez um dia regressarei, liberto de emoções e consiga voltar a conquistar corações, mesmo aquele que eu mais desejasse conquistar e um dia decidi recusar.
Talvez seja o tempo de todas as tempestades terem o seu fim, por não haver mal que sempre dure, nem bem que perdure. Talvez um dia venha a ser compreendido ou me faça compreender, o que será tarde demais. Talvez não aceites esta dor que eu te posso causar, o que será atenuada num último abraço. Talvez deixe de andar a enviar recados através do vento ou molhar a minha alma numa chuva desenfreada. Talvez tenha perdido a vontade de viver e tenha optado por morrer. Talvez o dia santificado esteja próximo ou o dia do meu nascimento/morte me seja autenticado e unificado. Com tantos talvez, resta-me uma única certeza de que a força do homem não está nos seus braços, mas sim na sua mente, e a grandeza do amor não está nas palavras e sim no sentimento, porque o amor, é o maior e o melhor sentimento que um homem pode sentir. Com ele compreendemos o que é a felicidade, a dignidade, e o respeito. Talvez seja esta a verdadeira razão de toda uma vida.
Sexta-feira, 18 de Novembro De 2011
Queria te Ter
Queria que Tu estiveses aqui.
Queria saber mais de ti, conhecer-te realmente.
Queria ser teu amigo.
Queria olhar-te sem ser repreendido.
Queria ouvir a tua voz.
Queria tremer de emoção quando tu olhasses para mim novamente.
Queria saber quais os teus planos.
Queria pedir-te ajuda e também ajudar-te.
Abraçar-te e assim ficar por muitas horas. Sentir o teu abraço forte, tão forte que eu poderia sentir o teu coração bater.
Queria ver-te sorrir quando me visses.
Queria que fosse mais simples dizer que Eu gosto de ti.
Queria que fosse mais fácil desejar-te.
Queria ser a pessoa mais feliz do mundo no dia em que Tu, que é quem eu gosto, estivesses perto de mim
Mas acima de todos estes quereres, o que Eu realmente mais queria, era amar-te antes de morrer.
Terça-feira, 08 de Novembro De 2011
Não me interessa o que fazes para ganhar a vida. Quero antes saber o que tu anseias e se te atreves a sonhar em satisfazer o desejo do teu coração. Não me interessa a tua idade, apenas quero saber se arriscarias parecer como uma tonta por amor, pelos teus sonhos e pela aventura de estares viva. Não me interessa se a história que me contas é verdadeira, quero sim saber se consegues decepcionar os outros para seres fiel a ti mesma. Saber também se podes ver a beleza naqueles dias mais cinzentos que acontecem na vida. Não me interessa saber onde vives, que dinheiro tens, quem és ou como chegaste até aqui. Prefiro saber se paravas comigo no centro do fogo sem ruir. Não me interessa onde ou quem estudaste. Importa antes saber se podes estar sozinha contigo mesma e se verdadeiramente agrada-te a companhia que procuras nos momentos vazios.
Quarta-feira, 12 de Outubro De 2011
Silêncio à minha volta, apenas o som de uma canção romântica que toca na rádio. Dou asas à imaginação, e o meu pensamento viaja, para muito longe. Ele anda por entre vales e montanhas, por jardins floridos e borboletas que sobrevoam sobre elas, por paisagens lindas e verdejantes. Nesta viagem do meu pensamento cheguei a um lugar deslumbrante, uma bela ilha. No meio dela uma simples cabana, cercada das mais lindas flores, aromas e cores, pássaros que por ali que sobrevoavam, felizes e a cantar.
Na porta da simples cabana, o meu grande amor espera por mim. Com passos lentos, uma brisa suave no rosto que me toca, quando finalmente cheguei até ti. Os teus braços, num carinhoso abraço, o meu corpo envolveu, um longo e doce beijo, poucas palavras, porque quando se está feliz, o próprio silêncio fala. Nada mais quis, nada mais procurei, tudo estava ali com a natureza mais bonita, o ar mais puro, toda uma vida, e o mais importante, Tu, o meu grande, único e verdadeiro amor. Ali estava toda a minha Felicidade.
De repente um temporal, uma tempestade formou-se e o meu pensamento partiu-se, com a triste realidade, que em mim, retornou. Uma lágrima nos olhos caiu, o meu coração chorou por tudo ter sido imaginação que a minha mente, de tanto amor, criou. Amo-te tanto, sem por ti ser amado, que dou asas aos pensamentos, que para longe voaram, muito além da própria imaginação. Somente assim te encontro, somente assim, o teu amor que tanto quero, inteiro para mim posso ter. Não me amas, eu sei, não me queres. Mas finalmente, o temporal passou, o silêncio voltou e novamente o meu pensamento viajou.
Segunda-feira, 26 de Setembro De 2011
O amor a tudo espera, a tudo cura e a tudo preenche.
Não precisas de tristeza, de palavras ou de sinais;
Não precisas colher a fruta antes de ela crescer,
tampouco, limitá-la a nunca florescer;
Não precisas montar circos e nem carregar
elefantes nas pontas dos dedos;
Não precisas mentir, fingir, amaldiçoar ou julgar...
Apenas sê amoroso e este simples estado
contagiará o mundo que te cerca, sem que nada
precises fazer para que isto aconteça.
Silenciosamente amorosa...
Para que assim te sintas,
procura nas profundezas das tuas águas azuis,
as tuas estrelas marinhas;
No deserto da tua sede, o conhecimento da tua vontade.
Procura na transparência da bondade,
os bordados que o Criador te deixou;
No brilho da gentileza, a alegria em não magoar.
Procura nos vales da solidão,
a crueldade com que te excluis de ti mesma;
Nas comportas da permissão,
a coragem para que sejas livre.
Procura no silêncio do amanhecer, a canção do Universo;
Na doçura dos teus sonhos,
a realidade para os teus planos.
Procura na realidade em que vives,
a força que vai contigo;
No aconchego da presença silenciosa de Deus,
a luz que te banha.
Não te demores em tantas confusões, em tantos enganos,
mas sim, permite-te ser amorosa
e desfrutarás do verdadeiro propósito
que a ti está reservado.
Segunda-feira, 15 de Agosto De 2011
No amor, estou sozinho há muito tempo e sei que ainda me preocupa deixar que alguém entre na minha vida. Acontece que gosto imenso da tua companhia e gostava de ficar contigo. Não irei correr atrás de ti por não querer que te sintas pressionada, mas por ti estarei disposto a superar a dor quando ela surgir. Também sei que não me amas da forma como eu te amo, mas a verdade é que isso não importa. Podes decidir sentir por mim, aquilo que quiseres, mas eu amo-te e sempre amarei, mesmo que o “sempre” seja muito tempo, tornando-se pouco se estiver ao teu lado.
Às vezes, gostava que fosses uma menina perdida em que eu pudesse pegar-te ao colo e dizer-te: Vem viver comigo e deixa-me tomar conta de ti, mas não és uma menina perdida. É claro que gostaria de partilhar a minha vida contigo sem ter necessidade que cuides de mim, mas para que eu possa ter alguém para cuidar, alguém a quem me dedicar. O único problema é não saber muito bem que vida te posso oferecer. Gostava também que soubesses, mesmo que não nos voltemos a ver, tu já devolveste a minha vida – o meu coração e isso é muito. Obrigado por isso…
Escrito a: long time
Domingo, 03 de Julho De 2011
Se eu e tu, se tu caíres, estou contigo e juntos nos levantaremos, unidos. Se eu me perder, encontra-me. Se tu te perderes, estou contigo e juntos vamos ler nas estrelas qual é o nosso caminho e se não existir, nós o inventaremos. Se a distância for esquecida, farei pontes com os teus abraços. O que temos vivido não são cadeias, nem sequer laços – tu és um sonho que eu amo e com traços pinto que te quero com um derrame de tinta que depois seca no nosso colo.
Se eu e tu, não tenhas dúvidas. Em caso de dúvidas entende-me. Se eu permanecer em silêncio, ouve os meus olhos, se tu permaneceres em silêncio, vou ler os teus gestos. Se precisares de mim, diz-me e eu construirei uma escada feita com os teus últimos beijos para roubar à lua uma estrela e coloca-la na tua mesa-de-cabeceira para que te dê luz. Se eu chorar, ri-te, se tu rires, eu choro, porque somos um equilíbrio de duas metades que formam um sonho. Se tu te ajoelhares, farei com que o mundo seja mais baixo, à tua medida, tornando-se por vezes necessário baixarmo-nos para podermos crescer. Se tu me deixares, vou manter a chama viva até que regresses e sem perguntas, seguiremos o nosso caminho sem colocar condições. Se tu dormires, seguiremos a sonhar que o tempo não passou no relógio que parou. Se alguma vez for difícil sorrires, se as lágrimas secarem ou até mesmo o carinho desaparecer dentro de ti, lembra-te que eu sempre te amarei e estarei sempre ao teu lado para cuidar de ti.
Jamais, tentes curar o amor, porque o amor é como Dom Quixote: Recupera a sua sanidade apenas para morrer. Ama-me na minha loucura. Tu és a minha calma, tu és a minha cura. Sorri comigo, como um botão de rosa. Vem. Conversemos através da alma. Na verdade, somos uma só alma, tu e eu, nos mostramos e nos escondemos tu em mim, eu em ti. Eis aqui o sentido profundo da minha relação contigo. Sem ti nada, se tu me quiseres, então tenta…
Domingo, 12 de Junho De 2011
Quando penso na estrada que percorremos, olho para o passado, para todos esses anos e vejo o que passamos juntos, chegando à inabalável conclusão de que faria tudo de novo uma infinidade de vezes. Não posso e não consigo pensar a minha história sem que nela tu não fosses a personagem principal, aquela que, nos episódios mais significantes, exerceste um papel preponderante não só no que hoje sou como em tudo o que consegui. Talvez falar que a minha vida foi dividida entre o antes e o depois de te conhecer seja um exagero, mas é a mais pura verdade. Não que a minha vida tivesse sentido algum antes de tu cruzares o meu caminho, contudo é inegável que esta tomou o rumo certo, um rumo onde todas as noites, ao deitar adormecia ao som da tua doce voz, com a harmonia, o prazer e a felicidade estavam sempre presentes. Aliás, às vezes, eu pergunto como duas pessoas com histórias tão distintas puderam viver de forma tão harmónica. Então, chego à conclusão de que a compreensão e o respeito de ambas as partes tivessem sido os responsáveis por isso. No fundo, fomos duas metades que se completaram, que fazia brilhar um no outro aquilo que seria invisível caso estivessem separadas.
Na data de hoje, são muitos os pedidos a Santo António e outrora, também fiz os meus pedidos em forma de desejos. Desejos esses simples, muito simples: Um pouco de felicidade, um pouco de saúde, um pouco de amigos. Um pouco de harmonia, um pouco do muito que desejava, guardo no meu coração. Hoje desejo para ser esquecido, perdido no tempo, do muito que preciso, além de abraços, presentes e carinho, este muito está aqui dentro e só eu sei, ninguém mais. Tu sabes e não te importas, não faz mal. Escrevo para mim, o meu desejo num pedaço de papel dobrado e deixo ele voar através do vento, através do tempo, do tempo que agora se perde, mas que não tira a lembrança dos teus lindos olhos e como são lindos.
Estas letras perdem-se, assim como, muitos desejos se perdem. O meu desejo voa, atravessa outros horizontes, outras estradas, outra cidade, porém grandiosa, porque o meu maior desejo está lá. Um desejo que no meu coração adormece, num sono profundo, onde talvez nunca acorde. Mas, é o meu desejo, o desejo de uma vida, o desejo que fica para um sonho. Na data de hoje, entre tantos sorrisos e abraços, precisava apenas de um e na data de hoje sinto a tua falta. Nem todos desejos se realizam, nem todos os pedidos são aceites. Eu sempre pedi que aceitasses o meu amor, só o meu amor. E na data de hoje, és tu quem está aqui, como todos os dias, em pensamentos, preces, orações, coração, poros, pele e palavras. Continuo a sentir a tua falta. Alguns desejos ficam apenas para um sonho, sonho que levaste e arrancaste aqui de dentro, o que para mim já não importa. Desta vez tudo o que eu posso desejar – és tu e poder amar-te. Como não é possível, então o meu único desejo para esta data não é para mim, mas para ti – que sejas muito Feliz.
Quarta-feira, 11 de Maio De 2011
Luz de Reiki, é o meu mais recente blog, no qual eu convido que façam uma visita. Certamente o conteúdo do mesmo será bem diferente deste mesmo blog.
Com isto, não quero dizer que é o "fim" deste blog.
Visitem: http://amoutela79.blogs.sapo.pt
Quarta-feira, 13 de Abril De 2011
Onde estás é o mundo de todas as possibilidades, onde teces, onde esculpes a tua vida e planejas. Este é o mundo onde tu respiras, pensas e onde tu acreditas. Possuis dentro de ti a chave de todas as portas de todas as existências. A chave de todas as dádivas de Deus que Ele te deseja oferecer e tu tens a chave de todo o sofrimento que possas desejar receber. Qual é a tua escolha? Outras mais chaves tu possuis, das coisas fáceis, das coisas difíceis, dos altos e baixos e outra chave diferente que abre o piso intermédio do teu Eu. És tu que crias e re-crias para ti os níveis do tempo, do pensamento e da experiência. Escolhe. Chegas a este mundo com projectos traçados por ti, numa busca de amor, prosperidade e existência, pela qual passas uma vida a rezar por tudo isso. No passado, no presente e no futuro, queres tentar cumprir todas as promessas, atrás dos mesmos projectos traçados, até que surgem motivos - motivos para criares uma vida diferente, mas igual a tantas outras, quando surgem criados por ti relacionamentos caóticos, limitando o recebimento e os gastos que saudavelmente foste adquirindo. Enquanto não entenderes os motivos que fazem com que ajas dessa forma, continuarão os ciclos de destruição e transtornos da tua vida. Os teus projectos alimentados pela esperança todos foram criados intencionalmente, com propósitos e não há nada em ti que seja por acaso. Antes de cá chegares programaste o que será a tua vida. Escolheste o teu corpo, a cor do cabelo, a cor dos olhos, os contornos do teu rosto, órgãos, doenças, o amor e a tristeza.
Preparando para a entrada no túnel, abres bem os olhos para observar o tempo, assim que o amor da tua Mãe dá-te à luz. Observas todo o espaço com encantamento. Chegas a acreditar que tens asas para voar, numa liberdade sem expressão, nadas em águas transparentes como os golfinhos, podes tornar-te invisível quando já estás a ser visível, até que começam a surgir os “nãos”que vão contra a magia que a vida nos oferece e nos dizem que o amor e a vida são decepcionantes. Passas a olhar para este mundo bonito com as lágrimas nos olhos e choras. Tudo em ti chora, desde a alma, o teu Eu Superior e todas as células do teu corpo. O mundo que projectaste em silêncio criado na tua imaginação deixa para ti fazer sentido e com vergonha que soubessem o quanto acreditavas em visões, anjos, fadas, sereias e que para ti não existia monstros, nem gigantes que comem os mais pequenos não conversaste com ninguém.
Quantos não são aqueles que desistem do mundo. Perderam a esperança e desistem sobre o que realmente acreditavam. Os que cá ficam, em adultos permitem que derrubem as suas defesas, seja por aqueles que os rodeia, pelos governos ou líderes mundiais. Mesmo que tentes falar sobre a magia da vida que ainda sentes, uma dor no coração se abate sobre ti, porque acreditas em tudo o que é externo ser o mais sensato, verdadeiro e correcto. Para mim tudo é passageiro e o momentâneo desaparecerá. O que hoje é importante, amanhã deixá-lo-á de ser, devido à constante transmutação que temos nesta vida. Se alguém de quem tu gostas vive na sombra da escuridão, em vez da harmonia, do amor e da luz, não te preocupes. Eles mais tarde abrirão os olhos e percebem sobre a negação da vida e quando se sentirem preparados, transformarão o mundo de ódio num mundo de amor. É impossível acreditar que assim seja? Acreditar no impossível, pode ser a realização do possível. Mesmo assim continuo a planejar e projectar um mundo onde acredito ser possível, um mundo cheio de amor, cheio de milagres na medicina, um mundo onde todas as pessoas dizem a verdade, mesmo quando ela nos possa fazer sentir dor ou quando não é confortável. Um mundo cheio de possibilidades que estão para além da minha imaginação e começa nos pensamentos e crenças que me levam a acreditar na cura das doenças, na paz do mundo, num planeta cheio de luz e que só ainda não aconteceu pelos interesses humanos valorizarem a sua não concretização.
A tua vida depende de ti e lembra-te que em cada drama, existe algo maravilhoso que acontece ao mesmo tempo. A cada morte, existe um nascimento, atrás de uma sombra, existe sempre uma luz, porque ambas não existem sem a outra. É preciso acreditar que cada pessoa traz a paz com ela através do pensamento e a cura a cada batimento do coração. Não deixes que tomem conta dos teus pensamentos. Ama só por amar, ama só porque tu podes amar. Cada um possui a capacidade de mudar o futuro e focalizar um mundo melhor. Liberta-te de tudo o que não serve o amor. Liberta-te desde cima, de baixo, centro e do fundo do teu coração que não se encaixa no futuro. Acredita nas crenças dos padrões dos teus pensamentos e tal como os oceanos quebram as fronteiras tornando-se bem maiores do que já são, porque nunca conhecerem a pequenez de uma praia limitada no seu espaço e tempo.
Sábado, 26 de Março De 2011
Não é um lugar imaginário. Torna-se apenas um local onde reside muitas das minhas memórias por mais que elas não passem pelos meandros da minha alma. Nele posso descrever que sinto nos meus pés uma areia grossa que me preenche os dedos com pequenas pedrinhas, vislumbrando uma imensidão de mar com diversas cores que se debate por entre rochedos nas marés vazias e em marés cheias, torna-se mais imponente, dono de si mesmo. Por vezes a brisa sopra de mansinho, outrora com força e quando em vez em nada se faz se sentir.
Por mim passaria horas da minha vida ali, simplesmente a desfrutar a tranquilidade e a paz que sinto quando as oportunidades surgem. Como nem sempre é possível, em momentos de reflexão como o desta noite fico a imaginar, com pensamentos criados ao som de uma música onde as teclas de um piano se desdobram numa velocidade lenta que me leva para longe deste Mundo e me transporta num voo por entre nuvens para um Mundo de conforto.
É neste momento de reflexão que é impiedoso pegar num pedaço de papel e na primeira esferográfica que surge, para que abra parte da minha alma, daquilo que tem sido os meus dias ou quem sabe, a minha vida. Podia começar por descrever o desapego, a desmotivação, a pouca ou nenhuma vontade, os gostos, sonhos e ambições que desapareceram na minha vida ao longo de alguns meses para cá. Aquela pergunta do que estou aqui a fazer, preenche-me a boca que por vezes encontro respostas, mas elas não chegam para que eliminem esses padrões que predominam os meus dias. Não gosto de ser uma marioneta com os mesmos movimentos, com as mesmas histórias ou os mesmos ritmos. Sei que tudo está dependente de mim, mas será que é mesmo assim?
Hoje senti a falta de um alguém, que não precisava dizer-me nada. O seu silêncio para mim seria ouro sobre azul e me fizesse entender que eu acabo por não me ouvir correctamente e acabo por não acreditar em mim. Por mais forte que possa parecer, por tudo o que posso dizer ou fazer, perco a confiança ou não a obtenho. Hoje gostava de sentir uma mão que agarrasse a minha e me transmitisse uma energia igual, quando agarro na mão de uma outra pessoa, me desse um abraço e me fizesse sentir que faço parte deste Mundo físico e que a hora para atravessar a ponte para a outra margem, tarda em chegar e que ainda tenho muito para realizar. Mas realizar o quê? Cada vez mais sinto que este Mundo já não me pertence e que a minha verdadeira vontade, é de colocar uma mochila vazia às costas e iniciar uma viagem sem rumo e sem destino. A cada passo que dê, coloque dentro da mochila um sonho de cada vez e não se amontoe como fiz no passado, acabando por não saber quais seriam os possíveis de realizar. Largar definitivamente um passado, pessoas, entre outras coisas que acabam por me prender aqui, a um lugar que volto a repetir que não me pertence.
O acto de fugir, não soluciona coisa alguma, mas quem disse que ia fugir? Eu deixaria o meu corpo físico para que pudessem se lembrar de mim, como alguém que amou, lutou, foi derrotado, mas também venceu em muitas outras vezes. Apenas viajaria a minha verdadeira essência, aquela que ninguém até hoje soube dar valor, soube dar atenção ou compreender e aceitar a diferença. Tal como esta reflexão que para muitos podem ler vão pensar que estarei mergulhado numa profunda depressão, perto de um abismo. Enganem-se quem assim pensa, quem assim entende aquilo que estou a escrever. Aquilo que apenas quero sentir, é o prazer da liberdade que me liberte dos bloqueios que atrapalham a minha evolução enquanto Homem. Peço alguns minutos para praticar o perdão do que me fiz e do que fiz para perdoar todas as pessoas que de alguma forma permiti que ofendessem, prejudicaram ou causaram dificuldades desnecessárias na minha vida e que ainda hoje não soube como delas me libertar. Apenas quero acreditar que tudo está bem.
O momento de ascensão ao Céu é o que mais desejo por acreditar que todas as minhas marcas ficam bem vincadas neste Mundo tão cruel. Várias vezes confiei em indivíduos negativos, permiti que descarregassem sobre mim o seu mau carácter. Por longos anos suportei, humilhações, perdendo tempo e energia, na tentativa inútil de conseguir um bom relacionamento com essas criaturas. Já estou livre da necessidade compulsiva de sofrer e livre da obrigação de conviver com indivíduos e ambientes tóxicos. Gostava que acreditassem em procurar valorizar as vossas boas qualidades e pedir a Deus que perdoem também, evitando que elas sejam castigadas pela lei da causa e efeito, nesta vida ou em futuras. Dou razão a todas as pessoas que rejeitaram o meu amor e as minhas boas intenções, pois reconheço que é um direito que assiste a cada um me repelir, não corresponder-me e afastar-me das suas vidas. Analisando e fazendo julgamento de tudo o que realizei ao longo de toda a minha vida, vejo que o valor das minhas boas acções se tornam suficientes para pagar todas as minhas dívidas e resgatar todas as minhas culpas, deixando um saldo positivo a meu favor. Sinto-me em paz com a minha consciência e, de cabeça erguida, respiro profundamente, prendo o ar e concentro-me para enviar uma corrente de energia destinada ao Eu Superior. Ao relaxar, as minhas sensações revelam que este contacto foi estabelecido. Sendo neste contexto, o inicio de uma nova etapa da minha vida. Agora dirijo uma mensagem de fé ao meu Eu Superior, pedindo orientação, protecção e ajuda, para a realização, em ritmo acelerado, de um projecto muito importante que estou a mentalizar e para o qual já estou a trabalhar com dedicação e amor. Agradeço de todo o coração, a todas as pessoas que me ajudaram e comprometo-me a retribuir a trabalhar para o bem do próximo, actuando como agente catalisador do entusiasmo, prosperidade e auto-realização. Tudo farei em harmonia com as leis da natureza e com a permissão de Deus infinito, indescritível que eu, intuitivamente sinto como o único poder real, actuante dentro e fora de mim. Assim, não duvidem que terão em tudo a minha presença nas vossas vidas e eu onde quer que esteja, estarei muito mais próximo daqueles que amo do que podem um dia acreditar.
Domingo, 20 de Março De 2011
Há muitos maus votos no mundo. Às vezes as pessoas não podem ver outros felizes, elas colocam obstáculos. Há tantos ciúmes. Por isso, não podemos depender de outras pessoas para sermos felizes o tempo todo. Temos que ser tão fortes para não apenas enfrentar todas as situações, mas fazer acções que despertem bons votos nos outros. Temos que dar bons votos sempre, onde quer que vamos.
Se me torno consciente de que sou um filho de Deus, um ser de luz, um instrumento de luz, e deixo que a luz da consciência, sabedoria e verdade me transformem, então, posso tornar-me um instrumento que traz luz para o mundo à minha volta. No estado de negatividade, há muito medo e ignorância. Se consigo compreender isso, então, o medo é reduzido e gradualmente eliminado, e haverá uma grande compreensão das razões para o estado de negatividade do mundo e das minhas conexões cármicas com os outros indivíduos.
Tenho que trazer luz para o mundo, e desse modo, a escuridão não será capaz de influenciar a mim e eu serei capaz de ajudar a remover a escuridão dos outros. Soltar não é subtrair-me, mas perceber que eu não posso controlar os outros. Soltar não é tentar mudar os outros, mas dar o máximo de mim. Soltar não é corrigir, mas dar suporte. Soltar não é negar, mas aceitar. Soltar não é ajustar tudo de acordo com os meus desejos, mas aceitar cada dia como vier. Soltar não é parar de cuidar. Soltar é temer menos e amar mais.
Quinta-feira, 10 de Fevereiro De 2011
Reserva um momento para sentares em quietude. Percebe-te. Exclui todos os estímulos externos. Ignora as ondas emocionais que passam dentro de ti e simplesmente observa. Um és tu, não como um objecto, mas como um ser que é uma simples existência. Pura percepção. Nada mais. Vê que cada pessoa e situação na tua vida vem e vai. Mas tu sempre permaneces. O outro é tudo que te coloca depois do “eu sou” como: um dentista ou um francês. Eles podem descrever o que tu fazes ou onde tu estás mas não “o que” tu és. O impulso natural do ser é criar uma conexão com outros. Esse é o impulso primário do amor. Tu existes para ser o que és: uma fonte de amor. A tua verdadeira identidade é “ser”, o teu contexto chama-se “relacionamentos” e o teu maior recurso interior é também o teu valor mais profundo que é o amor.
Segunda-feira, 17 de Janeiro De 2011
Sim, talvez seja uma verdade incontornável que até hoje, foste a Mulher mais importante na minha vida. Sim, é verdade que te amei de uma forma única, de tal maneira que até hoje não consegui voltar amar. Não sei sobre o dia de amanhã conseguirei superar o que por ti senti ou se alguém se tornará tão importante para mim. Apenas sei desta verdade que presenteia o meu coração todos os dias quando ainda me recordo de ti com um carinho muito especial, mesmo sabendo que para ti, há muito deixei fazer parte da tua vida. Sei, não porque alguém me disse, mas porque o meu coração não me engana, quando revela ainda a dor que ele sente por saber que aquela Mulher que outrora foi tudo para ele, hoje vive a quilómetros de distância por ter esquecido quem muito foi capaz de a amar.
É verdade sim, hoje ainda penso em ti quando me deito ou quando me levanto. É verdade que em momentos da minha vida, desejava a tua presença ao meu lado, pelo menos como amiga e assim revelar-te todas as minhas vitórias, ambições ou simplesmente no silêncio da noite ouvir o que me tinhas para dizer. Infelizmente nada poderá ser possível entre nós os dois e é esta a verdade que tenho de continuar a conviver na realidade. Não saber nada de ti, apoquenta-me a alma e obriga-me a que deixe de sonhar contigo, algo que nunca imaginei que um dia pudesse vir acontecer. Não deixa de ser menos verdade que já via a minha vida – pela eternidade ao teu lado, pese embora todos contra-tempos, discussões ou momentos que vivemos menos positivos. Nunca acreditei que aquele teu “até amanhã” fosse para sempre, muito menos acreditei que a tua presença permanecesse dentro de mim, até aos últimos dias da minha vida. Com tudo isso, aprendi que a vida nos prega partidas quando colocamos demasiado alto a fasquia dos nossos sonhos e hoje, quando olho para esse passado, aprendo que foi um erro pesado que cometi. Não, não penses que considero um erro ter-te amado, muito menos teres feito parte da minha vida, isso lembrarei toda a minha vida e desejarei incessantemente, que caso não nos encontremos mais nesta vida, numa próxima as nossas vidas se voltem a encontrar e dessa vez de uma forma bem diferente.
As minhas lágrimas por ti, é verdade que secaram, porque as próximas lágrimas que gostaria de voltar a derramar seria de uma alegria sem imensidão, quando os meus olhos voltassem a ver os teus. Entendi que todas elas deviam sair dentro de mim, depois de me lavarem a alma por dentro e um coração que vivia num ritmo aflitivo. Hoje, é verdade que tudo se modificou com o passar dos anos e forçosamente tive de reaprender tanta coisa. Acho ou até tenho a certeza que a minha vida recomeçou do zero. Depois de ti, é como se tivesse voltado a nascer para uma vida diferente e que mesmo assim, permaneces dentro dela intocável. Não foi por acaso que as nossas vidas se cruzaram. E, com certeza, a ocorrência deu-se no momento certo, embora não pareça. Não fosse assim passaríamos despercebidos um ao outro, já que tudo tendia para isso.
Às vezes questiono a imaturidade que prevaleceu em todos os acontecimentos que determinaram tanto o início como o fim. Imaturidade de ambos, apesar das idades que tínhamos. Justificativas não faltaram. Para nenhum dos dois. Tanto para o início, como para o fim. Fim? Terá havido realmente um fim? Fim gera esquecimento, apagamento da memória. Determina que nada nem ninguém nos remete ao passado ou à pessoa. Implica a retirada total dos pensamentos, do coração, das emoções, dos sentimentos. Inclui a inexistência da saudade, qualquer tipo de saudade, qualquer lembrança. Implica no esquecimento total e irrestrito, irrevogável, inalienável. Houvesse o fim e eu não estaria aqui, agora, a registar os meus pensamentos, os meus sentimentos, a minha saudade, a minha marca, por ser impossível estabelecer a existência de um final quando a nossa mente se depara, não raramente, dispersa, perdida no espaço e no tempo, recordando, salvando os bons momentos por entre os destroços que amarguraram o nosso coração.
Indubitável a continuidade quando damos por nós saudosos, conversando com as estrelas, com o luar ou apenas com nós mesmos. Ou, pior ainda, quando nos descobrimos a dialogar telepaticamente com o ser ausente. Namastê! Não há fim quando não houve começo. Tampouco há fim quando os laços aparentemente inexplicáveis unem as pessoas. Laços que marcaram momentos, palavras e atitudes intensas, tantas vezes injustificadas, incompreendidas, desfocadas de qualquer razão, oriundas tão somente de sentimentos intensos, talvez extremos, que fogem ao racional mas tão compreendidos se observados apenas com a emoção, com o coração, com a alma. Marcas de um passado recente se comparado à eternidade da vida, mas quem sabe se não corresponde a um passado distante, vivido em outras épocas, em outras vidas.
Afinal, há laços que são eternos...e tu também!
Ass.: Mico
Quarta-feira, 22 de Dezembro De 2010
Vivemos num período conturbado onde as mudanças ocorrem todos os dias na nossa vida. Por vezes olhamos para trás e nem damos conta com a velocidade com que tudo passa por nós. Tudo isto para dizer que chegamos ao Natal. Podemos e devemos nesta altura de parar e olhar para o nosso passado e rever as nossas experiências vividas ao longo deste ano. Não interessa se a nossa tendência é olhar unicamente para aquelas experiências que nos marcaram pela negativa – são elas que nos fazem avançar e nos ensinam acerca dos erros cometidos. Futuramente serão apenas histórias ou contos que contemplam a nossa vida e possamos com a força e coragem necessária olhar para aquilo que um dia fomos e sorrir…sorrir bastante. Nesse momento, ficaremos a saber o quanto a nossa vida mudou, quando nada muda se nós não mudarmos.
Proponho um desafio de final de ano. Este desafio não deveria ser feito apenas no final do ano, mas sim várias vezes. Faz uma lista de tudo o que mudou na tua vida e em ti durante este ano de 2010. À frente de cada frase da lista, escreve o que sentiste. Numa outra folha, escreve uma lista de todos os projectos para 2011. O resultado será a tomada de consciência da forma como vives as tuas experiências e uma mais fácil concretização dos teus objectivos pessoais. Para o ano, revê tudo aquilo que escreveste e surpreende-te com a lista elaborada e os objectivos que conseguiste atingir.
Para terminar, deixo uma pergunta da qual gostaria que me respondessem: Se o Pai Natal existisse de facto, se aparecesse na tua frente e se fosse capaz de realizar um desejo teu, o que lhe pedirias?
Um Santo e Feliz Natal para todos vós e obrigado pelas vossas visitas constantes ao longo deste ano, neste meu blog. Felicidade para todos(as), é o que desejo!
Ass.: Mico 
sinto-me:
Quarta-feira, 08 de Dezembro De 2010
Hoje senti que o rumo a seguir leva-me para longe. Sinto que este chão que agora piso não tem mais espaço para os meus pés pisarem. São tantos os motivos para ir, sem que nenhum em concreto me incentive. Eu apenas sei que não posso cá mais ficar. Não sei o que vem a seguir. Distante do medo, quero procurar erguer os meus planos de forma a que o meu amanhã seja diferente.
Abro as minhas mãos e liberto tudo aquilo que não me pertence – nada é meu, nem mesmo o meu corpo. Esse foi-me emprestado por Deus para descer a este mundo e cumprir as missões que me propus cumprir. Esta é uma nova missão que hoje aqui começa. Não levo nada daquilo que vos dei, não guardo absolutamente nada que vos possa pertencer e não peço nada em troca.
A vida faz-se caminhando, dizem, e a minha verdadeira caminhada teve inicio este ano e talvez por isso, sejam poucas ou nenhumas as pessoas capazes de me acompanharem. Posso até, daqui em diante caminhar ao lado da solidão, mas a convicção de que nunca caminharei sozinho estará dentro de mim, porque o Céu é tudo aquilo que eu quero alcançar e para isso, não tenho mais tempo a perder. Vivo agora, um dia de cada vez para me sentir mais próximo do final deste trajecto. Um pouco do céu é o que eu pretendo alcançar. Eu sou livre, Eu sou livre, Eu sou livre!
Escrito a: 8/XII/2010
Ass.: Mico
Terça-feira, 16 de Novembro De 2010
Hoje talvez seja um espírito diante de uma imagem adormecida. Podes talvez já ter retirado a minha fotografia da moldura em que eu sorria para ti, porque diante da tua beleza serena eu encantava-me com o teu olhar, com o teu corpo sedutor, inspirando-me desejos com sussurros de palavras que ninguém ouvia, onde sempre acreditei que o teu coração podia ouvir cada uma delas e acreditar. Acreditar no amor que por ti sentia e declarava-te todos os dias ao amanhecer ou ao anoitecer, estivesses deitada ou não ao meu lado, partilhando a mesma cama. As vezes que adormeci a acariciar-te a pele, senti os teus suspiros, ouvi as tuas lamentações e ouvia os teus segredos que me davam a conhecer os mistérios do teu coração, que se soltavam envoltos em sonhos quando escolhemos caminhar lado a lado – juntos no mesmo caminho que hoje não sei onde nos podia levar. Sei apenas que essa curta distância terminou rapidamente, sem um retorno à vista.
Mesmo que seja um espírito, hoje atrevo-me a entrar pela tua janela e contemplar o teu corpo adormecido. Esse mesmo corpo que eu continuo a desejar, que eu anseio de novo tocar com carícias e carinhos, correndo o risco que te possam acordar e rejeites a minha presença. Na verdade, não é esse o meu desejo, porque quero que continues adormecida e a sonhar connosco – com o nosso amor que é bom para ti e bom para mim, o melhor para nós. Hoje sou apenas mais um rosto no meio da multidão que passa despercebido por entre ruas despidas e frias. Sou apenas alguém que insiste seguir em frente e planar sobre montanhas, com um único desejo num encontro entre nós os dois, para poder amar-te e tu possas sentir e saber das verdades contidas dentro de mim, querendo entregar-te todo este amor que eu quero viver e sentir por ti.
Como não posso ser um Anjo ou até um espírito que vive ao teu lado, fecho os olhos neste momento e adormeço por entre pensamentos. Mesmo assim, eles levam-me para um único lugar onde acabo por te encontrar para te dar um adeus por perceber que não tem mais volta. A vida acabou por traçar caminhos diferentes para nós e por entre pontes, ficamos em lados opostos, mesmo que tenhamos juntos trilhado lindos caminhos quando o amor bateu à nossa porta e fomos felizes, isso é o que importa. Agora preciso de voltar para a minha vida, para realizar os meus planos, os meus ideais e mais uma vez não te darei um beijo de despedida por não me pertencer mais e a minha missão está traçada. Deus é muito bom comigo. Desejo que sejas muito feliz.
Nota final de texto: Texto de ficção
Escrito a: 16/XI/2010
Sábado, 06 de Novembro De 2010
Abro as portas do meu Mundo para o exterior. Vejo um enorme manto de luz branca, uma luz brilhante que vem ao meu encontro. Vultos passeiam de um lado para o outro e convidam-me para que eu avance o portão enorme de ferro pintado a verde-escuro para assim conectar-me com os seres ascensionais. Um “Velho” de barbas brancas compridas, com pouco cabelo direcciona a sua mão até às minhas e na sua textura, com pele áspera, sou capaz de sentir uma segurança. Identifica-se como Meu guia espiritual, dando-me as boas vindas.
Tem para mim várias mensagens, para isso terei de saber ouvi-las e estar atento em cada uma delas. Estou apto a ser mais um para salvar o planeta terra, após ter cumprido a primeira meta depois da abertura dos canais de luz. Neste momento tudo para mim passou a fazer sentido quando percebo qual o sentido da minha vida. O importante uma vez mais, é saber ouvir. A minha alma passou a ser iluminada, o que antes já era, mas se eu não conseguia ver o brilho da vida, muito menos podia sentir na minha alma a beleza e a esperança como reflexos da chama que resplandece dentro do meu ser.
Novas metas se aproximam, novas tarefas a realizar ou então dar continuidade a um passado recente, levando uma vida igual a tantas outras, eis as escolhas que me foram colocadas em cima da mesa. Não precisava decidir naquele momento, mas sem hesitar, lembrei-me que nada muda se eu não mudar e tinha chegado o momento ideal para efectivar essa mudança na minha vida, porque sinto que não tenho muito mais tempo. Hoje percebo que não importam as tempestades que eu possa ter enfrentado, no fundo, em todas elas mantive o indispensável de manter-me vivo. Não importa a chuva, o vento, os obstáculos ou as dificuldades que enfrentei através de um corpo doente e deformado. Na verdade, a chama interior, essa mantém-se sempre acesa, independentemente do que venha de fora. Talvez tenha sido e seja essa a minha maior responsabilidade ao longo da minha vida – manter essa chama sempre acesa.
Aceite que está a mudança, cabe-me agora de forma consciente alimentar essa chama interior, no dia-a-dia, a cada dia. Todos os dias será relevado como alimentá-la, como mantê-la acesa. Estar atento é imprescindível, sem que isso signifique que fuja das responsabilidades acrescidas mesmo que se tornem cada vez mais elevadas, sem importar onde, quem ou quando, na verdade fica a certeza que quando caminho em direcção a Deus, as ajudas surgem para que Eu mantenha a chama da vida bem acesa e uma intuição com o coração, mais que pela razão.
Ass.: Mico
Sexta-feira, 22 de Outubro De 2010
Ser delicado é possuir alma de criança,
É acreditar...
É emocionar-se ao ouvir o barulho do mar
É conversar com as paredes...
É sentir a pureza de uma rosa,
e envolver-se no seu perfume...
É ouvir o cantar dos pássaros e
transportar até ao sonho...
É admirar a liberdade das borboletas,
o seu colorido e a suavidade do seu toque nas flores...
É ouvir o sussurrar do vento
que fala de amor aos teus ouvidos
É perceber na musicalidade da chuva,
o sentido da vida...
É ver a tempestade, os seus raios, trovões e vendavais,
impondo limites para a humanidade...
É entender que as nuvens negras passam,
E logo ao amanhecer,
nasce o sol com os seus raios multicoloridos
mostrando-nos...
que vale a pena viver
É sentir o sol transcender o corpo e iluminar a alma...
É olhar uma estrela, e ver o seu brilho,
nos olhos de quem amamos
Ser delicado, é sentir a ternura e o sentido de amar...
Sexta-feira, 10 de Setembro De 2010

Aqui, na beira de um pequeno rio, sozinho eu sinto paz. Longe de tudo e de todos, torna-se esta a minha fuga no final do dia. Ouço apenas o barulho das águas que penetram na minha mente. Ouço o cair das folhas anunciando um Outono que se aproxima e no momento em que fecho os olhos, deixo-me levar para um lindo lugar. Um lugar paradisíaco, com águas cristalinas, o som dos pássaros em doces melodias que vão entoando e Eu encontro-me tão longe, até onde a minha mente me leva, desejando não voltar, para sempre aqui ficar.
Mas não posso, a realidade da minha vida é bem diferente deste lugar paradisíaco. Por vezes não sei o que dizer. Sinto que tenho muito para falar, mas as palavras tornam-se vazias ao não qualificarem exactamente o que estou a pensar ou sentir. Se elas conseguissem qualificar através de uma palavra exacta, resumia que tenho uma sensação de mistura de saudade, tristeza, revolta, carinho, apreço, entrega, amizade, amor, entusiasmo, entre tantas outras. Só por hoje, sinto um aperto no peito que me transporta ao encontro daquele alguém que comanda os meus sentimentos na expectativa que compreenda tudo o que vou sentido. Apenas hoje, gostava de lhe revelar as minhas noites mal dormidas, os sonhos que achava possíveis e se dispersam num tremendo vazio. As angústias que me assolam, quando o que mais desejo é a sua presença junto de mim, sem nada precisar dizer. Hoje, queria revelar os meus segredos, aqueles em quem somente confio na pessoa que me conhece melhor, que eu conheço a minha própria palma da mão. Revelar ainda, os poucos planos que possuo, incluindo num deles o ímpeto desejo de amar alguém, mais do que a mim mesmo, porque na cabeça reitera a certeza que nada neste Mundo é melhor do que amar.
Sigo a estrada do meu tempo, sem conseguir ver para onde me leva, mas sei que vou. Caminho estrada fora, olhando para trás e no qual vejo o início desta, aquela que conduziu para uma profunda mudança na minha vida. Hoje, em nada me arrependo pela direcção que optei, sabendo mesmo que estes dissabores que vou passando, são fruto dos obstáculos que me tentam impor para me desviarem. Vejo, que para trás ficam familiares, amigos e amores por quem me entreguei por inteiro, mas estou decidido regressar a casa – verdadeira casa. Posso dar a entender que tenho a minha vida destruída, mas não é bem assim. O mais importante é que tenho um alguém, mesmo sem que ela saiba, que pela sua existência e onde quer que esteja, é o motivo para sorrir e continue determinado nesta caminhada da minha vida.
Assim, os meus pensamentos vão percorrendo o céu, atravessam o mar, sentem o perfume da natureza e se depositam num coração. Por vezes continuo sem saber o que dizer, e então, permite que o meu silêncio te diga tudo.
Ass.: Mico
Domingo, 15 de Agosto De 2010

O meu destino é caminhar em direcção à minha alma. Tenho como objectivo do crescimento interior alcançar a profunda sabedoria, pedindo que a essa mesma sabedoria chegue o mais depressa possível, para que me sinta bem comigo mesmo e não de uma forma vulgar. Preciso de reforçar todos os dias as minhas intenções, seja em forma de meditação ou através da oração, para que Eu possa olhar cuidadosamente para tudo o que me rodeia, procurando o centro de tudo e tenha como regra não permitir que saia dentro desta minha intenção para que a sinta dentro de mim.
Posso não ter em pleno a vida que sempre ambicionei, posso não ter os amigos, as relações ou trilhar os caminhos certos, mas sou capaz de me perdoar por isso mesmo. Está nas minhas mãos o saber da mudança para que possa fazer o melhor que sei a partir do meu nível de consciencialização. Aprendi que tenho de deixar partir – tudo e todos – porque a vida é uma constante mudança. Devo preparar-me para deixar partir as crenças, os pensamentos e as acções de hoje, sem me importar como é que me fazem sentir espiritualmente. Cada estádio de crescimento interior, é uma boa vida, alimentados por Deus e a Luz do amor vinda do Universo. Só assim, a minha segunda atenção saberá quando é tempo para caminhar e quando souber, não vou hesitar em deixar partir o passado, incluindo todas as coisas que me prendem na concretização da minha mais profunda vontade.
A minha Mestre (se assim já poderei considerar) é o meu futuro e espero que ela me olhe por cima do meu ombro, na esperança que a ela me junte. Os seres humanos inundados de uma luz de amor infinita – como tu – constituem um tesouro. Mergulhar neste tesouro, ajuda a abrir o meu coração. Neste preciso momento em que a minha alma quer florir, as tuas sábias palavras tornam-se o adubo certo para a minha vida. Obrigado por isso!
Escrito a: 15/VIII/2010
Quinta-feira, 29 de Julho De 2010
Mais que as palavras...fica este vídeo. Dedicado para alguém tão especial...
Quarta-feira, 30 de Junho De 2010
Hoje decido fazer uma reflexão de mim mesmo. Talvez vá de encontro a acontecimentos que me façam sentir dor, amor, frustração, saudade, ternura, decepção, carinho, cumplicidade e lembrarei daqueles momentos que abri mão daquilo que eu acreditei que iria durar até à eternidade. É bem verdade que se torna benéfico passar por tudo isto na minha vida, do que levar uma vida inteira sem nada.
A minha realidade é aquela dos olhos para dentro e a ilusão é a dos olhos para fora. Eu não critico a forma como os outros pensam, agem, comportam, os seus ideais, ambições, sonhos ou a educação que têm. Quero que da mesma forma me deixem seguir o caminho que eu acredito ser o melhor para mim. Assim, sem dúvida alguma estarei a ser simplesmente quem eu quero Ser. Entretanto vou ouvindo um som abafado e um sussurro meu, levam-me a perceber da existência de algumas coisas que se tornam inexplicáveis e sei que assim permanecerão durante muito tempo, imutáveis. O meu coração cerca-se de silêncio, um silêncio que traz calma e me diz que há também muitas outras coisas que posso lançar no mar do esquecimento, mesmo que por vezes ache impossível esquecer. Com esta atitude, decido mudar definitivamente a história e o rumo da minha vida.
Quando me olhei de uma forma atenta pela primeira vez, vi na realidade como sou. Pude olhar sem hipocrisia, sem qualquer máscara e sem desculpas possíveis por ter estado durante anos da minha vida sem saber como vivê-los. O meu coração passou a ser o meu guia e levou-me ao encontro da minha humanidade. Tornei-me humano e isso significa reconhecer que não sou perfeito e que erro como qualquer outra pessoa. Erros esses, que servem como aprendizado, mesmo que os danos causados possam ser irreversíveis. Reconheço que perco muito tempo à procura de todas as respostas, quando na realidade não preciso delas. Reconheci todas as minhas deficiências, cabendo a mim mesmo o dever de as aceitar e com elas viver. Esquecê-las, seria esquecer uma boa parte de mim. Reconheço e enfrento as minhas sombras, os meus desejos ocultos que nem eu sabia da existência deles. Encontro fraquezas que não podem ser confessadas, de modo a que não sejam usadas por terceiros.
Confronto com o meu outro lado da humanidade outrora vivido e percebo uma vez mais que viver no contexto da eternidade, significa que nos podemos considerar infalíveis, cheios de arrogância, achando-se acima do bem e do mal. Podemos tornamo-nos intolerantes e julgar as pessoas pelas suas fraquezas, sentido a mesma necessidade de as atingir como do ar que respiramos. Não sermos compassivos para chegar ao extremo na busca pela perfeição, é o alto preço que temos que pagar. Entretanto não abro mais a minha mão da minha própria realidade. Sei que cometerei mais erros, irei ter decepções, sofrerei, mas ao invés também serei mais tolerante, menos arrogante, mais compreensivo, perdoarei mais ainda e saberei amar de uma forma plena.
Alimento na alma o sonho de um dia ser grande, enorme, mas grande no sentido maior da palavra. Claro que não me refiro à altura ou largura, mas ao estado de espírito. Sonho morar na casa dos meus sonhos sem economizar os detalhes e ter como vizinhos aqueles que também acreditaram como eu que seria possível a realização deste sonho. Sonho ter filhos nas melhores escolas. Sonho que a minha esposa se afirme para mim a cada dia com toda a sua beleza e testemunhar o brilho dos meus olhos. Talvez tudo isto possa ser um retrato natural da minha vida como uma realidade a alcançar. Deixo para trás a tristeza e as lágrimas, o medo e as dificuldades. Uma nova etapa se inicia e agora só eu é que importo. Procuro energia, orientação e força para quando voltar às minhas acções elas se tornem menos árduas. Vou de encontro à esperança, ela é a que me faz seguir em frente. A esperança que me faz caminhar, a esperança que me faz amar sempre apesar de todas as contrariedades. Afinal, em tudo o que parte, existe algo que chega, em cada mal a semente de um bem, em cada perda, há algo a ganhar, em cada dificuldade uma oportunidade de vencer e crescer. O Mundo me pertence e tudo de bom está ao meu alcance. Tudo o que precisa ser mudado, o que precisa ser realizado, sorrir para mim, perdoar e amar, será sempre o meu maior para segredo para a felicidade.
Ass.: Mico
Terça-feira, 18 de Maio De 2010
Sinto a minha alma aprisionada a um mundo que não me pertence. Voa alma, voa com toda a tua força para um lugar distante deste onde te encontras. Não tenhas medo. Haverá sempre uma outra alma que te reconhecerá e dará as suas mãos num toque de leveza e suavidade, que te fará sentir calma e tranquila.
Voa alma minha, eu liberto as tuas asas para que voes. Liberta de ti a dor e a revolta que te fiz afundar por ter sido incapaz de perceber, identificar ou sem reconhecer a tua grandeza no dia que te conheci. Eu não pude acreditar alma minha a grandeza contida no meu ser. Não percebi que tu não eras somente o meu reflexo no espelho e quando identifiquei a tua divindade, identifiquei a minha própria divindade. Ao ver-te alma do meu coração, tão cheia e inteira, senti-me cheio e inteiro.
Não te aprisiono mais em mim. Corto todas as correntes que nos une e quebro-as de plena vontade. Eu sei que um dia os nossos caminhos se voltarão a cruzar num outro corpo, num outro lugar distante deste, mesmo que demorem dias, meses ou uma réstia de anos. Devolvo as asas que outrora retirei, agora num gesto de plena felicidade. És livre para voar para onde quer que o destino te leve, sabendo que posso aceitar tudo isto e que só iremos para onde necessites estar. Quem sabe quando tornamo-nos invisíveis, outras almas nos deixem libertos deste sofrimento quando nos tentam contagiar com as suas doenças ou então aquelas verdadeiras e preciosas almas aceitem voar ao nosso lado num gesto de amor puro e que só está ao alcance de muitas poucas almas.
Quem sabe não seremos o reflexo para outros que não consigam ver-se, sentir-se ou amar-se. Vamos alma, numa sensação de plena satisfação e assim como tu, eu me sinto capaz e numa vontade imensa de voar. Quero cruzar novos caminhos no aqui e no agora por tão breves momentos. Eu aceito as minhas asas e estou livre para prosseguir no caminho que Deus me destina, aceitando tudo o que nele encontrar ou no que possa perder. Só assim terei a certeza de tocar na alma daqueles que amei nesta vida e tal como tu tentaste com que na profundeza pudesse sentir esse amor…mas a única alma que nunca vou poder conhecer, é aquela ao qual gostava entregar o meu coração.
Para as almas que ficam, talvez um dia nos voltaremos a encontrar, eu sei, isso está escrito no universo. Até lá, sê feliz, tal como um dia, eu sei que serei. Agora nós estamos livres, poderosa liberdade da alma, tão fascinante. Selamos o nosso próprio destino, pedindo perdão pelos nossos erros que serviram como lições de aprendizado. Poderosa liberdade da alma, descansa em paz mesmo que não tenham acreditado do que somos capazes, mesmo naquelas alturas que parecia que o mundo vinha abaixo. Agora sim, estamos livres, voa comigo ou caminha grandiosamente no sempre.
Escrito a: 18/V/2010
Quarta-feira, 05 de Maio De 2010
Em conversa recentemente tida com uma amiga acerca da perda de um objecto pessoal em que eu sentia muito afecto por ele, além de outras palavras, a mesma sugeriu que lesse acerca do desapego.
Achei na altura uma sugestão estranha, por mais noção que tivesse de que nada do que possuímos é nosso, ou melhor, tudo nos é emprestado e que cada coisa seja material ou não, a dada altura segue o seu rumo para longe de nós. Questionamo-nos do porquê, se afinal gostávamos tanto, como no meu caso em concreto, um objecto para que muitos não passa de mais um, mas para mim e pela ligação criada entre nós, era como se fosse uma parte do meu ser.
Seguida essa sugestão, percebi que afinal quantos de nós não sabe desapegar-se ao longo da vida, de pessoas, objectos, sofrimentos e sentimentos. Acabamos por achar que ao estarmos tão pegados com aquela pessoa, é uma das formas de demonstrar o nosso amor para com ela e eu acredito que é o contrário. Amar é saber ser livre e dar liberdade para a outra pessoa. Vive-se uma vida apegado aos medos de não ser aceite numa sociedade onde faltam valores morais e humanos, onde se avalia aquilo que a pessoa pode ser através de um olhar. Sente-se medo de serem amados ou amar, por se acharem inferiores ou que mais cedo ou mais tarde, tudo não passará de um sonho e a seu tempo, cada um segue o seu caminho como se nada tivesse acontecido. Apegam-se ao medo do sofrimento vivido no passado se repita no presente ou no futuro e entre muitos outros, o principal medo de perder aquela pessoa com a convicção que ficaremos numa eterna solidão diante o mundo.
Não é fácil falar sobre o desapego, mas para mim sem dúvida alguma é muito importante conhecê-lo. Acabo por concluir que a minha vida em parte sempre foi bastante desapegada a diversas situações. Instintivamente, sempre me pautei por princípios e valores que considero diferentes por excluir da minha vida a situações, objectos, pessoas, evitando tornar-me uma pessoa mais vulnerável. Visto que a essência da vida é a impermanência, desejar a posse eterna de tudo a que nos afeiçoamos, é uma ilusão. Entretanto, poucos de nós estão preparados para viver uma existência sem apegos.
Criar uma resistência interior só faz prolongar ainda mais a dor e a angústia que sentimos. Quanto mais rapidamente aprendermos a dominar a arte da aceitação, mais seremos capazes de nos manter imunes ao medo da rejeição, da escassez, da solidão. Embora seja este um dos principais aprendizados da vida, ninguém nos ensina a cultivar esta atitude. Ao contrário, somos treinados não para compartilhar, mas, sim, para depender do outro, como se nossa própria individualidade fosse algo sem valor. Reaprender a ser livre e a não se manter preso a condições para poder estar feliz é o caminho mais sensato para que nos libertemos de uma vez da prisão dos apegos.
Espero que possam reflectir nestas palavras aqui descritas e gostaria para finalizar, mesmo sem saber se as pessoas em causa, irão ou não ler estas palavras, deixar o meu agradecimento à amiga que só com uma simples palavra, me fez ir ao encontro de tantas respostas que se escondiam dentro de mim. Sei que mal nos conhecemos, mas sinto que entre nós existe uma ligação mútua que faz com que exista um grande entendimento em ambas as partes. Em segundo lugar, gostava que uma outra amiga muito especial pudesse reflectir sobre o que aqui escrevi e permitir que lhe diga, que o amor que senti por ela não foi porque me apeguei, mas sim porque amei e o amor não tem razão nem explicação, apenas acontece…
Segunda-feira, 19 de Abril De 2010
Abraça-me esta noite,
Entrega-te nos meus braços, abraça-me por ti meu Deus,
Eu quero-te no meu caminho e por ti mudaria o meu destino...
Este é o meu amor sincero, mas por favor abraça-me esta noite.
Vamos juntar as nossas vidas...
Abraça-me como se fosse a última vez,
Abraça-me!
Quinta-feira, 18 de Março De 2010
Tem dias que eu pergunto qual o porquê da minha existência neste mundo. Será válido todo o sacrifício, as noites em claro, anos de trabalho, construções erguidas em forma de desejos realizados e que em poucos segundos tudo se desmorona causando uma sensação de vazio e um mito de revolta por tudo acontecer daquela forma. Há dias que penso nos amores que vieram e naqueles que se foram num abrir e fechar de olhos, nas paixões avassaladoras, alegrias imensas e em todas as dores quase insuportáveis. Chego a pensar por vezes que construir um império vale a pena, mesmo sabendo que não levamos nada connosco quando esta vida terminar. Sei que deixarei alguns frutos como resultado do aprendizado, mas não sei se os mesmos frutos vão crescer, colhidos por quem cá fica ou se simplesmente vão deixar que caiam no chão. Aquilo que levamos desta vida é a vida que levamos e esta afirmação não é da minha autoria, mas é a mentora para acreditar que este mundo pode ser o paraíso ou o inferno, existindo gente tão boa como o inverso, dependendo de nós a escolha ou opção a maneira como encaramos ou aceitamos cada situação.
Tem dias que quando a noite cai sinto vontade de atirar tudo para o alto. Tudo aquilo que me preocupa e toda a responsabilidade que pesa sobre mim, desejando ir para um lugar onde não conheça ninguém. É como se fosse criar uma nova vida, num lugar desconhecido, mas sei que depois vou fazer tudo igual ao que eu faço neste lugar onde me encontro, caindo na rotina da minha nova vida. Em noites como esta fecho os olhos e vejo-me num alto de uma rabina a olhar em meu redor, vislumbrando um imenso território. Olho para céu de um imenso e profundo azul, fixando o meu olhar numa águia imperial e majestosa no seu voar. Sonho um dia poder voar como a águia que vou avistando, sobrevoando uma planície e sentir o prazer da mais pura liberdade. Enquanto esse sonho não se realiza, ergo os meus braços e no meu braço direito enrolo um pedaço de coro à espera que a águia venha na minha direcção e sinta confiança em pousar com as suas garras à medida que recolhe as suas asas delicadamente. Eu e a águia entendemo-nos, mesmo sem necessitarmos de falar o mesmo dialecto, nem sequer se torna necessário emitir uma palavra ou som. Entendemo-nos pelo olhar, pela energia que cada um de nós emite, porque os nossos corações são puros. Ela transmite-me felicidade, faz-me viajar para um mundo de sonhos e é bom saber que o nosso companheirismo, a nossa amizade se mantém para além das nossas formas, para além dos planos e um laço muito forte nos une.
A acção tempo é infalível, e nos guia suavemente pelo caminho certo, aliviando as nossas dores, assim como a brisa leve abranda o calor de verão. Depressa obtemos a resposta e a consolação necessária. Compreendo que o quer que sejamos nesta vida presente, o que quer que tenhamos sido numa outra qualquer vida precedente, a lição a reter não consiste no que de materialmente fomos possuidores ou do aspecto físico que detivemos mas, unicamente nos valores morais que ficaram impregnadas na nossa alma e, dos quais a alma que somos é detentora. As aprendizagens e erros cometidos em outras vidas, não precisam de ser novamente aprendidos ou cometidos, mas unicamente aceites. Eles já fizeram parte de todo o conjunto daquilo que somos hoje. Aquilo que hoje sou é tudo o que realmente interessa. Qual a importância poderá ter sobre aquilo que foste ontem, se não conseguires aceitar o que hoje és, quando tudo aquilo que hoje és, foi influenciado por aquilo que eras ontem. Consegues compreender isto? Passa-se uma vida ao complicar ao que queremos ser, ao que queremos ter, quanto tudo poderia ser mais simples se simplesmente aceitasses que já somos o que precisamos ser e que já temos tudo o que necessitamos ter. Torna-se necessário compreender que não é a roupa que se veste ou os ornamentos que se ostenta que vai determinar quem realmente somos. Reflictam sobre que tipos de ser humano são ou querem ser.
Assim como o plano terrestre é composto dos elementos ar, terra, fogo e água, nós somos compostos de um sem número de experiências e vivências que associadas ao modo peculiar de sentir de cada um, determina na íntegra o ser que somos. Resta-me perder mais noites de sono, trabalhar mais uma série de anos, ser forte para suportar as dores que virão e saber aproveitar todas as alegrias. Continuo a carregar tijolo por tijolo para construir o meu império e assim construir a minha história que vou escrevendo em papel e espalhando pelo mundo, certo que alguém um dia leia e se orgulhe da minha história. Eu sei que sou, porque sinto e isso basta-me!
Segunda-feira, 08 de Março De 2010

Tenho dito amo-te em silêncio quando olho para ti. Tenho dito tantas coisas em silêncio quer seja ao levantar como ao deitar, sabendo somente que o céu é o único que me consegue ouvir. Tenho pensado em ti, se estás bem, onde estarás, o que estás a fazer ou se em mim também pensas. Olho fixamente para ti e amo-te em silêncio. Olho para o tempo e peço que seja apenas rápido, implorando que ele te traga até mim, mesmo que esses momentos sejam apenas uns meros minutos, mas suficientes para ficar com a certeza que Tu és a mulher que eu amo, por teres tudo o que quero e espero.
Querida, amor é tudo aquilo que tenho guardado dentro do meu coração e a medida do amor, é amar-te sem medida. Amo-te em silêncio quando falo o teu nome por estar tão preso nos meus lábios, pedindo ao universo que me ames. Agora que te encontrei, tens sido a minha força, o meu melhor sorriso, a minha alegria, continuidade e melhoria da minha felicidade, levando-me a esquecer as tristezas.
Todos os meus pensamentos por um beijo teu talvez um dia se torne na realidade, um beijo dado na chuva, esse que eu vou querer realizar e assim, amo-te em silêncio. Por vezes sinto vontade de gritar tudo o que sinto, para onde quer que estejas fiques a saber toda a verdade e eu pergunto: E se tu não quiseres este amor que te nutro? Acho que não vou mais pensar nisso. Se bem que por vezes continue a achar que o melhor é amar-te em silêncio, sendo melhor seguir a minha vida e deixar tudo como está, mas a esperança nunca irá acabar. Essa mesma esperança com a certeza que um dia estaremos juntos, lado a lado, num tempo em que permaneceremos em união. Desejo acariciar o teu rosto e secar uma lágrima teimosa que possa cair desses teus olhos brilhantes, naqueles dias onde a tua fortaleza esteja mais débil. Desejo lembrar todos os dias o significado que tu tens, a tua importância, todo o teu valor, força e espiritualidade. Desejo que de hoje em diante sejas o meu Anjo e Eu o teu. Desejo-te como minha adorável companheira, como mulher amorosa pré-destinada por Deus. As músicas que ouço fazem com que eu imagine nós os dois, no agora e envolto num mundo de sonhos em que deixo de sonhar contigo e passe a optar por este amor por ti.
Na vida devemos agradecer e eu já agradeci e continuarei a fazê-lo, por Deus ter-me enviado um anjo para a minha vida. Um anjo que soube e sabe cultivar o meu coração, trazendo de volta o meu sorriso nos lábios, a vontade de ultrapassar barreiras e esse anjo tu sabes quem é, és tu o meu anjo. És tu que eu sinto vontade de te ligar, vontade de ouvir as tuas poucas palavras, mas que emitidas, davam-me a certeza que tu estavas do outro lado e eu aqui, amando-te em silêncio. Tenho vontade de perguntar-te muitas coisas, umas com sentido, outras nem por isso, mas algumas dessas coisas iriam fazer franzir a tua testa para responder, coisas banais ou iriam fazer-te sorrir ao falar delas. Tenho vontade de enviar-te uma carta, esta carta que fala por palavras minhas deste amor por ti.
Por fim, declaro-te que ousei pensar ser invencível por amar-te com todo o teu charme, com toda a tua sensualidade, com todo o teu romantismo de uma mulher marcante, mulher que faz parte da natureza, que domina o meu coração. Mulher que ama, chora, luta e vive junto daqueles em quem confias. És uma mulher linda e sem distinção, charmosa por si só. Para ti mulher tão especial, és a minha gratidão por existires! Gostava que Deus neste momento levasse para junto de ti todas as todas rosas do planeta, com o cuidado de reter os espinhos para mim e assim não te magoares, envolvendo-te com muito carinho e amor. No agora, sente o meu amor e eternamente! Meu amor, como não te amar?
Ass.: Mico
Escrito a 8/III/2010
Sábado, 20 de Fevereiro De 2010

Dou um ano da minha vida para olhar mais uma vez nos teus olhos;
Dou dez anos da minha vida para beijar a tua boca;
Dou vinte anos da minha vida para ter o teu corpo no meu;
E se ainda tiver mais um tempo de vida ele será todo teu.
Um só tempo eu escolhi-te, escolhi para um amor sem fim.
Escolhi ser o Homem para ti e tu a Mulher para mim.
Hoje ao teu lado estou sentado e não quero mais nada além de te ver assim.
Se um dia a juventude for embora e a aurora do dia passar, terei essa imagem eterna para mim.
E se tu um dia não me quiseres, atravessarei o além da vida para poder encontrar-te.
Incondicionalmente nada mais é, do que amar-te.
Terça-feira, 26 de Janeiro De 2010
Meu amor, não vim aqui para fazer uma promessa solene, nem para trocar votos sagrados. Vim aqui tornar público o meu amor, dar conhecimento da verdade, declarar a minha opção de viver de querer acompanhar e evoluir juntamente contigo – juntos. Não é minha intenção casar contigo por razões de segurança. A única segurança real não está em ter ou possuir, nem em ser propriedade ou possuído. Não está em exigir ou contar, nem mesmo em ter esperança, que aquilo que penso que preciso na vida seja fornecido por ti, mas sim, por saber que tudo o que preciso na vida, todo o amor, toda a sabedoria, todo o discernimento, todo o poder, todo o conhecimento, toda a compreensão, toda a protecção, toda a compaixão e toda a força, reside dentro de mim, dentro de nós.
Não quero neste casamento como um meio de limitar, controlar, impedir ou restringir qualquer um de qualquer expressão verdadeira e celebração honesta do que é superior e melhor dentro de nós – incluindo o nosso amor de Deus, o amor pela vida, o amor pelas pessoas, o amor pela criatividade, amor pelo trabalho ou qualquer aspecto do nosso ser que genuinamente nos representa e nos dá felicidade. Não vejas neste casamento como uma obrigação, mas sim oportunidades. Oportunidades de desenvolvimento, de completa expressão pessoal, de levar as nossas vidas ao seu potencial máximo, de curar todos os falsos pensamentos ou ideias menores que alguma vez tivemos acerca de nós próprios, e de reunião final com Deus através da comunhão das nossas almas.
Quero oferecer-te esta rosa vermelha simbolizando o acordo e o entendimento com amor. No seu caule está a aliança que quero colocar no teu dedo. O círculo da aliança é o símbolo do Sol, da Terra e do Universo. É o símbolo da santidade, da perfeição e da paz. É também o símbolo da eternidade da verdade espiritual, do amor e da vida, do que não tem princípio nem fim. Opto que seja o símbolo da unidade, mas não de posse, de união, mas não de restrição; de envolvimento, mas não de prisão. Pois o amor não pode ser possuído, nem pode ser restringido. E a alma nunca pode estar presa.
Assim: Eu, (meu nome) peço-te, (teu nome) para seres a minha companheira, a minha amante, a minha amiga e a minha Mulher. Anuncio e declaro a minha intenção de te dar a minha mais profunda amizade e amor…não só nos teus bons momentos…mas também nos maus, não só quando recordas claramente Quem Tu És, mas também quando te esqueces. Não só anuncio ainda perante Deus e os aqui presentes, que procurarei sempre ver a Luz da Divindade dentro de ti e procurarei sempre partilhar a Luz da Divindade dentro de mim mesmo, e especialmente nos momentos sombrios que possam advir. É minha intenção ficar contigo para sempre numa Sagrada Parceria de Alma para que possamos fazer juntos, o trabalho de Deus, partilhando tudo o que há de bom em nós, como todos aqueles cujas vidas tocamos.
Qual é a tua resposta?
Terça-feira, 05 de Janeiro De 2010
Sento-me no mesmo banco. O meu banco! Não importa em que dias, nem em que hora, este é o meu jardim da saudade na margem de um rio. Não um rio qualquer, mas apenas o meu rio. Viu-me crescer desde pequeno, viveu sempre do meu lado e foram inúmeras as vezes que se tornou o meu confidente, o meu refúgio nas horas de tristezas, o meu companheiro das alegrias. Sempre admirei por ser um pequeno rio, comparando com outros bem maiores, o que nem sempre a grandeza é sinónimo de excelência. Ele tem uma força e ambição enorme, contornando e vencendo todos os obstáculos e quando tentam suster a sua força, as consequências podem ser devastadoras.
Na fluidez da corrente, conhece o meu coração inquieto. Guarda as minhas melhores lembranças e a sua brisa fresca que liberta, faz-me sentir renovado toda a vez que o procuro neste meu banco. Passa mais um dia e o mesmo barco permanece ancorado à espera de uma viagem que o leve de encontro ao amor – verdadeiro sentido da vida que tantas vezes é ignorado. Eu pergunto vezes sem conta o porquê de procurarmos dentro dos outros, se temos uma vida tão diferente e nunca confiamos em nós, mas sim o que reflecte nos semelhantes a nós. Podemos até achar que se pode viver sós, mas na realidade procuramos sempre alguém.
E é neste preciso instante que penso em ti, onde nem mesmo o sol acalma o vazio que sinto quando tudo me faz lembrar os teus contornos, os teus lábios doces, o teu sorriso sempre diferente e as tuas mãos que tanto desejo enlaçar. É no rio que venho ao teu encontro e espero encontrar-te neste banco saudoso para contar-te os meus anseios, desejos de amar-te, partilhar a felicidade e testemunhar a ira do rio na revolta contra o novo rochedo. Já te falei do meu olhar? Ele diz mais verdades sobre mim do que a minha boca já disse em toda a minha vida. Se ainda não consegui dizer o quanto te amo, sinto que os meus olhos me traem o tempo todo quando estamos juntos, sabendo muito bem o que estes meus olhos vão querer dizer quando nos encontrarmos de novo. Através dos nossos olhos existe o espelho da nossa alma e tu encontras muito de ti dentro da minha. Os teus são certamente uma fonte inesgotável de brilho numa infinita magia que seduz.
Não te vou prometer nada, porque evito promessas. Elas deixam um rasto de expectativas escusadas, expressas insegurança que suportamos e que, por medo de perder, nunca são faladas. Funcionam como tábua de salvação que espera a derrocada e no fim, desculpamo-nos por nada do que foi prometido foi consumado. O que hoje posso afirmar é que durante meses andei à deriva, sem porto de abrigo e voltei a ir de encontro ao amor, sentir de novo o meu coração a suspirar e sem dúvida que és tu o motivo destes novos acontecimentos. Obrigado por me fazeres sorrir e sonhar de novo.
A água do rio diz-me adeus no seu deslizar seguro e livre, enviando-me um sorriso numa transmissão de confiança para esta nova etapa e faz-me lembrar que há muito tempo não sorria, para dentro, para mim, para ti…
Terça-feira, 29 de Dezembro De 2009

Muitos não sabem verdadeiramente, ou estão com medo de admitir, que o nosso maior problema de hoje não é um problema político, não é um problema económico e não é um problema militar. O problema que a humanidade hoje enfrenta é um problema espiritual.
É o Ano Novo. Temos de perceber que o Novo Ano não nos vai mudar. O facto de ser um Ano Novo não vai fazer a minha diferença à vossa vida. A única coisa que vos poderá fazer mudar é a vossa vontade de mergulhar dentro de vós e fazerem vocês próprios a mudança que necessita de ser feita.
Feliz Ano de 2010!
Quinta-feira, 24 de Dezembro De 2009







Senhor Deus, Pai tão amado,
O Senhor que nos mandou seu filho,
Por meio de Maria, a Virgem Imaculada,
Receba esta minha oração,
Em honra ao aniversário do Teu Filho Jesus,
Que nos ilumina todos os dias com a Sua Luz.
Esta oração nada tem a pedir,
Ao contrário, venho por ela agradecer.
Agradeço por todos os dias em que eu acordo,
E tenho a oportunidade de servir ao meu propósito,
Neste dia Eu sou feliz, ainda que haja tristeza,
Pois a sua determinação foi cumprida e abençoada.
Agradeço por todas as minhas glórias,
E peço que elas não me façam arrogante,
Pois quem serve ao Pai não precisa ser notado,
Basta que seja feito com amor e dedicação,
Semeando cada semente, irrigando cada plantação,
Para que a colheita seja a mais iluminada.
Agradeço por todas as derrotas experimentadas,
Pois delas extraio sempre a melhor lição,
O erro ensina, a derrota purifica,
Deus escreve certo por linhas certas,
E nós é quem nos recusamos a aceitar
E as chamamos tortas, quando é certo o lapidar!
Agradeço por cada noite de descanso merecido,
Quando me deito e reflito sobre o meu dia,
Converso com o Pai, com o Filho, e juntos invadimos,
O Universo que vai além da fronteira do visível,
Lá, eu me sinto livre, sem qualquer resíduo,
Desse corpo físico que me serve de asilo.
Enfim, Pai, porque devo eu pedir alguma coisa?
Se tenho tudo, e apenas de mim depende a empreitada,
Seguindo os seus princípios, serei feliz e forte,
E não temerei nada, nem a chegada da morte...
Que me levará de volta às minhas origens,
E me permitirá escolher novamente a minha sorte.
Obrigado, Pai, por mais este Natal repleto de Luz,
Por ter os meus entes queridos ao meu redor sempre,
Obrigado por nos ter dado a felicidade de festejar,
Mesmo que o aniversariante não precise desses rituais.
Obrigado, Pai, por nos trazer sempre o melhor caminho,
E permitir que exercitemos o nosso livre arbítrio.
Amém!
Para todos vós, um Feliz e Santo Natal!





sinto-me:
Sábado, 19 de Dezembro De 2009

É tempo de brilhar! É tempo de reflectir sobre os erros e os acertos. Aos erros, para não comete-los novamente, aos acertos, para que sirvam de motivação ao subir, os degraus da prosperidade espiritual e material! Pensamento bom, para cima e para frente, com atitude positiva e vitoriosa, é andar na estrada certa no caminho do sucesso! Luta, levanta a cabeça e insiste! Se caíres, levanta-te! Se falhares, aprende e tenta de novo! A maior frustração é não tentar! Não temas pelas adversidades que a vida te impõe! Se a escuridão da noite assusta, fica tranquila(o), porque é certo que o sol brilhará a seguir, e a alegria virá pela manhã.
Pai Natal neste Natal desejo que a paz e a harmonia, encontre moradia em todos os corações. A esperança seja um sentimento constante em cada ser que habita este planeta. Desejo que o amor e a amizade prevaleçam acima de todas as coisas materiais. As tristezas ou mágoas sejam banidas dos corações, dando lugar apenas ao carinho. Desejo que a dor do amor, encontre o remédio num outro amor e a dor física", seja amenizada e que Deus esteja ao lado de todos, dando muita força, fé e resignação.
Desejo que a solidão seja extinta, e no seu lugar se instalem a amizade verdadeira, e o companheirismo. Quero que as pessoas procurem olhar mais à sua "volta", e não tanto para "si" mesmas. Que a humildade e o respeito residam na alma e no coração de todos e saibamos amar e respeitar o próximo como a nós mesmos. Desejo também que o meu pedido se realize não só neste Natal, mas em todos os dias das nossas vidas!
Os meus melhores presentes eu já recebi durante o ano e serve o meu Natal para agradecer a saúde, alegria, trabalho, amigos, amor, prosperidade que recebi e renovar os meus votos para que no Ano que se avizinha, possa poder receber em maior quantidade todos estes presentes. Obrigado! Os Meus pensamentos e os meus desejos estarão contigo. Qualquer alegria ou sucesso que tu tenhas, me fará feliz e iluminará por todo ano. Desejo feliz natal e um próspero ano com muita saúde e paz!
Um especial Natal é o Meu desejo!
Terça-feira, 15 de Dezembro De 2009
Para quando eu não estiver mais aqui, termina tudo o que deixei por fazer. Ajuda as pessoas que eu amo e entre essas pessoas tu também estás incluída, por isso, quando eu não estiver mais aqui, quero da mesma forma que hoje, cuides bem de ti.
Rega as minhas plantas para continuarem vivas e assim libertarem o seu doce aroma para que possas sentir uma vez mais a minha presença perto de ti. Espalha as minhas frases de afecto e cheias de amor para o vento se encarregar de levar a minha mensagem por todo o Mundo. Se alguém não quiser receber, não fiques triste, estarás perante uma pessoa que não sabe o que é amor. Então peço-te que abençoes essa mesma pessoa com toda a paciência que te é comum, diz-lhe explicadamente que eu amei, fui amado e venci, porque o amor é mais forte que a própria morte.
Pinta a minha casa de branco, aquela casa onde vivi em plena felicidade. Planta uma árvore e aproveita a sua sombra nos dias quentes de verão, delicia-te com os seus saborosos frutos que eu mesmo encarregarei de oferecer. Publica o meu livro com todos os meus romances ou episódios da minha vida. Ouve todas as minhas canções preferidas e presta atenção às letras, por ser esta a forma encontrada para falar por mim. Agradece aos meus pais a vida que me deram. Conta às crianças as histórias que eu escrevi. Mostra a quem amo como o mar é lindo e como as estrelas brilham no céu. Fala em como tudo é maravilhoso e tem a mão de Deus. Ele está em todas as coisas e eu estarei junto dele a olhar e guardar todos vocês.
Sábado, 12 de Dezembro De 2009

Tem sido habitual desde que o gosto pela escrita se apoderou de mim, fazer uma reflexão no dia do meu aniversário. Este ano não é excepção e chegou o momento de dar uso a uma caneta com tinta fria, sem importar a cor com que vai pintar as letras que deposito num papel amarelado, gasto pelo tempo, mas ainda vazio de ideias por preencher.
Darei as boas vindas a uma nova década, a dos trinta quem diria! Parece que ainda ontem estava a fazer os meus dez anos, quinze ou até mesmo vinte. Sempre que olho para trás, todas as realizações dão-me a entender que vivi-as muito recentemente, por tão vivas continuarem dentro de mim. Neste momento passo por um período de reflexão, esse mesmo que já se estende à uns longos meses e que resulta depois de várias quedas que insisti em dar na minha vida. Não culpo ninguém, como sempre digo, a culpa não existe. Sinto o meu corpo ferido, com feridas que demoram a cicatrizar depois de erros sucessivos na expectativa que estava a fazer o melhor que podia.
Felizmente, mesmo que por diversas vezes tenha desejado a morte, encontro-me bem vivo neste dia do Meu aniversário, dou graças a Deus por isso. Mesmo que por vezes me sinta mais velho, quando esqueço a criança dentro de mim, é precioso o bem que nos foi dado e que insistimos em não aproveitar e dizemos vezes sem conta: maldita vida! Foram experiências nauseantes que optei por valorizar e prendia-me a respostas a perguntas desconexas. Procuro onde falhei e o que sou realmente como pessoa, sem medo do envolvimento, acabando por me sentar para olhar dentro de mim e justificar a névoa que se tinha instalado. Aos poucos essa mesma névoa foi-se dissipando, deixando que eu pudesse vislumbrar uma poderosa montanha para escalar, chegando ao momento certo da decisão. Encontrei grandes dificuldades enquanto escalava a montanha, ainda hoje encontro essas mesmas dificuldades que nem por isso servem de motivo para desistir. Pretendo chegar ao topo sem medos de atrasos. Sei que estou quase a chegar…
Imagino-me no topo da montanha a vislumbrar uma bonita paisagem que me toca indescritivelmente, sentindo uma brisa bem fresca por entre os meus cabelos que vão esbranquiçando. Esta viagem tem sido a mais proveitosa que fiz em todos os tempos e perceber as experiências vividas tão catastróficas. Fui-me moldando de uma forma a ter uma maior visão através de um longo caminho, nem sempre fácil de o percorrer, mas que me leva a descobrir que as pessoas com real valor para as nossas vidas devem ser muito bem cuidadas, e nunca subestimadas. Por isso vivo calmo e paciente. É altura de aceitar-me plenamente, aceitar as mudanças e nunca ficar espantado com elas.
Neste dia de enorme felicidade, quero partilhar com todos os que decidiram perto ou longe, permanecer na minha vida. Seja a nível familiar, amizade, profissional ou mesmo quem por este blog passa à procura de um pouco mais de mim. É sem dúvida com todos vocês que vou dar as boas vidas aos meus trinta anos, ainda um pouco assustado é certo, mas um desafio enorme incentiva-me a abrir novas portas para a concretização dos meus sonhos com a mesma força com que as rolhas deste champanhe que abro neste preciso momento e brindar com toda a gente, neste dia de festa pelo menos para mim!
sinto-me:
Quarta-feira, 25 de Novembro De 2009

Os veleiros para mim sempre foram os meus barcos de eleição. Não sei se tem a ver com a sua navegabilidade, imponência ou outro motivo qualquer. Sei que gosto imenso e por diversas vezes, fazem-me sentar na beira da praia a observar aqueles navegantes, transportando-me para um mundo de sonhos. Sim, muitos dos meus sonhos estão dentro de um veleiro.
Comparo muitas vezes um veleiro com a morte. Não me refiro aos perigos que se corre quando nos aventuramos em alto mar, debaixo de fortes tempestades, mas sim quando observo da praia, navegando mar adentro, ao sabor da brisa matinal, diante de um espetáculo de beleza rara.O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor. Quem observa o veleiro a desaparecer na linha do horizonte, certamente exclamará: "já se foi". Terá sumido? Evaporado? Não, certamente. Apenas o perdemos de vista. O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós. Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas ou numa viagem de romantismo. O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver. Mas ele continua o mesmo e talvez, no exacto instante em que alguém diz: "já se foi", haverá outras vozes, mais além, a afirmar: "lá vem o veleiro" ! Assim é a morte.
Esse mesmo veleiro quando parte, leva como carga um grande amor e que aos poucos vamos vê-lo a desaparecer na linha do horizonte, tornando-se cada vez mais pequeno, através da linha que separa o visível do invisível, dizemos uma vez mais: “já se foi”. Quem amamos continua a mesma pessoa, com os mesmos sonhos, objectivos e níveis de felicidade. Nada se perde, a não ser o corpo físico que não se torna mais necessário. E é assim que, no mesmo instante em que dizemos: "já se foi", no além, outro alguém dirá: "já está a chegar". Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a vida.
A nossa vida é feita assim mesmo, de partidas e chegadas, de idas e vindas e o que nos parece uma partida, para outros é uma chegada. Um dia também chegámos para uns, partimos para outros e vice-versa, como seres imortais, indo ao encontro Daquele que nos criou. É assim que quero que encarem a minha morte, a partida para alguns e a chegada para outros. Conforme os anos vão passando, sou como um veleiro que navega por mar adentro, ao sabor dos ventos, carregado de amor, rumando de encontro à linha do divisível, desaparecendo cada vez mais aos olhos de quem me contempla na praia, mas aparecendo para aqueles que do outro lado, esperam por mim.
Sexta-feira, 13 de Novembro De 2009
Olho pela janela para uma noite fria e chuva que se faz sentir lá fora. Cenário perfeito para aproveitar, deixando levar de mim toda a mágoa que destrói os relacionamentos interpessoais e cada desgosto que a vida ou pessoas me dão. Solto os fios como aqueles que se prendem aos balões para as crianças segurarem e quando se libertam voam para um céu infinito levando consigo a mesquinhez e o ódio que tinge de vermelho os olhos que cega o ser humano ao que realmente importa na existência tão pequena da esfera espiritual.
Deixo todos aqueles sem excepção que me ofendem, se apaguem na minha memória como velas que derretem sobre lápides frias de tudo o que é sem valor! Para aqueles que com as suas vidas fúteis, mergulhados na ignorância e pobreza humana, aceno com o branco da paz por dizerem de mim e contra mim todo o tipo de coisas negativas e assim não absorver deles os maus sentimentos e me torne tão cruel quanto eles. Digo adeus para aqueles que pisaram com força e que ainda continuam a tentar pisar, esmagando sob os seus pés um dos meus lindos sonhos e nobres sentimentos, mas que mesmo assim foram incapazes de fazer com que eu parasse de sonhar. O que não me mata torna-me ainda mais forte. Quero que essas pessoas se tornem em poeira que o vento do tempo leva para longe de mim, para que nem lhes recorde os seus semblantes.
Chega o momento para parar de remoer acontecimentos, atitudes e palavras! São as coisas que me ferem por dentro do peito como flechas de fogo, que torturam a mente das pessoas pela ansiedade de ter permitido que assim acontecesse. Partem numa viagem longínqua e sem destino, os desgostos aos quais fui submetido por mim mesmo ou por aqueles que comigo permiti conviver. Levam como companhia as saudades que hoje me despeço e que estavam aprisionadas no meu peito, dificultando o presente e atrasando-me o futuro. As saudades, essas malditas saudades enraizaram-se com raízes profundas à semelhança de um poderoso animal pré – histórico que se torna marcante durante séculos e séculos, que por sua vez ou por outra voltam à vida para abraçar os meus dias e enchê-los de melancolia. Adeus às lembranças dos momentos em que me doeram de tantas dores sentidas por todo o corpo, passando noites em claro, atormentando uma alma com doses de tristeza que empedraram o meu cérebro e o meu coração.
Chega de querer que as lembranças possam ser revividas como os filmes antigos que nós apreciamos e repetimos vezes sem conta em dvd’s, até chegar ao momento de conhecer as imagens e dizer as falas de cor. Despeço-me dos espelhos de ilusões e de afectos que navegam em rios de aparentes verdades e inconsequentes. Chega de navegar por entre versos que morrem no final de cada poema escrito ou não, com palavras entre lágrimas que correm nos meus dedos e essas mesmas palavras se afastem dos meus olhos do cais! Outras começam a ser escritas com factos que nem mesmo a mais poderosa borracha será capaz de as apagar. As minhas letras, com toda a minha identidade dançam num ritmo sincronizado numa dança que parece fazer sentido, merecendo aplausos da plateia. Adeus aos corações cépticos que morrem sem grandes emoções pela descrença e falta de fantasia. Adeus às saudades úteis e inúteis, com instantes em que as minhas mãos acenavam o contentamento que escrevia, falando das alegrias com asas fragilizadas pelo amor que se foi.
Agora sou e serei como o sol que mesmo encoberto pelas nuvens coloridas no firmamento, passa altivo sobre os mares de calmaria e tempestades, festivo que volta a brilhar, aquecendo a terra e aqueles que eu decido aquecer os seus corações a cada novo dia, até que termine o meu tempo.
Escrito a: 12/XI/2009
Segunda-feira, 02 de Novembro De 2009
Tu podes ter defeitos, viver ansioso(a) e ficar irritado(a) algumas vezes, mas não te esqueças de que a tua vida é a maior empresa do mundo. Só tu podes evitar que ela vá à falência. Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por ti.
Gostaria que sempre te lembrasses de que ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções. Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas reflectir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender as lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no íntimo da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. É beijar os filhos, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós.
É ter maturidade para falar “eu errei”
É ter ousadia para dizer “perdoa-me”.
É ter sensibilidade para expressar “eu preciso de ti”.
É ter capacidade de dizer “eu amo-te”.
Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para tu seres feliz...
Que nas tuas primaveras, sejas amante da alegria.
Que nos teus invernos, sejas amigo da sabedoria.
E, quando tu errares o caminho, recomeça tudo de novo.
Porque só assim tu serás cada vez mais apaixonado(a) pela vida. E descobrirás que...
Ser feliz não é ter uma vida perfeita.
Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.
Usar as perdas para refinar a paciência.
Usar as falhas para esculpir a serenidade.
Usar a dor para lapidar o prazer.
Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
Jamais desistas de ti mesmo(a).
Jamais desistas das pessoas que tu amas.
Jamais desistas de ser feliz.
Porque a vida é um espectáculo imperdível.
E Tu és um ser humano especial.
Augusto Cury.
Terça-feira, 13 de Outubro De 2009
Não é difícil encontrar onde se possa ler ou muito comum de ouvir de alguém aquela “velhinha” frase que pode encaixar na perfeição em cada momento da nossa vida. Refiro-me em concreto quando se afirmar: “mesmo rodeado de uma multidão, sinto-me só…”, existindo muitas alternativas para terminar essa expressão. Há quem opte em termos românticos afirmando: “…sinto-me só, mas bastaria a tua presença para me sentir profundamente acompanhado!”. Os mais pessimistas terminam dizendo: “…sinto-me só, como estou perdido, sem direcção ou rumo!”
Encontra-se alguma explicação? Sente-se uma dor, um vazio da solidão e nada mais. Sentimento este que se torna necessário para que possamos aprender a estar connosco. Se não conseguirmos estar bem connosco, nunca conseguiremos manter um relacionamento estável e pleno de felicidade. Como podemos sentirmo-nos bem com os outros? Sentindo bem connosco.
Não contabilizo em concreto quando me senti só, não pela falta de companhia, mas pela falta de mim mesmo. Aos poucos fui ao meu próprio encontro, por me ter distanciado de mim mesmo quando senti atraiçoado e um sentimento de revolta compreensível, que se torna também necessário. Não percebi que em vez de alimentar este sentimento, o que de melhor tinha a fazer era o de ultrapassar para ser capaz de o deixar para trás. Levou-me a sentir angústia quando olhava para a felicidade dos outros. Aquilo que eu pensava que fazia parte dos meus desejos, fugia de mim, escapando-se por completo quando amei alguém em especial. Tentei segurar com as duas mãos, cuja a minha incapacidade em conseguir, deixou-me frustrado e uma sensação de desconforto levando por momentos a acreditar que se falhei, mergulhado na ilusão se saberia viver a minha vida sem aquela presença constante daquela pessoa, mais tarde poderia de novo falhar.
Verifiquei a existência de duas opções, a primeira, aquela que na maioria é escolhida por todos nós, é de colocar-se na posição de vítima. Esta opção, leva-nos a sentir uma série de sentimentos nocivos, que nos corroem e acabam por atingir os que se encontram mais próximos de nós, podendo mesmo a que cada um deles se afaste e nos faça sentir ainda profundamente mais solitários, como se estivéssemos expostos num armário vazio, expostos para o mundo como peça de decoração. Precisamos de tentar compreender o porquê de termos atraído uma situação de abandono, traição ou infidelidade. Atrevo-me mesmo a dizer que somos sempre os autores das peças que atraímos para o palco da nossa vida, seja para o bem como para o mal. Cientes que não partilham da mesma opinião por acreditarem que os males da vida são obra do destino, castigo de Deus ou o diabo que acerta sempre onde não deve. Respeito esta opinião generalizada, mas não concordo, por achar que tudo não passa de uma blasfémia.
É fácil deixarmo-nos absorver pela raiva, pela revolta e estas quando alimentadas tornam-se uma epidemia contagiante, uma doença que não sendo tratada a tempo, transforma-se numa amargura que se tornará uma companheira inseparável, levando a que se afaste de nós tudo o que mais desejamos. Assim, não se consegue compreender que o nosso maior inimigo não foi aquela pessoa que nos deixou, atraiçoou ou nos magoo mas, nós tornamo-nos os nossos maiores inimigos.
A segunda opção que temos como escolha, leva com que sejamos capazes de perceber, mesmo na eventualidade de amar-mos a pessoa que nos abandonou ou atraiçoou, unicamente por não ser digna da nossa confiança e em vez de lamentar o sucedido, o melhor é dar graças a Deus pelo acto dessa pessoa, que pela sua própria iniciativa tomou a excelente iniciativa de se afastar de mim. Quando o fez deixou um espaço em branco para ser preenchido por uma pessoa mais apropriada, capaz de dar continuidade ao meu Ser, ao desejo do nosso amor ser uno. Essa é sem dúvida a pessoa que procuro. Dificilmente temos uma visão suficientemente esclarecedora para compreender tal, e muito menos compreender, que a pessoa certa, aquela que tanto procuramos, só virá ou poderá ficar ao nosso lado se aprendermos em primeiro lugar a estar bem connosco. Como podemos exigir que gostem da nossa própria companhia, se nem nós gostamos da nossa própria companhia? Quem é que sabe ficar só? A solidão pode significar dor, raiva e revolta por nos sentirmos assim.
É preciso ter vontade em mudar e se mudarmos para aquilo que um dia fomos, não significa um retrocesso, mas sim uma mudança. A mudança torna-se sempre essencial, por significar que estamos interessados em mudar a situação no qual nos encontramos, não querendo continuar com o papel de vitimização. Só conseguimos mudar, se gostarmos de nós mesmos, sem a menor preocupação de estarmos a ser egoístas, porque se nós não gostarmos de nós, quem mais gostará? Devemos aceitar tal como somos, nas mais diversas cores, feitios ou formas, aquilo que optamos ser e ter, é o que realmente acontece. Precisamos identificar os aspectos que nos beneficiam e aqueles que nada de novo nos trazem. É importante que saibamos identificar as nossas mais-valias como seres humanos e saber fazer uso dela na altura certa. Descobrir na nossa personalidade o que pode ajudar a que nos faça sentir bem connosco.
Apostar o tempo em actividades que nos dá prazer, aprender algo que nos faça crescer a cada dia que passa e ter em mente o quanto é importante viver o agora. A vida faz-se no presente, o ontem já passou e o amanhã pode nem chegar, isso livra-nos de muitas preocupações. Vamos gastar alguns minutos por dia a conviver connosco mesmos e porque não adiantar o relógio quinze minutos? Ao outro dia quando acordarem, nem se lembram que adiantaram o relógio na véspera e vão fazer as coisas de rotinas à pressa, como acontece todos os dias. Quando se sai para o trabalho ou outro lado qualquer, é quando nos lembramos do que fizemos na véspera e resulta que teremos quinze minutos para não fazer nada ou fazer algo diferente, temos tempo para isso! Oferecer um pouco do nosso tempo livre ao invés de fecharmos os olhos cegos pelo ódio, raiva ou revolta. Existe tanta coisa para dedicarmos a nossa atenção, em vez de ficarmos sentados de braços cruzados lamentando o que não temos ou perdemos, quando podemos congratular e agradecer por aquilo que temos e por aquilo que não perdemos e sim ganhamos todos os dias. É fácil isolarmo-nos, sentido desprezo e vítimas de injustiças, eu sei que é mais fácil assim, quando na realidade a maior injustiça é a que cometemos connosco mesmos.
Sou um vencedor, mas não sou daquelas que ganham, sou antes daqueles que mesmo sabendo que perdi algo, sei que algo melhor vem para substituir o que foi perdido. Portanto, não existe razão alguma que justifique atitudes derrotistas, mas existem muitas mais razões para se tornar um vencedor. Agora já não me sinto só, tenho a minha própria companhia e companhia daqueles que por amor permanecem em mim, tanto em corpo presente, interiormente ou em doces recordações.
Terça-feira, 01 de Setembro De 2009
Hoje, preciso do teu abraço, hoje, preciso do teu beijo, hoje preciso que tu segures na minha mão e a segures com firmeza... que me abraces fortemente e me ames como nunca. Que digas que me amas e que me queres…para sempre!
Hoje, Hoje, Hoje! Para quê tanta urgência? Por que o amanhã é incerto, poderá não existir para mim ou para ti, será que amanhã ainda seremos nós? Serei Eu somente Eu e Tu somente Tu? Mas o destino, o nosso destino, Amor meu, está nas nossas mãos…apenas, é preciso aproveitar e viver incondicionalmente o Hoje…
Segunda-feira, 17 de Agosto De 2009

Estamos de novo sentados nesta mesa, frente – a – frente e vou estando sempre atento a ver o que de melhor tem a vida, que como bem sabes, são as mulheres! Poderia escrever de forma nostálgica e lamentar-me, o que se tornaria bem mais fácil, mas ao contrário disso, tenho cada vez mais a certeza que continuo no caminho certo para cada vez mais ir ao teu encontro. Esse é o meu grande objectivo.
Eu encontro-te em todos os lugares, em toda a hora, a cada momento da minha vida. Agora sei que estás sempre comigo e que sempre estiveste. Apenas acreditei que estava sozinho e a minha vida como que mudou desde então! Obrigado por tudo meu Deus! Levaste-me para lugares maravilhosos, esses mesmos que me davas a conhecer, mas Eu ia insistindo em não os ver da mesma maneira que me ensinaste. Confesso que não tem sido fácil a caminhada, mas também confesso que hoje e sempre, tentarei seguir viagem nesta minha vida e como Eu e Tu somos uno, fico com a divina certeza que tal como agora eu irei continuar a triunfar, melhor dizendo, nós iremos triunfar cada vez mais. Eu acredito e tu?
Tantos são os meus objectivos em forma de sonhos para realizar. Alguns deles ainda não sei se irão contribuir para o meu desenvolvimento pessoal ou se trarão mais qualidade para a minha vida, mas como referi anteriormente o principal objectivo é encontrar-te e sentir de novo o teu abraço, o aconchego do teu colo e juntos, possa olhar para esta vida e reviva os momentos que fui feliz, independentemente de hoje ter uma doença crónica. Se ainda não fiz algo na vida, como fizeram outras pessoas, nada me leva a arrepender de tudo o que fiz ou como tenho feito. Assim como outros ensinamentos, a verdade deve ser sempre dita e é com os erros que vamos aprendendo. Quando cometi os erros, tinha a certeza que era a melhor solução e não deixei em momento algum de ser quem sempre fui. Hoje talvez pudesse cometer os mesmos erros ou ainda mais, não sei, mas afinal viemos a este mundo para viver, não é verdade?
Não me preocupo sobre aquilo que de mim possam pensar ou falar. Neste comboio onde vivo, não existe paragens longas, nem retrocessos. Os lugares estão por preencher com aqueles que de coração queiram me acompanhar. Ao meu lado, o lugar mais importante está preenchido por ti meu Amigo e isso me deixa a sensação do comboio cheio e assim Eu nunca estarei só e jamais estarei.
Gosto de sentir o meu coração aberto, mesmo que por vezes pense que o melhor seria que ele parasse de bater. São nesses momentos que dou por mim mais longe de ti e num abrir e fechar de olhos, estou de novo junto a ti, recebendo as graças que necessito, expulsando dentro de mim qualquer pensamento negativo. São essas mesmas graças que me preenchem, não sentido mais o vazio de outrora. Nada do que é externo a mim me completa, tudo aquilo que procuro está dentro de mim. O amor encontra-se com o amor, a felicidade encontra-se no amor, a saúde encontra-se no amor e no amor encontro-te a ti meu Deus e quem te encontra na vida, tem tudo!
Para terminar por agora, agradeço pela resolução dos meus problemas, agradeço pelo fim dos meus anseios, agradeço pela vida que me concedes todos os dias, a saúde no meu corpo, os alimentos na mesa, o emprego que tenho, agradeço a família que escolhi, os amigos e agradeço por acreditares em mim, sem nunca teres desistido quando insisti ficar longe de ti, mantendo o meu coração fechado. Meu Pai e Amigo, peço que me abençoes com o teu divino espírito todos os dias e que eu seja aqui na terra, a continuação do teu magnífico ser! Que assim seja, hoje e sempre…um abraço
Sexta-feira, 07 de Agosto De 2009
Um amor inesperado, assim resume o nosso primeiro encontro. Pude negar constantemente, mas na verdade eu sentia uma falta de viver um amor como há muito desejado, um amor como o nosso. Não era difícil imaginar, só não sabia ao certo quando é que esse amor iria surgir. Não estava descrente, muito menos com mágoas do passado, mas sabes meu amor, aquilo que planejo naturalmente demora o tempo necessário para que me sinta capaz de passar este amor de um simples papel em forma de pensamento, para uma realidade onde se rompe com a rotina e ter de saber exactamente o que vai acontecer e como vai acontecer.
Andei algum tempo sem rumo, o cansaço e algumas noites perdidas, eu sempre soube como eram. Conheci regras e mais regras ditadas por outra gente, sentido depois o verdadeiro sabor ao colocar um fim em todas elas. Gente essa, diziam que já não conheciam mais aquele Homem que sempre fui e pediram que Ele voltasse para as suas vidas, o que já não era possível. Libertei-me de todas as regras, deixei de caminhar sem rumo e passei a amar a imprevisibilidade das ondas do mar, pela sua gigantesca força, pela sua persistência, pelo seu querer, sem nunca desistir.
E Nós meu amor, fomos caminhando sob uma lua com um brilho diferente. Falaste-me sobre alguns dos teus problemas e eu ouvindo cada um deles, percebi e garanti que nas horas seguintes eles seriam só mais alguns problemas, caindo frios na própria insignificância das suas existências. Foi o que aconteceu – o champanhe ajudou. Tu estavas linda, ela – a lua também. Detenho somente em expor este detalhe, achando que imprevisível era o teu sobrenome, não cabendo aqui identificar precisamente as nossas identidades.
O Mundo recolheu-se nas suas casas pela adiantada hora da noite. Ouvia-se os latidos ao longe, de cães que se mantinham atentos ao que na rua se passava, as corujas despertavam depois de um dia a dormir e os corvos sobrevoavam os céus o que para muitos seriam presságios da morte. Ficamos nós os dois, numa relva fresca e húmida, com o vento e a imprevisibilidade dos nossos corações. Depois de tantos olhares, de tanta doçura diante dos meus olhos, sentir o teu cheiro, o aperto das nossas mãos com o transpirar dos nossos dedos entrelaçados, apreciar o teu sorriso, senti coragem para pedir um beijo teu, ao que tu respondeste se era preciso pedir, num tom de voz de quase mistério. Não havia enigma mais fácil de resolver, dei-te um beijo com total liberdade, ao ar livre e com um imenso desejo numa combinação perfeita em noite de lua cheia. Voltei para casa com o teu gosto e o teu cheiro. Sonhei contigo…
Ass.: Mico
Segunda-feira, 20 de Julho De 2009
Foi numa bela tarde que o amor aconteceu quando o sol se punha por entre as árvores. Surgiste e tomaste conta da minha mente, do meu coração deixando-o tão sensível tão vulnerável a mercê de ti. Debaixo daquela pequena árvore na sombra do anoitecer apenas com uma pequena luz do luar, o meu coração desviou-se e apaixonou-se por ti. Nesse momento que eu me encontrei ou me perdi de amor diante do teu olhar? Ironia do destino? Ou casualidade de um amor tentando ser feliz? Foi nessa linda tarde que eu aprendi a conhecer-te cada vez melhor, a amar-te, deixei o meu coração livre para ti e foi nessa tarde, que o amor em mim; floresceu!
O que sei! Foi em pouco tempo que tudo mudou. Como a água que percorre caminhos desconhecidos e vai deixando os seus rastos desbravando e levando o que há à sua frente. Cá estou eu, conduzindo-me incondicionalmente no meu caminho à espera da tua volta, independentemente a quão árdua seja a caminhada. Infelizmente não me deixas alternativas se não esperar. Será inútil dizer que te esqueço, porque o meu coração ignora a minha decisão e enquanto restar um suspiro fico na persistência do tempo que é dado a mim à espera da gratidão da minha vitória, considerando que uma das realidades está nos erros que cometemos. É! Como um cristal partido, tentamos concertá-lo mesmo sabendo que não tem solução possível. Mas a parte importante é que aprendemos com os erros, mesmo a sofrer por cada parte que nos foi partida e destroçada.
Segunda-feira, 15 de Junho De 2009
Percorro um caminho onde não sei para onde me vai levar, o caminho que eu escolhi trilhar, levando-me a ter descobertas nunca antes obtidas. Descobri que Eu era bem maior do que sempre me julguei. Era como se dentro de mim existissem dois “Eu”, bem diferentes um do outro e alem daquele que sempre soube da sua existência, permanecia bem ao lado um outro “Eu” bem maior, bem real, bem com a vida. Fui de encontro a esse Eu e percebi que parte dos meus sonhos já se tornaram reais e aquela procura, inconsciente ou consciente, existente desde a adolescência tinha terminado em definitivo. Lembrei-me o quanto sonhei em tempos mais remotos para conquistar tudo o que agora tenho. Compreendi finalmente, que eu já não estava sozinho, os meus pensamentos já não eram idealizações, propostas, sentimentos que me envaideciam, ilusões que são tão comuns quando vivemos de esperanças, expectativas, ansiedade ou aguardamos o encontro com a vida inteira.
Também pude constatar que dentro de mim tu existes! Talvez seja esse o verdadeiro motivo para que eu me sinta tão grande, tão forte, tão corajoso, tão gente, tão Homem. Tudo se ampliou desde então, tudo passou a ter uma razão muito maior, tudo passou a ser sentido. Entendi que o amor chegou com paixão, com os seus medos naturais, mas com uma enorme segurança, porque é assim que me sinto. Trouxe mais certezas, alegria, com uma profundidade para permitir que nasçam as sementes que sempre existiram dentro de mim, criando raízes fortes, capazes de suportar troncos frondosos, tempestades, ventanias, calor intenso. Foi fácil perceber a determinada altura da minha vida, o motivo que me levou a sentir-me completo, seguro das minhas certezas mesmo que essas para ti sejam dúvidas. Fiquei certo que nada mais me iria derrubar e foram tantas as tentativas. Nada mais iria afligir-me, iria revoltar-me, amedrontar ou temer. Tudo isso acontece quando nos sentimos completamente solitários por mais pessoas que tenhamos à nossa volta. Nesses momentos pensamos que amamos, mas certamente ainda não amamos o suficiente para que seja permitido que sejamos percebidos, aceites e amados exactamente como somos.
Há muito que deixei de ser capaz de negar que tu estás nos meus primeiros pensamentos do dia, assim como te encontras nos meus últimos antes de adormecer a cada noite. És tu que Eu espero e me dás vontade para contar o meu dia-a-dia, expor os meus sentimentos e entregar-me de corpo e alma. És tu que eu carrego dentro do meu peito para onde quer que eu vá. Tu vives na minha mente, aqueces o meu corpo, és tu que me fazes a cada dia ser mais sublime, mais brilhante, mais intenso, mais maduro, mais criança, mais adolescente, mais Homem, mais apaixonado. Contigo dentro de mim, fico com a certeza que somos um só, porque sem perdermos a nossa identidade, comungamos com tudo, somamos, partilhamos, dividimos e multiplicamos o nosso amor. Contigo não há mais solidão, não há dor, nem tristezas e não importa se estás comigo fisicamente ou distante, se nos falamos ou se o silêncio é o nosso elo, se nos abraçamos e nos beijamos, fazemos amor sem mesmo nos tocarmos, esta é sem dúvida a minha nova forma de te amar.
O que sinto por ti resistiu a ventos com contornos de tempestades e se não cedeu, é porque tem uma enorme força e profundidade sem medida. O amor não se mede nem se quantifica, o amor é dos mais sublimes sentimentos. Este amor por ti tem a pureza de uma criança, a beleza de um sorriso, o brilho de uma estrela, a transparência do luar, todas as cores do arco-íris, a doçura do perfume das flores, a suavidade das penas, o fresco da brisa do mar, o calor do sol, a delicadeza da música que só os anjos sabem entoar, a fortaleza do mais forte castelo, a simplicidade de um passeio no parque da cidade num final de tarde de Outono, a confiança no querer e a alegria de ter uma grande conquista.
Não importa que dia é hoje, muito menos importa que horas são, todos os dias são nossos, todos os momentos também o são e toda a vida é nossa, sempre assim será. Para terminar, depois de tudo o que escrevi, será necessário dizer que te amo? Espero que recebas esta mensagem com todo o meu amor, porque sem dúvida foi escrita a pensar em ti, que te encontras bem desse lado e eu aqui, continuo a pensar em ti…
Escrito a: 15/VI/2009
Segunda-feira, 08 de Junho De 2009
Vem meu amor, vem para junto de mim e traz contigo os teus desejos e sussurra-me ao ouvido cada um deles. Traz contigo esse brilho dos teus olhos para alegrar todo o meu ser. Vem deliciar-me com as tuas doces palavras, deixa-me sentir o perfume que exale de ti. Vem meu amor, quero acariciar o teu cabelo, todo o teu corpo de mulher e perder-me por entre esses contornos e deixar marcas deste amor tatuado nos poros da tua pele.
Quero que desfrutes deste momento mágico que preparei para ti. As rosas nas jarras estão à tua espera, os lençóis de seda da minha cama anseiam pela chegada do teu corpo e neles deposites marcas de prazer numa noite em que as estrelas são a plateia, trazendo com elas o brilho do universo para acalentar o nosso amor. Vamos amor, esquece-te de todas as mágoas do passado que podem ferir esse teu coração. Não deixes que as mágoas perturbem o teu peito, para que elas não interfiram nesta hora do mais puro amor.
Meu amor, vamos juntos entrelaçar os nossos dedos e sonhar, aqueles sonhos que me falaste no final de tarde, quando o sol não se quis pôr para registar aquele momento por nós vivido. Vamos abraçar a realidade e quando sentires os meus carinhos, os meus beijos será o meu amor que falará por mim. Quero que este momento presente se eternize por toda a minha vida e enquanto o meu coração bater, será por ti. Agora meu amor, vem, amanhã nada sabemos e hoje só sei que te quero, amo e sou mais feliz desde o dia que passaste a ser parte de mim…amo-te.
Escrito a: 8/VI/2009
Ass. Mico
Domingo, 03 de Maio De 2009

Uma noite perfeita contigo seria Eu e Tu, num lugar bem calmo, apenas sob um luar e o som das ondas do mar a perderem-se por entre rochas. Só nós os dois, sem problemas, sem preocupações, sem medos, sem telefones, sem ninguém para nos atrapalhar e uma música calma e serena que se ouve ao fundo, tocando suavemente e enriquecendo o ambiente. Bebemos um vinho, doce, como a tua boca, numa dança que faz os nossos corpos estarem juntos, tão próximos, como se fossem um só.
O toque suave sobre os teus lábios, com a ponta do dedo embebida no vinho, contornando-os, delicadamente e posteriormente, a minha língua, que singelamente, percorre todo esse caminho tão desejado pela minha boca. Os meus braços que agora envolvem o teu corpo tão delicado, tão macio e trazem o teu corpo para junto do meu, não vou deixar-te ir embora, tu prendeste-me primeiro aos teus olhos, a ti como um todo, ao teu amor, mas, agora serei eu a prender-te e o resgate será a paga do meu amor. Com o inclinar da cabeça, quase como um compasso de música, os meus lábios tocam os teus, e, um beijo faz-se, tão naturalmente como se nada mais importasse no mundo, somente o toque dos nossos lábios. As minhas mãos que percorrem as tuas costas, subindo por elas, sentindo a tua pele, ainda sobre esse tecido inoportuno que usas para cobrir-te, fazendo movimentos delicados, mas ao mesmo tempo tão passionais, que era como se estivesses despida, e os nossos corpos no mesmo compasso, mas não no compasso da música que nem sei mais qual é, mas no compasso dos nossos corações, que batem unicamente, desejando a presença um do outro.
O lugar não importa mais, não importa mais a música que toca e preenche este lugar, não me importa mais o vinho, apenas me importa estar nos teus braços, e, nem que seja somente nesta noite, sentir-me completo, com o teu amor, que toma conta da minha alma e que te pertence agora, desde que o meu amor também é teu. Porque esta noite não termina enquanto eu puder olhar nos teus olhos e ter a certeza de que o meu amor também é teu, e mesmo que o relógio da parede ressoe vezes incontáveis, nada me irá fazer despertar deste sonho que é poder amar-te tão unicamente, como jamais amei alguém nesta vida e os meus olhos à procura dos teus fazem-me descobrir que o encanto continua, e, que agora eu posso tocar na tua face com toda a leveza que este sentimento me proporciona e sentir-me ainda mais repleto dele a cada momento em que percorro o teu colo, deslizando sobre a suave pele da mulher que eu amo, eu descubro-me como homem, como um homem completo, cheio de sonhos, de desejos, paixões, esperanças, de que eu possa inebriar, mas não deste vinho, que jamais irá subir-me à cabeça, mas do teu perfume, o perfume de uma mulher que ama. Descendo pelo teu colo as minhas mãos, tocam a maciez da tua pele, pobremente descoberta por um tecido errante, denotando toda a sensualidade da mulher amada. Sinto o calor da paixão, apenas com o toque da minha mão, e, a minha boca, com uma secura inigualável, sonha em beber desse cálice tão formoso que é o corpo da mulher de toda a minha vida.
Em movimentos gentis, e, delicados, como a ti mesma, desço a minha boca pelo teu colo, e, os meus lábios que ao tocarem a tua pele, se sentem ainda mais desejosos de todo o teu amor, continuam a percorrer este caminho, desejando que nunca termine, até um movimento teu e afastes os meus lábios do teu corpo, não sei se por pudor, ou porquê, fazes com que eu volte aos teus olhos e suplicar-te por mais um minuto ao teu lado.
Segunda-feira, 06 de Abril De 2009

Já é noite, tarde da noite, os meus pensamentos viajam pelo imaginário das minhas emoções, imagino ser um pedaço da lua, nua, inerte, parada, fixada no céu, no imenso céu da minha imaginação.
De onde estou consigo tocar nas estrelas, lindas e delicadas, todas brilhantes e fortemente ofuscantes, agarro uma, depois outra, olho para elas e vejo a mim mesmo, não nas estrelas, mas no reflexo dos seus brilhos magistrais. Daria tudo para nunca mais sair daqui, faria qualquer coisa para prolongar esta noite por uma eternidade, de lua calma e fria, calada, aconchegante, como se a noite estivesse em mim, num silêncio profundamente acolhedor. Sinto o sereno e acolho a madrugada, não espero o dia amanhecer, eu não desejaria o dia nesta noite, quero apenas a delicadeza e o carinho que a brisa me faz, toco nas gotas de orvalho, vejo diamante nas gotas. Acho que estou apaixonado!
Não me sinto assim desde o meu primeiro amor, o amor que nos faz pisar nas nuvens e transporta-nos ao céu, vivemos a verdadeira magia de estar acompanhados com os astros mais belos e inspiradores do universo. Magia essa que se perpetua para sempre no nosso ser, fazendo revivê-los sempre que sentimos o bater de um outro coração, a paixão é um momento mágico, temos alguns instantes encantados que se tornam eternos. Como fugir? Não dá, o risco de se apaixonar de novo é iminente, a paixão não tem tempo a perder, a vida é curta demais, como nesta noite, fria e serena, o amor é quente e cauteloso, mas pode tornar-se eterno e consumir a noite num instante apenas.
Os Meus pensamentos trazem para junto de mim a tua presença, já não sei mais se hei-de tocar nas estrelas ou na estrela; Tu, os teus olhos chamam-me com essa chama viva e incandescente do nosso amor, que tenta aquecer a noite. O vento, ele eleva os teus cabelos, levando-me diante dessa cena desejando-te, cada fio dos teus cabelos revelam a linha da minha vida que inserida na tua deixa-nos diante do paralelo, entre a lua nua e o teu corpo exposto em pedra de mármore frio. Eu não vou fugir, eu não quero parar de pensar, os meus anseios são grandes, quase um medo, uma ponta do iceberg gigantesco que se tornou o meu amor, mas o frio desse gelo paira entre o calor da nossa paixão e o pedaço da lua que vive em mim.
Noite quente com calor imenso, a tua boca derrete os meus lábios e repete o surgimento do meu renascer, sentindo-me embrião na tua mão, o vento em vão tenta apoderar-se de ti, a lua deixa escorrer uma brisa, criando um orvalho de ciúme, tarde demais, eu já não estou mais em mim. O Meu coração! O Meu sorriso mostra-se suave, o meu coração sabe do meu querer, estou diante dos meus piores temores, sabores que jamais possa resistir uma loucura que se faz real, realidade sem máscaras ou faces falsas, contudo com carácter enganoso. Porém se deixar o meu coração palpitar livremente, estou morto, uma morte boa e doce, onde posso velar-me no teu corpo, porque estás ali, diante das estrelas, no meu sonho mais louco, fazendo-me delirar de paixão. Acordar, não posso! Nem estou a dormir, apenas viajo num sonho louco, de amor, de paixão, o amor está na minha vida e eu não devo fugir da realidade que esta noite me propõe, tenho a ti, as estrelas e uma lua ciumenta, porque um pedaço dela sou eu.
Sábado, 04 de Abril De 2009
Não adianta ser longa a viagem ou muito distante o último horizonte a ser atingido, um dia sempre voltamos para nós mesmos e descobrimos que estamos em casa onde tudo um dia começou.
Podemos morrer na tempestade em alto mar, no deserto atrás de uma borboleta de ouro, mas quando desfalece o corpo, o espírito liberta-se e encontramo-nos novamente no mesmo lugar em que demos o primeiro choro, o primeiro passo. Se fores o céu, haverá céu nessa hora, se tu fores relâmpago, haverá muita chuva. O lugar de início será o mesmo lugar onde deixaremos de existir porque longe pode ser também um lugar dentro de nós. Quando rompemos a placenta da barriga gestora fundamos um marco historial, o céu ou o inferno desenvolveremos a partir dali e de nós, seremos depositados no mesmo lugar em que demos o primeiro passo na existência desse plano dimensional.
Na hora final todos os nossos momentos passarão como um filme rápido na nossa mente atiçada e a nossa última lágrima de dor ou a nossa alegria de libertação se fará ouvir como se o último passo fosse também o primeiro, agora de resgate ou do recomeço. Seremos recolhidos para sermos pesados no espírito. A evolução, a conquista do mérito ou o aumento do débito terrestre, depois seremos remarcados para o horror de termos que voltar ou libertos para sempre do inferno da terra onde o tempo é algoz. A viagem, portanto, é sempre dentro de nós.
Nunca achei que houvesse uma explicação totalmente racional. A distância entre dois pontos, para mim não estava na matemática, para mim estava no local onde estamos e onde desejamos estar. Algumas vezes a distância parece infinita. É como se fosse um sonho impossível de realizar, alguns dias parece mais distante, outros quase podemos tocar, alguns dias a distância quase que nos faz querer desistir. Existe dias em que a vontade de chegar faz correr para além das nossas forças e depois de algum tempo tu entendes, não é só a correr muito rápido ou ficar apenas à espera. Chega um dia que se entende, que existe um horário, um tempo, além do nosso mero entendimento e dentro desse tempo as coisas simplesmente acontecem quando chega a hora.
Arrependo-me de algumas lágrimas, hoje talvez tivesse molhado ainda mais os meus olhos, após saber algumas verdades. Não importa, tudo aconteceu como deveria e como o desejado, por mais irracional que possa parecer e por mais louco que seja, estou feliz onde cheguei. Percorri a distância entre os dois pontos sem perceber se estava a correr ou se estava apenas a sonhar em chegar. Mas de todas as formas, é bom estar aqui.
Segunda-feira, 30 de Março De 2009
Dias da semana levam para longe a labuta incessante da vida e no final dela o descanso traz sempre a recompensa do lazer. Penso em ti enquanto trabalho e somente o meu coração pergunta todos os dias o que farei do amor que contigo quero viver.
Coloquei a tua foto no calendário com um ano inteiro pela frente, desejarei viver cada dia para te esperar e quem sabe voltar a reencontrar-te, tu sabes que só assim é que eu posso ficar realmente contente quando os meus lábios novamente e suavemente os teus tocar! Não desejo riqueza maior do que ter a tua companhia, não almejo maior conquista do que poder alegrar o teu coração, não espero vencer grandes batalhas, só quero ser a razão da tua alegria, não vou querer o mundo aos meus pés, só desejo participar nos teus sonhos. Cada momento em que já estiveste nos meus braços foi muito e é importante. Cada momento que senti as tuas mãos fez de mim um Ser humano especial, cada vez que os teus olhos viram os meus, eles ainda não "contemplaram" o suficiente em como é forte o que sinto por ti e o quanto és para mim, mais do que essencial.
Trocaria toda glória do mundo só para ter-te bem junto a mim, trocaria quaisquer honrarias só para ter a honra da tua presença, trocaria todos os elogios possíveis e seria muito orgulhoso sim, se puder ter-te completamente seja na dura realidade ou na simples inocência, largaria esta vida, para fazer parte da tua. E todos os dias da vida eu quero ter a oportunidade de achar-te, encontrar-te e beijar-te. Digo que a minha vida somente assim pode ficar completa. Todos os dias agradeço aos céus por existires e ter aprendido contigo o que é amar. Agora cheio de significados bem especiais a minha vida está repleta.
Mas outros “sim” eu também preciso para a posteridade escrever, porque muito ainda desejo viver e um dia alguém com a nossa história irá aprender, como um encontro "quase" casual iria bem firme permanecer; Porque nem sempre um forte sentimento pode de facto ser entendido. E dentro destes 365 dias eu escolhi apenas três para te dizer: Amo-te desde ontem porque é quase impossível esquecer a tua existência; Amo-te hoje porque de mim eu sei que tu te lembras e é impossível não te querer; Amar-te-ei amanhã porque assim decidi e quero amar-te por toda a minha vida. Mas não penses que eu vivo somente para amar-te, vivo também para lembrar-te que tu mudaste a minha vida e a minha história, vivo também à espera do teu regresso para os meus braços e eu não solta-los nunca mais. Assim não irias embora e junto caminharíamos até o fim - em plena estrada de glória.
Terça-feira, 17 de Março De 2009
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Olhar o céu infinito. Admirar as estrelas. Tocá-las com os dedos da imaginação. Vibrar com o brilho delas. Brincar de fazer mundos, usar sentimentos mais puros, mas profundos. Para onde vai aquela estrela? Um pontinho no céu a caminhar? E olha lá...do outro lado, outra estrela a vaguear! São os meus sonhos…esperanças... de um mundo melhor encontrar, que realizo e conquisto no brilho do seu olhar!
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Segunda-feira, 16 de Fevereiro De 2009
Bom, um bocadinho atrasado, mas mais vale tarde do que nunca, quero agradecer a nomeação que a Anita §!§ (O Que Tem de Ser, Tem Muita Força) fez, por ter escolhido o meu blog, entre outros, como "Blog de Ouro". Obrigado ;)
Seguindo as regras das nomeações, deveria nomear outros 7 blogs que me inspiram e como são mais de 7 blogs, eu preferia que quem me acompanha e sabe que acompanho os seus blogs, sejam esses os nomeados, sem especificar quem. Este "prémio" também é vosso.

Segunda-feira, 09 de Fevereiro De 2009
Há quanto tempo recebemos sem nada oferecer como prova da nossa gratidão? Há quanto tempo estamos à espera pelo momento certo? Mas sem nunca ter feito o menos esforço para que o possamos merecer. Há quanto tempo estamos a correr atrás da felicidade sem ao menos olharmos as menores coisas que estão ao nosso lado e perceber que a verdadeira felicidade está nelas!
Há quanto tempo vemos o sofrimento do próximo e sentimos pena. Mas já paraste para pensar se no lugar de sentirmos pena, nós oferecêssemos uma ajuda? Não uma ajuda financeira, mas sim aquela de que todo homem é necessitado. Que é a palavra, o consolo. Há quanto tempo esperamos pelo dia perfeito? Mas o que fazemos para facilitá-lo. Há quanto tempo esperamos para que o amor chegue? Mas será que temos deixado a porta do coração aberta? Há quanto tempo lutamos por aquilo que acreditamos querer e precisar tanto? Mas não olhamos do nosso lado, para ver que o que temos é muito mais do que poderíamos querer. Há quanto tempo reclamamos da vida e dizemos que Deus nos esqueceu, mas...e tu há quanto tempo não te tens lembrado Dele? Teres uma vida e aquilo que possuis nela, não é o suficiente?
Segunda-feira, 26 de Janeiro De 2009

Eu sei que através de mais um sonho faz-me sentir este amor adormecido dentro de mim. Nesse sonho vieste de novo ao meu encontro, os nossos lábios voltaram a tocarem-se, mesmo que por mais anos que se tenham passado, ainda posso sentir o doce do teu beijo. Os nossos dedos voltaram a entrelaçar por entre as nossas mãos, como naquela tarde fria de Primavera, quando se uniram pela primeira vez. São ainda estes sonhos que me fazem sentir as cordas presas ao teu porto de abrigo. São todos os pensamentos diários, as perguntas que se acabam por resumir a uma única; onde estás? Não me interessa mais nenhuma resposta, apenas quero saber onde estás e possa de novo ir ao teu encontro. Não interessa o tempo que já passou, o tempo é uma coisa que não existe.
Olho para os teus retratos e sorrio, eles ainda me aquecem o coração, porque neles sorris para mim. Por vezes achei que este amor era doentio, obsessão, feliz engano. Sentir-te como ainda hoje te sinto, desejar-te como te desejo, imaginar-te ao meu lado nos meus momentos de sucesso na vida, clamar o teu nome com respeito, olhar para um cristal e lembrar-me do brilho dos teus olhos, manter os braços abertos para aconchegar-te quando regressares, entre tudo isto e outros motivos, concluo que és sem dúvida o meu verdadeiro amor. Não o primeiro, aquele que se diz inesquecível, tu és inesquecível, mas não foste o primeiro amor. És um amor que eu escolhi amar nesta vida, tive uma oportunidade e deixei escapar por entre os meus dedos, imaginando que a razão de te ter encontrado, seria o bastante para não mais perder-te.
Foram nesses momentos que não dei o mais precioso valor da tua presença na minha vida. Puro erro, eu sei que cometi, a vida é assim mesmo. Hoje, retiro desse erro, uma aprendizagem para valorizar a cada momento todos os nossos amores, amanhã podem não estar presentes na minha vida, assim como tu não estás presente na forma que eu mais desejo. Mas ainda travo uma árdua batalha dentro de mim, para preparar o teu regresso. Sei que esse regresso pode ser amanhã, daqui alguns meses ou até mesmo demorar anos, mas sei que nos vamos reencontrar. Talvez nessa altura, consiga descrever as razões ou a razão para que entendas quando falo deste amor que por ti sinto. Talvez me digas que não preciso dizer nada, ter ficado à tua espera, não ter desistido de ti, como tantas vezes me lembro que me pediste, era o suficiente para darmos asas não somente ao meu amor por ti, mas sim ao nosso amor.
Pode ser ainda um sonho, como tantos outros que contigo ainda tenho. Mas são nesses mesmos sonhos que por ti sou amado e me dão força para ser cada vez melhor, preparar o teu regresso e possas sentir no meu peito, o conforto quando chegas a casa depois de uma longa viagem. Nesse momento irei beijar-te suavemente e direi que te amo, fica comigo meu amor, eu te darei toda a paz do Mundo…
Quinta-feira, 08 de Janeiro De 2009
Pode ser que um dia, a saudade me encontre na esquina do tempo sozinho a recordar, ou quem sabe, com as mãos erguidas, ajoelhado a rezar; Pode ser que nesse encontro tenhamos muito para nos perguntar e nessas indagações, muitas interrogações irão acontecer, porque lindas recordações, só terminam com o amanhecer.
Os amigos que o tempo levou, os amores que no coração ficou serão motivos de alegria, porque esses são motivos que jamais irão esquecer. Pode ser que os amigos, de mim nem se lembrem mais e os amores, de mim nem se recordem também, por acharem que o meu amor foi um amor fugaz ou quem sabe pensarem que foram amores banais. Pode ser que a saudade me pergunte se eu ainda tenho sonhos plantados no canteiro do tempo, e eu terei que ser franco no responder, porque os meus sonhos e ideais foram tão iguais no plantio. Já cresceram, floresceram e se abriram como flores, ornamentadas por lindos amores.
Hoje ainda existem sementes dos meus sonhos no tempo que voa, à procura de um solo fértil onde se plantar, e uma vez plantadas, irão esperar uma nova irrigação de amor para então germinar. Pode ser que amanhã as minhas letras não bordem mais sentimentos, nem palavras cristalizadas de amor; Pode ser que o amanhã nem tenha tempo a tempo de chegar, para ainda ver o abrir do meu último sonho, naquela linda flor. Então saberão que eu fiz-me um sonho, para num outro sonho despertar.
Sábado, 20 de Dezembro De 2008

Neste Natal resolvi fazer uma homenagem diferente. Coloquei na minha árvore somente os presentes que ganhei, e felizmente, não couberam, de tantos e tantos que adquiri durante este ano. Porque vocês, meus amigos, foram os presentes que recebi de Deus. Presentes que se fizeram presentes no decorrer deste ano, de hoje e que com certeza amanhã continuarão a dar-me muitas alegrias. Vocês são presentes de coração, aqueles que não compramos, por não haver preço, nem dinheiro nenhum no mundo para pagar. São presentes que colhemos na árvore da vida, são frutos da amizade e de muita luz nos nossos momentos, algumas vezes nebulosos pelas adversidades da vida. Meus amigos e familiares, quero agradecer em prece, por vocês existirem. Que a alegria, o amor, a fraternidade, o perdão, a compreensão continuem a unir-nos. Que Deus, na sua infinita bondade, abençoe todos nós e continue orientando-nos e mantendo acesa a luz da Amizade, do Amor e da Paz entre todos.
Mais um ano chega ao fim. É tempo de fazer um balanço de tudo o que aconteceu. É tempo de transformarmos: os momentos bons em novas energias, entusiasmo e principalmente esperança de que os nossos sonhos se vão realizar! Os momentos maus são lembretes para não cometermos novamente os mesmos erros no ano que vem, os momentos difíceis serem peças fundamentais de que tudo na vida passa e que esses momentos no futuro nos ajude a ter momentos felizes. É tempo de agradecermos a Deus por todos os momentos felizes que tivemos! As sementes da vida precisam ser semeadas com paz e amor, e assim, poder gerar o alimento que precisamos para viver. Viver com alegria, coragem e determinação de seguir adiante. Viver o presente com sabedoria e plenitude para que o ontem seja um sonho de felicidade e cada amanhã uma visão de esperança. O que vivemos só tem sentido se tocamos o coração das pessoas. Muitas vezes podemos ser o braço que envolve, a alegria que contagia, o olhar que acaricia, o amor que promove. É o que dá sentido a vida; que faz com que ela seja intensa, verdadeira e pura enquanto durar. Em 2009, dedica mais tempo na busca pela felicidade, invés de preocupares em não sofrer.
Feliz Natal e um Ano Novo cheio de realizações...
Ass.: Mico
Sexta-feira, 12 de Dezembro De 2008

O dia do nosso aniversário, pode sempre servir como um dia apropriado para pararmos e fazer uma reflexão sobre nós, desde o último aniversário até ao dia de hoje. Eu tenho vindo adiar essa mesma reflexão, sem um motivo em concreto ou por querer adiar com medo das conclusões que possa chegar.
No ano passado, por esta mesma altura, tinha uma vida bem diferente da de hoje. A caixa dos sonhos, estava repleta deles e objectivos a cumprir nos 365 dias que a seguir se seguiram. Acreditei que tinha alguém em especial ao meu lado e que iria junto comigo, realizar parte desses sonhos, porque muitos deles só seriam realizáveis numa presença a dois e eis que por mais que fique a impressão de que estou a lamentar pelo sucedido, hoje chego à conclusão que foi indubitavelmente o melhor que me podia ter acontecido. Através da não realização desses sonhos, tive a oportunidade de crescer espiritualmente e de uma forma nunca antes vista. Foi um ano de pura reflexão, um ano para “arrumar a casa” e saber limpar da minha vida as coisas que não traziam até mim nada de benéfico, pelo contrário, limitar-me-ia à ignorância das pessoas que me tentaram prender com as suas mesquinhas e fúteis vidas que levam no seu quotidiano. Deus, deu-me e dá-me coragem para mudar as coisas que podem ser mudadas, serenidade para aceitar as coisas que não podem ser mudadas e sabedoria para perceber a diferença. Sem dúvida que me congratulo por me ter desligado dessas pessoas.
Sei de igual modo, que os 28 anos que hoje terminam, foram também amplamente planeados para a concretização de outros sonhos, com outras pessoas também e que por motivos diferentes, deixaram de se realizar. O inverso acontece, porque entre algumas dessas pessoas que transitaram de ano para ano, deixaram boas recordações, sobre as quais, tive de tomar opções de vida e que passariam por deixar as mesmas, seguindo em frente com a minha própria vida. Mesmo assim, nunca me arrependo das decisões que tomei, sei que agi em benefício de mim mesmo e não em prol de quem eu pensei que estaria comigo.
De facto, posso concluir que aqueles sonhos não realizados, deram lugar a outros bem mais importantes que cumpri e não estavam na agenda pessoal. Para o próximo ano, poderia de novo reescrever outros sonhos, mas que prefiro alimentar somente um de cada vez e a cada realização elevar a fasquia. Depois do ano 0, a vontade de continuar esta viagem, eleva-se a cada novo dia, a cada novo amanhecer com a certeza que aquilo que eu realmente desejar, eu consigo, para tal, basta acreditar. O que ainda não realizei, foi porque realmente nunca acreditei que seria capaz ou estivesse preparado para a sua realização.
Com os 29 anos à porta, será o primeiro aniversário desde que me recordo, sem esperar que aquele alguém venha ao meu encontro, não procurei motivos para justificar que aquela pessoa não pode estar comigo e jamais me irei sentir sozinho. Eu deixei de esperar fosse o que fosse e de quem fosse. Assim, neste aniversário, sentirei bastante acompanhado e deixarei de estar a pensar ou sentir aquele friozinho na barriga, terei dentro de mim e fora de mim a verdadeira companhia dos familiares e amigos que sempre acreditaram em mim. São esses mesmos que hoje, estão comigo e sabem que jamais um dia os desacreditarei dos meus valores pessoais.
Para concluir, nunca é demais agradecer a todos sem excepção, mesmo aqueles que sempre vêm ao meu encontro através deste blog e que eu sei, que gostam do que vou publicando, mesmo se for ou não algo escrito na actualidade. Aos meus familiares, o meu mais profundo obrigado por estarem comigo – amo-vos. Aos meus amigos, mais velhos e recentes e colegas, obrigado também – gosto de vocês. Obrigado por partilharem este meu aniversário! É o momento de abrir o champanhe e brindar…um novo ano para mim abre as portas e eu recebo-o de braços abertos, eu nasci para vencer, para ter êxito. Tenho de ser bem-sucedido. Vou alcançar os meus objectivos de um modo notável e único. A minha vida está bem direccionada. Dou os Parabéns a mim mesmo!
Escrito a: 12/XII/2008

Quarta-feira, 10 de Dezembro De 2008
Eu sei que me tenho afastado da escrita e por conseguinte de outras formas de viver. Não procuro nenhum motivo em concreto, para encontrar a razão que me leva a agir assim. Releio muitas vezes o que outrora fui escrevendo e percebo que uma grande parte de mim se encontra reflectido em cada palavra que compõem centenas de textos.
Sempre falei do amor, do sofrimento, dos sonhos, das dores, entre outras coisas mais. Em cada frase, vejo como um espelho reflectido a pessoa para quem me dirigia, abrindo o meu coração por inteiro. Vivi o amor de uma forma muito intensa, chego a pensar que algumas vezes, um amor doentio e que raramente percebia o porquê do resultado ser sempre o mesmo. Eu esperava muito desse alguém, sem admitir, acho que exigia que os meus sentimentos fossem retribuídos de alguma forma e como sempre, nunca aconteceu.
Naturalmente que ainda hoje me recordo dessas paixões, desses amores que se cruzaram na minha vida. Cada um, ficou marcado por recordações que não quero esquecer, as saudades que ainda acompanham quando penso naquela pessoa. Os amores que não me deixaram recordações, também são lembrados, unicamente para reconhecer onde errei. Vivi em todos eles uma nova aprendizagem para a vida. Através do amor, cresci como ser humano, cicatrizando as feridas que eu próprio cravei no meu coração e eis que chego a uma verdade nua e crua. Percebi que todo o sofrimento, mágoas e dores, na verdade eu fui o único responsável, não há ninguém capaz de nos fazer mal, se não, nós mesmos. Quantas vezes fiz-me de vítima, senti-me usado, desprezado, senti-me profundamente só. Foram as minhas formas de viver que eu escolhia a cada momento. Ao invés, podia ter optado por ter amor, acreditar que EU SOU e nada do que me digam ou façam na tentativa de prejudicar, será suficiente para desacreditar-me dos meus valores pessoais. A essas pessoas, poderia ter ofertado o meu bem supremo e sempre que me tentavam magoar, teria em mente que aquela pessoa estaria mentalmente um pouco debilitada e lhe daria o melhor de mim – o amor de verdade.
Afinal, diz o velho adágio, que quem semeia ventos, colhe tempestades. Sempre semeei na minha vida, sementes que ao crescer não traziam flores, nem árvores gigantescas e que ainda estou a tempo, de semear o que realmente desejo. As diferenças que vou encontrando dentro de mim, não se comparam ao que eu fui anteriormente, a minha vida modificou-se de uma maneira muito concreta e específica, demorando meses e ciente do longo caminho ainda a percorrer. O importante foi ter encontrado o caminho certo, aquele que me leva até ao encalço da paz que tanto desejo. Posso olhar para o lado e não ver a tão esperada cara-metade, como tantos anseiam encontrar, eu não nasci incompleto, logo ninguém me irá complementar posso não sentir os meus dedos entrelaçados em outras mãos, mas nem por isso vou sentir-me só. Enquanto tiver a companhia de mim mesmo, aquele em quem devo acreditar e confiar, lutar e amar, eu nunca me vou sentir só. Se acharem que estarei a ser egoísta, apenas vos digo para olharem para vocês mesmos e não para quem está ao vosso lado, uma grande lição…ensina a pescar quem não sabe, para quando não estiveres ao seu lado, não morrer de fome. As pessoas passam uma vida inteira em busca do que já possuem. Tem-no porque são. Tudo o que têm de fazer para ter amor é ser amor.
Escrito a: 10/XII/2008
Terça-feira, 02 de Dezembro De 2008
Encontrar-te, é sonhar com um futuro perfeito. É querer ter na pele o toque das tuas mãos, o sabor suave dos teus lábios e o aroma do teu perfume natural.
É deliciar-me em sensações diversas, únicas, excitantes.
É ver o brilho dos teus olhos diante dos meus e arrepiar-me com a tua respiração ofegante, quente, ao pé do meu ouvido sussurrando palavras singelas, carinhosas de amor.
Encontrar-te é uma aventura, um risco, um desejo. Ah, e como não desejar! Como não querer saborear todas estas maravilhas a que me refiro e tantas outras inúmeras que eu poderia citar.
Porém, melhor do que descreve-las aqui é senti-las rente à pele e dentro do coração. Junto a Ti. Quando, eu te encontrar.
Domingo, 30 de Novembro De 2008
O fim do ano aproxima-se. As ruas já se encontram enfeitadas com luzes, laços e fitas, anunciando um Natal. De novo, é tempo de escrever as velhinhas cartinhas ao Pai Natal, algumas crianças enchem-se de alegria na ânsia de desembrulhar o presente mais desejado. Os adultos, divertem-se em torno de uma mesa, apreciando a alegria dessas mesmas crianças e relembram quando tinham a mesma idade. Depois os anos passam, optam por deixar de ser as crianças, passam a ser os Pais delas, outros serão Avós e existe quem se divirta com as crianças dos outros.
Questionam-se inúmeras vezes e desejam outras tantas, como gostariam de ter outra vez aquela idade, pensando eles que estariam livre de todas as preocupações e problemas que nesta data, muitas vezes são colocados para trás das costas. Eu acredito e porque sinto, a criança que já fomos, contínua bem dentro de nós, tal e qual como sempre desejámos. A diferença é que enquanto crianças, não conhecíamos a maldade, éramos inocentes, éramos verdadeiros, éramos a pureza que existe dentro de uma criança, por isso gostamos tanto delas. Crescemos com medo de alimentar essa criança, deixámos de a ouvir, deixámos de a saber tratar com medo daquilo que os outros pudessem pensar de nós, pudessem dizer acerca de nós e assim, abafamos essa criança e unicamente em alguns momentos nas nossas vidas a deixamos vir ao de cima. Quando assim acontece, alguém nos diz “pareces uma criança” e ficamos com vergonha de nós mesmo, alguém nos julga naquele momento como uma autêntica criança.
Quando tomamos banho, em frente ao espelho, fazemos brincadeiras de crianças. Espetamos o cabelo, pomos a língua de fora, admiramos o nosso corpo, fazemos desenhos com os dedos no espelho ou coloca-se a toalha como capa do super-homem e rodamos só para a ver esvoaçar. Quem já não fez isso e outras coisas mais? Sempre que o fazem, estão sozinhos e com a certeza que ninguém vai ver aquelas “patetices”, muito menos gozar. E agora pergunto: se durante a nossa vida, continuássemos a ser crianças, a vida seria tão difícil como muitos imaginam? Eu diria que não, se tivéssemos metade da alegria de uma criança, não havia tanto desânimo. A mesma ambição de uma criança em ser médico, bombeiro ou outra profissão, todos os nossos sonhos eram realizáveis. A inocência, a pureza e a honestidade de uma criança, hoje servia para termos um mundo melhor. O amor seria vivido sem medos, a paz e a liberdade reinava entre nós, o ódio não exista porque em criança os bem materiais não contam, eles sabem que irão ter outras coisas mais.
Não me importo que hoje me considerem uma criança, a evolução de cada um de nós, não está no tamanho do corpo. A evolução de cada pessoa, está naquilo que realmente consegue ser ao longo da vida, seja em criança ou em adultos. A nossa evolução revela-se quando damos o que temos, sem esperar nada em troca, é olhar para o vizinho, como se estivéssemos a nos ver ao espelho e não achar que somos inferiores ou superior a eles, mas sim iguais. Saber que em cada gesto nosso para outra pessoa, reflecte-se em nós na mesma proporção e as crianças sabem e agem exactamente assim. Enquanto me considerar uma criança, vivo a vida tal como pode ser vivida e isso deixa-me feliz, é o que conta.
Quinta-feira, 06 de Novembro De 2008
Agradeço-te Anita §!§ por este desafio, aqui vai…
1- Colocar uma foto sua:As fotos não revelam quem sou.
2 – Escolher uma banda / artista:
Ivete Sangalo
3- Responder às perguntas que fazem parte do desafio somente com títulos de canções da banda/artista que escolheu:
És homem ou mulher?
MENINO do Rio
Descreva-se:
O que os outros acham de si:
Beleza Rara
Como descreves o teu último relacionamento:
Faz tempo
Como escreves o estado actual da tua relação
No meio das estrelas
Onde querias estar agora?
Ilha grande
O que pensas a respeito do amor?
Não vale mais chorar por ele
Como é a tua vida?
Tá tudo bem
O que pedirias se tivesses só um desejo:
Vem meu amor
Escreve uma frase sabia
You’ll Never Walk Alone – Tu nunca andarás sozinho
4- Passa o desafio a 4 pessoas
Desafio a quem passa por este blog, sem nomeações em concreto. Espero ver em breve nos vossos blogs
Terça-feira, 21 de Outubro De 2008
Debruçando sobre mim, com amor, os teus olhos cantam baixinho e me embalam como criança...
Tão difícil definir um prazer, às vezes não encontro palavras para descrever o simples contacto das tuas mãos, ainda permanece em mim o teu doce aroma.
Quando nos vemos, apenas as nossas mãos se tocam e falam... e viajamos neste amor como dois clandestinos...
Sei que estou a fazer poesia porque sinto o teu calor em cada palavra e ouço a tua respiração em cada poema.
Por muito tempo, depois de nos perdermos, as minhas mãos caminham pelo o teu corpo, ficam a procurar o rumo para prosseguir na viajem.
Sexta-feira, 03 de Outubro De 2008
O vento frio que se faz sentir no meu rosto, é o mesmo que outrora trazia até mim a vontade em amar-te ainda mais. Este mesmo vento que agora traz uma vontade de renovar, deixa-me despido daquilo que fui um dia quando estavas ao meu lado, dando-me também defesas para o Inverno que se aproxima, um Inverno que vejo com os mesmos olhos, mas encontro outros motivos para viver.
Hoje tenho defesas para utilizar depois de mais uma noite onde estiveste presente nos meus sonhos. A tua voz ainda ecoa nos meus ouvidos, quando me dizias que tinhas voltado, íamos ser amigos e nada mais do que isso, aquilo que na verdade sempre fomos. Disseste-me que estavas noiva de outro Homem e por isso sentias-te imensamente feliz. Mesmo que tenha sido somente um sonho, gostei de ouvir de novo a tua voz, tão nítida como a água cristalina nos oceanos, sorri por saber que estavas bem e feliz, gostei de ver o teu sorriso, gostei também das intenções que tinhas para connosco e por último gostei da forma como reagi depois de teres terminado tudo aquilo que tinhas para me dizer.
Ao contrário do que se pudesse esperar, acordei mais aliviado, não sei explicar porquê, sei que reagi de forma satisfeito por saber que mesmo que estejamos distantes, tudo se encontra bem entre nós, caso contrário não tinhas vindo ao mundo dos meus sonhos, da forma como vieste. É natural que ainda assim, tenha sentido uma saudade, toda a saudade boa, é boa de se sentir, trazendo até nós, assim como este vento, a recordação dos momentos bons que juntos vivemos, mas que hoje fazem parte do que vivi na minha vida e por isso continuo a viver tão somente o dia de hoje, sem medo do amanhã, sem a ansiedade de um dia voltares.
Agradeço por ter sonhado, porque não foi um sonho qualquer, todos os sonhos contigo são sempre especiais, pela razão de continuares a ser especial para mim, por fechar os olhos e ainda conseguir ver o teu rosto, por teres sido a única em quem depositei o meu amor, mas que hoje não estás ao meu lado. Com o Inverno e eu despido de ti, a vida continua, não somente a minha como também a tua e a única coisa em que vou pensando, é que as árvores lá por ficarem despedidas das suas folhas, sabem que na próxima estação outras virão até aos seus ramos, a vida é assim mesmo e eu não sou diferente daquilo que a natureza nos proporciona.
Escrito a: 3/X/2008
Sexta-feira, 26 de Setembro De 2008
Quantos de nós não teme a solidão? Para muitos a solidão chega mesmo a criar momentos de pânico ao pensar que um dia ela vai aparecer. Vão ao encontro da companhia e quando começa a escassear agarram com unhas e dentes aquela pessoa só para não se sentirem sós. São assim criadas relações amorosas que resultam em namoro, outras em casamento e todas, mas todas mesmo acabam por terminar mais cedo ou mais tarde.
Seria fácil para mim, com uma idade jovem ir de encontro a uma relação para receber como troféu dos amigos, a alcunha do engatatão. Poderia dizer que se optei por não ter qualquer tipo de relação, foi apenas e somente porque a anterior deixou-me profundamente desgostoso e que tão cedo não queria pensar sequer seja em quem fosse. Mas como sempre, opto por falar a verdade e dizer, que não preciso de nada exterior a mim para a Minha vida. Tudo não seria uma ilusão, a ilusão da necessidade, a ilusão de que preciso de ti para ser feliz. Por isso não temo a solidão, nem temo absolutamente nada, porque há muito tempo que deixei de alimentar os medos. Eu nasci sem medos, porquê viver com eles? Simplesmente morreram à fome e foram procurar outros corpos onde pudessem alimentar-se.
Aprendi a viver comigo mesmo e digo que não foi fácil, mas aprendi. Depois que aprendi, passei a sentir-me sempre acompanhado por alguém em que eu sabia que podia contar, podia confiar. Sabia que esse alguém em momento algum iria me abandonar ou fazer mal como tantas pessoas que ao longo da minha vida se cruzaram e foram capazes de o fazer. Para todas elas concedi o meu perdão e entre essas pessoas eu também me encontro incluído por ter sido capaz em tantas alturas fazer mal a mim mesmo, não somente com as minhas atitudes, como pelos erros que fui capaz de cometer. Por isso perdoei a mim mesmo e todos os erros e males, foram recebidos como aprendizagem.
Se optarem por continuar a perguntar porque não amo, porque continuo só e logo eu que brinco com as palavras de amor, não precisarei pensar para responder e dizer simplesmente que eu amo, há muito que eu tenho amor dentro de mim e que vou distribuindo por todas as pessoas que se cruzam comigo no dia – a – dia, só têm de perceber e recebê-lo de braços abertos. Mas reparo que toda a gente anda distraída com coisas que consideram bem mais importantes. Depois surge naturalmente a ideia de que vivemos num Mundo frio, onde o amor há muito deixou de estar dentro dos corações dos Homens. Eu amo sim, tenho amor-próprio, tenho amor aos amigos que escolhi ter e claro, tenho amor aos familiares. Se não tenho um amor maior por outra pessoa, é porque não sinto necessidade de amar ainda mais, por ter a certeza que o nível de felicidade que emprego na minha vida, sou eu que decido e eu sou feliz, muito feliz e quero ser ainda mais. Assim, não pensem que mergulhei no mar da solidão e que de lá não mais quero sair. Apenas faz parte de uma escolha de vida e acima de tudo, sinto-me bem viver assim e conforme me sinto é o mais importante, não achas? Afinal a vida é para ser vivida e não sofrida, é isso aí, a vida tão simples é boa, quase sempre.
Escrito a: 26/IX/2008
Domingo, 21 de Setembro De 2008

Como é bom acordar, ouvir uma chuvinha a cair no chão ou janela, criando uma melodia “ maravilhosa”. Ao fundo os pássaros cantam alegres pela chuva abençoada. Resolvo ficar mais um pouco na cama, não preciso de mais nada, apenas escutar, sentir, tenho até mesmo a ousadia de parar e ouvir o meu coração. Tu já fizeste isto? Já conseguiste ouvir o teu coração? É fantástico, às vezes esquecemo-nos que ele existe, lembramos somente quando ele grita, quando se encontra doente, não achas? É o Outono que se aproxima e fico assim, quieto de baixo do meu cobertor, embalado pela chuva, pelos pássaros, o meu coração e agradeço a Deus, pelo dom de ouvir, acordar e ver a chuva a cair e acima de tudo, estar vivo, de viver!
Ass.: Mico
Escrito a: 21/IX/2008
Segunda-feira, 08 de Setembro De 2008

Quanto tempo não dedico para a escrita, já faz tempo que a saudade comigo procura memórias, imagens e sons que não se cansam do meu pensamento, imagens do verde após a chuva. Quando as gotas caem nas folhas são pequenos espelhos da natureza de quem nelas se vê, o som do mato que vibra ao sol, quando fica tudo naquela cor de calor. Eu ainda sonho com aquelas águas cristalinas do clima quente, assim como quando elas ficam com a cor da terra protegendo os peixes, sim, eu lembro-me daquele rio quando passeámos e como as pedras ficavam lindas no seu leito.
Fico a pensar como tudo está agora, se os pássaros já são bisavós, se os bichos já se tornaram clãs, se aquela areia na beira da água ainda refresca as mãos. Eu fico a pensar como estás agora, se na tua beleza já foi feita princesa de tudo aquilo que sempre combinou tão bem com o teu charme, lembro-me apenas da tua formosura a passear simplesmente comigo naquela floresta, a nossa floresta, a floresta que não me sai da cabeça, porque ela vem junto com a saudade que sinto de ti. Não posso prometer que amanhã pensarei mais em mim do que em ti, isso é pouco provável e quase impossível. Mas tentarei, prometo, olhar tudo que me rodeia, nem que seja para sentir o teu perfume nas flores, o teu sorriso em cada nuvem, os teus lábios no vento que afaga o meu rosto ou desalinhar os meus cabelos, as tuas mãos no meu corpo, quando o sol aquecer a minha pele, a tua voz quando os pássaros cantarem. E quando a dor da saudade se tornar insuportável, permitirei que a minha alma solte o grito que sufoco em todos os momentos, quando sinto o infinito desejo de dizer-te que te amo tanto!
E quando eu voltar, as árvores se pintarão de vermelho e castanhos, num Outono de magia. As folhas esvoaçarão sobre nós e levarei comigo aquele livro que tu me pediste para que juntos possamos ler e reviver os momentos fantásticos que vivemos, assim como poderemos continuar a escrever nas páginas em branco o nosso amor, aquele que nos une e me deixa absolutamente feliz.
Espero que me esperes na estação com aquele vestido florido e aquela flor no cabelo. Porque tu és o meu amor e esta carta é para ti.
Ass.: Mico
Escrito a: 8/IX/2008
Quarta-feira, 13 de Agosto De 2008
No canto das aves ouço a tua voz murmurando o meu nome. Dou por mim por inteiro, num diálogo telepático com esses amigos que demonstram o quanto a natureza é maravilhosa, quão perfeita é a Criação. Vejo, através deles, a personificação da beleza. As suas cores, o seu trinado, a sua comunicação, a sua liberdade, o seu respeito à noite e ao dia, a sua alegria e a sua dor sempre expressas através do seu cantar. Nasceram para ser livres e, como os homens, nem sempre conseguem. Há pessoas que se sentem bem ao aprisionarem o que amam, sentindo-se os seus proprietários. Há os egoístas que preferem manter numa redoma (gaiola), o que reputam belo, para a sua apreciação exclusiva. Há quem entende como troféu a presa mantida. Há quem interprete o canto sofrido e a poesia, substitutos de lágrimas, como marchas carnavalescas ou românticos tangos e boleros.
As aves nasceram para voar e, como nós, sonham alçar as alturas. E dão velocidade às suas asas como nós damos asas à nossa imaginação. Tudo que precisam, como nós, é que não sejam encontradas, às vezes por simples e pequena distracção, pelos malvados caçadores, ora encontrados nas mãos de quem pensa estar a brincar, ora nas mãos de quem atira a sua pedra por pura maldade. Cantam a vida e conversam com os seus iguais, tantas vezes chamam ou respondem também para nós, estrangeiros na sua seara, mas contemplativos e admiradores da sua realeza. Foi assim quando te conheci. Vi uma ave - menina, com vontade de voar, permitindo-se mostrar toda a sua beleza, expondo os seus trinados através da poesia e das palavras doces, sentindo o perfume das flores que atapetavam o nosso jardim, inspirando o ar puro que envolvia o nosso espaço. Dei asas à nossa imaginação e, juntos, alçamos voos inusitados e nos vimos, tantas vezes, tão próximos das nuvens! Viajamos, através dos pensamentos e dos sentimentos, para lugares inimagináveis, sentindo-nos verdadeiros pássaros que tanto se assemelham a anjos alados.
Com toda a certeza, as nossas vozes entoavam belas sinfonias, quando, envolvidos no mais puro amor, permitíamos tão-somente às nossas almas e aos nossos corações que extravasassem o que sentíamos. Sem dúvida alguma, a nossa pele reflectia o brilho e a maciez de suaves penas que protegiam os nossos corpos, guardando o calor que sentíamos arder dentro de nós. E sonhávamos e viajávamos! Não nos interessava o passado, tão pouco o futuro. Importava, sim, o momento vivido. E, assim, seguíamos batendo as nossas asas, sempre juntos, pois quando a necessidade da ausência imperava, só tínhamos uma forma de saciar a nossa saudade: compondo novas canções (poesias) para, juntos, entoarmos uma nova sinfonia.
Tem sempre um “mas”, não é? Connosco também houve. Crianças inconformadas com a beleza do nosso voo armaram as suas fisgas e fizeram o que mais sabiam fazer: atiraram pedras! E tu foste a primeira a ser atingida! Tentei salvar-te através de luta inglória. Quis mostrar-te que eras mais forte do que as pedras atiradas, que elas tentavam magoar e tinham até conseguido, mas que o nosso amor era soberano, maior, imune a qualquer arma ou atirador e que deveríamos vencer todas as batalhas a que fomos submetidos. Não eras tão forte quanto eu acreditava e, como num passe de mágica, sentiste, com força incomum, a dor que te causaram as pedras atiradas atingindo o teu coração e que modificaram os teus pensamentos, levando-te a crer que os atiradores seriam os teus benfeitores, arrancando-te da agonia que te apertava o peito. As pedras continham perigoso veneno. Foste contaminada. E, sem demora, abandonaste o nosso voo e desceste para o tão almejado encontro com os imaginados benfeitores. As tuas asas não ficaram feridas, mas os voos que alçaste depois, indubitavelmente, não tiveram a beleza, o perfume, a poesia, o amor que existiu nos nossos voos.
Hoje os meus voos são solitários. Os meus sons que vou entoando traduzem as lágrimas que molham as penas que me protegem do frio, da chuva, da tristeza, da solidão. E quando estou nas alturas, acelero as minhas asas todas as vezes que um sinal me acena que a esperança voa comigo e, em algum lugar, algum dia, nos encontraremos novamente. Tu, sem cicatrizes. Eu, com as asas abertas para te abraçar mais uma vez!
Quarta-feira, 30 de Julho De 2008
Se eu pudesse, roubava o tempo do mundo, fazia cada momento durar mais do que um segundo e sussurrava, quanto tempo é só nosso. Se pudesse fazia por ti, tudo o que não posso. Em cada olhar que fica, cada beijo que voa, a cada palavra amiga que sozinha nos conta esta história tão leve, por mais breve que seja faz eterno um só momento por mais esquecido que esteja.
Se eu pudesse, ser um pouco mais do que isto, ser mais que uma palavra, uma melodia que capta o teu ouvido, mais que um mito sem sentido, musicalidade ou arte. Queria ser a certeza que assim deixei o corpo de parte, a verdade a qual acenas ao longe, e quando te escondes por detrás desse sorriso, dúvidas sem nomes para não mais apontares, nem esconderes, agora. Deixa-me só tentar mostrar que as respostas não estão lá fora, se eu pudesse, dizer tudo o que eu quero poder ter tudo num verso, sem ter contudo um regresso tudo confesso. Cada segredo que este meu silêncio impera e do meu braço peço o calor que o mundo me nega. Faz-me sorrir como só tu sabes como e sabes como a tua voz me acalma no escuro, faz-me ver o nosso mal sem ti em tudo aquilo que eu procuro.
Se eu pudesse, secava as lágrimas que eu não sequei, mudava as respostas que quando tu querias não dei. Eu sei que vales mais e é esse mais que ainda procuro. Não sei se o tenho mas mantenho esperanças no futuro, atento ao tempo e não me lembro de mudar por mim. Cinzento por dentro, procuro mil e uma cores em ti, encontro pisos incandescentes, de vez em quando, és a policromia que me preenche sonhos a preto e branco.
Eu também tenho medo, mas se pudesse não o guardava em segredo, tornava tudo tão óbvio, tão dócil e brilhante. O tempo sem promessas que constantemente faz presença e não sou eu quem aí está quando só queres um abraço. Certeza sem barreiras que tu precisas ter, ou a felicidade que te dou mas que não sei manter? Se eu pudesse, ter-te encontrado mais cedo, medo que não tenho eu tinha, garanto que valia. Quando penso na diferença que faz estar ou não estar contigo, não vivo através de ti, mas aprendi a viver comigo.
Cada opinião que trazes vale por mil sentenças. Quando estás dás força e não motivação apenas, eu aposto que não reparas, que nem sabias que existe admiração até nas minhas atitudes frias. Se eu pudesse, ser diferente e mudar por ti e ser o que mereces e manter-me assim, trocar a vida que tenho pela que desejas e não encher-te de lágrimas quando me beijas.
Ser o teu poeta, o momento que mais sentiste, ser o teu mais que tudo, quando tudo o resto é triste. Se eu pudesse, era tudo como preferes, mas eu não posso ser tudo aquilo que queres…
Segunda-feira, 21 de Julho De 2008
Sinto saudades, não sei de quem, mais sei que sinto. Saudades de quando sorria, quando sentia que estava amar, saudades de ouvir aquela voz que hoje perdeu-se no vazio e que o meu coração esqueceu. Saudades de sentar-me numa noite de Verão e escrever palavras de amor para quem com o tempo esqueci e que mais ninguém tomou o seu lugar. As noites de Verão sucedem-se, as palavras de amor perderam-se, dando lugar a palavras repletas de saudade, porque é o que neste momento eu sinto.
Queria ouvir, um simples “está tudo bem” e acreditar que realmente está tudo bem. Queria ouvir “juntos vamos vencer, vais ver que tudo vai correr bem” e mais uma vez acreditar que assim seria, não importando se a boca que dizia cada frase, fosse ou não de quem eu conheço, apenas queria ouvir e encontrar uma razão ou mil razões para vencer, uma vez mais vencer. Entre o sim e o não, o viver ou simplesmente deixar-me ir, chegou o momento de decidir. Mesmo que por antecipação já soubesse a tua resposta, queria ouvir, quem continua a tardar em aparecer. Não percebes que o meu tempo, o nosso tempo pode simplesmente acabar e não quero antes que isso aconteça, sejas alguém que não tive a oportunidade de conhecer ou se conheço, refugias-te por entre sombras onde eu não te possa encontrar.
Nem mil palavras ou mil procuras, foram suficientes para encontrar-te ou fazer-te ficar perto de mim. Mesmo que um dia tivesse dito que tinha o amor suficiente para te dar, mesmo assim quiseste muito mais. Hoje continuo a ter o mesmo amor em dose suficiente, um amor diferente, eu sei e podes até acha-lo um pouco estranho diante daquilo que eu te apresente, mas deixa que te dê a conhecer este amor que há muito espera por ti e tu insistes em não aparecer, o teu lugar continua por ocupar e nesta luta entre o sim e o não, espero por ti.
Esta alma a ti se remete num envelope perfumado com flores da natureza, onde todas as palavras e sonhos criam asas dando vazão ao momento. Sinto o teu riso, o teu medo, a tua candura quando a carta tu abres e lês, quando os teus olhos de anjo por um segundo param e observam. Na fragilidade do meu ser, não consigo ver onde tu paraste e por um instante levo-te agora a voar comigo no infinito azul, na leveza dos sentidos. Sinto agora que em segredo guardas a carta e eu embrulhado na meia-luz despeço-me de ti e nas mãos onde a tua sombra tocou-me levo o teu cheiro de anjo onde o meu corpo, cheio de desejos no tempo espera por ti...
Ass.: Mico
Segunda-feira, 07 de Julho De 2008
Quando acordares...
pensa em mim.
Quando caminhares...
Leva-me contigo.
Quando sorrires...
Permite-me ser a tua alegria
Quando amares
Permite-me ser o teu amor.
Terça-feira, 01 de Julho De 2008
Encontro-me a sós e decido conversar comigo próprio. Faz muito tempo que tenho adiado esta conversa. Nem sei por onde começar, são tantas as incertezas que me perco no meio delas. Começo por pensar em ti e descubro que este é o fio da meada e tornas-te assim um “caso por resolver” na minha vida.
Lembro-me quando estava a ler um livro, a dada altura, convida o leitor a escrever cinco factos marcantes negativos, que aconteceram na nossa vida e eu aceitei o desafio. Peguei na caneta e no papel e comecei a olhar para trás. Inclui-te nos dois primeiros itens, os outros três itens, foram muito mais difíceis de os encontrar. O que concluí? Concluí, que tudo o que aconteceu connosco, está ainda bem doloroso dentro de mim e não preciso, nem procuro motivos para que chegue a esta conclusão, o que interessa é saber o que dói dentro de mim.
Essa ferida, sangra todos os dias e impede que eu seja aquilo que quero ser. Impede-me que eu vá de encontro a tantas outras razões bem mais interessantes. Por exemplo, este fim-de-semana, senti-me atraído por alguém que através do seu olhar cativou a minha atenção, chamou-me inclusive e dei por mim a temer a dar o primeiro passo, neguei a mim mesmo uma oportunidade que hoje percebo que seria benéfica. Quando pergunto a mim próprio, porque não segui os meus ímpetos? Encontro rapidamente a resposta, o medo foi bem maior e venceu-me. Tive medo de me entregar, medo de abrir as portas de mim mesmo e voltar a magoar-me, medo de voltar a cometer o mesmo erro.
Poderia arranjar a velha desculpa, que não escolhemos quem amamos e assim podia sentir-me bem melhor. Era fácil, eu sei, mas seria somente uma ilusão e a ferida, continuava dentro de mim a doer. Todos os dias é assim, em tudo me lembro de ti, em tudo discuto comigo mesmo por não compreender como fui tão ingénuo, como fui tão idiota, durante tantos meses. Até que chego à conclusão, que agi sempre por amor e esqueci em todos os momentos que existia outra pessoa, eu mesmo, nunca mais pensei em mim e fui em frente, sem medos, sem receios, com muita vontade por ter acreditado em ti. Mas não serve este desabafo para te condenar ou julgar, seria também outra forma mais fácil para enganar-me, se dissesse que foste isto ou aquilo. Tu foste somente aquilo que eu permiti e se alguém agiu mal, sem sombra de dúvida, fui eu. Por isso, esta ferida que continuo a dizer que dói, só apareceu por ter semeado o que agora colho e como em tudo na vida, existe sempre duas opções e aqui não é excepção.
Compete decidir se quero continuar a sentir dor ou se quero remeter-te dentro de mim em silêncio e guardar-te naquele baú, que um dia ao me lembrar dele, perca a vontade de o abrir ou já não tenha a chave, porque arremessei no mar. Em ambas as opções, poderia escolher o caminho mais fácil, só que nem sempre nos leva para casa. Por isso, escolho o mais difícil, remeto-te ao silêncio dentro de mim e esqueço que um dia fizeste parte da minha vida. Decido largar este medo, que impede de dar aquele passo, em vez de ficar parado a olhar, simplesmente a olhar e ver a felicidade a escapar-me como areia por entre os dedos.
Fecho a mão e prendo apenas o que de bom me aconteceu, prendo as vitórias dentro de mim, os amores mesmo que não tenham sido correspondidos, deixaram ternas recordações e quando chegar a tua vez, abro as mãos com cuidado e liberto-te e nesse exacto momento, saberei que deixas de ser um “caso por resolver” na minha vida. Então seguirás o teu caminho, sozinha ou não, não interessa. Interessa-me apenas libertar-me de ti, porque eu quero viver, viver uma vida sem dores e quero encontrar quem através de um olhar, seduziu-me, chamou-me e desnudou-me por breves momentos...mas que eu em breve irei encontrar.
Sexta-feira, 06 de Junho De 2008
Hoje no meio dos pensamentos, dei por mim a lembrar de simples momentos. Momentos que tornaram-se a fórmula da minha vida. Momentos que hoje são as marcas deixadas pelo tempo no meu coração. Muitos sonhos já vivi, muitas noites já chorei, muitas dores eu senti, mas daqueles simples momentos não me esqueci.
Saudades desses momentos em que as tuas palavras confortavam-me, os teus conselhos encorajavam-me. O teu sorriso era um detalhe daquele sentimento. Hoje não ouço as tuas palavras, nem me dás coragem com os teus conselhos e nem sinto a sinceridade do teu sorriso. As estrelas podem ouvir-te e sentir a presença da paz que existe em ti. Quando olho para o céu vejo lindas estrelas, imagino que uma delas és tu e acredito que estejas rodeada por elas e assim vou contando as maravilhas dos simples momentos da nossa fiel Amizade.
Tenho guardado na memória e no coração: Cada olhar brilhante que trocamos, cada sorriso feliz que sorrimos, cada aperto de mãos que demos, cada mensagem enviada, cada palavra dita, cada lágrima de alegria chorada. A cada música ouvida e cada conversa que tivemos, dentro da amizade, cumplicidade e afinidade tão grandes. Seria uma emoção de invadir o coração ao saber que tu guardas sempre na tua memória: Que eu te amei, amo-te e amarei. Porque não há distância que afaste um grande amor, nem tempo que faça esquecê-lo, nem barreiras que não sejam vencidas por Deus. Mesmo que hoje tu não consigas ver que és especial, eu quero continuar a dizer que tu és muito especial para mim.
Escrito a: 6/VI/2008
Sexta-feira, 09 de Maio De 2008
A primeira vez que te vi foi como se estivesse a sonhar. Lembro-me que cheguei a tocar na minha pele para ter certeza que estava acordado. Era como entrar num paraíso, onde as flores coloridas e perfumadas atraíam os passarinhos de todo o espaço, beijando-lhe as pétalas ou sugando o seu mel para saciar a sede. Os teus olhos cintilavam como duas estrelas isoladas de todas as que brilhavam no firmamento e estas, certamente, luziam nos meus olhos, extasiados que estavam ante a tua imagem.
A delicadeza das tuas mãos pousaram sobre as minhas, dando-me a sensação de que eu era tocado pela mais fina seda, que procurava protegê-las como luvas, minimizando o meu tremor. Tocaste nos meus cabelos e, num ímpeto, apoiei a minha cabeça na tua mão, desejando sentir a tua protecção. Abraçaste-me e foi como se eu estivesse a levitar, amparado pelo mais lindo anjo de luz que me levaria à eternidade. Os teus braços, envolvendo o meu corpo, tinham força para amparar-me, mas, ao mesmo tempo, eram como uma suave nuvem que me permitia sentir a delicadeza do leve e alvo algodão que me acomodava terno e suavemente, transformando-me numa gota d’agua cristalina, prestes a cair em forma de garroa, ou simples, mas terna, gota de orvalho, sentindo a liberdade segura que só é possível sentir quando estamos presos a quem amamos.
A tua boca. Ah, a tua boca! Os teus lábios, finalmente encontraram os meus! E o aveludado que me levou às alturas, fez-me saborear o néctar dos deuses, doce mel depositado na minha língua, que, sem pudor, brincou com a tua, fazendo amor, queimando as nossas peles, fazendo os nossos corpos apertarem-se, contraírem-se, prenderem-se como se temessem perderem um do outro, ao mínimo sinal de afastamento. Os nossos lábios afastaram-se. Mas, apenas os nossos lábios. Os nossos corpos pareciam íman, admitindo, tão somente, aconchegarem-se mais, encaixando-se completamente. Os meus ouvidos sorriram quando a tua voz doce e suave declarou-me o teu amor. A minha alma..., a minha alma! Esta sentiu-se viva, colorida, ante a magia daquele momento!
E já não sei descrever a sequência da nossa primeira vez! Eu já não via o exterior da minha alma, já não sentia nada além do calor do teu corpo, já não tinha audição para qualquer som que não partisse de ti, da tua boca, do teu corpo, da tua respiração e do teu coração. A primeira vez que te vi, foi apenas a primeira, de tantas outras que continuo a ver e sentir em cada momento dos meus dias, em cada instante da minha vida, em cada pensamento que domina o meu ser. E assim será... eternamente!
Quinta-feira, 01 de Maio De 2008
Apetece-me dizer-te tantas coisas, contar-te um segredo, falar-te de um sentimento, elevar-te aos céus e soltar mil emoções. Apetece-me escrever-te tantas outras, colocar-te entre as mais lindas e brilhantes estrelinhas do céu, soletrar-te na minha escrita e fazer a minha obra tardar o estrelato envergonhando o Sol e adornando a Lua. Apetece-me aditar-te à branca folha de papel qual gentil marca d'agua. Marca de paz e amor junto ao coração do homem que a assina, toque de magia e sonho junto ao coração da criança que a lê com esperança e coragem que acalma enternece.
Apetece-me saciar-me do insaciável. Querer ver-te, apetecer contemplar-te, querer tocar-te, apetecer abraçar-te, querer sentir-te, apetecer beijar-te, querer amar-te, mas a minha boca silencia-se, os meus olhos cerram-se, os meus gestos serenam-se e as minhas mãos trémulas na minha cabeça edificam-se no silêncio de um sorriso que para ti reservo, guardo a lágrima onde digo, escrevo e faço acontecer caminhos que me conduzem a ti, senhora dona dos meus sonhos e do meu despertar.
Tu és constelações que tornam reluzentes trevas no céu, luminares provêm do teu sorriso rompendo o véu ainda que turvo o coração, aprisionada de forma singela, unindo o que se pode dizer "de forma bela", derrama simpatia. Que magia, estrela de brilho, intenso. Rios de água viva correm no brilho do teu olhar, electrizante como as ondas que cobrem o mar. Sorri com o coração neste mundo tão gigante e tão estreito, isto às vezes faz com que fiques despercebida. És obra - prima que rima, amor que não se finda, desbravando prognósticos que vão além do ainda, confessos nos alucinantes desejos, forma de beijos. Desenhados através de gotas dos tantos lampejos, descrito na singela beleza de uma vermelha "rosa"estampada na cor rosada de todo o iluminado rosto, capaz em tornar absoluto o ar do olhar sem prosa. Acelerar batidas do coração e, jamais ser desgosto, atenuantes de um crime tão perfeito que é o amar. Cativas e conquistas somente com o olhar, o teu olhar. Lindo é de qualquer forma, rouba a cena, sem encenar.
Apetece-me sentir o gosto dos teus beijos delicados, a saborear os meus lábios, o calor da tua pele, fazendo o meu corpo curvar-se ao prazer e a maciez do teu toque, envolver o meu espírito, fazendo-me perder nos teus desejos, sem me deixar raciocinar. Sinto os teus movimentos carinhosos e ligeiros, enlouquecendo a minha mente, fazendo-me morrer por alguns segundos, saboreio os delírios dos meus pensamentos, mas...eu quero estar contigo, sentir a tua alma, o teu corpo, a tua boca. Quero ouvir as tuas fantasias sussurradas na noite, acordando os meus extintos, arrancando a minha pele, arranhando os meus sentimentos de paixão, quero o teu corpo colado ao meu, fundindo-se, amando, acabando-se. Quero tocar o teu corpo inteiro com as minhas próprias mãos, quero sugar todas as tuas gotas de suor, com a ponta da minha língua, quero todos os teus gritos de loucura e prazer., quero sentir-te, quero amar-te…
Escrito a: 30/IV/2008
Quarta-feira, 23 de Abril De 2008
Procura-se uma mulher...
que tenha carinho no seu olhar,
que tenha leveza nas suas mãos,
que tenha pureza no seu coração,
que ame e deixe-se amar,
que cuide e deixe-se cuidar.
Procura-se uma mulher...
que com um gesto tenha o poder do silêncio,
que com uma palavra tenha o poder da acção,
que tenha um sorriso de criança,
que tenha na pele um toque intenso.
Procura-se uma mulher...
que seja amor puro e sincero,
que seja amiga e fiel,
que seja carinho,
que tenha um nome, não importa qual,
que sejas sempre tu,
vem, vem comigo...
Dá-me a tua mão...
deixa que eu te guie
por um caminho iluminado,
caminhar lado a lado
com gestos de carinho.
Vamos em busca
daquela fonte que se vê ao longe
mas à qual só chegam
aqueles que são doces de coração
como tu,
como eu,
como nós os dois juntos...
Quarta-feira, 02 de Abril De 2008
Sonhos, como é bom sonhar...Sentir-se livre, deixar fluir os sentimentos como se fossem delicadas borboletas azuis planando entre flores e reflectindo nas suas asas o dourado de uma manhã primaveril - tu já reparaste como é delicado o bater das asas das borboletas? Ou quem sabe, seria uma nuvem de pássaros ao entardecer de volta do ninho, voando unidos, sempre com o mesmo propósito. Mas próprio para o momento, talvez seja imaginar um pôr de sol outonal com toda a sua magia e nuances multicoloridas, debruçadas como leque sobre as águas tranquilas de um lago.
A noite aproxima-se mas antes que chegue há muito que admirar, a mudança de cor das copas das árvores, da vegetação na beira do lago e a cor da própria água, preparando-se para reflectir a lua. E a noite, como é bela! Majestosa, no seu manto azulado bordado por mil brilhantes multicores, de tamanhos variados e cada um, imenso na sua grandeza. Cenário Divino para sonhar, sonhar e imaginar, imaginar e vivenciar todo o sentimento que pode nascer de uma alma livre e de um coração sincero, quando preparados para entender a grandiosidade do amor de Deus que nos brindou com tanta beleza.
Contigo, um sonho de amor. Ter-te nos meus braços, acariciar todo o teu corpo, falar-te palavras de amor, fazer-te um poema e dizer que te amo. Andarmos na lua, flutuarmos no céu, navegamos nas estrelas, queimar de amor no sol. Sermos o eclipse, tu a lua e eu a terra para cobrir-te de amor. Eu o pássaro, tu és a flor com o melhor cheiro de rosa já existente, como dois anjos certos do pranto entregues ao sabor da paixão.
Fui ao céu para te ver, fui à terra conhecer-te, fui à lua declarar-me, fui às estrelas só para te amar. Tu és a minha grande constelação, a rainha do meu coração, a dona da minha paixão. O Meu desejo, a minha paixão, a única dona do meu coração.
Escrito a: 2/IV/2008
Quinta-feira, 27 de Março De 2008
Amanhã
Amanhã eu voltarei, e ao teu ouvido direi aquilo que te deixa feliz,
Tudo o que te disse um dia, não mudarei uma única palavra.
Direi que sou teu, que te amo e não engano, que este amor é puro,
eterno e seguro, direi que és a minha Querida, és o ar que respiro, és a minha luz.
Amar-te seduz. Dá-me vida infinita e faz com que eu reflicta,
que não posso deixar-te, porque sem ti é triste viver, sem ti sinto-me mais só.
Por isso aproveito a beleza do teu olhar e dizer:
Amanhã voltarei e espero te encontrar, para te amar ainda muito mais!
Terça-feira, 18 de Março De 2008
A geografia da cidade é plana - traçada a direito pelos roteiros que percorremos. Todos os rostos sobressaltam-me com a tua imagem. Penso sempre que podes aparecer, de súbito, na dobra de uma rua, no trajecto para o trabalho, numa divisão da casa.
É uma espécie de ansiedade abafada, constante, que corresponde a um ponto exacto do corpo - fica ali, entre o coração e o estômago a meio caminho de nada e entre tudo o que é vital. Dizem que o amor sem sofrimento não é amor. Talvez não seja só masoquismo. Talvez esta agonia toda amadureça algo dentro do peito: valoriza-se o momento porque passou-se pela ausência; amacia-se a voz porque conhece-se o desespero; aumenta-se a doçura porque passou-se pela dor! Foi assim que aprendemos a conhecer o fundo do coração - entre a presença e a ausência, entre a luz e as trevas, entre o amor a dor. Foi assim que resistimos a tudo e a todos mas principalmente a nós - a esta vontade de destruir a dor a qualquer preço.
Acabamos sempre rendidos por um amor maior que de tão amargo se fez doce e de tão fundo se fez permanente. E de tão longe que estás não te digo que tenho saudades tuas. Este disparate de ter saudades faz com que os grandes acontecimentos desapareçam, lembramo-nos dos outros acontecimentos, ínfimos, isolados, na amálgama dos dias, aquelas coisas que de tão integradas na pele são incapazes de provocar, por si, só uma alteração no rumo de uma manhã. De repente recordo-me do teu cabelo molhado nesse hábito que tens de odiares guarda-chuvas. Afinal és todas as pequeninas coisas do quotidiano, as coisas simples - é delas que tenho saudades: tomar café contigo, rir, dizer palavras inócuas como bom dia, seres a última e a primeira imagem que vejo ao adormecer e ao acordar e então pergunto-te: não será isto maior que dizer que tenho saudades tuas?
Escrito a: 18/III/2008
Domingo, 24 de Fevereiro De 2008
Eu escrevo estas palavras ao som das ondas do mar. Embora a noite se faça presente já há algum tempo, a luz da lua vai mantendo este canto iluminado, onde estou a abrir o meu coração para ti. Ouço o arrebentar das ondas nas pedras e o quebrar delas é como um quebrar da saudade no meu peito. A cada momento os meus pensamentos vão de encontro à tua lembrança e é neste exacto momento que fico a imaginar o quanto seria bom se tu pudesses estar aqui comigo, neste instante, neste lugar, a ouvir o som das ondas. Sigo a minha imaginação, para que possa estar mais perto de ti e vejo que nos encontramos abraçados, a olhar para a imensidão do mar enquanto trocamos juras de amor, entre um beijo e outro.
Encontrar-te foi algo, como encontrar o mais perfeito grão de areia na imensidão do oceano, conhecer-te foi muito, muito mais que isso, foi como uma dádiva de Deus e eu quero viver ao teu lado, meu amor, para uma realização plena de uma vida, viver uma infinidade de vidas numa única vida, viver a eternidade nessa pequena fracção de tempo que é a vida humana. Não me importo que a vida dure tão pouco em relação ao universo, não importo que daqui algum tempo não haja mais nenhuma marca da minha passagem nesta vida; O que importa, meu amor, é que, quando passei por esta vida, eu tive uma oportunidade única, uma oportunidade que poucos tiveram: a oportunidade de te conhecer e poder passar a minha curta passagem ao teu lado. Sim, é isso que quero, viver ao teu lado como volto de novo afirmar.
Mesmo se eu morrer amanhã, ou daqui algum tempo. Que diferença faz? O grande momento, a minha apoteose já aconteceu mesmo! Aconteceu no dia em que os meus olhos ofuscaram-se ao encontrar a tua beleza. A beleza não só da tua fisionomia, mas principalmente a beleza da tua alma e do teu coração. Não sei quanto tempo ainda durará a minha existência. Não importa! Mas eu quero que saibas que, ao deixar este mundo, ao partir para o desconhecido, partirei feliz, com a certeza de que nada que eu fizesse ou me viesse a acontecer poderia ter sido melhor do que foi ter o privilégio de te conhecer, eu sempre te procurei, portanto, meu amor, não só digo que hoje me fazes feliz, como direi que certamente continuarás a fazer-me amanhã.
Mas tudo isto não passa de sonhos, de devaneios de um rapaz, de um romântico incorrigível. Tu, que me encantas-te desde o instante em que os nossos olhos se cruzaram e os meus sorriram por te terem encontrado. Eu sei que estas são as minhas palavras e espero que não penses que as mesmas são vazias ou apenas frases feitas para te impressionar. Não, não são, e eu posso afirmar-te com uma certeza inabalável. Eu não trato as palavras como objectos; para mim elas são muito mais do que simples palavras; elas carregam significados e o significado de uma palavra me é muito mais importante do que a própria palavra. Assim como me é importante terminar com uma única palavra; Amo-te…
Escrito a: 24/II/2008
Terça-feira, 12 de Fevereiro De 2008
O tempo que vai passando, faz com que eu me vá distanciando da escrita. Não sinto aquela vontade nem total confiança para transcrever o que sinto, ainda não encontrei o verdadeiro motivo.
Mas hoje, deu-me uma vontade enorme de escrever simples palavras, aquelas que nunca conseguiram revelar o que por ti senti e sinto. Eu amo-te! São essas mesmas palavras que senti necessidade de as dizer… Amo-te, mesmo que nunca tenha estado contigo; Amo-te, mesmo que nunca te tenha beijado; Amo-te, mesmo que vá na rua e não saiba que por ti me cruzei; Amo-te, sem nunca ter sentido a suavidade da tua pele, do teu perfume, do teu cabelo; Amo-te, sem ter a oportunidade de dizer-te olhando bem nos teus olhos; Amo-te, mesmo que não exista um número possível que possa descrever as vezes que te amo durante os meus dias, durante a minha vida.
Por ti, deixaria tudo o que me rodeia e assim poder usufruir de um minuto da tua atenção, sentir o sabor do teu beijo, amar-te como o universo ama a Lua, por ser ela que dá luz nas nossas noites. Quero amar-te como os peixes amam o mar, porque só ali conseguem ter vida e eu ao teu lado terei ainda mais vida, deixa-me que te ame com toda a força deste sentimento.
É, estou à espera que tu chegues e hoje deu-me esta vontade de dizer-te: Amo-te! Com mil beijos…
P.S. – Eu Amo-te
Escrito a: 12/II/2008
Segunda-feira, 28 de Janeiro De 2008
Tu que estás a ler-me neste exacto momento, talvez não me conheças, talvez nem tenhas lido nenhum texto meu, ou talvez já tenhas lido por acaso, mas não deste a devida atenção. Talvez tu nem gostes daquilo que escrevo, talvez até simpatizas com as minhas palavras, ou talvez... talvez... sei lá!
É bem provável que eu saiba menos sobre ti do que tu de mim. Afinal eu não sei quem tu és, não sei se tu és tão somente um visitante neste blog; não, realmente eu não faço a menor ideia de quem tu és! Mas isso não importa! O importante é que, para mim, tu és uma pessoa especial. És alguém que ouve as minhas palavras e conhece os meus erros e acertos no manejo desta nossa complicada língua que é o português, és alguém que até pode não concordar com o que escrevo, mas contribui para a divulgação das minhas ideias. Sim! Tu podes não perceber, mas como leitor tu és importante para qualquer autor.
E é justamente a ti que dedico estas poucas palavras. És tu o motivo e o tema deste pequeno texto. Tu que quase sempre não és lembrado. Mas o que seria de nós autores sem vocês leitores? Nada! Não é verdade? Eu só queria que tu soubesses, que, apesar de não saber quem tu és, eu sei que tu existes e és importante na minha vida. Espero que, caso seja a primeira vez que estás a ler-me, procura conhecer-me mais e não tenhas vergonha de expressar a tua opinião. É isso que nos faz continuar a escrever. Fico por aqui, mas estarei sempre a pensar em ti...
Segunda-feira, 21 de Janeiro De 2008
Eu só quero olhar no fundo dos teus olhos e saber o que o teu coração está a sentir. Eu só quero, segurar nas tuas mãos e sentir o calor delas sobre as minhas. Eu só quero, abraçar-te e perceber que não estou a sonhar. Eu só quero viver no teu pensamento e estar tatuado no teu coração. Eu só quero invadir os teus sonhos e fazer parte deles. Eu só quero ouvir da tua boca palavras doces de amor. Eu só quero colocar-te para dormires nos meus braços e cantar suavemente uma linda canção de amor para ti. Eu só quero tocar nos teus lábios e com os meus sentir o maravilhoso sabor do teu beijo.
Só para ti eu cantarei além do vento, para que só tu possas ouvir os meus sussurros ao toque do vento nos teus cabelos. Só por ti eu cantarei ao vento, para que tu possas ouvir-me onde quer que estejas, porque só com o som inconfundível do vento tu poderás ouvir-me dizer em voz suave o quanto eu te amo. E quando o som dos ventos cessar, então eu apelarei para a chuva fina que caía sobre o teu corpo, fazendo-te arrepiar com a suavidade dos pingos da chuva. E quando a chuva passar, eu vou apelar para a noite, onde tu poderás ver a luz da lua cheia cobrindo-te de brilho, e assim poderás ver o meu sorriso que te olha ao caminhares. E quando a noite chegar ao fim, eu pedirei ao sol que aqueça o teu corpo para que sintas o meu calor a tocar na tua pele.
Quero que saibas que como o vento, o meu amor é muito forte, como a chuva a minha mão toca-te todos os dias da tua vida, como a noite que nunca deixa de vir, o meu amor, jamais deixará de existir, como o sol, que todos os dias nasce no horizonte, tu viverás para sempre nascendo dia após dia dentro do meu coração e eu irei amar-te dia após dia e não haverá um só dia em que eu não te amarei... amarei por toda a minha vida...
Escrito a: 21/I/2008
Quinta-feira, 17 de Janeiro De 2008
Há momentos nas nossas vidas em que a tristeza e a melancolia parecem querer invadir o nosso ser. A solidão parece querer reinar em absoluto. Por mais que estejamos cercados por centenas de pessoas, o nosso coração chama apenas por uma única pessoa. Aquela ao qual faz os nossos olhos brilharem, os nossos lábios sorrirem, o nosso coração aquecer e pular de alegria.
Esses são momentos de reflexão onde os nossos pensamentos alçam voos e planam sobre os mais longínquos estados de espírito. São momentos, onde a nossa sensibilidade parece aflorar, e a natureza alcança toda a sua magnitude e exuberância. Um simples sorriso é capaz de abrandar todas as dores. São momentos, onde procuramos aqueles que, de alguma forma preenchem os nossos dias de alegria. São momentos, onde descobrimos que não estamos sós na nossa caminhada, que somos queridos! São momentos onde descobrimos a força de uma palavra e o quanto elas muitas vezes fazem a diferença. São momentos, onde descobrimos a força do amor e o quanto ele é imprescindível nas nossas vidas
A vida às vezes parece brincar connosco. Ora faz coisas difíceis acontecerem com uma simplicidade surpreendente e um tanto quanto mágica, ora faz coisas simples parecerem impossíveis por trazer obstáculos intransponíveis. Continuo sem entender porque certas coisas acontecem e certas coisas deixam de acontecer. Ainda assim, continuo a ouvir a voz de dentro do meu coração, que me diz que não adianta seguir contra a corrente. Mas que, ao mesmo tempo, me diz que nem sempre estar parado é igual a desistir, e sim, no momento certo, agir de acordo com as possibilidades do momento. É nisso que tento acreditar e seguir adiante. Da mesma forma que acredito nos sentimentos (e na voz) do meu coração.
Fazer o que se tem que fazer! Poucas coisas na vida me traz tamanha satisfação e, quando chega o final do dia, constato que coloquei os pontos nos is, finalizei as coisas que precisavam ser acabadas, ou simplesmente adiantei o que quer que seja, e não fiquei parado, estático, todo o meu cansaço vira satisfação, que se transforma numa certeza de que estou neste mundo por algum propósito, e não estou simplesmente “arrancando páginas de um calendário”.
Hoje vivo um momento que sei onde quero chegar, embora não me sinta ágil o suficiente para trilhar esse caminho da melhor forma. Apesar disso, sei que a vida também tem a sua vontade própria. Talvez alguma coisa predestinada, não sei o quê, nem como. Por conta disso, hoje em dia tento não ir contra o vento quando a vida parece me dar as costas. Muitas vezes fui. Pouco ou nada andei. Ainda assim, penso que ganhei, pois a amargura da consciência de não ter feito nada é infinitamente superior à dor que qualquer decepção possa causar. Assim, a vida me fez perceber que nem sempre uma luta é sinónimo de acção, e que o caminho traçado deve ter brechas suficientes para todos os imprevistos que o dia-a-dia pode trazer.
Sei onde quero chegar, sei que sou capaz de chegar e também sei que tenho merecimento para conseguir. Pode até parecer presunçoso, talvez, mas acredito que a confiança é o primeiro passo para a realização de tudo nesta vida. Sempre. Resta agora conseguir disciplinar-me, para não permitir que a falta de atitude me deixe apenas aceitar o que a vida por si só me traz. Mas, continuo a dizer: para algumas coisas, tomo as rédeas e direcciono os caminhos. Para outras, simplesmente me deixo levar e assim vou seguindo.
Nota: Aconteceu um pequeno "acidente" no blog e peço desculpa pelos comentarios que deixaram nos post´s que se perderam.
Quarta-feira, 09 de Janeiro De 2008
Se me disseres que me amas, acreditarei.
Mas se escrever que me amas,
acreditarei ainda mais.
Se me falares da tua saudade, entenderei,
mas se escreveres sobre ela,
eu vou senti-la junto contigo.
Se a tristeza vier a consumir-te e se me contares,
eu saberei, mas se descreveres no papel,
o seu peso será menor.
…e assim são as palavras escritas:
Possuem um magnetismo especial, libertam,
acalentam, invocam emoções.
Elas possuem a capacidade
de em poucos minutos cruzar os mares,
saltar montanhas, atravessar desertos intocáveis.
Muitas vezes, infelizmente, perde-se o Autor,
mas a mensagem sobrevive ao tempo,
atravessando séculos e gerações.
Elas marcam um momento que será
eternamente revivido por todos aqueles que a lerem.
Vive o amor com palavras faladas e escritas,
mata as saudades, pede desculpa,
aproxima-te, recupera o tempo perdido.
Insinua-te, alegra alguém,
oferece um simples “bom dia”
faz um carinho especial.
Usa a palavra a todo o instante, de todas as maneiras.
A tua força é imensurável.
Lembra-te sempre do poder das palavras.
Quem escreve constrói um castelo,
e quem lê passa a habitá-lo…
(desconheço o Autor)
Sexta-feira, 21 de Dezembro De 2007

É chegado outro Natal, as Ruas enfeitadas com o brilho das luzes e as correrias para comprar aquele presente para aquela pessoa especial. Na árvore de natal vão-se amontoando os presentes com as mais diversas fitas coloridas, caixas grandes ou pequenas, pouco importa, importa sim o que lá dentro se pode encontrar… com as novas tecnologias, deixou-se os cartões de Natal que se enviava pelos correios e sentia-se em cada mensagem um toque especial da pessoa de quem recebíamos. Hoje tudo está diferente, serve-se do e-mail para enviar as Boas Festas, as sms que antecipam a chegada do Natal, tudo para lembrar que afinal aquela pessoa que durante o ano mal se lembrou de nós, encontra-se ali naquele momento.
E assim chega mais um Natal, cada vez mais perde-se aquela alegria que me lembro que outrora sentia quando era chegada esta época do ano. Tudo era mais verdadeiro e o importante nem era aquilo que recebíamos como presente, mas sim brincar com os primos ou amigos. Talvez tenha sido isso que me fez dar cada vez menos valor aos presentes, porque em cada um deles gostava de abrir a caixa e encontra-la vazia em bens materiais, mas repleta de carinhos de quem me ofereceu aquele presente. Na outra caixa queria encontrar as recordações dos momentos em que fui feliz e em cada dia do próximo ano, pudesse ir ao encontro da mesma e sentisse a força necessária para ter uma vida cada vez melhor. Se pudesse ainda ter um terceiro presente, queria encontrar todos os meus sonhos e tirá-los um a um para realizar juntamente com quem me ofertou. Será pedir muito? Hoje é bom oferecer telemóveis, computadores, televisões, etc etc, pensando assim demonstrar através do seu tamanho, sim, porque quanto for maior o presente mais representa o quanto se gosta daquela pessoa. Mais uma vez discordo, eu ofereço o meu coração àquelas pessoas que me são muito especiais, pode ser pequeno para muita gente, mas muito grande para outras pessoas e assim entrego a elas todo o amor que nele habita…mas talvez seja apenas um mero presente aos olhos de muita gente. Acreditem, que daqui em diante, será esse o meu presente que darei a quem eu realmente considero especial…
Comemoremos a vida, a família, os amigos e os nossos ideais. Como seria bom se neste natal pudéssemos realizar todos os nossos sonhos. Se pudéssemos enfrentar de cabeça erguida todos os nossos problemas e sairmos vitoriosos em tudo isso. Como eu gostaria de poder realizar o meu sonho sentimental e nesse dia feliz encontrar quem eu, por toda a minha vida procurei. Encontrar-te meu mais doce amor! E juntos poderíamos navegar no embalo das músicas natalinas, no soar de cada sino e brilharmos bem juntos das luzes de natal. E tem a certeza que esse dia, seria o dia mais feliz da minha vida, pois seria uma noite de grandes felicidades... uma Noite de Natal.
Desejo a todos vocês um Santo e Feliz Natal, com desejos que somem muitas alegrias nas vossas vidas e realizem se não todos os vossos desejos, mas parte deles no Novo Ano que se aproxima, porque são esses também os meus desejos pessoais e quero realizar…
Escrito a: 21/XII/2007
Quarta-feira, 19 de Dezembro De 2007

Obrigado a quem nomeou este blog: Ana Boxexas e Amordemulher
Seguindo o mesmo procedimento adoptado no blog "As Palavras Que Nunca Te Direi" não vou fazer nomeações por achar injusto nomear uns blogs e outros não...
Quarta-feira, 12 de Dezembro De 2007

Chegou o meu aniversário! Como me sinto bem ao olhar desde o meu último aniversário até hoje, encontrar tantos momentos bons que tive a oportunidade viver. Eu sabia que este ano seria diferente, a minha voz interior dizia que ia ser um ano marcante para a minha vida por diversos factores e de facto aconteceu.
Este ano, foi a minha mudança a nível pessoal. Tive a oportunidade de escrever na altura que consegui responder a muitas questões pendentes dentro de mim e como foi importante que se tenha sucedido graças aos livros que em boa hora vieram parar na minha mão. Com eles aprendi muito. Conheci pessoas novas e entre elas uma muito especial que foi a minha afilhada ter nascido e que me permitiu experienciar pequenas experiências, mas de vital importância para mim. Nunca tinha pegado num bebé, mudado a fralda, dar papinha, cantar para ela adormecer, chegar a casa depois de um dia de trabalho e deixar ser contagiado com o seu riso, tudo tão simples mas verdadeiramente fascinante para mim, fortalecendo a vontade de no próximo ano ser Pai.
Quero agradecer a quem esteve sempre comigo, que pacientemente me ouviu quando eu precisei. Agradecer por ter feito novas amizades e que enriqueceram o meu círculo de amizades, como compreendem não vou revelar nomes, essas pessoas identificam-se em tudo o que escrevo e agora não será excepção. Às minhas colegas de trabalho, tão malucas que elas são, mas tão importantes no meu dia-a-dia pelo convívio partilhado e todas as maluquices que fazemos juntos e não esqueço também daquelas pessoas que fizeram parte da minha vida e que hoje estão apenas guardadas dentro de mim.
Como presentes, gostava de receber muita coisa, mas que cabe a mim oferecer a mim próprio. Essas pretensões vão-me desculpar, mas ficam apenas comigo, na qual vou incluir na minha caixa daquilo que quero para o ano vindouro. Além desses segredos do que desejo vir a ter, faz parte da lista que sempre disse que me iria casar aos 28 anos, existem pessoas que o sabem que prometi que seria nessa idade que o faria e eis que me vejo com 28 anos. Quero ter a minha casa, viajar, fazer novas amizades e amar, amar muito quem eu realmente desejar. Em outros anos anteriores, escrevi que era tempo de atingir a meta para escrever o meu livro e nunca cumpri essa meta. Agora sinto-me preparado para a atingir e será outro meu querer. A minha voz interior, aquela que passei a dar especial ouvidos, diz-me que o próximo ano vai ser ainda mais fantástico por estarem reunidas todas as condições para concretizar uma grande parte dos meus sonhos.
Para quem vem ler neste e no outro cantinho, também quero agradecer pelo tempo que vocês passam quando lêem o que escrevi. Agradecer os vossos comentários, mesmo aqueles que se mantêm no anonimato. Agora é tempo de brindar e para as meninas espero que se esqueçam da “linha” por momentos e partilhem comigo esta alegria que é o meu aniversário bebendo e saboreando um pouco deste bolo…

sinto-me: 
Feliz...
Sábado, 03 de Novembro De 2007
Foi a 1 de Novembro de 2007 que respondi a uma questão que vinha a fazer ao longo da minha vida. Desde os meus primeiros anos de vida fiz sempre a mesma pergunta todos os dias e finalmente obtive a resposta. Sempre que levantava essa questão a outras pessoas, todas tinham uma resposta e nenhuma delas me satisfazia. Até que percebi que aquilo que precisamos saber acerca da nossa vida, podemos obter a resposta dentro de nós, bastando para isso saber procurar e ter paciência para ir de encontro a essas verdades que escondemos.
Como me sinto bem perceber que aquilo que vivo ao longo desta minha vida, foi previamente programado por mim. Aquilo que estou a viver é fruto do meu desejo e o meu corpo sendo ele como é, fui eu que escolhi viver nele para que pudesse experienciar uma vida diferente de todos. O nosso corpo é apenas um meio de transporte para a realização de todos os nossos objectivos, aquele que nos leva à plena etapa final que chamamos de morte e muitos comuns humanos receiam. Existem outros tipos de mortes diferentes ao longo da nossa vida, a morte daquela amizade, a morte daquele sentimento que tínhamos por alguém e um número infinito de exemplos de mortes secundárias que sucedem nas nossas vidas e que dessas mortes ninguém tem medo. Depois temos a morte dos nossos familiares, de amigos, dos conhecidos e dos desconhecidos, dos animais de estimação, que muitas vezes não compreendemos o porquê de perder aquela pessoa que mais amamos, porque nos deixa logo naquele preciso momento. Eu acredito que essa morte a que lhe chamo de morte principal deverá ser sentida por nós como uma perda de um corpo físico que deixa este mundo e sempre viveu a nosso lado. Acredito que devemos encarar cada morte como um nascimento de uma criança, com alegria, porque afinal, essa pessoa que morre vai nascer de novo para uma outra vida. Encaro a morte como uma glorificação do que fomos ao longo da nossa vida, o cortar a meta em primeiro lugar depois de uma maratona.
Não morremos quando Deus quer, não fazemos na vida somente o que Deus quer e se fizermos o contrário entramos em pecado, pura ficção. Nós somos sempre os responsáveis do nosso sofrimento que inconscientemente atraímos para a nossa vida, somos nós que escolhemos com quem um dia possamos casar, depois divorciar ou morrer de amores por essa pessoa até ao dia em que nos sentimos preparados para morrer. Escolhemos como queremos morrer, temos tempo para programar tudo o que temos a fazer, despedir de quem queremos e tudo isto acontecerá com a calma natural se conscientemente não tivermos medo de morrer. Teremos aquele paraíso à nossa espera, as pessoas mais queridas que deixaram os corpos físicos entre nós de braços abertos para nos receber e o inferno tão falado só existe nos corpos físicos por teimarmos em sofrer constantemente em vida, isso sim é o verdadeiro inferno. Voltamos a escolher o que queremos viver, escolhemos um corpo e voltamos a nascer e assim se forma um ciclo pela eternidade.
Percebo também que o tempo não passa por nós, nós é que vamos dentro de um túnel e caminhamos na direcção que bem entendermos à velocidade que desejarmos. As paredes do túnel é o tempo e nós é que passamos por ele. Se quisermos voltar para trás, regressamos e dá-nos aquela sensação do dejavú, que já vivemos aquilo em algum lado, mas não sabemos quando nem onde, isso acontece quando dentro de túnel andamos para trás. Podemos andar em ciclos o que nos vai dar a sensação que a nossa vida não sai do mesmo lugar, tudo o que estamos a viver nem anda nem desanda, porque dentro desse túnel, estamos andar à roda e naturalmente não saímos do mesmo lugar. Assim cabe a nós escolher a direcção a tomar para experienciar sempre a nossa vida ao máximo com único objectivo de ser a mais verdadeira de todas.
Agora acredito estarem reunidas todas as condições para ter uma vida plena depois que encontrei a resposta que tanto ansiava. Cada vez mais serei eu mesmo, cada vez mais experienciarei a minha vida, mesmo que para muitos tudo o que tenha escrito é uma utopia, mesmo que para muitos deixem de gostar de mim por pensar e agir diversas formas que não esperavam de mim. É altura de aceitarem-me mais que nunca com as qualidades que desfruto, os erros tentarei evitá-los, devendo sempre estarem preparados para modificações radicais na minha vida, em que todas elas foram programadas previamente. Poderei experienciar o que desejar longe daqui, preparar o momento em que me vou render ao amor e permitir que seja ele a conduzir-me para onde a minha alma quiser ser conduzida e assim deixarei de ter qualquer dificuldade e sentir-me preparado para de novo ter a minha criação. Passarei a usar uma única palavra para “morte” e “nascimento”, será usada a palavra criação. Porque é a nossa criação em ambas as circunstâncias.
E para terminar sei que vai haver alguém que diga ou pense, que tudo o que escrevi é uma foleirice e simplesmente respondo, quem achar que é foleirice, vai sentir como se realmente o fosse. Aqueles que virem este texto como sabedoria abrirão a porta para um novo mundo. Trata-se apenas de uma questão de ponto de vista. A maior parte dos seres humanos estão sempre concentrados em coisas que não têm realmente importância nenhuma. No entanto, se tirasse alguns momentos todos os dias para se concentrarem naquilo que interessa, poderiam modificar completamente as suas vidas, mas quantos não dizem “não tenho tempo para isso!”. Eu tenho sempre esse tempo…
Escrito a: 3/XI/2007
sinto-me: 
Pleno
Quarta-feira, 24 de Outubro De 2007
Um dia disseram-me, que se eu fosse magoado, jamais conseguiria acreditar novamente em poder ser feliz. Aconteceu. Um dia disseram-me, que se fosse traído, olharia sempre para as pessoas de uma forma desconfiada e jamais me entregaria alguém. Aconteceu. Um dia disseram-me, que se um dia alguém não me aceitasse, ou me diria um não, isso ia doer tanto que eu seria uma pessoa acomodada. Aconteceu. Um dia me disseram que eu não deveria acreditar nem confiar nas pessoas, porque elas iriam magoar-me e mentiriam para mim. Aconteceu, acontece. Um dia disseram-me que os meus pais discutiriam comigo, e que sentiria muita raiva e que eu me tornaria uma pessoa muito triste! Aconteceu. Que eu teria uma paixão e sentiria muita dor se fosse embora. Aconteceu. Que no meio da multidão eu ia sentir-me sozinho. Aconteceu.
Só se esqueceram de me dizer que...
Eu poderia ser magoado, mas aprenderia a perdoar e isso me aliviaria um peso, fora do comu