Sexta-feira, 13.11.09
Olho pela janela para uma noite fria e chuva que se faz sentir lá fora. Cenário perfeito para aproveitar, deixando levar de mim toda a mágoa que destrói os relacionamentos interpessoais e cada desgosto que a vida ou pessoas me dão. Solto os fios como aqueles que se prendem aos balões para as crianças segurarem e quando se libertam voam para um céu infinito levando consigo a mesquinhez e o ódio que tinge de vermelho os olhos que cega o ser humano ao que realmente importa na existência tão pequena da esfera espiritual.
Deixo todos aqueles sem excepção que me ofendem, se apaguem na minha memória como velas que derretem sobre lápides frias de tudo o que é sem valor! Para aqueles que com as suas vidas fúteis, mergulhados na ignorância e pobreza humana, aceno com o branco da paz por dizerem de mim e contra mim todo o tipo de coisas negativas e assim não absorver deles os maus sentimentos e me torne tão cruel quanto eles. Digo adeus para aqueles que pisaram com força e que ainda continuam a tentar pisar, esmagando sob os seus pés um dos meus lindos sonhos e nobres sentimentos, mas que mesmo assim foram incapazes de fazer com que eu parasse de sonhar. O que não me mata torna-me ainda mais forte. Quero que essas pessoas se tornem em poeira que o vento do tempo leva para longe de mim, para que nem lhes recorde os seus semblantes.
Chega o momento para parar de remoer acontecimentos, atitudes e palavras! São as coisas que me ferem por dentro do peito como flechas de fogo, que torturam a mente das pessoas pela ansiedade de ter permitido que assim acontecesse. Partem numa viagem longínqua e sem destino, os desgostos aos quais fui submetido por mim mesmo ou por aqueles que comigo permiti conviver. Levam como companhia as saudades que hoje me despeço e que estavam aprisionadas no meu peito, dificultando o presente e atrasando-me o futuro. As saudades, essas malditas saudades enraizaram-se com raízes profundas à semelhança de um poderoso animal pré – histórico que se torna marcante durante séculos e séculos, que por sua vez ou por outra voltam à vida para abraçar os meus dias e enchê-los de melancolia. Adeus às lembranças dos momentos em que me doeram de tantas dores sentidas por todo o corpo, passando noites em claro, atormentando uma alma com doses de tristeza que empedraram o meu cérebro e o meu coração.
Chega de querer que as lembranças possam ser revividas como os filmes antigos que nós apreciamos e repetimos vezes sem conta em dvd’s, até chegar ao momento de conhecer as imagens e dizer as falas de cor. Despeço-me dos espelhos de ilusões e de afectos que navegam em rios de aparentes verdades e inconsequentes. Chega de navegar por entre versos que morrem no final de cada poema escrito ou não, com palavras entre lágrimas que correm nos meus dedos e essas mesmas palavras se afastem dos meus olhos do cais! Outras começam a ser escritas com factos que nem mesmo a mais poderosa borracha será capaz de as apagar. As minhas letras, com toda a minha identidade dançam num ritmo sincronizado numa dança que parece fazer sentido, merecendo aplausos da plateia. Adeus aos corações cépticos que morrem sem grandes emoções pela descrença e falta de fantasia. Adeus às saudades úteis e inúteis, com instantes em que as minhas mãos acenavam o contentamento que escrevia, falando das alegrias com asas fragilizadas pelo amor que se foi.
Agora sou e serei como o sol que mesmo encoberto pelas nuvens coloridas no firmamento, passa altivo sobre os mares de calmaria e tempestades, festivo que volta a brilhar, aquecendo a terra e aqueles que eu decido aquecer os seus corações a cada novo dia, até que termine o meu tempo.
Escrito a: 12/XI/2009
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Segunda-feira, 02.11.09
Tu podes ter defeitos, viver ansioso(a) e ficar irritado(a) algumas vezes, mas não te esqueças de que a tua vida é a maior empresa do mundo. Só tu podes evitar que ela vá à falência. Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por ti.
Gostaria que sempre te lembrasses de que ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções. Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas reflectir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender as lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no íntimo da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. É beijar os filhos, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós.
É ter maturidade para falar “eu errei”
É ter ousadia para dizer “perdoa-me”.
É ter sensibilidade para expressar “eu preciso de ti”.
É ter capacidade de dizer “eu amo-te”.
Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para tu seres feliz...
Que nas tuas primaveras, sejas amante da alegria.
Que nos teus invernos, sejas amigo da sabedoria.
E, quando tu errares o caminho, recomeça tudo de novo.
Porque só assim tu serás cada vez mais apaixonado(a) pela vida. E descobrirás que...
Ser feliz não é ter uma vida perfeita.
Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.
Usar as perdas para refinar a paciência.
Usar as falhas para esculpir a serenidade.
Usar a dor para lapidar o prazer.
Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
Jamais desistas de ti mesmo(a).
Jamais desistas das pessoas que tu amas.
Jamais desistas de ser feliz.
Porque a vida é um espectáculo imperdível.
E Tu és um ser humano especial.
Augusto Cury.
Terça-feira, 13.10.09
Não é difícil encontrar onde se possa ler ou muito comum de ouvir de alguém aquela “velhinha” frase que pode encaixar na perfeição em cada momento da nossa vida. Refiro-me em concreto quando se afirmar: “mesmo rodeado de uma multidão, sinto-me só…”, existindo muitas alternativas para terminar essa expressão. Há quem opte em termos românticos afirmando: “…sinto-me só, mas bastaria a tua presença para me sentir profundamente acompanhado!”. Os mais pessimistas terminam dizendo: “…sinto-me só, como estou perdido, sem direcção ou rumo!”
Encontra-se alguma explicação? Sente-se uma dor, um vazio da solidão e nada mais. Sentimento este que se torna necessário para que possamos aprender a estar connosco. Se não conseguirmos estar bem connosco, nunca conseguiremos manter um relacionamento estável e pleno de felicidade. Como podemos sentirmo-nos bem com os outros? Sentindo bem connosco.
Não contabilizo em concreto quando me senti só, não pela falta de companhia, mas pela falta de mim mesmo. Aos poucos fui ao meu próprio encontro, por me ter distanciado de mim mesmo quando senti atraiçoado e um sentimento de revolta compreensível, que se torna também necessário. Não percebi que em vez de alimentar este sentimento, o que de melhor tinha a fazer era o de ultrapassar para ser capaz de o deixar para trás. Levou-me a sentir angústia quando olhava para a felicidade dos outros. Aquilo que eu pensava que fazia parte dos meus desejos, fugia de mim, escapando-se por completo quando amei alguém em especial. Tentei segurar com as duas mãos, cuja a minha incapacidade em conseguir, deixou-me frustrado e uma sensação de desconforto levando por momentos a acreditar que se falhei, mergulhado na ilusão se saberia viver a minha vida sem aquela presença constante daquela pessoa, mais tarde poderia de novo falhar.
Verifiquei a existência de duas opções, a primeira, aquela que na maioria é escolhida por todos nós, é de colocar-se na posição de vítima. Esta opção, leva-nos a sentir uma série de sentimentos nocivos, que nos corroem e acabam por atingir os que se encontram mais próximos de nós, podendo mesmo a que cada um deles se afaste e nos faça sentir ainda profundamente mais solitários, como se estivéssemos expostos num armário vazio, expostos para o mundo como peça de decoração. Precisamos de tentar compreender o porquê de termos atraído uma situação de abandono, traição ou infidelidade. Atrevo-me mesmo a dizer que somos sempre os autores das peças que atraímos para o palco da nossa vida, seja para o bem como para o mal. Cientes que não partilham da mesma opinião por acreditarem que os males da vida são obra do destino, castigo de Deus ou o diabo que acerta sempre onde não deve. Respeito esta opinião generalizada, mas não concordo, por achar que tudo não passa de uma blasfémia.
É fácil deixarmo-nos absorver pela raiva, pela revolta e estas quando alimentadas tornam-se uma epidemia contagiante, uma doença que não sendo tratada a tempo, transforma-se numa amargura que se tornará uma companheira inseparável, levando a que se afaste de nós tudo o que mais desejamos. Assim, não se consegue compreender que o nosso maior inimigo não foi aquela pessoa que nos deixou, atraiçoou ou nos magoo mas, nós tornamo-nos os nossos maiores inimigos.
A segunda opção que temos como escolha, leva com que sejamos capazes de perceber, mesmo na eventualidade de amar-mos a pessoa que nos abandonou ou atraiçoou, unicamente por não ser digna da nossa confiança e em vez de lamentar o sucedido, o melhor é dar graças a Deus pelo acto dessa pessoa, que pela sua própria iniciativa tomou a excelente iniciativa de se afastar de mim. Quando o fez deixou um espaço em branco para ser preenchido por uma pessoa mais apropriada, capaz de dar continuidade ao meu Ser, ao desejo do nosso amor ser uno. Essa é sem dúvida a pessoa que procuro. Dificilmente temos uma visão suficientemente esclarecedora para compreender tal, e muito menos compreender, que a pessoa certa, aquela que tanto procuramos, só virá ou poderá ficar ao nosso lado se aprendermos em primeiro lugar a estar bem connosco. Como podemos exigir que gostem da nossa própria companhia, se nem nós gostamos da nossa própria companhia? Quem é que sabe ficar só? A solidão pode significar dor, raiva e revolta por nos sentirmos assim.
É preciso ter vontade em mudar e se mudarmos para aquilo que um dia fomos, não significa um retrocesso, mas sim uma mudança. A mudança torna-se sempre essencial, por significar que estamos interessados em mudar a situação no qual nos encontramos, não querendo continuar com o papel de vitimização. Só conseguimos mudar, se gostarmos de nós mesmos, sem a menor preocupação de estarmos a ser egoístas, porque se nós não gostarmos de nós, quem mais gostará? Devemos aceitar tal como somos, nas mais diversas cores, feitios ou formas, aquilo que optamos ser e ter, é o que realmente acontece. Precisamos identificar os aspectos que nos beneficiam e aqueles que nada de novo nos trazem. É importante que saibamos identificar as nossas mais-valias como seres humanos e saber fazer uso dela na altura certa. Descobrir na nossa personalidade o que pode ajudar a que nos faça sentir bem connosco.
Apostar o tempo em actividades que nos dá prazer, aprender algo que nos faça crescer a cada dia que passa e ter em mente o quanto é importante viver o agora. A vida faz-se no presente, o ontem já passou e o amanhã pode nem chegar, isso livra-nos de muitas preocupações. Vamos gastar alguns minutos por dia a conviver connosco mesmos e porque não adiantar o relógio quinze minutos? Ao outro dia quando acordarem, nem se lembram que adiantaram o relógio na véspera e vão fazer as coisas de rotinas à pressa, como acontece todos os dias. Quando se sai para o trabalho ou outro lado qualquer, é quando nos lembramos do que fizemos na véspera e resulta que teremos quinze minutos para não fazer nada ou fazer algo diferente, temos tempo para isso! Oferecer um pouco do nosso tempo livre ao invés de fecharmos os olhos cegos pelo ódio, raiva ou revolta. Existe tanta coisa para dedicarmos a nossa atenção, em vez de ficarmos sentados de braços cruzados lamentando o que não temos ou perdemos, quando podemos congratular e agradecer por aquilo que temos e por aquilo que não perdemos e sim ganhamos todos os dias. É fácil isolarmo-nos, sentido desprezo e vítimas de injustiças, eu sei que é mais fácil assim, quando na realidade a maior injustiça é a que cometemos connosco mesmos.
Sou um vencedor, mas não sou daquelas que ganham, sou antes daqueles que mesmo sabendo que perdi algo, sei que algo melhor vem para substituir o que foi perdido. Portanto, não existe razão alguma que justifique atitudes derrotistas, mas existem muitas mais razões para se tornar um vencedor. Agora já não me sinto só, tenho a minha própria companhia e companhia daqueles que por amor permanecem em mim, tanto em corpo presente, interiormente ou em doces recordações.
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Terça-feira, 01.09.09
Hoje, preciso do teu abraço, hoje, preciso do teu beijo, hoje preciso que tu segures na minha mão e a segures com firmeza... que me abraces fortemente e me ames como nunca. Que digas que me amas e que me queres…para sempre!
Hoje, Hoje, Hoje! Para quê tanta urgência? Por que o amanhã é incerto, poderá não existir para mim ou para ti, será que amanhã ainda seremos nós? Serei Eu somente Eu e Tu somente Tu? Mas o destino, o nosso destino, Amor meu, está nas nossas mãos…apenas, é preciso aproveitar e viver incondicionalmente o Hoje…
Segunda-feira, 17.08.09

Estamos de novo sentados nesta mesa, frente – a – frente e vou estando sempre atento a ver o que de melhor tem a vida, que como bem sabes, são as mulheres! Poderia escrever de forma nostálgica e lamentar-me, o que se tornaria bem mais fácil, mas ao contrário disso, tenho cada vez mais a certeza que continuo no caminho certo para cada vez mais ir ao teu encontro. Esse é o meu grande objectivo.
Eu encontro-te em todos os lugares, em toda a hora, a cada momento da minha vida. Agora sei que estás sempre comigo e que sempre estiveste. Apenas acreditei que estava sozinho e a minha vida como que mudou desde então! Obrigado por tudo meu Deus! Levaste-me para lugares maravilhosos, esses mesmos que me davas a conhecer, mas Eu ia insistindo em não os ver da mesma maneira que me ensinaste. Confesso que não tem sido fácil a caminhada, mas também confesso que hoje e sempre, tentarei seguir viagem nesta minha vida e como Eu e Tu somos uno, fico com a divina certeza que tal como agora eu irei continuar a triunfar, melhor dizendo, nós iremos triunfar cada vez mais. Eu acredito e tu?
Tantos são os meus objectivos em forma de sonhos para realizar. Alguns deles ainda não sei se irão contribuir para o meu desenvolvimento pessoal ou se trarão mais qualidade para a minha vida, mas como referi anteriormente o principal objectivo é encontrar-te e sentir de novo o teu abraço, o aconchego do teu colo e juntos, possa olhar para esta vida e reviva os momentos que fui feliz, independentemente de hoje ter uma doença crónica. Se ainda não fiz algo na vida, como fizeram outras pessoas, nada me leva a arrepender de tudo o que fiz ou como tenho feito. Assim como outros ensinamentos, a verdade deve ser sempre dita e é com os erros que vamos aprendendo. Quando cometi os erros, tinha a certeza que era a melhor solução e não deixei em momento algum de ser quem sempre fui. Hoje talvez pudesse cometer os mesmos erros ou ainda mais, não sei, mas afinal viemos a este mundo para viver, não é verdade?
Não me preocupo sobre aquilo que de mim possam pensar ou falar. Neste comboio onde vivo, não existe paragens longas, nem retrocessos. Os lugares estão por preencher com aqueles que de coração queiram me acompanhar. Ao meu lado, o lugar mais importante está preenchido por ti meu Amigo e isso me deixa a sensação do comboio cheio e assim Eu nunca estarei só e jamais estarei.
Gosto de sentir o meu coração aberto, mesmo que por vezes pense que o melhor seria que ele parasse de bater. São nesses momentos que dou por mim mais longe de ti e num abrir e fechar de olhos, estou de novo junto a ti, recebendo as graças que necessito, expulsando dentro de mim qualquer pensamento negativo. São essas mesmas graças que me preenchem, não sentido mais o vazio de outrora. Nada do que é externo a mim me completa, tudo aquilo que procuro está dentro de mim. O amor encontra-se com o amor, a felicidade encontra-se no amor, a saúde encontra-se no amor e no amor encontro-te a ti meu Deus e quem te encontra na vida, tem tudo!
Para terminar por agora, agradeço pela resolução dos meus problemas, agradeço pelo fim dos meus anseios, agradeço pela vida que me concedes todos os dias, a saúde no meu corpo, os alimentos na mesa, o emprego que tenho, agradeço a família que escolhi, os amigos e agradeço por acreditares em mim, sem nunca teres desistido quando insisti ficar longe de ti, mantendo o meu coração fechado. Meu Pai e Amigo, peço que me abençoes com o teu divino espírito todos os dias e que eu seja aqui na terra, a continuação do teu magnífico ser! Que assim seja, hoje e sempre…um abraço
Sexta-feira, 07.08.09
Um amor inesperado, assim resume o nosso primeiro encontro. Pude negar constantemente, mas na verdade eu sentia uma falta de viver um amor como há muito desejado, um amor como o nosso. Não era difícil imaginar, só não sabia ao certo quando é que esse amor iria surgir. Não estava descrente, muito menos com mágoas do passado, mas sabes meu amor, aquilo que planejo naturalmente demora o tempo necessário para que me sinta capaz de passar este amor de um simples papel em forma de pensamento, para uma realidade onde se rompe com a rotina e ter de saber exactamente o que vai acontecer e como vai acontecer.
Andei algum tempo sem rumo, o cansaço e algumas noites perdidas, eu sempre soube como eram. Conheci regras e mais regras ditadas por outra gente, sentido depois o verdadeiro sabor ao colocar um fim em todas elas. Gente essa, diziam que já não conheciam mais aquele Homem que sempre fui e pediram que Ele voltasse para as suas vidas, o que já não era possível. Libertei-me de todas as regras, deixei de caminhar sem rumo e passei a amar a imprevisibilidade das ondas do mar, pela sua gigantesca força, pela sua persistência, pelo seu querer, sem nunca desistir.
E Nós meu amor, fomos caminhando sob uma lua com um brilho diferente. Falaste-me sobre alguns dos teus problemas e eu ouvindo cada um deles, percebi e garanti que nas horas seguintes eles seriam só mais alguns problemas, caindo frios na própria insignificância das suas existências. Foi o que aconteceu – o champanhe ajudou. Tu estavas linda, ela – a lua também. Detenho somente em expor este detalhe, achando que imprevisível era o teu sobrenome, não cabendo aqui identificar precisamente as nossas identidades.
O Mundo recolheu-se nas suas casas pela adiantada hora da noite. Ouvia-se os latidos ao longe, de cães que se mantinham atentos ao que na rua se passava, as corujas despertavam depois de um dia a dormir e os corvos sobrevoavam os céus o que para muitos seriam presságios da morte. Ficamos nós os dois, numa relva fresca e húmida, com o vento e a imprevisibilidade dos nossos corações. Depois de tantos olhares, de tanta doçura diante dos meus olhos, sentir o teu cheiro, o aperto das nossas mãos com o transpirar dos nossos dedos entrelaçados, apreciar o teu sorriso, senti coragem para pedir um beijo teu, ao que tu respondeste se era preciso pedir, num tom de voz de quase mistério. Não havia enigma mais fácil de resolver, dei-te um beijo com total liberdade, ao ar livre e com um imenso desejo numa combinação perfeita em noite de lua cheia. Voltei para casa com o teu gosto e o teu cheiro. Sonhei contigo…
Ass.: Mico
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Segunda-feira, 20.07.09
Foi numa bela tarde que o amor aconteceu quando o sol se punha por entre as árvores. Surgiste e tomaste conta da minha mente, do meu coração deixando-o tão sensível tão vulnerável a mercê de ti. Debaixo daquela pequena árvore na sombra do anoitecer apenas com uma pequena luz do luar, o meu coração desviou-se e apaixonou-se por ti. Nesse momento que eu me encontrei ou me perdi de amor diante do teu olhar? Ironia do destino? Ou casualidade de um amor tentando ser feliz? Foi nessa linda tarde que eu aprendi a conhecer-te cada vez melhor, a amar-te, deixei o meu coração livre para ti e foi nessa tarde, que o amor em mim; floresceu!
O que sei! Foi em pouco tempo que tudo mudou. Como a água que percorre caminhos desconhecidos e vai deixando os seus rastos desbravando e levando o que há à sua frente. Cá estou eu, conduzindo-me incondicionalmente no meu caminho à espera da tua volta, independentemente a quão árdua seja a caminhada. Infelizmente não me deixas alternativas se não esperar. Será inútil dizer que te esqueço, porque o meu coração ignora a minha decisão e enquanto restar um suspiro fico na persistência do tempo que é dado a mim à espera da gratidão da minha vitória, considerando que uma das realidades está nos erros que cometemos. É! Como um cristal partido, tentamos concertá-lo mesmo sabendo que não tem solução possível. Mas a parte importante é que aprendemos com os erros, mesmo a sofrer por cada parte que nos foi partida e destroçada.
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Segunda-feira, 15.06.09
Percorro um caminho onde não sei para onde me vai levar, o caminho que eu escolhi trilhar, levando-me a ter descobertas nunca antes obtidas. Descobri que Eu era bem maior do que sempre me julguei. Era como se dentro de mim existissem dois “Eu”, bem diferentes um do outro e alem daquele que sempre soube da sua existência, permanecia bem ao lado um outro “Eu” bem maior, bem real, bem com a vida. Fui de encontro a esse Eu e percebi que parte dos meus sonhos já se tornaram reais e aquela procura, inconsciente ou consciente, existente desde a adolescência tinha terminado em definitivo. Lembrei-me o quanto sonhei em tempos mais remotos para conquistar tudo o que agora tenho. Compreendi finalmente, que eu já não estava sozinho, os meus pensamentos já não eram idealizações, propostas, sentimentos que me envaideciam, ilusões que são tão comuns quando vivemos de esperanças, expectativas, ansiedade ou aguardamos o encontro com a vida inteira.
Também pude constatar que dentro de mim tu existes! Talvez seja esse o verdadeiro motivo para que eu me sinta tão grande, tão forte, tão corajoso, tão gente, tão Homem. Tudo se ampliou desde então, tudo passou a ter uma razão muito maior, tudo passou a ser sentido. Entendi que o amor chegou com paixão, com os seus medos naturais, mas com uma enorme segurança, porque é assim que me sinto. Trouxe mais certezas, alegria, com uma profundidade para permitir que nasçam as sementes que sempre existiram dentro de mim, criando raízes fortes, capazes de suportar troncos frondosos, tempestades, ventanias, calor intenso. Foi fácil perceber a determinada altura da minha vida, o motivo que me levou a sentir-me completo, seguro das minhas certezas mesmo que essas para ti sejam dúvidas. Fiquei certo que nada mais me iria derrubar e foram tantas as tentativas. Nada mais iria afligir-me, iria revoltar-me, amedrontar ou temer. Tudo isso acontece quando nos sentimos completamente solitários por mais pessoas que tenhamos à nossa volta. Nesses momentos pensamos que amamos, mas certamente ainda não amamos o suficiente para que seja permitido que sejamos percebidos, aceites e amados exactamente como somos.
Há muito que deixei de ser capaz de negar que tu estás nos meus primeiros pensamentos do dia, assim como te encontras nos meus últimos antes de adormecer a cada noite. És tu que Eu espero e me dás vontade para contar o meu dia-a-dia, expor os meus sentimentos e entregar-me de corpo e alma. És tu que eu carrego dentro do meu peito para onde quer que eu vá. Tu vives na minha mente, aqueces o meu corpo, és tu que me fazes a cada dia ser mais sublime, mais brilhante, mais intenso, mais maduro, mais criança, mais adolescente, mais Homem, mais apaixonado. Contigo dentro de mim, fico com a certeza que somos um só, porque sem perdermos a nossa identidade, comungamos com tudo, somamos, partilhamos, dividimos e multiplicamos o nosso amor. Contigo não há mais solidão, não há dor, nem tristezas e não importa se estás comigo fisicamente ou distante, se nos falamos ou se o silêncio é o nosso elo, se nos abraçamos e nos beijamos, fazemos amor sem mesmo nos tocarmos, esta é sem dúvida a minha nova forma de te amar.
O que sinto por ti resistiu a ventos com contornos de tempestades e se não cedeu, é porque tem uma enorme força e profundidade sem medida. O amor não se mede nem se quantifica, o amor é dos mais sublimes sentimentos. Este amor por ti tem a pureza de uma criança, a beleza de um sorriso, o brilho de uma estrela, a transparência do luar, todas as cores do arco-íris, a doçura do perfume das flores, a suavidade das penas, o fresco da brisa do mar, o calor do sol, a delicadeza da música que só os anjos sabem entoar, a fortaleza do mais forte castelo, a simplicidade de um passeio no parque da cidade num final de tarde de Outono, a confiança no querer e a alegria de ter uma grande conquista.
Não importa que dia é hoje, muito menos importa que horas são, todos os dias são nossos, todos os momentos também o são e toda a vida é nossa, sempre assim será. Para terminar, depois de tudo o que escrevi, será necessário dizer que te amo? Espero que recebas esta mensagem com todo o meu amor, porque sem dúvida foi escrita a pensar em ti, que te encontras bem desse lado e eu aqui, continuo a pensar em ti…
Escrito a: 15/VI/2009
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Segunda-feira, 08.06.09
Vem meu amor, vem para junto de mim e traz contigo os teus desejos e sussurra-me ao ouvido cada um deles. Traz contigo esse brilho dos teus olhos para alegrar todo o meu ser. Vem deliciar-me com as tuas doces palavras, deixa-me sentir o perfume que exale de ti. Vem meu amor, quero acariciar o teu cabelo, todo o teu corpo de mulher e perder-me por entre esses contornos e deixar marcas deste amor tatuado nos poros da tua pele.
Quero que desfrutes deste momento mágico que preparei para ti. As rosas nas jarras estão à tua espera, os lençóis de seda da minha cama anseiam pela chegada do teu corpo e neles deposites marcas de prazer numa noite em que as estrelas são a plateia, trazendo com elas o brilho do universo para acalentar o nosso amor. Vamos amor, esquece-te de todas as mágoas do passado que podem ferir esse teu coração. Não deixes que as mágoas perturbem o teu peito, para que elas não interfiram nesta hora do mais puro amor.
Meu amor, vamos juntos entrelaçar os nossos dedos e sonhar, aqueles sonhos que me falaste no final de tarde, quando o sol não se quis pôr para registar aquele momento por nós vivido. Vamos abraçar a realidade e quando sentires os meus carinhos, os meus beijos será o meu amor que falará por mim. Quero que este momento presente se eternize por toda a minha vida e enquanto o meu coração bater, será por ti. Agora meu amor, vem, amanhã nada sabemos e hoje só sei que te quero, amo e sou mais feliz desde o dia que passaste a ser parte de mim…amo-te.
Escrito a: 8/VI/2009
Ass. Mico
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Domingo, 03.05.09

Uma noite perfeita contigo seria Eu e Tu, num lugar bem calmo, apenas sob um luar e o som das ondas do mar a perderem-se por entre rochas. Só nós os dois, sem problemas, sem preocupações, sem medos, sem telefones, sem ninguém para nos atrapalhar e uma música calma e serena que se ouve ao fundo, tocando suavemente e enriquecendo o ambiente. Bebemos um vinho, doce, como a tua boca, numa dança que faz os nossos corpos estarem juntos, tão próximos, como se fossem um só.
O toque suave sobre os teus lábios, com a ponta do dedo embebida no vinho, contornando-os, delicadamente e posteriormente, a minha língua, que singelamente, percorre todo esse caminho tão desejado pela minha boca. Os meus braços que agora envolvem o teu corpo tão delicado, tão macio e trazem o teu corpo para junto do meu, não vou deixar-te ir embora, tu prendeste-me primeiro aos teus olhos, a ti como um todo, ao teu amor, mas, agora serei eu a prender-te e o resgate será a paga do meu amor. Com o inclinar da cabeça, quase como um compasso de música, os meus lábios tocam os teus, e, um beijo faz-se, tão naturalmente como se nada mais importasse no mundo, somente o toque dos nossos lábios. As minhas mãos que percorrem as tuas costas, subindo por elas, sentindo a tua pele, ainda sobre esse tecido inoportuno que usas para cobrir-te, fazendo movimentos delicados, mas ao mesmo tempo tão passionais, que era como se estivesses despida, e os nossos corpos no mesmo compasso, mas não no compasso da música que nem sei mais qual é, mas no compasso dos nossos corações, que batem unicamente, desejando a presença um do outro.
O lugar não importa mais, não importa mais a música que toca e preenche este lugar, não me importa mais o vinho, apenas me importa estar nos teus braços, e, nem que seja somente nesta noite, sentir-me completo, com o teu amor, que toma conta da minha alma e que te pertence agora, desde que o meu amor também é teu. Porque esta noite não termina enquanto eu puder olhar nos teus olhos e ter a certeza de que o meu amor também é teu, e mesmo que o relógio da parede ressoe vezes incontáveis, nada me irá fazer despertar deste sonho que é poder amar-te tão unicamente, como jamais amei alguém nesta vida e os meus olhos à procura dos teus fazem-me descobrir que o encanto continua, e, que agora eu posso tocar na tua face com toda a leveza que este sentimento me proporciona e sentir-me ainda mais repleto dele a cada momento em que percorro o teu colo, deslizando sobre a suave pele da mulher que eu amo, eu descubro-me como homem, como um homem completo, cheio de sonhos, de desejos, paixões, esperanças, de que eu possa inebriar, mas não deste vinho, que jamais irá subir-me à cabeça, mas do teu perfume, o perfume de uma mulher que ama. Descendo pelo teu colo as minhas mãos, tocam a maciez da tua pele, pobremente descoberta por um tecido errante, denotando toda a sensualidade da mulher amada. Sinto o calor da paixão, apenas com o toque da minha mão, e, a minha boca, com uma secura inigualável, sonha em beber desse cálice tão formoso que é o corpo da mulher de toda a minha vida.
Em movimentos gentis, e, delicados, como a ti mesma, desço a minha boca pelo teu colo, e, os meus lábios que ao tocarem a tua pele, se sentem ainda mais desejosos de todo o teu amor, continuam a percorrer este caminho, desejando que nunca termine, até um movimento teu e afastes os meus lábios do teu corpo, não sei se por pudor, ou porquê, fazes com que eu volte aos teus olhos e suplicar-te por mais um minuto ao teu lado.
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Segunda-feira, 06.04.09

Já é noite, tarde da noite, os meus pensamentos viajam pelo imaginário das minhas emoções, imagino ser um pedaço da lua, nua, inerte, parada, fixada no céu, no imenso céu da minha imaginação.
De onde estou consigo tocar nas estrelas, lindas e delicadas, todas brilhantes e fortemente ofuscantes, agarro uma, depois outra, olho para elas e vejo a mim mesmo, não nas estrelas, mas no reflexo dos seus brilhos magistrais. Daria tudo para nunca mais sair daqui, faria qualquer coisa para prolongar esta noite por uma eternidade, de lua calma e fria, calada, aconchegante, como se a noite estivesse em mim, num silêncio profundamente acolhedor. Sinto o sereno e acolho a madrugada, não espero o dia amanhecer, eu não desejaria o dia nesta noite, quero apenas a delicadeza e o carinho que a brisa me faz, toco nas gotas de orvalho, vejo diamante nas gotas. Acho que estou apaixonado!
Não me sinto assim desde o meu primeiro amor, o amor que nos faz pisar nas nuvens e transporta-nos ao céu, vivemos a verdadeira magia de estar acompanhados com os astros mais belos e inspiradores do universo. Magia essa que se perpetua para sempre no nosso ser, fazendo revivê-los sempre que sentimos o bater de um outro coração, a paixão é um momento mágico, temos alguns instantes encantados que se tornam eternos. Como fugir? Não dá, o risco de se apaixonar de novo é iminente, a paixão não tem tempo a perder, a vida é curta demais, como nesta noite, fria e serena, o amor é quente e cauteloso, mas pode tornar-se eterno e consumir a noite num instante apenas.
Os Meus pensamentos trazem para junto de mim a tua presença, já não sei mais se hei-de tocar nas estrelas ou na estrela; Tu, os teus olhos chamam-me com essa chama viva e incandescente do nosso amor, que tenta aquecer a noite. O vento, ele eleva os teus cabelos, levando-me diante dessa cena desejando-te, cada fio dos teus cabelos revelam a linha da minha vida que inserida na tua deixa-nos diante do paralelo, entre a lua nua e o teu corpo exposto em pedra de mármore frio. Eu não vou fugir, eu não quero parar de pensar, os meus anseios são grandes, quase um medo, uma ponta do iceberg gigantesco que se tornou o meu amor, mas o frio desse gelo paira entre o calor da nossa paixão e o pedaço da lua que vive em mim.
Noite quente com calor imenso, a tua boca derrete os meus lábios e repete o surgimento do meu renascer, sentindo-me embrião na tua mão, o vento em vão tenta apoderar-se de ti, a lua deixa escorrer uma brisa, criando um orvalho de ciúme, tarde demais, eu já não estou mais em mim. O Meu coração! O Meu sorriso mostra-se suave, o meu coração sabe do meu querer, estou diante dos meus piores temores, sabores que jamais possa resistir uma loucura que se faz real, realidade sem máscaras ou faces falsas, contudo com carácter enganoso. Porém se deixar o meu coração palpitar livremente, estou morto, uma morte boa e doce, onde posso velar-me no teu corpo, porque estás ali, diante das estrelas, no meu sonho mais louco, fazendo-me delirar de paixão. Acordar, não posso! Nem estou a dormir, apenas viajo num sonho louco, de amor, de paixão, o amor está na minha vida e eu não devo fugir da realidade que esta noite me propõe, tenho a ti, as estrelas e uma lua ciumenta, porque um pedaço dela sou eu.
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Sábado, 04.04.09
Não adianta ser longa a viagem ou muito distante o último horizonte a ser atingido, um dia sempre voltamos para nós mesmos e descobrimos que estamos em casa onde tudo um dia começou.
Podemos morrer na tempestade em alto mar, no deserto atrás de uma borboleta de ouro, mas quando desfalece o corpo, o espírito liberta-se e encontramo-nos novamente no mesmo lugar em que demos o primeiro choro, o primeiro passo. Se fores o céu, haverá céu nessa hora, se tu fores relâmpago, haverá muita chuva. O lugar de início será o mesmo lugar onde deixaremos de existir porque longe pode ser também um lugar dentro de nós. Quando rompemos a placenta da barriga gestora fundamos um marco historial, o céu ou o inferno desenvolveremos a partir dali e de nós, seremos depositados no mesmo lugar em que demos o primeiro passo na existência desse plano dimensional.
Na hora final todos os nossos momentos passarão como um filme rápido na nossa mente atiçada e a nossa última lágrima de dor ou a nossa alegria de libertação se fará ouvir como se o último passo fosse também o primeiro, agora de resgate ou do recomeço. Seremos recolhidos para sermos pesados no espírito. A evolução, a conquista do mérito ou o aumento do débito terrestre, depois seremos remarcados para o horror de termos que voltar ou libertos para sempre do inferno da terra onde o tempo é algoz. A viagem, portanto, é sempre dentro de nós.
Nunca achei que houvesse uma explicação totalmente racional. A distância entre dois pontos, para mim não estava na matemática, para mim estava no local onde estamos e onde desejamos estar. Algumas vezes a distância parece infinita. É como se fosse um sonho impossível de realizar, alguns dias parece mais distante, outros quase podemos tocar, alguns dias a distância quase que nos faz querer desistir. Existe dias em que a vontade de chegar faz correr para além das nossas forças e depois de algum tempo tu entendes, não é só a correr muito rápido ou ficar apenas à espera. Chega um dia que se entende, que existe um horário, um tempo, além do nosso mero entendimento e dentro desse tempo as coisas simplesmente acontecem quando chega a hora.
Arrependo-me de algumas lágrimas, hoje talvez tivesse molhado ainda mais os meus olhos, após saber algumas verdades. Não importa, tudo aconteceu como deveria e como o desejado, por mais irracional que possa parecer e por mais louco que seja, estou feliz onde cheguei. Percorri a distância entre os dois pontos sem perceber se estava a correr ou se estava apenas a sonhar em chegar. Mas de todas as formas, é bom estar aqui.
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Segunda-feira, 30.03.09
Dias da semana levam para longe a labuta incessante da vida e no final dela o descanso traz sempre a recompensa do lazer. Penso em ti enquanto trabalho e somente o meu coração pergunta todos os dias o que farei do amor que contigo quero viver.
Coloquei a tua foto no calendário com um ano inteiro pela frente, desejarei viver cada dia para te esperar e quem sabe voltar a reencontrar-te, tu sabes que só assim é que eu posso ficar realmente contente quando os meus lábios novamente e suavemente os teus tocar! Não desejo riqueza maior do que ter a tua companhia, não almejo maior conquista do que poder alegrar o teu coração, não espero vencer grandes batalhas, só quero ser a razão da tua alegria, não vou querer o mundo aos meus pés, só desejo participar nos teus sonhos. Cada momento em que já estiveste nos meus braços foi muito e é importante. Cada momento que senti as tuas mãos fez de mim um Ser humano especial, cada vez que os teus olhos viram os meus, eles ainda não "contemplaram" o suficiente em como é forte o que sinto por ti e o quanto és para mim, mais do que essencial.
Trocaria toda glória do mundo só para ter-te bem junto a mim, trocaria quaisquer honrarias só para ter a honra da tua presença, trocaria todos os elogios possíveis e seria muito orgulhoso sim, se puder ter-te completamente seja na dura realidade ou na simples inocência, largaria esta vida, para fazer parte da tua. E todos os dias da vida eu quero ter a oportunidade de achar-te, encontrar-te e beijar-te. Digo que a minha vida somente assim pode ficar completa. Todos os dias agradeço aos céus por existires e ter aprendido contigo o que é amar. Agora cheio de significados bem especiais a minha vida está repleta.
Mas outros “sim” eu também preciso para a posteridade escrever, porque muito ainda desejo viver e um dia alguém com a nossa história irá aprender, como um encontro "quase" casual iria bem firme permanecer; Porque nem sempre um forte sentimento pode de facto ser entendido. E dentro destes 365 dias eu escolhi apenas três para te dizer: Amo-te desde ontem porque é quase impossível esquecer a tua existência; Amo-te hoje porque de mim eu sei que tu te lembras e é impossível não te querer; Amar-te-ei amanhã porque assim decidi e quero amar-te por toda a minha vida. Mas não penses que eu vivo somente para amar-te, vivo também para lembrar-te que tu mudaste a minha vida e a minha história, vivo também à espera do teu regresso para os meus braços e eu não solta-los nunca mais. Assim não irias embora e junto caminharíamos até o fim - em plena estrada de glória.
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Terça-feira, 17.03.09
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Olhar o céu infinito. Admirar as estrelas. Tocá-las com os dedos da imaginação. Vibrar com o brilho delas. Brincar de fazer mundos, usar sentimentos mais puros, mas profundos. Para onde vai aquela estrela? Um pontinho no céu a caminhar? E olha lá...do outro lado, outra estrela a vaguear! São os meus sonhos…esperanças... de um mundo melhor encontrar, que realizo e conquisto no brilho do seu olhar!
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Segunda-feira, 16.02.09
Bom, um bocadinho atrasado, mas mais vale tarde do que nunca, quero agradecer a nomeação que a Anita §!§ (O Que Tem de Ser, Tem Muita Força) fez, por ter escolhido o meu blog, entre outros, como "Blog de Ouro". Obrigado ;)
Seguindo as regras das nomeações, deveria nomear outros 7 blogs que me inspiram e como são mais de 7 blogs, eu preferia que quem me acompanha e sabe que acompanho os seus blogs, sejam esses os nomeados, sem especificar quem. Este "prémio" também é vosso.

Segunda-feira, 09.02.09
Há quanto tempo recebemos sem nada oferecer como prova da nossa gratidão? Há quanto tempo estamos à espera pelo momento certo? Mas sem nunca ter feito o menos esforço para que o possamos merecer. Há quanto tempo estamos a correr atrás da felicidade sem ao menos olharmos as menores coisas que estão ao nosso lado e perceber que a verdadeira felicidade está nelas!
Há quanto tempo vemos o sofrimento do próximo e sentimos pena. Mas já paraste para pensar se no lugar de sentirmos pena, nós oferecêssemos uma ajuda? Não uma ajuda financeira, mas sim aquela de que todo homem é necessitado. Que é a palavra, o consolo. Há quanto tempo esperamos pelo dia perfeito? Mas o que fazemos para facilitá-lo. Há quanto tempo esperamos para que o amor chegue? Mas será que temos deixado a porta do coração aberta? Há quanto tempo lutamos por aquilo que acreditamos querer e precisar tanto? Mas não olhamos do nosso lado, para ver que o que temos é muito mais do que poderíamos querer. Há quanto tempo reclamamos da vida e dizemos que Deus nos esqueceu, mas...e tu há quanto tempo não te tens lembrado Dele? Teres uma vida e aquilo que possuis nela, não é o suficiente?
Segunda-feira, 26.01.09

Eu sei que através de mais um sonho faz-me sentir este amor adormecido dentro de mim. Nesse sonho vieste de novo ao meu encontro, os nossos lábios voltaram a tocarem-se, mesmo que por mais anos que se tenham passado, ainda posso sentir o doce do teu beijo. Os nossos dedos voltaram a entrelaçar por entre as nossas mãos, como naquela tarde fria de Primavera, quando se uniram pela primeira vez. São ainda estes sonhos que me fazem sentir as cordas presas ao teu porto de abrigo. São todos os pensamentos diários, as perguntas que se acabam por resumir a uma única; onde estás? Não me interessa mais nenhuma resposta, apenas quero saber onde estás e possa de novo ir ao teu encontro. Não interessa o tempo que já passou, o tempo é uma coisa que não existe.
Olho para os teus retratos e sorrio, eles ainda me aquecem o coração, porque neles sorris para mim. Por vezes achei que este amor era doentio, obsessão, feliz engano. Sentir-te como ainda hoje te sinto, desejar-te como te desejo, imaginar-te ao meu lado nos meus momentos de sucesso na vida, clamar o teu nome com respeito, olhar para um cristal e lembrar-me do brilho dos teus olhos, manter os braços abertos para aconchegar-te quando regressares, entre tudo isto e outros motivos, concluo que és sem dúvida o meu verdadeiro amor. Não o primeiro, aquele que se diz inesquecível, tu és inesquecível, mas não foste o primeiro amor. És um amor que eu escolhi amar nesta vida, tive uma oportunidade e deixei escapar por entre os meus dedos, imaginando que a razão de te ter encontrado, seria o bastante para não mais perder-te.
Foram nesses momentos que não dei o mais precioso valor da tua presença na minha vida. Puro erro, eu sei que cometi, a vida é assim mesmo. Hoje, retiro desse erro, uma aprendizagem para valorizar a cada momento todos os nossos amores, amanhã podem não estar presentes na minha vida, assim como tu não estás presente na forma que eu mais desejo. Mas ainda travo uma árdua batalha dentro de mim, para preparar o teu regresso. Sei que esse regresso pode ser amanhã, daqui alguns meses ou até mesmo demorar anos, mas sei que nos vamos reencontrar. Talvez nessa altura, consiga descrever as razões ou a razão para que entendas quando falo deste amor que por ti sinto. Talvez me digas que não preciso dizer nada, ter ficado à tua espera, não ter desistido de ti, como tantas vezes me lembro que me pediste, era o suficiente para darmos asas não somente ao meu amor por ti, mas sim ao nosso amor.
Pode ser ainda um sonho, como tantos outros que contigo ainda tenho. Mas são nesses mesmos sonhos que por ti sou amado e me dão força para ser cada vez melhor, preparar o teu regresso e possas sentir no meu peito, o conforto quando chegas a casa depois de uma longa viagem. Nesse momento irei beijar-te suavemente e direi que te amo, fica comigo meu amor, eu te darei toda a paz do Mundo…
Quinta-feira, 08.01.09
Pode ser que um dia, a saudade me encontre na esquina do tempo sozinho a recordar, ou quem sabe, com as mãos erguidas, ajoelhado a rezar; Pode ser que nesse encontro tenhamos muito para nos perguntar e nessas indagações, muitas interrogações irão acontecer, porque lindas recordações, só terminam com o amanhecer.
Os amigos que o tempo levou, os amores que no coração ficou serão motivos de alegria, porque esses são motivos que jamais irão esquecer. Pode ser que os amigos, de mim nem se lembrem mais e os amores, de mim nem se recordem também, por acharem que o meu amor foi um amor fugaz ou quem sabe pensarem que foram amores banais. Pode ser que a saudade me pergunte se eu ainda tenho sonhos plantados no canteiro do tempo, e eu terei que ser franco no responder, porque os meus sonhos e ideais foram tão iguais no plantio. Já cresceram, floresceram e se abriram como flores, ornamentadas por lindos amores.
Hoje ainda existem sementes dos meus sonhos no tempo que voa, à procura de um solo fértil onde se plantar, e uma vez plantadas, irão esperar uma nova irrigação de amor para então germinar. Pode ser que amanhã as minhas letras não bordem mais sentimentos, nem palavras cristalizadas de amor; Pode ser que o amanhã nem tenha tempo a tempo de chegar, para ainda ver o abrir do meu último sonho, naquela linda flor. Então saberão que eu fiz-me um sonho, para num outro sonho despertar.
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Sábado, 20.12.08

Neste Natal resolvi fazer uma homenagem diferente. Coloquei na minha árvore somente os presentes que ganhei, e felizmente, não couberam, de tantos e tantos que adquiri durante este ano. Porque vocês, meus amigos, foram os presentes que recebi de Deus. Presentes que se fizeram presentes no decorrer deste ano, de hoje e que com certeza amanhã continuarão a dar-me muitas alegrias. Vocês são presentes de coração, aqueles que não compramos, por não haver preço, nem dinheiro nenhum no mundo para pagar. São presentes que colhemos na árvore da vida, são frutos da amizade e de muita luz nos nossos momentos, algumas vezes nebulosos pelas adversidades da vida. Meus amigos e familiares, quero agradecer em prece, por vocês existirem. Que a alegria, o amor, a fraternidade, o perdão, a compreensão continuem a unir-nos. Que Deus, na sua infinita bondade, abençoe todos nós e continue orientando-nos e mantendo acesa a luz da Amizade, do Amor e da Paz entre todos.
Mais um ano chega ao fim. É tempo de fazer um balanço de tudo o que aconteceu. É tempo de transformarmos: os momentos bons em novas energias, entusiasmo e principalmente esperança de que os nossos sonhos se vão realizar! Os momentos maus são lembretes para não cometermos novamente os mesmos erros no ano que vem, os momentos difíceis serem peças fundamentais de que tudo na vida passa e que esses momentos no futuro nos ajude a ter momentos felizes. É tempo de agradecermos a Deus por todos os momentos felizes que tivemos! As sementes da vida precisam ser semeadas com paz e amor, e assim, poder gerar o alimento que precisamos para viver. Viver com alegria, coragem e determinação de seguir adiante. Viver o presente com sabedoria e plenitude para que o ontem seja um sonho de felicidade e cada amanhã uma visão de esperança. O que vivemos só tem sentido se tocamos o coração das pessoas. Muitas vezes podemos ser o braço que envolve, a alegria que contagia, o olhar que acaricia, o amor que promove. É o que dá sentido a vida; que faz com que ela seja intensa, verdadeira e pura enquanto durar. Em 2009, dedica mais tempo na busca pela felicidade, invés de preocupares em não sofrer.
Feliz Natal e um Ano Novo cheio de realizações...
Ass.: Mico
Sexta-feira, 12.12.08

O dia do nosso aniversário, pode sempre servir como um dia apropriado para pararmos e fazer uma reflexão sobre nós, desde o último aniversário até ao dia de hoje. Eu tenho vindo adiar essa mesma reflexão, sem um motivo em concreto ou por querer adiar com medo das conclusões que possa chegar.
No ano passado, por esta mesma altura, tinha uma vida bem diferente da de hoje. A caixa dos sonhos, estava repleta deles e objectivos a cumprir nos 365 dias que a seguir se seguiram. Acreditei que tinha alguém em especial ao meu lado e que iria junto comigo, realizar parte desses sonhos, porque muitos deles só seriam realizáveis numa presença a dois e eis que por mais que fique a impressão de que estou a lamentar pelo sucedido, hoje chego à conclusão que foi indubitavelmente o melhor que me podia ter acontecido. Através da não realização desses sonhos, tive a oportunidade de crescer espiritualmente e de uma forma nunca antes vista. Foi um ano de pura reflexão, um ano para “arrumar a casa” e saber limpar da minha vida as coisas que não traziam até mim nada de benéfico, pelo contrário, limitar-me-ia à ignorância das pessoas que me tentaram prender com as suas mesquinhas e fúteis vidas que levam no seu quotidiano. Deus, deu-me e dá-me coragem para mudar as coisas que podem ser mudadas, serenidade para aceitar as coisas que não podem ser mudadas e sabedoria para perceber a diferença. Sem dúvida que me congratulo por me ter desligado dessas pessoas.
Sei de igual modo, que os 28 anos que hoje terminam, foram também amplamente planeados para a concretização de outros sonhos, com outras pessoas também e que por motivos diferentes, deixaram de se realizar. O inverso acontece, porque entre algumas dessas pessoas que transitaram de ano para ano, deixaram boas recordações, sobre as quais, tive de tomar opções de vida e que passariam por deixar as mesmas, seguindo em frente com a minha própria vida. Mesmo assim, nunca me arrependo das decisões que tomei, sei que agi em benefício de mim mesmo e não em prol de quem eu pensei que estaria comigo.
De facto, posso concluir que aqueles sonhos não realizados, deram lugar a outros bem mais importantes que cumpri e não estavam na agenda pessoal. Para o próximo ano, poderia de novo reescrever outros sonhos, mas que prefiro alimentar somente um de cada vez e a cada realização elevar a fasquia. Depois do ano 0, a vontade de continuar esta viagem, eleva-se a cada novo dia, a cada novo amanhecer com a certeza que aquilo que eu realmente desejar, eu consigo, para tal, basta acreditar. O que ainda não realizei, foi porque realmente nunca acreditei que seria capaz ou estivesse preparado para a sua realização.
Com os 29 anos à porta, será o primeiro aniversário desde que me recordo, sem esperar que aquele alguém venha ao meu encontro, não procurei motivos para justificar que aquela pessoa não pode estar comigo e jamais me irei sentir sozinho. Eu deixei de esperar fosse o que fosse e de quem fosse. Assim, neste aniversário, sentirei bastante acompanhado e deixarei de estar a pensar ou sentir aquele friozinho na barriga, terei dentro de mim e fora de mim a verdadeira companhia dos familiares e amigos que sempre acreditaram em mim. São esses mesmos que hoje, estão comigo e sabem que jamais um dia os desacreditarei dos meus valores pessoais.
Para concluir, nunca é demais agradecer a todos sem excepção, mesmo aqueles que sempre vêm ao meu encontro através deste blog e que eu sei, que gostam do que vou publicando, mesmo se for ou não algo escrito na actualidade. Aos meus familiares, o meu mais profundo obrigado por estarem comigo – amo-vos. Aos meus amigos, mais velhos e recentes e colegas, obrigado também – gosto de vocês. Obrigado por partilharem este meu aniversário! É o momento de abrir o champanhe e brindar…um novo ano para mim abre as portas e eu recebo-o de braços abertos, eu nasci para vencer, para ter êxito. Tenho de ser bem-sucedido. Vou alcançar os meus objectivos de um modo notável e único. A minha vida está bem direccionada. Dou os Parabéns a mim mesmo!
Escrito a: 12/XII/2008

sinto-me bem...
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Quarta-feira, 10.12.08
Eu sei que me tenho afastado da escrita e por conseguinte de outras formas de viver. Não procuro nenhum motivo em concreto, para encontrar a razão que me leva a agir assim. Releio muitas vezes o que outrora fui escrevendo e percebo que uma grande parte de mim se encontra reflectido em cada palavra que compõem centenas de textos.
Sempre falei do amor, do sofrimento, dos sonhos, das dores, entre outras coisas mais. Em cada frase, vejo como um espelho reflectido a pessoa para quem me dirigia, abrindo o meu coração por inteiro. Vivi o amor de uma forma muito intensa, chego a pensar que algumas vezes, um amor doentio e que raramente percebia o porquê do resultado ser sempre o mesmo. Eu esperava muito desse alguém, sem admitir, acho que exigia que os meus sentimentos fossem retribuídos de alguma forma e como sempre, nunca aconteceu.
Naturalmente que ainda hoje me recordo dessas paixões, desses amores que se cruzaram na minha vida. Cada um, ficou marcado por recordações que não quero esquecer, as saudades que ainda acompanham quando penso naquela pessoa. Os amores que não me deixaram recordações, também são lembrados, unicamente para reconhecer onde errei. Vivi em todos eles uma nova aprendizagem para a vida. Através do amor, cresci como ser humano, cicatrizando as feridas que eu próprio cravei no meu coração e eis que chego a uma verdade nua e crua. Percebi que todo o sofrimento, mágoas e dores, na verdade eu fui o único responsável, não há ninguém capaz de nos fazer mal, se não, nós mesmos. Quantas vezes fiz-me de vítima, senti-me usado, desprezado, senti-me profundamente só. Foram as minhas formas de viver que eu escolhia a cada momento. Ao invés, podia ter optado por ter amor, acreditar que EU SOU e nada do que me digam ou façam na tentativa de prejudicar, será suficiente para desacreditar-me dos meus valores pessoais. A essas pessoas, poderia ter ofertado o meu bem supremo e sempre que me tentavam magoar, teria em mente que aquela pessoa estaria mentalmente um pouco debilitada e lhe daria o melhor de mim – o amor de verdade.
Afinal, diz o velho adágio, que quem semeia ventos, colhe tempestades. Sempre semeei na minha vida, sementes que ao crescer não traziam flores, nem árvores gigantescas e que ainda estou a tempo, de semear o que realmente desejo. As diferenças que vou encontrando dentro de mim, não se comparam ao que eu fui anteriormente, a minha vida modificou-se de uma maneira muito concreta e específica, demorando meses e ciente do longo caminho ainda a percorrer. O importante foi ter encontrado o caminho certo, aquele que me leva até ao encalço da paz que tanto desejo. Posso olhar para o lado e não ver a tão esperada cara-metade, como tantos anseiam encontrar, eu não nasci incompleto, logo ninguém me irá complementar posso não sentir os meus dedos entrelaçados em outras mãos, mas nem por isso vou sentir-me só. Enquanto tiver a companhia de mim mesmo, aquele em quem devo acreditar e confiar, lutar e amar, eu nunca me vou sentir só. Se acharem que estarei a ser egoísta, apenas vos digo para olharem para vocês mesmos e não para quem está ao vosso lado, uma grande lição…ensina a pescar quem não sabe, para quando não estiveres ao seu lado, não morrer de fome. As pessoas passam uma vida inteira em busca do que já possuem. Tem-no porque são. Tudo o que têm de fazer para ter amor é ser amor.
Escrito a: 10/XII/2008
Terça-feira, 02.12.08
Encontrar-te, é sonhar com um futuro perfeito. É querer ter na pele o toque das tuas mãos, o sabor suave dos teus lábios e o aroma do teu perfume natural.
É deliciar-me em sensações diversas, únicas, excitantes.
É ver o brilho dos teus olhos diante dos meus e arrepiar-me com a tua respiração ofegante, quente, ao pé do meu ouvido sussurrando palavras singelas, carinhosas de amor.
Encontrar-te é uma aventura, um risco, um desejo. Ah, e como não desejar! Como não querer saborear todas estas maravilhas a que me refiro e tantas outras inúmeras que eu poderia citar.
Porém, melhor do que descreve-las aqui é senti-las rente à pele e dentro do coração. Junto a Ti. Quando, eu te encontrar.
Domingo, 30.11.08
O fim do ano aproxima-se. As ruas já se encontram enfeitadas com luzes, laços e fitas, anunciando um Natal. De novo, é tempo de escrever as velhinhas cartinhas ao Pai Natal, algumas crianças enchem-se de alegria na ânsia de desembrulhar o presente mais desejado. Os adultos, divertem-se em torno de uma mesa, apreciando a alegria dessas mesmas crianças e relembram quando tinham a mesma idade. Depois os anos passam, optam por deixar de ser as crianças, passam a ser os Pais delas, outros serão Avós e existe quem se divirta com as crianças dos outros.
Questionam-se inúmeras vezes e desejam outras tantas, como gostariam de ter outra vez aquela idade, pensando eles que estariam livre de todas as preocupações e problemas que nesta data, muitas vezes são colocados para trás das costas. Eu acredito e porque sinto, a criança que já fomos, contínua bem dentro de nós, tal e qual como sempre desejámos. A diferença é que enquanto crianças, não conhecíamos a maldade, éramos inocentes, éramos verdadeiros, éramos a pureza que existe dentro de uma criança, por isso gostamos tanto delas. Crescemos com medo de alimentar essa criança, deixámos de a ouvir, deixámos de a saber tratar com medo daquilo que os outros pudessem pensar de nós, pudessem dizer acerca de nós e assim, abafamos essa criança e unicamente em alguns momentos nas nossas vidas a deixamos vir ao de cima. Quando assim acontece, alguém nos diz “pareces uma criança” e ficamos com vergonha de nós mesmo, alguém nos julga naquele momento como uma autêntica criança.
Quando tomamos banho, em frente ao espelho, fazemos brincadeiras de crianças. Espetamos o cabelo, pomos a língua de fora, admiramos o nosso corpo, fazemos desenhos com os dedos no espelho ou coloca-se a toalha como capa do super-homem e rodamos só para a ver esvoaçar. Quem já não fez isso e outras coisas mais? Sempre que o fazem, estão sozinhos e com a certeza que ninguém vai ver aquelas “patetices”, muito menos gozar. E agora pergunto: se durante a nossa vida, continuássemos a ser crianças, a vida seria tão difícil como muitos imaginam? Eu diria que não, se tivéssemos metade da alegria de uma criança, não havia tanto desânimo. A mesma ambição de uma criança em ser médico, bombeiro ou outra profissão, todos os nossos sonhos eram realizáveis. A inocência, a pureza e a honestidade de uma criança, hoje servia para termos um mundo melhor. O amor seria vivido sem medos, a paz e a liberdade reinava entre nós, o ódio não exista porque em criança os bem materiais não contam, eles sabem que irão ter outras coisas mais.
Não me importo que hoje me considerem uma criança, a evolução de cada um de nós, não está no tamanho do corpo. A evolução de cada pessoa, está naquilo que realmente consegue ser ao longo da vida, seja em criança ou em adultos. A nossa evolução revela-se quando damos o que temos, sem esperar nada em troca, é olhar para o vizinho, como se estivéssemos a nos ver ao espelho e não achar que somos inferiores ou superior a eles, mas sim iguais. Saber que em cada gesto nosso para outra pessoa, reflecte-se em nós na mesma proporção e as crianças sabem e agem exactamente assim. Enquanto me considerar uma criança, vivo a vida tal como pode ser vivida e isso deixa-me feliz, é o que conta.
Quinta-feira, 06.11.08
Agradeço-te Anita §!§ por este desafio, aqui vai…
1- Colocar uma foto sua:As fotos não revelam quem sou.
2 – Escolher uma banda / artista:
Ivete Sangalo
3- Responder às perguntas que fazem parte do desafio somente com títulos de canções da banda/artista que escolheu:
És homem ou mulher?
MENINO do Rio
Descreva-se:
O que os outros acham de si:
Beleza Rara
Como descreves o teu último relacionamento:
Faz tempo
Como escreves o estado actual da tua relação
No meio das estrelas
Onde querias estar agora?
Ilha grande
O que pensas a respeito do amor?
Não vale mais chorar por ele
Como é a tua vida?
Tá tudo bem
O que pedirias se tivesses só um desejo:
Vem meu amor
Escreve uma frase sabia
You’ll Never Walk Alone – Tu nunca andarás sozinho
4- Passa o desafio a 4 pessoas
Desafio a quem passa por este blog, sem nomeações em concreto. Espero ver em breve nos vossos blogs
Terça-feira, 21.10.08
Debruçando sobre mim, com amor, os teus olhos cantam baixinho e me embalam como criança...
Tão difícil definir um prazer, às vezes não encontro palavras para descrever o simples contacto das tuas mãos, ainda permanece em mim o teu doce aroma.
Quando nos vemos, apenas as nossas mãos se tocam e falam... e viajamos neste amor como dois clandestinos...
Sei que estou a fazer poesia porque sinto o teu calor em cada palavra e ouço a tua respiração em cada poema.
Por muito tempo, depois de nos perdermos, as minhas mãos caminham pelo o teu corpo, ficam a procurar o rumo para prosseguir na viajem.
Sexta-feira, 03.10.08
O vento frio que se faz sentir no meu rosto, é o mesmo que outrora trazia até mim a vontade em amar-te ainda mais. Este mesmo vento que agora traz uma vontade de renovar, deixa-me despido daquilo que fui um dia quando estavas ao meu lado, dando-me também defesas para o Inverno que se aproxima, um Inverno que vejo com os mesmos olhos, mas encontro outros motivos para viver.
Hoje tenho defesas para utilizar depois de mais uma noite onde estiveste presente nos meus sonhos. A tua voz ainda ecoa nos meus ouvidos, quando me dizias que tinhas voltado, íamos ser amigos e nada mais do que isso, aquilo que na verdade sempre fomos. Disseste-me que estavas noiva de outro Homem e por isso sentias-te imensamente feliz. Mesmo que tenha sido somente um sonho, gostei de ouvir de novo a tua voz, tão nítida como a água cristalina nos oceanos, sorri por saber que estavas bem e feliz, gostei de ver o teu sorriso, gostei também das intenções que tinhas para connosco e por último gostei da forma como reagi depois de teres terminado tudo aquilo que tinhas para me dizer.
Ao contrário do que se pudesse esperar, acordei mais aliviado, não sei explicar porquê, sei que reagi de forma satisfeito por saber que mesmo que estejamos distantes, tudo se encontra bem entre nós, caso contrário não tinhas vindo ao mundo dos meus sonhos, da forma como vieste. É natural que ainda assim, tenha sentido uma saudade, toda a saudade boa, é boa de se sentir, trazendo até nós, assim como este vento, a recordação dos momentos bons que juntos vivemos, mas que hoje fazem parte do que vivi na minha vida e por isso continuo a viver tão somente o dia de hoje, sem medo do amanhã, sem a ansiedade de um dia voltares.
Agradeço por ter sonhado, porque não foi um sonho qualquer, todos os sonhos contigo são sempre especiais, pela razão de continuares a ser especial para mim, por fechar os olhos e ainda conseguir ver o teu rosto, por teres sido a única em quem depositei o meu amor, mas que hoje não estás ao meu lado. Com o Inverno e eu despido de ti, a vida continua, não somente a minha como também a tua e a única coisa em que vou pensando, é que as árvores lá por ficarem despedidas das suas folhas, sabem que na próxima estação outras virão até aos seus ramos, a vida é assim mesmo e eu não sou diferente daquilo que a natureza nos proporciona.
Escrito a: 3/X/2008
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Sexta-feira, 26.09.08
Quantos de nós não teme a solidão? Para muitos a solidão chega mesmo a criar momentos de pânico ao pensar que um dia ela vai aparecer. Vão ao encontro da companhia e quando começa a escassear agarram com unhas e dentes aquela pessoa só para não se sentirem sós. São assim criadas relações amorosas que resultam em namoro, outras em casamento e todas, mas todas mesmo acabam por terminar mais cedo ou mais tarde.
Seria fácil para mim, com uma idade jovem ir de encontro a uma relação para receber como troféu dos amigos, a alcunha do engatatão. Poderia dizer que se optei por não ter qualquer tipo de relação, foi apenas e somente porque a anterior deixou-me profundamente desgostoso e que tão cedo não queria pensar sequer seja em quem fosse. Mas como sempre, opto por falar a verdade e dizer, que não preciso de nada exterior a mim para a Minha vida. Tudo não seria uma ilusão, a ilusão da necessidade, a ilusão de que preciso de ti para ser feliz. Por isso não temo a solidão, nem temo absolutamente nada, porque há muito tempo que deixei de alimentar os medos. Eu nasci sem medos, porquê viver com eles? Simplesmente morreram à fome e foram procurar outros corpos onde pudessem alimentar-se.
Aprendi a viver comigo mesmo e digo que não foi fácil, mas aprendi. Depois que aprendi, passei a sentir-me sempre acompanhado por alguém em que eu sabia que podia contar, podia confiar. Sabia que esse alguém em momento algum iria me abandonar ou fazer mal como tantas pessoas que ao longo da minha vida se cruzaram e foram capazes de o fazer. Para todas elas concedi o meu perdão e entre essas pessoas eu também me encontro incluído por ter sido capaz em tantas alturas fazer mal a mim mesmo, não somente com as minhas atitudes, como pelos erros que fui capaz de cometer. Por isso perdoei a mim mesmo e todos os erros e males, foram recebidos como aprendizagem.
Se optarem por continuar a perguntar porque não amo, porque continuo só e logo eu que brinco com as palavras de amor, não precisarei pensar para responder e dizer simplesmente que eu amo, há muito que eu tenho amor dentro de mim e que vou distribuindo por todas as pessoas que se cruzam comigo no dia – a – dia, só têm de perceber e recebê-lo de braços abertos. Mas reparo que toda a gente anda distraída com coisas que consideram bem mais importantes. Depois surge naturalmente a ideia de que vivemos num Mundo frio, onde o amor há muito deixou de estar dentro dos corações dos Homens. Eu amo sim, tenho amor-próprio, tenho amor aos amigos que escolhi ter e claro, tenho amor aos familiares. Se não tenho um amor maior por outra pessoa, é porque não sinto necessidade de amar ainda mais, por ter a certeza que o nível de felicidade que emprego na minha vida, sou eu que decido e eu sou feliz, muito feliz e quero ser ainda mais. Assim, não pensem que mergulhei no mar da solidão e que de lá não mais quero sair. Apenas faz parte de uma escolha de vida e acima de tudo, sinto-me bem viver assim e conforme me sinto é o mais importante, não achas? Afinal a vida é para ser vivida e não sofrida, é isso aí, a vida tão simples é boa, quase sempre.
Escrito a: 26/IX/2008
Domingo, 21.09.08

Como é bom acordar, ouvir uma chuvinha a cair no chão ou janela, criando uma melodia “ maravilhosa”. Ao fundo os pássaros cantam alegres pela chuva abençoada. Resolvo ficar mais um pouco na cama, não preciso de mais nada, apenas escutar, sentir, tenho até mesmo a ousadia de parar e ouvir o meu coração. Tu já fizeste isto? Já conseguiste ouvir o teu coração? É fantástico, às vezes esquecemo-nos que ele existe, lembramos somente quando ele grita, quando se encontra doente, não achas? É o Outono que se aproxima e fico assim, quieto de baixo do meu cobertor, embalado pela chuva, pelos pássaros, o meu coração e agradeço a Deus, pelo dom de ouvir, acordar e ver a chuva a cair e acima de tudo, estar vivo, de viver!
Ass.: Mico
Escrito a: 21/IX/2008
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Segunda-feira, 08.09.08

Quanto tempo não dedico para a escrita, já faz tempo que a saudade comigo procura memórias, imagens e sons que não se cansam do meu pensamento, imagens do verde após a chuva. Quando as gotas caem nas folhas são pequenos espelhos da natureza de quem nelas se vê, o som do mato que vibra ao sol, quando fica tudo naquela cor de calor. Eu ainda sonho com aquelas águas cristalinas do clima quente, assim como quando elas ficam com a cor da terra protegendo os peixes, sim, eu lembro-me daquele rio quando passeámos e como as pedras ficavam lindas no seu leito.
Fico a pensar como tudo está agora, se os pássaros já são bisavós, se os bichos já se tornaram clãs, se aquela areia na beira da água ainda refresca as mãos. Eu fico a pensar como estás agora, se na tua beleza já foi feita princesa de tudo aquilo que sempre combinou tão bem com o teu charme, lembro-me apenas da tua formosura a passear simplesmente comigo naquela floresta, a nossa floresta, a floresta que não me sai da cabeça, porque ela vem junto com a saudade que sinto de ti. Não posso prometer que amanhã pensarei mais em mim do que em ti, isso é pouco provável e quase impossível. Mas tentarei, prometo, olhar tudo que me rodeia, nem que seja para sentir o teu perfume nas flores, o teu sorriso em cada nuvem, os teus lábios no vento que afaga o meu rosto ou desalinhar os meus cabelos, as tuas mãos no meu corpo, quando o sol aquecer a minha pele, a tua voz quando os pássaros cantarem. E quando a dor da saudade se tornar insuportável, permitirei que a minha alma solte o grito que sufoco em todos os momentos, quando sinto o infinito desejo de dizer-te que te amo tanto!
E quando eu voltar, as árvores se pintarão de vermelho e castanhos, num Outono de magia. As folhas esvoaçarão sobre nós e levarei comigo aquele livro que tu me pediste para que juntos possamos ler e reviver os momentos fantásticos que vivemos, assim como poderemos continuar a escrever nas páginas em branco o nosso amor, aquele que nos une e me deixa absolutamente feliz.
Espero que me esperes na estação com aquele vestido florido e aquela flor no cabelo. Porque tu és o meu amor e esta carta é para ti.
Ass.: Mico
Escrito a: 8/IX/2008
Quarta-feira, 13.08.08
No canto das aves ouço a tua voz murmurando o meu nome. Dou por mim por inteiro, num diálogo telepático com esses amigos que demonstram o quanto a natureza é maravilhosa, quão perfeita é a Criação. Vejo, através deles, a personificação da beleza. As suas cores, o seu trinado, a sua comunicação, a sua liberdade, o seu respeito à noite e ao dia, a sua alegria e a sua dor sempre expressas através do seu cantar. Nasceram para ser livres e, como os homens, nem sempre conseguem. Há pessoas que se sentem bem ao aprisionarem o que amam, sentindo-se os seus proprietários. Há os egoístas que preferem manter numa redoma (gaiola), o que reputam belo, para a sua apreciação exclusiva. Há quem entende como troféu a presa mantida. Há quem interprete o canto sofrido e a poesia, substitutos de lágrimas, como marchas carnavalescas ou românticos tangos e boleros.
As aves nasceram para voar e, como nós, sonham alçar as alturas. E dão velocidade às suas asas como nós damos asas à nossa imaginação. Tudo que precisam, como nós, é que não sejam encontradas, às vezes por simples e pequena distracção, pelos malvados caçadores, ora encontrados nas mãos de quem pensa estar a brincar, ora nas mãos de quem atira a sua pedra por pura maldade. Cantam a vida e conversam com os seus iguais, tantas vezes chamam ou respondem também para nós, estrangeiros na sua seara, mas contemplativos e admiradores da sua realeza. Foi assim quando te conheci. Vi uma ave - menina, com vontade de voar, permitindo-se mostrar toda a sua beleza, expondo os seus trinados através da poesia e das palavras doces, sentindo o perfume das flores que atapetavam o nosso jardim, inspirando o ar puro que envolvia o nosso espaço. Dei asas à nossa imaginação e, juntos, alçamos voos inusitados e nos vimos, tantas vezes, tão próximos das nuvens! Viajamos, através dos pensamentos e dos sentimentos, para lugares inimagináveis, sentindo-nos verdadeiros pássaros que tanto se assemelham a anjos alados.
Com toda a certeza, as nossas vozes entoavam belas sinfonias, quando, envolvidos no mais puro amor, permitíamos tão-somente às nossas almas e aos nossos corações que extravasassem o que sentíamos. Sem dúvida alguma, a nossa pele reflectia o brilho e a maciez de suaves penas que protegiam os nossos corpos, guardando o calor que sentíamos arder dentro de nós. E sonhávamos e viajávamos! Não nos interessava o passado, tão pouco o futuro. Importava, sim, o momento vivido. E, assim, seguíamos batendo as nossas asas, sempre juntos, pois quando a necessidade da ausência imperava, só tínhamos uma forma de saciar a nossa saudade: compondo novas canções (poesias) para, juntos, entoarmos uma nova sinfonia.
Tem sempre um “mas”, não é? Connosco também houve. Crianças inconformadas com a beleza do nosso voo armaram as suas fisgas e fizeram o que mais sabiam fazer: atiraram pedras! E tu foste a primeira a ser atingida! Tentei salvar-te através de luta inglória. Quis mostrar-te que eras mais forte do que as pedras atiradas, que elas tentavam magoar e tinham até conseguido, mas que o nosso amor era soberano, maior, imune a qualquer arma ou atirador e que deveríamos vencer todas as batalhas a que fomos submetidos. Não eras tão forte quanto eu acreditava e, como num passe de mágica, sentiste, com força incomum, a dor que te causaram as pedras atiradas atingindo o teu coração e que modificaram os teus pensamentos, levando-te a crer que os atiradores seriam os teus benfeitores, arrancando-te da agonia que te apertava o peito. As pedras continham perigoso veneno. Foste contaminada. E, sem demora, abandonaste o nosso voo e desceste para o tão almejado encontro com os imaginados benfeitores. As tuas asas não ficaram feridas, mas os voos que alçaste depois, indubitavelmente, não tiveram a beleza, o perfume, a poesia, o amor que existiu nos nossos voos.
Hoje os meus voos são solitários. Os meus sons que vou entoando traduzem as lágrimas que molham as penas que me protegem do frio, da chuva, da tristeza, da solidão. E quando estou nas alturas, acelero as minhas asas todas as vezes que um sinal me acena que a esperança voa comigo e, em algum lugar, algum dia, nos encontraremos novamente. Tu, sem cicatrizes. Eu, com as asas abertas para te abraçar mais uma vez!
Quarta-feira, 30.07.08
Se eu pudesse, roubava o tempo do mundo, fazia cada momento durar mais do que um segundo e sussurrava, quanto tempo é só nosso. Se pudesse fazia por ti, tudo o que não posso. Em cada olhar que fica, cada beijo que voa, a cada palavra amiga que sozinha nos conta esta história tão leve, por mais breve que seja faz eterno um só momento por mais esquecido que esteja.
Se eu pudesse, ser um pouco mais do que isto, ser mais que uma palavra, uma melodia que capta o teu ouvido, mais que um mito sem sentido, musicalidade ou arte. Queria ser a certeza que assim deixei o corpo de parte, a verdade a qual acenas ao longe, e quando te escondes por detrás desse sorriso, dúvidas sem nomes para não mais apontares, nem esconderes, agora. Deixa-me só tentar mostrar que as respostas não estão lá fora, se eu pudesse, dizer tudo o que eu quero poder ter tudo num verso, sem ter contudo um regresso tudo confesso. Cada segredo que este meu silêncio impera e do meu braço peço o calor que o mundo me nega. Faz-me sorrir como só tu sabes como e sabes como a tua voz me acalma no escuro, faz-me ver o nosso mal sem ti em tudo aquilo que eu procuro.
Se eu pudesse, secava as lágrimas que eu não sequei, mudava as respostas que quando tu querias não dei. Eu sei que vales mais e é esse mais que ainda procuro. Não sei se o tenho mas mantenho esperanças no futuro, atento ao tempo e não me lembro de mudar por mim. Cinzento por dentro, procuro mil e uma cores em ti, encontro pisos incandescentes, de vez em quando, és a policromia que me preenche sonhos a preto e branco.
Eu também tenho medo, mas se pudesse não o guardava em segredo, tornava tudo tão óbvio, tão dócil e brilhante. O tempo sem promessas que constantemente faz presença e não sou eu quem aí está quando só queres um abraço. Certeza sem barreiras que tu precisas ter, ou a felicidade que te dou mas que não sei manter? Se eu pudesse, ter-te encontrado mais cedo, medo que não tenho eu tinha, garanto que valia. Quando penso na diferença que faz estar ou não estar contigo, não vivo através de ti, mas aprendi a viver comigo.
Cada opinião que trazes vale por mil sentenças. Quando estás dás força e não motivação apenas, eu aposto que não reparas, que nem sabias que existe admiração até nas minhas atitudes frias. Se eu pudesse, ser diferente e mudar por ti e ser o que mereces e manter-me assim, trocar a vida que tenho pela que desejas e não encher-te de lágrimas quando me beijas.
Ser o teu poeta, o momento que mais sentiste, ser o teu mais que tudo, quando tudo o resto é triste. Se eu pudesse, era tudo como preferes, mas eu não posso ser tudo aquilo que queres…
Segunda-feira, 21.07.08
Sinto saudades, não sei de quem, mais sei que sinto. Saudades de quando sorria, quando sentia que estava amar, saudades de ouvir aquela voz que hoje perdeu-se no vazio e que o meu coração esqueceu. Saudades de sentar-me numa noite de Verão e escrever palavras de amor para quem com o tempo esqueci e que mais ninguém tomou o seu lugar. As noites de Verão sucedem-se, as palavras de amor perderam-se, dando lugar a palavras repletas de saudade, porque é o que neste momento eu sinto.
Queria ouvir, um simples “está tudo bem” e acreditar que realmente está tudo bem. Queria ouvir “juntos vamos vencer, vais ver que tudo vai correr bem” e mais uma vez acreditar que assim seria, não importando se a boca que dizia cada frase, fosse ou não de quem eu conheço, apenas queria ouvir e encontrar uma razão ou mil razões para vencer, uma vez mais vencer. Entre o sim e o não, o viver ou simplesmente deixar-me ir, chegou o momento de decidir. Mesmo que por antecipação já soubesse a tua resposta, queria ouvir, quem continua a tardar em aparecer. Não percebes que o meu tempo, o nosso tempo pode simplesmente acabar e não quero antes que isso aconteça, sejas alguém que não tive a oportunidade de conhecer ou se conheço, refugias-te por entre sombras onde eu não te possa encontrar.
Nem mil palavras ou mil procuras, foram suficientes para encontrar-te ou fazer-te ficar perto de mim. Mesmo que um dia tivesse dito que tinha o amor suficiente para te dar, mesmo assim quiseste muito mais. Hoje continuo a ter o mesmo amor em dose suficiente, um amor diferente, eu sei e podes até acha-lo um pouco estranho diante daquilo que eu te apresente, mas deixa que te dê a conhecer este amor que há muito espera por ti e tu insistes em não aparecer, o teu lugar continua por ocupar e nesta luta entre o sim e o não, espero por ti.
Esta alma a ti se remete num envelope perfumado com flores da natureza, onde todas as palavras e sonhos criam asas dando vazão ao momento. Sinto o teu riso, o teu medo, a tua candura quando a carta tu abres e lês, quando os teus olhos de anjo por um segundo param e observam. Na fragilidade do meu ser, não consigo ver onde tu paraste e por um instante levo-te agora a voar comigo no infinito azul, na leveza dos sentidos. Sinto agora que em segredo guardas a carta e eu embrulhado na meia-luz despeço-me de ti e nas mãos onde a tua sombra tocou-me levo o teu cheiro de anjo onde o meu corpo, cheio de desejos no tempo espera por ti...
Ass.: Mico
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Segunda-feira, 07.07.08
Quando acordares...
pensa em mim.
Quando caminhares...
Leva-me contigo.
Quando sorrires...
Permite-me ser a tua alegria
Quando amares
Permite-me ser o teu amor.
Terça-feira, 01.07.08
Encontro-me a sós e decido conversar comigo próprio. Faz muito tempo que tenho adiado esta conversa. Nem sei por onde começar, são tantas as incertezas que me perco no meio delas. Começo por pensar em ti e descubro que este é o fio da meada e tornas-te assim um “caso por resolver” na minha vida.
Lembro-me quando estava a ler um livro, a dada altura, convida o leitor a escrever cinco factos marcantes negativos, que aconteceram na nossa vida e eu aceitei o desafio. Peguei na caneta e no papel e comecei a olhar para trás. Inclui-te nos dois primeiros itens, os outros três itens, foram muito mais difíceis de os encontrar. O que concluí? Concluí, que tudo o que aconteceu connosco, está ainda bem doloroso dentro de mim e não preciso, nem procuro motivos para que chegue a esta conclusão, o que interessa é saber o que dói dentro de mim.
Essa ferida, sangra todos os dias e impede que eu seja aquilo que quero ser. Impede-me que eu vá de encontro a tantas outras razões bem mais interessantes. Por exemplo, este fim-de-semana, senti-me atraído por alguém que através do seu olhar cativou a minha atenção, chamou-me inclusive e dei por mim a temer a dar o primeiro passo, neguei a mim mesmo uma oportunidade que hoje percebo que seria benéfica. Quando pergunto a mim próprio, porque não segui os meus ímpetos? Encontro rapidamente a resposta, o medo foi bem maior e venceu-me. Tive medo de me entregar, medo de abrir as portas de mim mesmo e voltar a magoar-me, medo de voltar a cometer o mesmo erro.
Poderia arranjar a velha desculpa, que não escolhemos quem amamos e assim podia sentir-me bem melhor. Era fácil, eu sei, mas seria somente uma ilusão e a ferida, continuava dentro de mim a doer. Todos os dias é assim, em tudo me lembro de ti, em tudo discuto comigo mesmo por não compreender como fui tão ingénuo, como fui tão idiota, durante tantos meses. Até que chego à conclusão, que agi sempre por amor e esqueci em todos os momentos que existia outra pessoa, eu mesmo, nunca mais pensei em mim e fui em frente, sem medos, sem receios, com muita vontade por ter acreditado em ti. Mas não serve este desabafo para te condenar ou julgar, seria também outra forma mais fácil para enganar-me, se dissesse que foste isto ou aquilo. Tu foste somente aquilo que eu permiti e se alguém agiu mal, sem sombra de dúvida, fui eu. Por isso, esta ferida que continuo a dizer que dói, só apareceu por ter semeado o que agora colho e como em tudo na vida, existe sempre duas opções e aqui não é excepção.
Compete decidir se quero continuar a sentir dor ou se quero remeter-te dentro de mim em silêncio e guardar-te naquele baú, que um dia ao me lembrar dele, perca a vontade de o abrir ou já não tenha a chave, porque arremessei no mar. Em ambas as opções, poderia escolher o caminho mais fácil, só que nem sempre nos leva para casa. Por isso, escolho o mais difícil, remeto-te ao silêncio dentro de mim e esqueço que um dia fizeste parte da minha vida. Decido largar este medo, que impede de dar aquele passo, em vez de ficar parado a olhar, simplesmente a olhar e ver a felicidade a escapar-me como areia por entre os dedos.
Fecho a mão e prendo apenas o que de bom me aconteceu, prendo as vitórias dentro de mim, os amores mesmo que não tenham sido correspondidos, deixaram ternas recordações e quando chegar a tua vez, abro as mãos com cuidado e liberto-te e nesse exacto momento, saberei que deixas de ser um “caso por resolver” na minha vida. Então seguirás o teu caminho, sozinha ou não, não interessa. Interessa-me apenas libertar-me de ti, porque eu quero viver, viver uma vida sem dores e quero encontrar quem através de um olhar, seduziu-me, chamou-me e desnudou-me por breves momentos...mas que eu em breve irei encontrar.
Sexta-feira, 06.06.08
Hoje no meio dos pensamentos, dei por mim a lembrar de simples momentos. Momentos que tornaram-se a fórmula da minha vida. Momentos que hoje são as marcas deixadas pelo tempo no meu coração. Muitos sonhos já vivi, muitas noites já chorei, muitas dores eu senti, mas daqueles simples momentos não me esqueci.
Saudades desses momentos em que as tuas palavras confortavam-me, os teus conselhos encorajavam-me. O teu sorriso era um detalhe daquele sentimento. Hoje não ouço as tuas palavras, nem me dás coragem com os teus conselhos e nem sinto a sinceridade do teu sorriso. As estrelas podem ouvir-te e sentir a presença da paz que existe em ti. Quando olho para o céu vejo lindas estrelas, imagino que uma delas és tu e acredito que estejas rodeada por elas e assim vou contando as maravilhas dos simples momentos da nossa fiel Amizade.
Tenho guardado na memória e no coração: Cada olhar brilhante que trocamos, cada sorriso feliz que sorrimos, cada aperto de mãos que demos, cada mensagem enviada, cada palavra dita, cada lágrima de alegria chorada. A cada música ouvida e cada conversa que tivemos, dentro da amizade, cumplicidade e afinidade tão grandes. Seria uma emoção de invadir o coração ao saber que tu guardas sempre na tua memória: Que eu te amei, amo-te e amarei. Porque não há distância que afaste um grande amor, nem tempo que faça esquecê-lo, nem barreiras que não sejam vencidas por Deus. Mesmo que hoje tu não consigas ver que és especial, eu quero continuar a dizer que tu és muito especial para mim.
Escrito a: 6/VI/2008
Sexta-feira, 09.05.08
A primeira vez que te vi foi como se estivesse a sonhar. Lembro-me que cheguei a tocar na minha pele para ter certeza que estava acordado. Era como entrar num paraíso, onde as flores coloridas e perfumadas atraíam os passarinhos de todo o espaço, beijando-lhe as pétalas ou sugando o seu mel para saciar a sede. Os teus olhos cintilavam como duas estrelas isoladas de todas as que brilhavam no firmamento e estas, certamente, luziam nos meus olhos, extasiados que estavam ante a tua imagem.
A delicadeza das tuas mãos pousaram sobre as minhas, dando-me a sensação de que eu era tocado pela mais fina seda, que procurava protegê-las como luvas, minimizando o meu tremor. Tocaste nos meus cabelos e, num ímpeto, apoiei a minha cabeça na tua mão, desejando sentir a tua protecção. Abraçaste-me e foi como se eu estivesse a levitar, amparado pelo mais lindo anjo de luz que me levaria à eternidade. Os teus braços, envolvendo o meu corpo, tinham força para amparar-me, mas, ao mesmo tempo, eram como uma suave nuvem que me permitia sentir a delicadeza do leve e alvo algodão que me acomodava terno e suavemente, transformando-me numa gota d’agua cristalina, prestes a cair em forma de garroa, ou simples, mas terna, gota de orvalho, sentindo a liberdade segura que só é possível sentir quando estamos presos a quem amamos.
A tua boca. Ah, a tua boca! Os teus lábios, finalmente encontraram os meus! E o aveludado que me levou às alturas, fez-me saborear o néctar dos deuses, doce mel depositado na minha língua, que, sem pudor, brincou com a tua, fazendo amor, queimando as nossas peles, fazendo os nossos corpos apertarem-se, contraírem-se, prenderem-se como se temessem perderem um do outro, ao mínimo sinal de afastamento. Os nossos lábios afastaram-se. Mas, apenas os nossos lábios. Os nossos corpos pareciam íman, admitindo, tão somente, aconchegarem-se mais, encaixando-se completamente. Os meus ouvidos sorriram quando a tua voz doce e suave declarou-me o teu amor. A minha alma..., a minha alma! Esta sentiu-se viva, colorida, ante a magia daquele momento!
E já não sei descrever a sequência da nossa primeira vez! Eu já não via o exterior da minha alma, já não sentia nada além do calor do teu corpo, já não tinha audição para qualquer som que não partisse de ti, da tua boca, do teu corpo, da tua respiração e do teu coração. A primeira vez que te vi, foi apenas a primeira, de tantas outras que continuo a ver e sentir em cada momento dos meus dias, em cada instante da minha vida, em cada pensamento que domina o meu ser. E assim será... eternamente!
Quinta-feira, 01.05.08
Apetece-me dizer-te tantas coisas, contar-te um segredo, falar-te de um sentimento, elevar-te aos céus e soltar mil emoções. Apetece-me escrever-te tantas outras, colocar-te entre as mais lindas e brilhantes estrelinhas do céu, soletrar-te na minha escrita e fazer a minha obra tardar o estrelato envergonhando o Sol e adornando a Lua. Apetece-me aditar-te à branca folha de papel qual gentil marca d'agua. Marca de paz e amor junto ao coração do homem que a assina, toque de magia e sonho junto ao coração da criança que a lê com esperança e coragem que acalma enternece.
Apetece-me saciar-me do insaciável. Querer ver-te, apetecer contemplar-te, querer tocar-te, apetecer abraçar-te, querer sentir-te, apetecer beijar-te, querer amar-te, mas a minha boca silencia-se, os meus olhos cerram-se, os meus gestos serenam-se e as minhas mãos trémulas na minha cabeça edificam-se no silêncio de um sorriso que para ti reservo, guardo a lágrima onde digo, escrevo e faço acontecer caminhos que me conduzem a ti, senhora dona dos meus sonhos e do meu despertar.
Tu és constelações que tornam reluzentes trevas no céu, luminares provêm do teu sorriso rompendo o véu ainda que turvo o coração, aprisionada de forma singela, unindo o que se pode dizer "de forma bela", derrama simpatia. Que magia, estrela de brilho, intenso. Rios de água viva correm no brilho do teu olhar, electrizante como as ondas que cobrem o mar. Sorri com o coração neste mundo tão gigante e tão estreito, isto às vezes faz com que fiques despercebida. És obra - prima que rima, amor que não se finda, desbravando prognósticos que vão além do ainda, confessos nos alucinantes desejos, forma de beijos. Desenhados através de gotas dos tantos lampejos, descrito na singela beleza de uma vermelha "rosa"estampada na cor rosada de todo o iluminado rosto, capaz em tornar absoluto o ar do olhar sem prosa. Acelerar batidas do coração e, jamais ser desgosto, atenuantes de um crime tão perfeito que é o amar. Cativas e conquistas somente com o olhar, o teu olhar. Lindo é de qualquer forma, rouba a cena, sem encenar.
Apetece-me sentir o gosto dos teus beijos delicados, a saborear os meus lábios, o calor da tua pele, fazendo o meu corpo curvar-se ao prazer e a maciez do teu toque, envolver o meu espírito, fazendo-me perder nos teus desejos, sem me deixar raciocinar. Sinto os teus movimentos carinhosos e ligeiros, enlouquecendo a minha mente, fazendo-me morrer por alguns segundos, saboreio os delírios dos meus pensamentos, mas...eu quero estar contigo, sentir a tua alma, o teu corpo, a tua boca. Quero ouvir as tuas fantasias sussurradas na noite, acordando os meus extintos, arrancando a minha pele, arranhando os meus sentimentos de paixão, quero o teu corpo colado ao meu, fundindo-se, amando, acabando-se. Quero tocar o teu corpo inteiro com as minhas próprias mãos, quero sugar todas as tuas gotas de suor, com a ponta da minha língua, quero todos os teus gritos de loucura e prazer., quero sentir-te, quero amar-te…
Escrito a: 30/IV/2008
Quarta-feira, 23.04.08
Procura-se uma mulher...
que tenha carinho no seu olhar,
que tenha leveza nas suas mãos,
que tenha pureza no seu coração,
que ame e deixe-se amar,
que cuide e deixe-se cuidar.
Procura-se uma mulher...
que com um gesto tenha o poder do silêncio,
que com uma palavra tenha o poder da acção,
que tenha um sorriso de criança,
que tenha na pele um toque intenso.
Procura-se uma mulher...
que seja amor puro e sincero,
que seja amiga e fiel,
que seja carinho,
que tenha um nome, não importa qual,
que sejas sempre tu,
vem, vem comigo...
Dá-me a tua mão...
deixa que eu te guie
por um caminho iluminado,
caminhar lado a lado
com gestos de carinho.
Vamos em busca
daquela fonte que se vê ao longe
mas à qual só chegam
aqueles que são doces de coração
como tu,
como eu,
como nós os dois juntos...
Quarta-feira, 02.04.08
Sonhos, como é bom sonhar...Sentir-se livre, deixar fluir os sentimentos como se fossem delicadas borboletas azuis planando entre flores e reflectindo nas suas asas o dourado de uma manhã primaveril - tu já reparaste como é delicado o bater das asas das borboletas? Ou quem sabe, seria uma nuvem de pássaros ao entardecer de volta do ninho, voando unidos, sempre com o mesmo propósito. Mas próprio para o momento, talvez seja imaginar um pôr de sol outonal com toda a sua magia e nuances multicoloridas, debruçadas como leque sobre as águas tranquilas de um lago.
A noite aproxima-se mas antes que chegue há muito que admirar, a mudança de cor das copas das árvores, da vegetação na beira do lago e a cor da própria água, preparando-se para reflectir a lua. E a noite, como é bela! Majestosa, no seu manto azulado bordado por mil brilhantes multicores, de tamanhos variados e cada um, imenso na sua grandeza. Cenário Divino para sonhar, sonhar e imaginar, imaginar e vivenciar todo o sentimento que pode nascer de uma alma livre e de um coração sincero, quando preparados para entender a grandiosidade do amor de Deus que nos brindou com tanta beleza.
Contigo, um sonho de amor. Ter-te nos meus braços, acariciar todo o teu corpo, falar-te palavras de amor, fazer-te um poema e dizer que te amo. Andarmos na lua, flutuarmos no céu, navegamos nas estrelas, queimar de amor no sol. Sermos o eclipse, tu a lua e eu a terra para cobrir-te de amor. Eu o pássaro, tu és a flor com o melhor cheiro de rosa já existente, como dois anjos certos do pranto entregues ao sabor da paixão.
Fui ao céu para te ver, fui à terra conhecer-te, fui à lua declarar-me, fui às estrelas só para te amar. Tu és a minha grande constelação, a rainha do meu coração, a dona da minha paixão. O Meu desejo, a minha paixão, a única dona do meu coração.
Escrito a: 2/IV/2008
Quinta-feira, 27.03.08
Amanhã
Amanhã eu voltarei, e ao teu ouvido direi aquilo que te deixa feliz,
Tudo o que te disse um dia, não mudarei uma única palavra.
Direi que sou teu, que te amo e não engano, que este amor é puro,
eterno e seguro, direi que és a minha Querida, és o ar que respiro, és a minha luz.
Amar-te seduz. Dá-me vida infinita e faz com que eu reflicta,
que não posso deixar-te, porque sem ti é triste viver, sem ti sinto-me mais só.
Por isso aproveito a beleza do teu olhar e dizer:
Amanhã voltarei e espero te encontrar, para te amar ainda muito mais!
Terça-feira, 18.03.08
A geografia da cidade é plana - traçada a direito pelos roteiros que percorremos. Todos os rostos sobressaltam-me com a tua imagem. Penso sempre que podes aparecer, de súbito, na dobra de uma rua, no trajecto para o trabalho, numa divisão da casa.
É uma espécie de ansiedade abafada, constante, que corresponde a um ponto exacto do corpo - fica ali, entre o coração e o estômago a meio caminho de nada e entre tudo o que é vital. Dizem que o amor sem sofrimento não é amor. Talvez não seja só masoquismo. Talvez esta agonia toda amadureça algo dentro do peito: valoriza-se o momento porque passou-se pela ausência; amacia-se a voz porque conhece-se o desespero; aumenta-se a doçura porque passou-se pela dor! Foi assim que aprendemos a conhecer o fundo do coração - entre a presença e a ausência, entre a luz e as trevas, entre o amor a dor. Foi assim que resistimos a tudo e a todos mas principalmente a nós - a esta vontade de destruir a dor a qualquer preço.
Acabamos sempre rendidos por um amor maior que de tão amargo se fez doce e de tão fundo se fez permanente. E de tão longe que estás não te digo que tenho saudades tuas. Este disparate de ter saudades faz com que os grandes acontecimentos desapareçam, lembramo-nos dos outros acontecimentos, ínfimos, isolados, na amálgama dos dias, aquelas coisas que de tão integradas na pele são incapazes de provocar, por si, só uma alteração no rumo de uma manhã. De repente recordo-me do teu cabelo molhado nesse hábito que tens de odiares guarda-chuvas. Afinal és todas as pequeninas coisas do quotidiano, as coisas simples - é delas que tenho saudades: tomar café contigo, rir, dizer palavras inócuas como bom dia, seres a última e a primeira imagem que vejo ao adormecer e ao acordar e então pergunto-te: não será isto maior que dizer que tenho saudades tuas?
Escrito a: 18/III/2008
Domingo, 24.02.08
Eu escrevo estas palavras ao som das ondas do mar. Embora a noite se faça presente já há algum tempo, a luz da lua vai mantendo este canto iluminado, onde estou a abrir o meu coração para ti. Ouço o arrebentar das ondas nas pedras e o quebrar delas é como um quebrar da saudade no meu peito. A cada momento os meus pensamentos vão de encontro à tua lembrança e é neste exacto momento que fico a imaginar o quanto seria bom se tu pudesses estar aqui comigo, neste instante, neste lugar, a ouvir o som das ondas. Sigo a minha imaginação, para que possa estar mais perto de ti e vejo que nos encontramos abraçados, a olhar para a imensidão do mar enquanto trocamos juras de amor, entre um beijo e outro.
Encontrar-te foi algo, como encontrar o mais perfeito grão de areia na imensidão do oceano, conhecer-te foi muito, muito mais que isso, foi como uma dádiva de Deus e eu quero viver ao teu lado, meu amor, para uma realização plena de uma vida, viver uma infinidade de vidas numa única vida, viver a eternidade nessa pequena fracção de tempo que é a vida humana. Não me importo que a vida dure tão pouco em relação ao universo, não importo que daqui algum tempo não haja mais nenhuma marca da minha passagem nesta vida; O que importa, meu amor, é que, quando passei por esta vida, eu tive uma oportunidade única, uma oportunidade que poucos tiveram: a oportunidade de te conhecer e poder passar a minha curta passagem ao teu lado. Sim, é isso que quero, viver ao teu lado como volto de novo afirmar.
Mesmo se eu morrer amanhã, ou daqui algum tempo. Que diferença faz? O grande momento, a minha apoteose já aconteceu mesmo! Aconteceu no dia em que os meus olhos ofuscaram-se ao encontrar a tua beleza. A beleza não só da tua fisionomia, mas principalmente a beleza da tua alma e do teu coração. Não sei quanto tempo ainda durará a minha existência. Não importa! Mas eu quero que saibas que, ao deixar este mundo, ao partir para o desconhecido, partirei feliz, com a certeza de que nada que eu fizesse ou me viesse a acontecer poderia ter sido melhor do que foi ter o privilégio de te conhecer, eu sempre te procurei, portanto, meu amor, não só digo que hoje me fazes feliz, como direi que certamente continuarás a fazer-me amanhã.
Mas tudo isto não passa de sonhos, de devaneios de um rapaz, de um romântico incorrigível. Tu, que me encantas-te desde o instante em que os nossos olhos se cruzaram e os meus sorriram por te terem encontrado. Eu sei que estas são as minhas palavras e espero que não penses que as mesmas são vazias ou apenas frases feitas para te impressionar. Não, não são, e eu posso afirmar-te com uma certeza inabalável. Eu não trato as palavras como objectos; para mim elas são muito mais do que simples palavras; elas carregam significados e o significado de uma palavra me é muito mais importante do que a própria palavra. Assim como me é importante terminar com uma única palavra; Amo-te…
Escrito a: 24/II/2008
Terça-feira, 12.02.08
O tempo que vai passando, faz com que eu me vá distanciando da escrita. Não sinto aquela vontade nem total confiança para transcrever o que sinto, ainda não encontrei o verdadeiro motivo.
Mas hoje, deu-me uma vontade enorme de escrever simples palavras, aquelas que nunca conseguiram revelar o que por ti senti e sinto. Eu amo-te! São essas mesmas palavras que senti necessidade de as dizer… Amo-te, mesmo que nunca tenha estado contigo; Amo-te, mesmo que nunca te tenha beijado; Amo-te, mesmo que vá na rua e não saiba que por ti me cruzei; Amo-te, sem nunca ter sentido a suavidade da tua pele, do teu perfume, do teu cabelo; Amo-te, sem ter a oportunidade de dizer-te olhando bem nos teus olhos; Amo-te, mesmo que não exista um número possível que possa descrever as vezes que te amo durante os meus dias, durante a minha vida.
Por ti, deixaria tudo o que me rodeia e assim poder usufruir de um minuto da tua atenção, sentir o sabor do teu beijo, amar-te como o universo ama a Lua, por ser ela que dá luz nas nossas noites. Quero amar-te como os peixes amam o mar, porque só ali conseguem ter vida e eu ao teu lado terei ainda mais vida, deixa-me que te ame com toda a força deste sentimento.
É, estou à espera que tu chegues e hoje deu-me esta vontade de dizer-te: Amo-te! Com mil beijos…
P.S. – Eu Amo-te
Escrito a: 12/II/2008
Segunda-feira, 28.01.08
Tu que estás a ler-me neste exacto momento, talvez não me conheças, talvez nem tenhas lido nenhum texto meu, ou talvez já tenhas lido por acaso, mas não deste a devida atenção. Talvez tu nem gostes daquilo que escrevo, talvez até simpatizas com as minhas palavras, ou talvez... talvez... sei lá!
É bem provável que eu saiba menos sobre ti do que tu de mim. Afinal eu não sei quem tu és, não sei se tu és tão somente um visitante neste blog; não, realmente eu não faço a menor ideia de quem tu és! Mas isso não importa! O importante é que, para mim, tu és uma pessoa especial. És alguém que ouve as minhas palavras e conhece os meus erros e acertos no manejo desta nossa complicada língua que é o português, és alguém que até pode não concordar com o que escrevo, mas contribui para a divulgação das minhas ideias. Sim! Tu podes não perceber, mas como leitor tu és importante para qualquer autor.
E é justamente a ti que dedico estas poucas palavras. És tu o motivo e o tema deste pequeno texto. Tu que quase sempre não és lembrado. Mas o que seria de nós autores sem vocês leitores? Nada! Não é verdade? Eu só queria que tu soubesses, que, apesar de não saber quem tu és, eu sei que tu existes e és importante na minha vida. Espero que, caso seja a primeira vez que estás a ler-me, procura conhecer-me mais e não tenhas vergonha de expressar a tua opinião. É isso que nos faz continuar a escrever. Fico por aqui, mas estarei sempre a pensar em ti...
Segunda-feira, 21.01.08
Eu só quero olhar no fundo dos teus olhos e saber o que o teu coração está a sentir. Eu só quero, segurar nas tuas mãos e sentir o calor delas sobre as minhas. Eu só quero, abraçar-te e perceber que não estou a sonhar. Eu só quero viver no teu pensamento e estar tatuado no teu coração. Eu só quero invadir os teus sonhos e fazer parte deles. Eu só quero ouvir da tua boca palavras doces de amor. Eu só quero colocar-te para dormires nos meus braços e cantar suavemente uma linda canção de amor para ti. Eu só quero tocar nos teus lábios e com os meus sentir o maravilhoso sabor do teu beijo.
Só para ti eu cantarei além do vento, para que só tu possas ouvir os meus sussurros ao toque do vento nos teus cabelos. Só por ti eu cantarei ao vento, para que tu possas ouvir-me onde quer que estejas, porque só com o som inconfundível do vento tu poderás ouvir-me dizer em voz suave o quanto eu te amo. E quando o som dos ventos cessar, então eu apelarei para a chuva fina que caía sobre o teu corpo, fazendo-te arrepiar com a suavidade dos pingos da chuva. E quando a chuva passar, eu vou apelar para a noite, onde tu poderás ver a luz da lua cheia cobrindo-te de brilho, e assim poderás ver o meu sorriso que te olha ao caminhares. E quando a noite chegar ao fim, eu pedirei ao sol que aqueça o teu corpo para que sintas o meu calor a tocar na tua pele.
Quero que saibas que como o vento, o meu amor é muito forte, como a chuva a minha mão toca-te todos os dias da tua vida, como a noite que nunca deixa de vir, o meu amor, jamais deixará de existir, como o sol, que todos os dias nasce no horizonte, tu viverás para sempre nascendo dia após dia dentro do meu coração e eu irei amar-te dia após dia e não haverá um só dia em que eu não te amarei... amarei por toda a minha vida...
Escrito a: 21/I/2008
Quinta-feira, 17.01.08
Há momentos nas nossas vidas em que a tristeza e a melancolia parecem querer invadir o nosso ser. A solidão parece querer reinar em absoluto. Por mais que estejamos cercados por centenas de pessoas, o nosso coração chama apenas por uma única pessoa. Aquela ao qual faz os nossos olhos brilharem, os nossos lábios sorrirem, o nosso coração aquecer e pular de alegria.
Esses são momentos de reflexão onde os nossos pensamentos alçam voos e planam sobre os mais longínquos estados de espírito. São momentos, onde a nossa sensibilidade parece aflorar, e a natureza alcança toda a sua magnitude e exuberância. Um simples sorriso é capaz de abrandar todas as dores. São momentos, onde procuramos aqueles que, de alguma forma preenchem os nossos dias de alegria. São momentos, onde descobrimos que não estamos sós na nossa caminhada, que somos queridos! São momentos onde descobrimos a força de uma palavra e o quanto elas muitas vezes fazem a diferença. São momentos, onde descobrimos a força do amor e o quanto ele é imprescindível nas nossas vidas
A vida às vezes parece brincar connosco. Ora faz coisas difíceis acontecerem com uma simplicidade surpreendente e um tanto quanto mágica, ora faz coisas simples parecerem impossíveis por trazer obstáculos intransponíveis. Continuo sem entender porque certas coisas acontecem e certas coisas deixam de acontecer. Ainda assim, continuo a ouvir a voz de dentro do meu coração, que me diz que não adianta seguir contra a corrente. Mas que, ao mesmo tempo, me diz que nem sempre estar parado é igual a desistir, e sim, no momento certo, agir de acordo com as possibilidades do momento. É nisso que tento acreditar e seguir adiante. Da mesma forma que acredito nos sentimentos (e na voz) do meu coração.
Fazer o que se tem que fazer! Poucas coisas na vida me traz tamanha satisfação e, quando chega o final do dia, constato que coloquei os pontos nos is, finalizei as coisas que precisavam ser acabadas, ou simplesmente adiantei o que quer que seja, e não fiquei parado, estático, todo o meu cansaço vira satisfação, que se transforma numa certeza de que estou neste mundo por algum propósito, e não estou simplesmente “arrancando páginas de um calendário”.
Hoje vivo um momento que sei onde quero chegar, embora não me sinta ágil o suficiente para trilhar esse caminho da melhor forma. Apesar disso, sei que a vida também tem a sua vontade própria. Talvez alguma coisa predestinada, não sei o quê, nem como. Por conta disso, hoje em dia tento não ir contra o vento quando a vida parece me dar as costas. Muitas vezes fui. Pouco ou nada andei. Ainda assim, penso que ganhei, pois a amargura da consciência de não ter feito nada é infinitamente superior à dor que qualquer decepção possa causar. Assim, a vida me fez perceber que nem sempre uma luta é sinónimo de acção, e que o caminho traçado deve ter brechas suficientes para todos os imprevistos que o dia-a-dia pode trazer.
Sei onde quero chegar, sei que sou capaz de chegar e também sei que tenho merecimento para conseguir. Pode até parecer presunçoso, talvez, mas acredito que a confiança é o primeiro passo para a realização de tudo nesta vida. Sempre. Resta agora conseguir disciplinar-me, para não permitir que a falta de atitude me deixe apenas aceitar o que a vida por si só me traz. Mas, continuo a dizer: para algumas coisas, tomo as rédeas e direcciono os caminhos. Para outras, simplesmente me deixo levar e assim vou seguindo.
Nota: Aconteceu um pequeno "acidente" no blog e peço desculpa pelos comentarios que deixaram nos post´s que se perderam.
Quarta-feira, 09.01.08
Se me disseres que me amas, acreditarei.
Mas se escrever que me amas,
acreditarei ainda mais.
Se me falares da tua saudade, entenderei,
mas se escreveres sobre ela,
eu vou senti-la junto contigo.
Se a tristeza vier a consumir-te e se me contares,
eu saberei, mas se descreveres no papel,
o seu peso será menor.
…e assim são as palavras escritas:
Possuem um magnetismo especial, libertam,
acalentam, invocam emoções.
Elas possuem a capacidade
de em poucos minutos cruzar os mares,
saltar montanhas, atravessar desertos intocáveis.
Muitas vezes, infelizmente, perde-se o Autor,
mas a mensagem sobrevive ao tempo,
atravessando séculos e gerações.
Elas marcam um momento que será
eternamente revivido por todos aqueles que a lerem.
Vive o amor com palavras faladas e escritas,
mata as saudades, pede desculpa,
aproxima-te, recupera o tempo perdido.
Insinua-te, alegra alguém,
oferece um simples “bom dia”
faz um carinho especial.
Usa a palavra a todo o instante, de todas as maneiras.
A tua força é imensurável.
Lembra-te sempre do poder das palavras.
Quem escreve constrói um castelo,
e quem lê passa a habitá-lo…
(desconheço o Autor)
Sexta-feira, 21.12.07

É chegado outro Natal, as Ruas enfeitadas com o brilho das luzes e as correrias para comprar aquele presente para aquela pessoa especial. Na árvore de natal vão-se amontoando os presentes com as mais diversas fitas coloridas, caixas grandes ou pequenas, pouco importa, importa sim o que lá dentro se pode encontrar… com as novas tecnologias, deixou-se os cartões de Natal que se enviava pelos correios e sentia-se em cada mensagem um toque especial da pessoa de quem recebíamos. Hoje tudo está diferente, serve-se do e-mail para enviar as Boas Festas, as sms que antecipam a chegada do Natal, tudo para lembrar que afinal aquela pessoa que durante o ano mal se lembrou de nós, encontra-se ali naquele momento.
E assim chega mais um Natal, cada vez mais perde-se aquela alegria que me lembro que outrora sentia quando era chegada esta época do ano. Tudo era mais verdadeiro e o importante nem era aquilo que recebíamos como presente, mas sim brincar com os primos ou amigos. Talvez tenha sido isso que me fez dar cada vez menos valor aos presentes, porque em cada um deles gostava de abrir a caixa e encontra-la vazia em bens materiais, mas repleta de carinhos de quem me ofereceu aquele presente. Na outra caixa queria encontrar as recordações dos momentos em que fui feliz e em cada dia do próximo ano, pudesse ir ao encontro da mesma e sentisse a força necessária para ter uma vida cada vez melhor. Se pudesse ainda ter um terceiro presente, queria encontrar todos os meus sonhos e tirá-los um a um para realizar juntamente com quem me ofertou. Será pedir muito? Hoje é bom oferecer telemóveis, computadores, televisões, etc etc, pensando assim demonstrar através do seu tamanho, sim, porque quanto for maior o presente mais representa o quanto se gosta daquela pessoa. Mais uma vez discordo, eu ofereço o meu coração àquelas pessoas que me são muito especiais, pode ser pequeno para muita gente, mas muito grande para outras pessoas e assim entrego a elas todo o amor que nele habita…mas talvez seja apenas um mero presente aos olhos de muita gente. Acreditem, que daqui em diante, será esse o meu presente que darei a quem eu realmente considero especial…
Comemoremos a vida, a família, os amigos e os nossos ideais. Como seria bom se neste natal pudéssemos realizar todos os nossos sonhos. Se pudéssemos enfrentar de cabeça erguida todos os nossos problemas e sairmos vitoriosos em tudo isso. Como eu gostaria de poder realizar o meu sonho sentimental e nesse dia feliz encontrar quem eu, por toda a minha vida procurei. Encontrar-te meu mais doce amor! E juntos poderíamos navegar no embalo das músicas natalinas, no soar de cada sino e brilharmos bem juntos das luzes de natal. E tem a certeza que esse dia, seria o dia mais feliz da minha vida, pois seria uma noite de grandes felicidades... uma Noite de Natal.
Desejo a todos vocês um Santo e Feliz Natal, com desejos que somem muitas alegrias nas vossas vidas e realizem se não todos os vossos desejos, mas parte deles no Novo Ano que se aproxima, porque são esses também os meus desejos pessoais e quero realizar…
Escrito a: 21/XII/2007
Quarta-feira, 19.12.07

Obrigado a quem nomeou este blog: Ana Boxexas e Amordemulher
Seguindo o mesmo procedimento adoptado no blog "As Palavras Que Nunca Te Direi" não vou fazer nomeações por achar injusto nomear uns blogs e outros não...
Quarta-feira, 12.12.07

Chegou o meu aniversário! Como me sinto bem ao olhar desde o meu último aniversário até hoje, encontrar tantos momentos bons que tive a oportunidade viver. Eu sabia que este ano seria diferente, a minha voz interior dizia que ia ser um ano marcante para a minha vida por diversos factores e de facto aconteceu.
Este ano, foi a minha mudança a nível pessoal. Tive a oportunidade de escrever na altura que consegui responder a muitas questões pendentes dentro de mim e como foi importante que se tenha sucedido graças aos livros que em boa hora vieram parar na minha mão. Com eles aprendi muito. Conheci pessoas novas e entre elas uma muito especial que foi a minha afilhada ter nascido e que me permitiu experienciar pequenas experiências, mas de vital importância para mim. Nunca tinha pegado num bebé, mudado a fralda, dar papinha, cantar para ela adormecer, chegar a casa depois de um dia de trabalho e deixar ser contagiado com o seu riso, tudo tão simples mas verdadeiramente fascinante para mim, fortalecendo a vontade de no próximo ano ser Pai.
Quero agradecer a quem esteve sempre comigo, que pacientemente me ouviu quando eu precisei. Agradecer por ter feito novas amizades e que enriqueceram o meu círculo de amizades, como compreendem não vou revelar nomes, essas pessoas identificam-se em tudo o que escrevo e agora não será excepção. Às minhas colegas de trabalho, tão malucas que elas são, mas tão importantes no meu dia-a-dia pelo convívio partilhado e todas as maluquices que fazemos juntos e não esqueço também daquelas pessoas que fizeram parte da minha vida e que hoje estão apenas guardadas dentro de mim.
Como presentes, gostava de receber muita coisa, mas que cabe a mim oferecer a mim próprio. Essas pretensões vão-me desculpar, mas ficam apenas comigo, na qual vou incluir na minha caixa daquilo que quero para o ano vindouro. Além desses segredos do que desejo vir a ter, faz parte da lista que sempre disse que me iria casar aos 28 anos, existem pessoas que o sabem que prometi que seria nessa idade que o faria e eis que me vejo com 28 anos. Quero ter a minha casa, viajar, fazer novas amizades e amar, amar muito quem eu realmente desejar. Em outros anos anteriores, escrevi que era tempo de atingir a meta para escrever o meu livro e nunca cumpri essa meta. Agora sinto-me preparado para a atingir e será outro meu querer. A minha voz interior, aquela que passei a dar especial ouvidos, diz-me que o próximo ano vai ser ainda mais fantástico por estarem reunidas todas as condições para concretizar uma grande parte dos meus sonhos.
Para quem vem ler neste e no outro cantinho, também quero agradecer pelo tempo que vocês passam quando lêem o que escrevi. Agradecer os vossos comentários, mesmo aqueles que se mantêm no anonimato. Agora é tempo de brindar e para as meninas espero que se esqueçam da “linha” por momentos e partilhem comigo esta alegria que é o meu aniversário bebendo e saboreando um pouco deste bolo…

sinto-me

Feliz...
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Sábado, 03.11.07
Foi a 1 de Novembro de 2007 que respondi a uma questão que vinha a fazer ao longo da minha vida. Desde os meus primeiros anos de vida fiz sempre a mesma pergunta todos os dias e finalmente obtive a resposta. Sempre que levantava essa questão a outras pessoas, todas tinham uma resposta e nenhuma delas me satisfazia. Até que percebi que aquilo que precisamos saber acerca da nossa vida, podemos obter a resposta dentro de nós, bastando para isso saber procurar e ter paciência para ir de encontro a essas verdades que escondemos.
Como me sinto bem perceber que aquilo que vivo ao longo desta minha vida, foi previamente programado por mim. Aquilo que estou a viver é fruto do meu desejo e o meu corpo sendo ele como é, fui eu que escolhi viver nele para que pudesse experienciar uma vida diferente de todos. O nosso corpo é apenas um meio de transporte para a realização de todos os nossos objectivos, aquele que nos leva à plena etapa final que chamamos de morte e muitos comuns humanos receiam. Existem outros tipos de mortes diferentes ao longo da nossa vida, a morte daquela amizade, a morte daquele sentimento que tínhamos por alguém e um número infinito de exemplos de mortes secundárias que sucedem nas nossas vidas e que dessas mortes ninguém tem medo. Depois temos a morte dos nossos familiares, de amigos, dos conhecidos e dos desconhecidos, dos animais de estimação, que muitas vezes não compreendemos o porquê de perder aquela pessoa que mais amamos, porque nos deixa logo naquele preciso momento. Eu acredito que essa morte a que lhe chamo de morte principal deverá ser sentida por nós como uma perda de um corpo físico que deixa este mundo e sempre viveu a nosso lado. Acredito que devemos encarar cada morte como um nascimento de uma criança, com alegria, porque afinal, essa pessoa que morre vai nascer de novo para uma outra vida. Encaro a morte como uma glorificação do que fomos ao longo da nossa vida, o cortar a meta em primeiro lugar depois de uma maratona.
Não morremos quando Deus quer, não fazemos na vida somente o que Deus quer e se fizermos o contrário entramos em pecado, pura ficção. Nós somos sempre os responsáveis do nosso sofrimento que inconscientemente atraímos para a nossa vida, somos nós que escolhemos com quem um dia possamos casar, depois divorciar ou morrer de amores por essa pessoa até ao dia em que nos sentimos preparados para morrer. Escolhemos como queremos morrer, temos tempo para programar tudo o que temos a fazer, despedir de quem queremos e tudo isto acontecerá com a calma natural se conscientemente não tivermos medo de morrer. Teremos aquele paraíso à nossa espera, as pessoas mais queridas que deixaram os corpos físicos entre nós de braços abertos para nos receber e o inferno tão falado só existe nos corpos físicos por teimarmos em sofrer constantemente em vida, isso sim é o verdadeiro inferno. Voltamos a escolher o que queremos viver, escolhemos um corpo e voltamos a nascer e assim se forma um ciclo pela eternidade.
Percebo também que o tempo não passa por nós, nós é que vamos dentro de um túnel e caminhamos na direcção que bem entendermos à velocidade que desejarmos. As paredes do túnel é o tempo e nós é que passamos por ele. Se quisermos voltar para trás, regressamos e dá-nos aquela sensação do dejavú, que já vivemos aquilo em algum lado, mas não sabemos quando nem onde, isso acontece quando dentro de túnel andamos para trás. Podemos andar em ciclos o que nos vai dar a sensação que a nossa vida não sai do mesmo lugar, tudo o que estamos a viver nem anda nem desanda, porque dentro desse túnel, estamos andar à roda e naturalmente não saímos do mesmo lugar. Assim cabe a nós escolher a direcção a tomar para experienciar sempre a nossa vida ao máximo com único objectivo de ser a mais verdadeira de todas.
Agora acredito estarem reunidas todas as condições para ter uma vida plena depois que encontrei a resposta que tanto ansiava. Cada vez mais serei eu mesmo, cada vez mais experienciarei a minha vida, mesmo que para muitos tudo o que tenha escrito é uma utopia, mesmo que para muitos deixem de gostar de mim por pensar e agir diversas formas que não esperavam de mim. É altura de aceitarem-me mais que nunca com as qualidades que desfruto, os erros tentarei evitá-los, devendo sempre estarem preparados para modificações radicais na minha vida, em que todas elas foram programadas previamente. Poderei experienciar o que desejar longe daqui, preparar o momento em que me vou render ao amor e permitir que seja ele a conduzir-me para onde a minha alma quiser ser conduzida e assim deixarei de ter qualquer dificuldade e sentir-me preparado para de novo ter a minha criação. Passarei a usar uma única palavra para “morte” e “nascimento”, será usada a palavra criação. Porque é a nossa criação em ambas as circunstâncias.
E para terminar sei que vai haver alguém que diga ou pense, que tudo o que escrevi é uma foleirice e simplesmente respondo, quem achar que é foleirice, vai sentir como se realmente o fosse. Aqueles que virem este texto como sabedoria abrirão a porta para um novo mundo. Trata-se apenas de uma questão de ponto de vista. A maior parte dos seres humanos estão sempre concentrados em coisas que não têm realmente importância nenhuma. No entanto, se tirasse alguns momentos todos os dias para se concentrarem naquilo que interessa, poderiam modificar completamente as suas vidas, mas quantos não dizem “não tenho tempo para isso!”. Eu tenho sempre esse tempo…
Escrito a: 3/XI/2007
sinto-me

Pleno
Quarta-feira, 24.10.07
Um dia disseram-me, que se eu fosse magoado, jamais conseguiria acreditar novamente em poder ser feliz. Aconteceu. Um dia disseram-me, que se fosse traído, olharia sempre para as pessoas de uma forma desconfiada e jamais me entregaria alguém. Aconteceu. Um dia disseram-me, que se um dia alguém não me aceitasse, ou me diria um não, isso ia doer tanto que eu seria uma pessoa acomodada. Aconteceu. Um dia me disseram que eu não deveria acreditar nem confiar nas pessoas, porque elas iriam magoar-me e mentiriam para mim. Aconteceu, acontece. Um dia disseram-me que os meus pais discutiriam comigo, e que sentiria muita raiva e que eu me tornaria uma pessoa muito triste! Aconteceu. Que eu teria uma paixão e sentiria muita dor se fosse embora. Aconteceu. Que no meio da multidão eu ia sentir-me sozinho. Aconteceu.
Só se esqueceram de me dizer que...
Eu poderia ser magoado, mas aprenderia a perdoar e isso me aliviaria um peso, fora do comum. Que eu poderia ser traído, mas não me disseram que ao longo do tempo, eu começaria a dar valor às pessoas, e num olhar sincero e transparente eu esqueceria essa palavra. Que eu poderia ouvir um não, e até mesmo ser recusado, só se esqueceram de me avisar, que com isso, eu daria mais valor e saberia o significado de um não e o valor que tem, para ter a minha personalidade formada. Que um dia as pessoas iriam magoar-me, só se esqueceram de me avisar que, essas mesmas pessoas pedirão perdão e sintam-se culpadas, e sem palavras num singelo abraço, esqueceríamos as desavenças e entenderíamos que a vida é curta demais para que nós fossemos jamais perdoar. Que um dia os meus pais discutiam comigo, e que a minha vontade era nunca mais olhar para eles. Só se esqueceram de me falar que o amor deles por mim era incondicional, e que a cada chamada de atenção era para que eu não fizesse com que os meus momentos fossem tão difíceis, e fosse cada vez menos dolorido, porém mesmo assim deixaram-me que eu aprendesse. Disseram-me que teria uma paixão e quando ela fosse embora eu sofreria muito, mas esqueceram de dizer que Deus iria fazer com que eu conhecesse pessoas e uma delas iria amar-me, num verdadeiro sentimento que amadurece e nesse momento se reencontram e o que era para ser, será, porque tinha que ser, e assim trazer essa pessoa para a minha vida, aceitando-me como sou, sem interesses e amando-me quando estou com ela. Disseram que um dia eu me sentiria sozinho e no meio da multidão eu acreditava que nada iria resolver. Só se esqueceram de avisar que existe um Deus dentro de mim e que me ama em cada sentimento, em cada atitude minha, a cada perdão, as coisas vão-se encaixando e ele sempre estaria de mãos dadas comigo, quando achei que estava sozinho, recebi um sorriso de uma pessoa dizendo que tudo ficaria bem e ficou e Aconteceu.
Quando nós permitimos, o que as pessoas dizem saber, não é necessariamente o que nós sentimos, o que nós precisamos, essa resposta estará dentro de nós! Acredita, sonha, perdoa... Aconteceu! Tudo o que nós desejamos encontramos dentro de nós…
Escrito a: 24/X/2007
Ass.: Mico
sinto-me

na hora da partida...
Domingo, 09.09.07
O meu céu não tem momento exacto para ser contemplado. Contemplo-o ao amanhecer, ao romper da alvorada e encontro estrelas que se despedem saudosas pela noite feliz que tivemos juntos.Contemplo-o já após o sol ter nascido e encontro fulgor em cada raio que me convida a viver intensamente o dia que chegou.
Contemplo-o ao entardecer e descubro um misto de poesia, magia, saudade, melancolia, mas tudo isso gira sempre em torno do mistério da vida. Contemplo-o ao anoitecer e encontro de volta as estrelas que outrora se despediram saudosas, como se não fossem mais voltar. E como presente, trazem como companheira a lua, cheia de romantismo. Em cada momento eu vislumbro um acontecimento: são estrelas que vão, sol que brilha com fulgor, a tarde melancólica que chega, as estrelas que surgem mais uma vez trazendo o brilho.
O meu céu não tem momento exacto para ser contemplado. O meu céu és tu, e em ti eu encontro estrelas brilhantes, sol, poesia, magia e encantamento a todo instante. É como se não houvesse separação entre o dia e a noite, como se não houvesse competição entre o sol e as estrelas menores, assim és tu; o céu da minha contemplação.
Ass.: Mico
Escrito a: 13/VIII/2007
Domingo, 26.08.07
Façamos um pacto,
Quando sentires saudades,
Procura-me, a qualquer hora,
E, de algum modo, juntar-me-ei a ti.
Dir-te-ei, também, das minhas saudades.
E, nesse momento, irás amparar-me ternamente,
Sabendo o quanto estarei carente e frágil.
Quando precisares de estar a sós contigo mesma,
Diz-me apenas: - Preciso de silêncio.
Entenderei e saberei esperar pela tua voz.
Também saberás quando eu silenciar.
Porque te direi: Preciso de silêncio
E aguardarás tranquila, pois sabes que te amo.
Quando, por algum motivo, não estiveres bem,
Chama-me e, sem temor, diz-me como estás.
Irei a ti e segurarei nas tuas mãos, em total partilha.
E quando for a minha vez de não me sentir bem,
Chamar-te-ei e falarei de mim
E irás ouvir-me com o teu amor amigo.
Quando, por algum motivo, eu te irritar,
Compreende que eu não sou perfeito.
E, certamente, a calma a ti retornará.
Quando, por algum motivo, for eu a irritar-me,
Terei em mente que não és perfeita
E esperarei a tormenta passar.
Quando desejares o teu corpo no meu corpo,
Diz-me, apenas: eu quero-te.
E, apaixonadamente, saciarei os teus desejos.
E quando o meu corpo ansiar pelo teu,
Direi, simplesmente: amor, eu quero-te.
E me darás o teu corpo, com ardente paixão.
Por fim, amor, não nos esqueçamos
De como faz bem à alma ouvir aquela frase,
Tão antiga e tão nova! Que aquece o coração.
Diz-me, de vez em quando, e também te direi,
Suave e ternamente, igual ao sentimento:
Eu Amo-te! Não tenhas medo de me dizer…
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Sexta-feira, 20.07.07
Hoje olhei para cima e vi uma imagem diferente das que vejo todos os dias, o sol embebedou as nuvens do céu com cores do entardecer e o calor que se propagava entre o sopro dos ventos cobria o teu corpo, eu via a tua expressão facial, uma sensibilidade à luz que toma o todo.
Enquanto conversava os teus lábios dançavam para os meus olhos, a minha noção não estava ali, não ouvia a tua voz e não entendia as tuas palavras, apenas queria ver-te gesticular. No silêncio desta ilusão
tu dançavas um balé apaixonado, nas tuas curvas eu via um brilho soltar como areia prateada, o sorriso que por vezes respondi sem nem saber porquê, era uma canção; fartura de beleza e perfeição. As tuas mãos firmes e dedos de plantações de eucalipto acariciam o meu rosto; sinto o frescor de um carinho sincero e doce.
Esse silêncio inquieto de imagens cobertas pela tua presença estará dentro da minha alma, pregada a marteladas de beijos no meu espírito. Assim posso perceber que não há como passar, nem fugir, porque está aqui em cada suspiro, em cada sonho que embala o meu adormecer. É um sentimento inconsolado, insaciável, inesgotável, é a riqueza dos minerais, é a vida transcrita em molhados lábios, em cada pedaço de ti, tem o meu desejo de estar sempre ao teu lado, é a emoção e o querer mais profundo, a dor de uma violenta borboleta a usurpar o pólen das flores e o aterrorizante grito dos pássaros.
Tu és o caminho e a estrada, leva-me ao desconhecido, não quero voltar, flutuarei nos teus beijos e estarei em terra firme quando me encontrares com o teu corpo. E quando acordar estarei a viver um sonho...
Escrito a: 19/VII/2007
Segunda-feira, 02.07.07
Hoje eu resolvi escrever-te, dizer tudo o que acontece comigo ao ver-te. Engraçado, os teus olhos são estrelas de luz, aqueles que eu gostaria que fossem os guias da minha vida. Quando te vejo, as minhas ausentes palavras refugiam-se, fugindo do meu alcance, do meu controle e não sei mais o que fazer.
Minha luz, hoje é para ti que eu vou escrever. Sinto-me um pequeno pássaro triste e abandonado. Apesar de tudo sou jovem, mas com um coração dilacerado. O que sinto por ti…não sei, deixa-me por agora dizer-te que o que sinto traz-me um bálsamo para o meu triste coração. As tuas palavras, aquelas que nunca me disseste, são um alimento para a minha alma, alma que nunca pensei que estivesse tão ferida. Por onde andei, por ando…, neste momento escolho-te para que sejas o meu anjo. Sempre aprendi que os anjos não fazem o mal, apenas o bem, trazem o conforto e a esperança sem olhar a quem.
Saberás o que sinto por ti? Eu já sei responder, desde que comecei a escrever para ti, obtive a resposta, mas não vou responder por enquanto, vou preferir ter-te ao meu lado e manter o meu coração mudo. Quando ele te falou de amor, por algumas vezes, tu afastaste-te dele, ficando mais uma vez na solidão. Agora, com ele mudo, apenas te olha e tu retribuis com um sorriso, mas quando souberes do que sinto, deixa-me estar perto de ti, poder olhar-te, ver o teu sorriso lindo, ouvir as tuas gargalhadas. Ouve de mim o que há em ti, quero existir por ti e para ti, o meu coração já sabes que não tem dona. Talvez por enquanto, não sei, fica a teu critério.
O tempo vai passando e cada vez mais ao ver-te aqui, assim, tão linda, tão perto dos meus olhos, mas tão longe de mim! Não sei como estou a viver, tenho o meu destino traçado, o futuro é incerto, mas não imagino estar sem ti por perto. Confesso que sinto-me cada vez mais apaixonado, tenho a certeza de que não sou amado, o que não se torna diferente de todas as vezes que amei, talvez seja esse o meu destino, não sei, não depende apenas de mim, depende também de ti e vencer esta distância infinita que nos separa, apenas quebrada todas as noites quanto eu te beijo, mas não sinto o teu beijar.
O meu consolo é estares bem aqui, dentro deste coração magoado, com sofrimento sem fim. Reservei para ti um lugar bem especial, um jardim de flores onde te destacas como sendo a mais bela e única. Podes procurar-me quando te sentires abandonada. Carrego-te no meu coração como o meu verdadeiro amor, estarei sempre ao teu lado e ofertarei a ti um pouco de mim, as minhas palavras serão o meu bálsamo vital para ti, vem, traz-me conforto, fica comigo, fica sempre aqui.
Repouso em verdejantes prados, tanto é o meu cansaço. Lembro-me muito de ti e faz-me descansar após vários e incontáveis sofrimentos. Meu amor, não tardes jamais, quando quiseres ter-me, basta apenas chamar-me, estarei sempre à espera do teu amor no meu coração, tira-me desta grande solidão. Dá-me vida, saudade de ti e traz-me também a esperança anjo da minha vida, o meu sentimento é algo que não terá fim. És o ar que respiro, eu sou o que sou, tu és vida e peço que me ensines a amar-te, amar-te cada vez mais, sempre mais, porque tenho sede de viver e fome de ser feliz…contigo.
Dedicado a quem não conheço ou se calhar conheço e não sei…
Escrito a: 2/VII/2007
Ass.: Mico
sinto-me não sei...
Segunda-feira, 25.06.07
Às vezes, sinto vontade de voar, com uma pretensiosa convicção de saber planar sobre as nuvens e montanhas. Mas até nos sentimentos, a força da gravidade mantém-nos presos a vínculos, que até hoje, não consegui aceitar os seus mistérios e porquês. É como se a vida me conduzisse para os meus mais íntimos sonhos e uma força poderosa, mas sem preceitos estabelecidos por mim, me chamasse para a razão. Uma razão que não me cabe julgar ou aceitar, pois ela já existe dentro de mim.
Como queria voar! Sem local e hora de pouso. Simplesmente voar! Voar em busca de viver, voar em busca do meu "eu", voar nos meus sonhos e desejos mais íntimos, como o Condor, que ao olhar para baixo, sente a fragilidade dos que se encontram sobre a terra e extasiado sentir-se distante de todo tipo de mesquinharias que lá se encontra. Talvez este condor até tentasse um voo rasante, mas longe de se iludir com a paisagem tão próxima e bater com toda a força as suas asas, fugiria, como se já conhecesse aquele lado falso do belo e não quisesse mais iludir-se. Permanecendo longe de tudo e de todos. Evitando sofrimentos e questionamentos. Sendo um pouco egoísta a quem o quisesse julgar, mas vivendo, não sei como, o seu sonho de superioridade.
Mesmo sendo um sentimento, que dentro dele, não significasse, exactamente superioridade e sim liberdade. Voar, voar, voar… Um voo sem limites, sem rumo, mas um voo verdadeiro, de um ser que nunca se vai encontrar na realidade, pois os seus sonhos são maiores, mas impossíveis, porque o mundo não é dele e o rumo das leis já estabelecidas, não mudam. Voa Condor! Não olhes para baixo, não olhes a razão! Simplesmente voa! Procura ser feliz! É difícil, eu sei! Mas faz-me também um pouco feliz, vendo-te partir. Sai desta prisão, e não te culpes. Tu foste feito para viver livremente, não te punas por um desejo, que está a sufocar-te. Põe em prática e se não der certo, o caminho de volta tu também conheces e podes tentar regressar, mas, mais bonito e corajoso, menos deprimido e confiante. Tu irás conhecer-te e irás com a certeza mudar a tua pequena vida.
Como eu gostava saber voar e voar para tão longe…como eu gostava.
sinto-me

sem saber o que fazer...
Terça-feira, 05.06.07
Todos nós somos perfeitos tal como somos. Uma árvore não é menos perfeita por ser uma semente. Um deficiente não é perfeito só porque não caminha, vê, ouve ou sente. Um bebé não é menos perfeito que um adulto. Por não fazer nada, por não saber nada, por não andar, ver, ouvir ou sentir não se torna menos perfeito em qualquer aspecto.
Uma criança comete erros. Põe-se em pé. Bamboleia. Cai. Põe-se novamente de pé, um pouco vacilante, agarrada à perna da Mãe. Isso torna a criança imperfeita? Um jovem que anda numa cadeira de rodas que luta pelos seus ideais, ama o seu corpo por inteiro, corpo que pode lhe causar tantas dores, isso torna-o imperfeito? Motivo para não ser amado?
Digo que é precisamente o contrário! Essa criança e esse jovem são a própria perfeição, inteira e completamente adorável, são a parte integrante do verdadeiro sentido da vida. Amar sempre e acima de tudo toda a perfeição que possa existir, foi assim que eu te amei e não chegaste a perceber. Foste um amor mais que perfeito, mas por ti não fui amado, não encontraste em mim a perfeição que eu sempre encontrei em ti.
Escrito a: 5/VI/2007
Ass.: Mico
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Segunda-feira, 21.05.07
Para lá deste mundo visível, vivem os anjos. Tu, és um deles. És dona de uma alma doce e sonhadora. No fundo dos teus olhos, reflecte-se o brilho da luz que trazes dentro, alma sensível e imensa, repleta de sentimentos nobres que queres e precisas dar aos outros.
Acreditas em ti, acreditas no teu mundo. Enfraqueces as convicções quando mais uma vez tentas trespassar a densidade da fronteira que te separa do mundo real, onde não queres pertencer, mas onde sabes que tens que ingressar para cumprires a tua missão. Neste espaço marginal em que não acreditas, tudo é diferente, os sonhos são turvos, a luz é embaciada pelo desentendimento, o Amor é contrafeito, e as almas são opacas como os corpos.
Aqui, os teus olhos perdem a limpidez, a ternura do teu olhar desvanece-se, a sensibilidade dissipa-se. A doçura das tuas asas torna-se amarga e vazia, perdes o sorriso, ficas triste e desistes de tudo o que querias empreender, perdes a capacidade de voar. Mesmo contrariada com toda a falsidade que te rodeia, convertes-te à realidade fria, feia e crua, voltas as costas à missão que recebeste e aos ideais que sempre defendeste. Desiludida contigo mesma e com tudo o que vês á tua volta és abraçada pelo receio da discriminação e da injustiça dos outros. Debaixo da tua pele, escondes as tuas belas asas e recolhes-te numa praia que eleges secretamente como o teu último paraíso perdido.
Preferes julgar-te sozinha quando vislumbras o oceano de Amor que tens á tua frente, mas sabes que não é a solidão que habita esse areal de sonhos, consegues ver-me ao longe passeando tranquilamente á beira mar. Tu sabes que eu sei e ambos sabemos que os anjos se reconhecem entre si, e tal como tu me reconheceste, também eu te reconheci.
Escrito a: 21/V/2007
Segunda-feira, 07.05.07
Hoje penso como é a vida, muito mais fácil ficar sentado à espera que as coisas aconteçam que tudo caia do céu. É fácil culpar Deus, ou outras pessoas porque a nossa vida não é como nós sonhamos, é fácil querer um amor-perfeito, uma amiga sempre presente, uma família sempre compreensiva. Difícil é levantar da cadeira, ou da cama de manhã cedo e correr atrás daquilo que é importante para ti, difícil é aceitar que todas as pessoas têm defeitos, que o amor é construindo aos poucos, cada um tentando melhorar a cada dia, cada um tentando fazer o outro feliz, mas sem passar por cima dos seus próprios valores. É difícil descobrir que os melhores amigos não nascem da noite para o dia, difícil é aprender que família é o bem mais precioso que se tem na vida. Hoje eu descobri que amamos cada pessoa de uma forma diferente, que novas pessoas aparecem, por novas pessoas nos apaixonamos, por novas pessoas sofremos e choramos de amor. Mas hoje eu sei que antes de amar qualquer pessoa tenho que me amar.
Pergunto como pode uma pessoa ter todos os motivos do mundo para estar triste, mas sentir-se alegre? Ser a mais solitária, mas sentir-se sempre acompanhado? Ser muitas vezes condenado pelas mulheres, mas sentir-se o mais absolvido? Muitas vezes ser desprezado, e sentir-se o mais importante? Como pode uma pessoa banhar o rosto com lágrimas de dor e sorrir com a sua alma? Crer que tudo dará certo, quando tudo dá errado? Crer na verdade, quando o que só encontra é mentira? Ter fé em algo que não vê, mas saber que esse algo existe?
Como pode alguém preferir perder o que os outros se empenham para ganhar? Fazer questão de ser o menor, enquanto todos querem ser os maiores? Ser o último, e mesmo desta forma sentir-se à frente de todos? Ter coragem para lutar, quando o que existe ao seu redor só traz medo? Como pode uma pessoa conseguir ver o sol, quando o dia está em plena tempestade? Ter esperança, quando o que há, é só espera? Então, podem perguntar: Como pode uma pessoa igual a esta existir? E eu respondo também com uma pergunta: Como é que pode uma pessoa diferente desta, viver?
E nesta calma da noite e a beleza da lua iluminando o céu, lugar de destaque das estrelas, deixam o silêncio tomar conta do lugar o qual me encontro a pensar. A humildade que acomete o meu ser é ignorada por todos, pois vivo num local de arrogantes, que tripudiam sobre o que já usufruíram e só valorizam o próximo, quando têm um interesse próprio. Estas são as faces daqueles que habitam a minha comunidade, ou quem sabe as comunidades do mundo inteiro agem assim.
Ass.: Mico
Escrito a: 6/V/2007
Sábado, 28.04.07

Quero agradecer ao Blog "Alma Poeta" por ter nomeado este Blog, na sua lista de 5 Blogs "Que me fazem pensar"
Seguem-se as minhas 5 escolhas, para que os nomeados possam colocar o selo acima mencionado, nas suas barras laterais dos seus respectivos blogs.
Alma de Poeta
Confissões de uma Jovem Surda
Fragmentos da Lua
Madalena...
Wicahpis
Ass.: Mico
Quarta-feira, 04.04.07
Todo o homem tem a sua reserva sentimental. Saber usá-la é basicamente uma regra de sobrevivência. Ainda que reinem impérios de sentimentos ineptos, o homem precisa de alguém cuja sensibilidade e carinho possibilite-lhe a transformação de espírito rústico em lapidado, pelo coração. Nada contra os fãs da solidão. A vida, porém, a dois, deveria ser saudável de corpo e mente.
Desconheço algum homem que não tenha amado uma mulher, ou mesmo desses amores proibidos, como dizem. Não creio em amores proibidos. Amor é o oposto, é liberdade, não falsidade ou vício. Já virou mania o radar sentimental falhar, quando insiste em detectar a pessoa “errada”, que o pobre coração, cego, alerta a mente de que aquela é certa, e tu queres apropriar-te, como um invasor em terras alheias. Se tu queres um par assim, que sejas paciente, e acredites no tempo, não abuses do que tens. Podes ficar sem ninguém. Olha que selectividade não significa bom gosto ou bom senso, arte ou dinheiro, onde todos olham para cima, namoram figuras que nem sequer conhecem, e as arrematam sem esperar o som do martelo. Depois, penduram-nas na parede da sala para terceiros contemplarem e, ali permanecem, sem valor nem companhia, apenas para outras quatro paredes.
Muitos ameaçam a própria vida porque penetram nos caminhos tortuosos, fios sensíveis do coração, querem multiplicar problemas mais que a própria solução. Quando estamos em quatro paredes com uma mulher tudo o que mais queremos é vê-la “nua”, como diz um amigo, é sentir o seu cheiro, é admirar as suas formas, é ouvir a sua voz. Existem as divisões de problemas, de finanças, de direitos e deveres, mas e daí? Depois das confissões e de uma noite de prazer muitas coisas voltam à forma gravitacional de ser e tu pões os pés no chão.
Homens e mulheres têm procurado dormir mais cedo para contemplar os seus sonhos, que vêm recheados de belas princesas e príncipes encantados, realizações financeiras, ou seja, os olhos materiais falam mais que a própria vontade de alcançar o verdadeiro amor. Geralmente a vida urbana é como uma vi trine de jóias raras fabricadas por alguém que nem sequer usa bijutarias, porque também é um sonhador. Muitas histórias são escritas em novelas e romances, onde tu encaixas-te perfeitamente naquilo que é escrito, vivido, e que o autor, que não é Deus, modifica tudo e faz o que bem entende. Tu esperas um desfecho feliz e a ficção dá-te recursos para mudar. Então sorris ou choras, pelas palavras escritas, que se transformam em actuações e estrelado. Personagens da vida real falam de uma vida terrena melhor, de direito em ser feliz, de amar, mesmo a partir do seu estado humilde de assalariado ou desempregado, ou tens assistido ao luxo e lixo juntos? Se ninguém é de ninguém, que o amor seja para todos.
Muitas histórias de amor nascem da simplicidade, do companheirismo, da cumplicidade. Não é fácil amar homens e mulheres falidos, mas pergunta a um deles se lhe valem falidos fiéis ou ricaços snobes e traidores? Há os que resistem, pelo dinheiro, outros que preferem, em quatro paredes, planejar, namorar, beijar e esquecer as coisinhas insignificantes, que todos podem viver muito bem sem elas.
Escrito a: 4/IV/2007
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Segunda-feira, 26.03.07
Não se trata de gostar de mulher no sentido sexual, ter tesão por mulher nua, essas coisas. Isso também pode ter, mas trata-se de gostar de mulher, num sentido mais profundo. Gostar do universo feminino, observar que cada cuequinha é única, tem uma rendinha diferente e ficar entretido com isso. Não basta ser heterossexual, o machão latino. Para gostar de verdade de uma mulher, são necessários outros requisitos que são raros.
Por isso as mulheres em geral andam insatisfeitas. Sensibilidade é fundamental, paciência também. O homem que não tem paciência para ouvir a necessidade que a mulher tem de falar ou sensibilidade para cativá-la a cada dia, não gosta de mulher. Pode gostar de sexo com mulher, o que é bem diferente. Gostar de mulher é algo além, é penetrar no seu universo, deliciar-se com o modo com que ela conta todo o seu dia, minuto por minuto, quando chega do trabalho. Ficar admirando o seu corpo, ser um verdadeiro devoto do corpo feminino, as curvas, o cabelo, seios.
Mas também cultivar a sagacidade feminina, sua intuição, admirar o seu sorriso, que é muito mais espontâneo que o nosso. Gostar de mulher é querer fazê-la feliz, levar flores sem nenhum motivo a não ser o de ver o seu sorriso. É ouvir pacientemente todas as suas queixas. O homem que gosta de mulher não está preocupado em quantas mulheres ele comeu durante a vida, mas sim, com a qualidade do sexo que teve. Quantas mulheres ele realizou sexualmente, fazendo-as se sentirem desejadas, amadas, únicas, deusas, na cama e na vida.
O homem que gosta de mulher, não come mulher. Ele penetra não só no corpo, mas na alma, respirando, sentindo, amando cada pedaço do corpo, e, é claro, da personalidade. "Para viver um grande amor é necessário ser da sua mulher por inteiro", afirmou Vinícius de Moraes no poema; Para amar verdadeiramente uma mulher, o homem deve ser totalmente fiel, jamais trai-la! Amá-la até na raiz dos cabelos. Admirá-la, deixar-se apaixonar todo dia pelo seu sorriso ao despertar e principalmente conquistá-la, seduzi-la, como se fosse a primeira vez. O homem que não tem paciência, nem tesão, nem competência para seduzi-la várias e várias vezes, esse, não se iluda, não gosta nem um pouco de mulher.
Conquistar o corpo e a alma de uma mulher é algo tão gratificante que tem que ser tentado várias vezes. Só que alguns homens, os que não gostam de mulher, querem conquistar várias mulheres. Os que gostam de mulher é que conquistam várias vezes a mesma mulher. E isso nos gratifica, nos fortalece e nos dá uma nova dimensão. A dimensão da poesia, do amor e em última instância, do impenetrável universo feminino. Gostar de mulher e penetrar no seu universo, não é torná-las cativas, e, sim, libertá-las, admirá-las na sua insuperável liberdade.
Uma das músicas com que mais me identifico é uma em inglês – por incrível que pareça. “Have you really ever loved a woman.” do cantor Bryan Adams. A música foi tema do filme Don Juan de Marco, e numa tradução livre, quer dizer “Já amou realmente uma mulher?". Por toda a música o cantor fala sobre a necessidade de se conhecer os pensamentos femininos, sonhos, dar-lhe apoio, para amar realmente uma mulher. Essa música é perfeita. Como se vê, gostar de comer mulher é fácil, agora, gostar de mulher, é dificílimo!
Have you really ever loved a woman?
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Sexta-feira, 16.03.07
Amar aquela mistificada ilusão; de ter somente um amor; mesmo tendo caído em ilusão; compreender toda a ingratidão.
Simplesmente amar!
Amar a vida acima de tudo; mesmo estando à beira de perdê-la; querê-la ainda mais, buscar, encontrá-la, encontrar uma solução de vida, mesmo que dure um segundo.
Simplesmente amar!
Amar até o abstracto perdão; daquele que não soube perdoar; se houver uma pungente sensação de sentimento, dar evasão ao abstracto, combater os pícaros do mal, sem maltratá-lo.
Simplesmente amar!
Amar em todo plano emocional, mesmo sentindo o mar bravo. Saber compreender o seu tormento. Dar ânsia poética de quem não o vê, somente mansidão, querê-lo mesmo em tormentos que o arrastam..!
Simplesmente amar!
Amar a rosa que podemos tocar, as estrelas que estão distantes, o sol que não somos capazes de alcançar. Aquele amor que não se tornou bálsamo, no meio de lírios que desfaleceram sem orvalho.
Simplesmente amar!
Lanço um desafio: E para vocês o que é amar? Deixem a vossa resposta!
Escrito a: 16/III/2007
Ass.: Mico
Quarta-feira, 21.02.07
Quem eu sou? Sou aquele que te ama e tu não sabes, sou aquele que te deseja boa noite antes de dormir, sou aquele que dava a vida por ti, e também o teu eterno admirador.
Quem sou eu? Sou aquele que olha para ti de uma forma diferente e tu não notas, aquele que se derrete ao ver-te passar, aquele que admira muito, e também o teu eterno admirador. Quem sou eu? Sou aquele que quando sente o teu cheiro, quer que esse momento pare, aquele que te vê andar e diz que não há andar mais lindo, aquele que te vê abraçar e também sonha com um abraço teu, e também o teu eterno admirador.
Quem tu és? Tu és o sol, o ar, o chão, o teto, a água, a comida, a bebida, as palavras, o medo, a alegria, a vontade, a força, o desejo e o sonho, um sonho meu, mas não passas de um sonho. Quem tu és? És a mulher que eu sempre quis para mim, a companheira, a confidente, a amante e a amiga, mas queria muito mais, queria ao teu lado acordar, ao teu lado deitar e amar, transpirar nos teus braços, sentir o teu calor e amar, queria beijar-te, descobrir-te, sentir todas as curvas, sentir-te num só, eu e tu, mas tu és um sonho.
Tu és o meu sonho, o meu sonho de mulher!
Escrito a: 21/II/2007
Quarta-feira, 07.02.07
Peguei em varias folhas de papel e pensei sobre o tempo que passei ao teu lado. Durante três anos, compartilhamos amigos, sentimentos, alegrias e tristezas, compartilhámos a nossa vida. Listei todas as experiências boas e más que consegui lembrar.
Comecei por lembrar. Recordar do dia que te conheci, do nosso primeiro telefonema, no meu embaraço ao ouvir a tua voz e o dia que pela primeira vez disse que te amava. Pensei também nas discussões que tivemos, não lembrei dos motivos pelos quais discutíamos, mas lembrei-me em como me sentia feliz quando conseguíamos conversar e resolver os problemas. Foi assim que aprendi a comunicar e ir ao encontro dos acordos, lembrei-me também quando fazíamos as pazes, essa sim era a melhor parte. Lembrei-me de todas as vezes que me fizeste sentir forte, necessário e especial. Do nosso primeiro encontro, do nosso primeiro beijo, do teu olhar, dos nossos momentos e do fim.
Enchi o papel com a nossa história, e, na medida em que as folhas iam ficando escritas, dei conta do quanto me ajudaste a crescer e a conhecer-me melhor. Eu teria sido uma pessoa diferente sem ti. Acho que é verdade quando se diz que é melhor amar e perder do que jamais se ter amado. O amor é sempre enriquecedor. A sua presença por mais fugaz que seja, deixa vestígios positivos na nossa vida. Como a flor beijada pelo sol abre em festa de cores, a criatura que recebe amor repleto de riqueza interior. O amor engrandece a alma e clarifica a vida. O amor assim nunca se perde.
Não importa que tu estejas tão longe, tão distante de mim, mas através do meu pensamento trago-te para junto de mim, para que possas receber o meu abraço e demonstrar-te o meu carinho e como ainda gosto de ti. Desejo que o teu caminho se abra para a felicidade, por onde tu passes. E se por ventura, encontrares espinhos nesse caminho, retira-os com sabedoria e planta nele a semente do amor. O meu desejo para ti é incondicional. Eu desejo ver-te sempre a sorrir, desejo que o Sol do amanhã traga os raios divinos para iluminar o teu caminho. O meu maior desejo é ver-te feliz
Ass.: Mico
Domingo, 28.01.07
Silêncio, quarto vazio e impessoal, luz apagada...
Será que partiste para todo o sempre?
Finalmente a luz tende a aparecer, o medo cresce
Mas toma formas de saudade e desespero.
Nada!
Partiste, sem um adeus, sem um beijo,
sem um abraço nem um sorriso...
Choro um silêncio chamado solidão.
Uma solidão que sinto e que me transforma.
Uma solidão que me corta,
Que fere-me o corpo e alma,
Que enfraquece-me os movimentos, a pele e a mente...
Vivo em esperança!
A esperança que incentiva-me a viver, a respirar, a sentir...
A tentar olhar o novo dia, sem medo nem fracassos
Tentar rever os teus olhos, os teus lábios, os teus abraços
O teu mundo e o teu ser...
Parto!
Desapareço sem avisar-te
Vou viver outra vida,
Noutro sol ou noutro luar...
Ainda vivo no silêncio obscuro
Apenas partido por gritos de dor
Que antes era de prazer em noites fugidias,
Busco a felicidade,
Sem nunca a encontrar mas farto de a procurar.
Morro!
Sem descendentes, antecedentes ou precedentes,
sem amores passados...
Simplesmente jazo na cama fria e desconfortável...
Revejo a minha vida, sem fracassos, sem temores,
Nem pobreza, nem riqueza, com amor sem ardor.
Revejo-te, miro-te como foste há tanto tempo.
Meses de felicidade, minutos de paixão, séculos de solidão,
Presos no tempo mas soltos no pensamento.
Quero-te, tenho-te, esqueço-te,
Talvez por esta ordem, não o sei,
Mas evito este pensamento quando fecho os olhos,
Solto a alma do corpo, sinto o coração parar de bater,
Sinto a respiração prender, como quando te vi,
Sinto a mente afundar, como quando te possuí,
Sinto o corpo gelar, como quando te perdi,
Sinto a esperança perder-se, como quando morri.
Voltas!
Estou morto, choras!
Beijas-me a face e partes sem olhar de novo para o ser que abandonaste
Recordas-me... Vertes lágrimas sem ninguém olhar,
sorrisos soltos com menosprezo.
Amor morto é como pássaro sem asas,
Existe mas não pode almejar voar.
Amor!
Não é preciso asas para voar
Não é preciso muito para saber sonhar...
Espero-te!
Ass.: Mico
Quinta-feira, 25.01.07
Sentado nesta madeira que algum navio largou à deriva, coloco as minhas mãos sob o queixo e pensativo observo ao redor. O mar calmo e límpido está na minha frente com o seu azul infinito, as suas ondas num vai e vem incansável, vez ou outra e a sua água morna alcança os meus pés molhando-os delicadamente.
Ao longe montanhas altivas e imponentes que as nuvens encobrem os seus cumes tornando-as mais belas, as gaivotas também comparecem com os seus voos rasantes embelezando ainda mais este cenário da natureza. Aos poucos os meus pensamentos chegam a ti que és tão linda, como uma deusa da mitologia grega e te comparo a tanta beleza. Diante do meu olhar vou desenhando a tua silhueta e como que por encanto, sinto-a ao meu lado, aplacando assim um pouco desta solidão que sinto na minha alma.
Desenho um coração na areia escaldante e dentro dele escrevo o teu nome junto ao meu, mas sei que a maré vai subir e levará o nosso coração, assim como o destino levou-te da minha vida e nem sinal deixaste. Quero que saibas que o teu amor deixou marcas profundas no meu coração que será eternizado pelo amor que nutri por tanto tempo por ti.
Como fui apaixonar-me por palavras, por uma imagem. Agora nada tenho nem a tua escrita e muito menos a tua imagem, simplesmente desapareceste da mesma forma que apareceste e cá estou a perguntar, onde estarás? Como pude deixar-me iludir com as tuas palavras doces, abrindo o meu coração deixando estabelecer com prioridade a fonte deste amor, pensei que poderia controlá-lo, mas que doce ironia, não consegui, entreguei a minha alma para aqueles momentos mágicos aceitando e devolvendo palavras de amor sem pensar nas consequências.
Agora aqui, eu e a minha solidão pensa, que podes estar além deste imenso mar em terras longínquas ou apenas a alguns quilómetros e até mesmo alguns metros, quem pode saber? Somente tu. Todos os meus sentimentos estão bem guardados no âmago do meu ser e o mais puro deles que é o amor, coloquei-o num pedestal e o transformei nestas palavras.
Muitas palavras de amor escreveste, em todas elas eu acreditei, tanto que ainda espero por ti. Pode o tempo correr, até mesmo eu envelhecer e mesmo assim ainda te amarei!
Escrito a: 10/XII/2006
Ass. Mico
música A miragem
Terça-feira, 09.01.07
No rosto um sorriso, nas mãos um poema, nos olhos uma lágrima, na mente uma lembrança e no coração um amor.
Assim como o vento toca o mar fazendo subir tão altas ondas, dificultando a navegação, ora o navio vai para lá, ora para cá, mas mesmo assim segue em frente. Da mesma forma é o sopro do destino nas nossas vidas, há horas em que pensamos estar tão bem, nessa altura começa a aparecer ondas para nos fazer desistir e nesses momentos vemos somente que o amor no coração e a lembrança na nossa mente são a razão de ainda termos forças para caminharmos, com esperança que depois da tempestade vem a calmaria, conseguimos então alcançar o nosso alvo que é reencontrar a felicidade.
Depois de tudo isso, abrimos as janelas e olhamos para trás e nos sentimos orgulhosos por termos vencido mais um obstáculo. Ao olharmos para a frente percebemos que valeu a pena. Por essa felicidade somos capazes de tudo, ainda mais se eu for capaz de ouvir vozes dando-me forças para prosseguir.
A vitória só é completa quando dividimos as nossas conquistas com as pessoas que gostamos. Por isso estou aqui, para sonhar. Eu espero que o tempo me mostre o caminho certo para trilhar e espero te encontrar, seja quem tu fores, mesmo se eventualmente ainda não te conheça. Eu sou alguém que vai fazer-te sorrir, quando tu precisares, alguém que não vai mentir, que não te quer magoar, de mim vais lembrar e quando a escuridão cair, sou eu que te vou abraçar.
Escrito a: 8/I/2007
Ass.: Mico
Terça-feira, 26.12.06
O fim de cada Ano é a marca de um novo ciclo de vida para todos nós.
Em Janeiro, um Ano Novo se inicia. Sempre será assim.
Os nossos corações se enchem de alegria, de esperanças, amor e bondade, na busca da verdadeira felicidade. Chama-se a isso renovação!
Espero sinceramente que o Ano Novo seja totalmente Renovado e que alcancem a Felicidade...
Feliz Ano Novo!
Terça-feira, 19.12.06

Mais um Natal está a chegar e logo de seguida vem o final de mais um ano. Independentemente de ter sido um ano mau ou bom, chegou o momento de reflectirmos o que fizemos durante este ano. É a oportunidade que temos para repensar os nossos actos, para pedir perdão pelos nossos erros, e agradecer pelos nossos acertos.
Devemos agradecer, ainda, as nossas conquistas e as oportunidades que nos foram concedidas. Ainda que delas não tenha resultado nada de proveitoso. É a oportunidade que temos também, para refazermos os nossos planos, para que no ano que irá reiniciar tudo aconteça de forma normal.
Amigo(a), é preciso viver o sonho e a certeza de que tudo vai mudar, é necessário abrir os nossos olhos e perceber que as coisas boas estão todas dentro de nós, onde os desejos não precisam de razão. O importante é viver cada momento como se fosse o último da vida, porque a felicidade está nos olhos de quem sabe ver e aproveitar a vida.
Este ano foi gratificante para mim poder contar com a vossa amizade. Assim, desejo neste Natal sintam toda a alegria necessária para serem felizes a cada instante! Todas as vossas vontades, sonhos e desejos, sejam realizados! Consigam tudo o que mais desejam, que seja uma noite de paz, repleta de surpresas boas, de acontecimentos que ficarão marcados no vosso coração, porque o tempo passa e é com o passar do tempo que nós conseguimos definir o que é realmente bom na vida.
Boas festas, com muito ânimo e muita alegria numa noite de paz juntamente com as pessoas que estão sempre ao vosso lado! São os votos, de alguém que faz parte deste mundo de amizades! Um feliz Natal e um brinde à amizade!
Ass.: Mico
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sinto-me

Feliz Natal
Quarta-feira, 13.12.06
Para que tenhas em mim todas as sensações de pleno prazer. Vivendo fantasias, desejos sem que nada nos possa deter. Quero-te minha Mulher! Para que mergulhes nos meus poços de amor, águas cálidas que acalentam o teu fogo e que despertam os meus sentidos que nos fazem tremer. Quero-te meu amor! Para mergulhares no meu olhar e descobrires a minha alma que agora te chama. Quero que acaricies o meu coração e compreendas que te amo. Quero-te meu amor! Para que encontres em mim a cumplicidade, o carinho o motivo para sonhar, para sorrir, um porto de abrigo, mil coisas sem fim.
Quero-te minha Mulher! Para que me envolvas nos teus braços, me beijes com lábios molhados do nosso sabor, que imploram em sussurros que eu sacie as tuas vontades e te faça feliz. Quero-te minha Mulher! Para que me sintas incansável ao me entregar, em te possuir, fazendo-nos acreditar que sempre nos desejaremos cada vez mais, mas também te quero meu amor, para poder convencer-te, que não existo apenas num corpo. Tenho alma, pura apaixonada que permeia estrelas, se inspira na Lua, encanta-se com o mar e se ilumina ao sol. Quero-te meu amor! Para pegar nas tuas mãos e percorremos caminhos, consolando-te nas tristezas, compartilhando alegrias e nos divertindo como seres enamorados, que observam com olhos de amor, que na noite procuram estrelas e de dia saúdam o sol e a luz. Quero-te meu amor! Para juntos respirarmos o perfume das flores.
Quero-te minha mulher! Para juntos exalarmos o nosso cheiro de amor. Quero-te minha Mulher! Para juntos idealizar-mos os nossos sonhos atendendo ao coração. Quero-te meu amor! Para juntos realizarmos fantasias e envolver-nos em sedução. Quero-te meu amor! Para juntos tentarmos superar o que nos aflige. Para buscarmos lado – a – lado a serenidade de que precisamos. Quero-te minha Mulher! Para te pertencer de corpo e alma, entregar o meu coração, o meu corpo e a minha alma.
Ass.: Mico
Escrito a: 13/XII/2006
sinto-me
Terça-feira, 12.12.06

Neste dia do meu aniversário, ao contrário de outros anos, não peço nenhuma prenda em especial. Quero sim, agradecer a todos os meus familiares, amigos e colegas de trabalho, que ao longo destes 365 dias que passaram, estiveram sempre comigo, tanto nos maus como nos bons momentos. Sem eles, os objectivos que almejei alcançar, não teria conseguido sozinho. Obrigado, gosto muito de vocês!
A vocês que me visitam aqui neste Mundo “virtual”, também vai uma palavra de apreço pelos vossos comentários, disponibilidade e os amigos que ao longo do tempo fui ganhando, fazendo parte do meu elo de amizade. A verdadeira razão de ainda este Blog existir, são as vossas visitas diárias, tudo que demonstram através de palavras que aqui vão deixando ou até mesmo com quem tive o privilégio de conhecer e poder conversar com essas mesmas pessoas. Recebam também o meu obrigado! Se eventualmente resolver acabar com este blog, fica a promessa que tentarei ao mais breve criar outro blog, porque se assim não for, por certo sentirei saudades vossas.
Agora é tempo de abrir o champanhe e festejar mais um aniversário, com a esperança que o ano vindouro será ainda melhor que este e termino com um Parabéns a MIM… ;)
Ass.: Mico
sinto-me

Aniversariante...;)
Quarta-feira, 06.12.06
Chegámos ao mês de Dezembro, mês do Natal e também porque não, o mês do meu aniversário. Assim sendo, vou publicando alguns textos alusivos às festividades que se vão aproximando e eu achei interessante para se ler. Enquanto isso, vou reflectindo se darei continuidade ao Blog no Novo Ano que se avizinha.

Presente de Natal
Um dia, Gabriel acordou, muito contente, era a véspera de Natal, pois para ele era uma data muito importante! Era o dia do Aniversário do Menino Jesus, e também o dia que Pai Natal vinha visitá-lo todos os anos.
Com os seus seis aninhos, esperava ansiosamente o cair da noite para voltar a dormir, e no outro dia encontrar no seu pé-de-meia, o seu presente de Natal, porque nem tinha uma árvore de Natal. Dormiu muito tarde, para ver se dava com aquele velhinho no “flagrante”, mas como o sono era maior que a sua vontade, dormiu profundamente. Mas, na manhã de Natal, percebeu que o seu pé-de-meia não estava lá, e que não havia nenhum presente em toda a sua casa.
O seu pai desempregado, com os olhos cheios de água, observava atentamente o seu filho, e esperava para arranjar coragem para falar que o seu sonho não existia, e com muita dor no coração, o chama:
- Gabriel, meu filho, vem cá!
- Pai?
- O que foi filho?
- O Pai Natal esqueceu-se de mim...
Dito isso, Gabriel abraça o pai, e os dois se põem a chorar, quando Gabriel fala:
- Ele também se esqueceu de ti pai?
- Não meu filho.
O melhor presente que eu poderia ter ganho na vida, está nos meus braços, e fica tranquilo pois eu sei que o Pai Natal não se esqueceu de ti.
- Mas todas as outras crianças vizinhas estão a brincar com os seus presentes... ele saltou a nossa casa...
- Saltou nada...o teu presente está agora a abraçar-te… e vai levar-te para um dos melhores passeios de tua vida!
E assim foram para um parque, Gabriel brincou com o pai durante o resto do dia, voltando somente no começo da noite. Chegando a casa muito sonolento, Gabriel foi para o seu quarto, e “escreveu” para o Pai Natal:
”Querido Pai Natal,
Eu sei que é cedo demais para pedir alguma coisa, mas quero agradecer o presente que me deste. Desejo que todos os Natais que eu passe, faça com que o meu pai se esqueça dos seus problemas, e que ele possa se distrair comigo, passando uma tarde maravilhosa como a de hoje. Obrigado pela minha vida, pois descobri que não são com brinquedos que somos felizes, e sim, com o verdadeiro sentimento que está dentro de nós, que tu despertas nos Natais.
De quem te agradece por tudo,
Gabriel.”
E foi dormir com um lindo sorriso nos lábios. Entrando no quarto para dar boa noite ao seu filho,
o pai de Gabriel viu a cartinha, e a partir desse dia, não deixou que os seus problemas afectassem a felicidade dele, e começou a fazer que todo dia fosse um Natal para ambos.
Se uma simples criança de seis anos, conseguiu perceber que os melhores presentes que se pode receber não são materiais, porque nós não fazemos o mesmo?
Que todos vocês que estão a ler esta mensagem, façam com que cada dia seja um Natal, valorizando a amizade, carinho e todos os sentimentos bons que existem dentro de cada um, e depende somente de nós mesmos tira-los cá para fora...
Feliz Natal!
sinto-me
Segunda-feira, 27.11.06
É difícil acreditar que o amor nasce das palavras, de um simples diálogo sem maiores intenções ou de um simples olhar. Talvez sejam as vibrações celestiais que nos impulsionam a seguir em frente, ou quem sabe apenas mera coincidência de estarmos presentes na hora certa, no dia ainda mais certo.
Difícil é acreditar que apaixonar-se ainda valha a pena e que não será mais um dos casos passageiros, mais difícil se torna apaixonar-me por ti, porque ainda nem nos conhecemos. Difícil é acreditar que uma mulher assim como tu, culta, generosa, possa querer além da matéria, do estado explosivo, dos corpos unidos, do êxtase profundo.
Não quero apenas fazer parte de um momento, daqueles que guardamos na mente e num canto do coração. Na verdade quero sentir o prazer de ser amado incondicionalmente, onde os limites não existem, por que o amor que rege é capaz de transpor barreiras ao longo da vida. Não quero deixar que o tempo me agarre pelos braços, não quero perder a jovialidade e o prazer de sonhar, fazendo deste instante uma reflexão, daquelas que realmente paramos para pensar e que nem sempre a razão vence o coração e vice-versa.
As histórias contadas em livros nem sempre são factos reais e não podemos esquecer que brincar “ao amor” pode fazer sofrer e por tudo o que acontece ao longo destes meses, quando por mim te cruzas, sinto que não me és indiferente, dando por mim imensas vezes a pensar em ti. Assim fico disposto a seguir em frente, não pensar apenas no presente e não deixar que o passado me traga lembranças amargas para não contaminar o que está por começar.
Quero-te, embora não saibas e talvez nem sintas, mas em ti vou descobrindo outros motivos a seguir. Descobri que não importa de onde eu vim, se sou rico ou pobre, branco ou negro, se ando ou não ando, o que importa na verdade é o que levamos dentro de nós, a sabedoria, a vontade de vencer, e a busca incessante pela cultura.
Sou um simples cidadão no meio de tantos outros, será que serei também mais um na tua vida? De facto talvez seja, tentarei somar ao invés de subtrair, tentarei ser sempre eu mesmo quando estiver ao teu lado, e quando isso tudo não for possível, como agora por exemplo, eu prometo transmitir os meus desejos, sonhos, através das palavras que podes até nem ler, mas serão sempre tuas, pensando também que posso entregar-te o meu coração mesmo que eu saiba que nada disso faz sentido.
Escrito a: 27/XI/2006
Ass.: Mico
Segunda-feira, 20.11.06
Há pessoas que viajam na sua saudade,
só com um bilhete de ida,
e não conseguem voltar,
imergir das próprias lembranças para a vida.
Parece que a saudade é uma vila distante,
um país que não conseguimos alcançar,
mas que insistimos em procurar...
E viajamos por esses caminhos
quase sempre sombrios do reviver,
do desejar o que já não é mais...
o que já não existe...
Se tu sentes que o comboio partiu
e ficaste na estação dos desejos,
com a mala na mão e um gosto estranho na boca,
um estranho sentimento de perda,
acredita: está na hora de voltares,
embarcar no comboio da vida,
que apita apenas uma vez a cada chegada,
e te espera para novas viagens,
com novas paisagens,
novos sentimentos, e quem sabe,
um novo amor na vida que recomeça,
que se refaz na estação do tempo,
que te cobra apenas o desejo de seres feliz.
Escrito a: 20/XI/2006
Ass.: Mico
Sábado, 11.11.06
Folhas e mais folhas amassadas e rasgadas, revelando o meu desnorte sem saber o que vou escrever, sabendo que é impiedoso que o faça.
Não escreverei sobre ti, não quero, porque não faz mais sentido. Foi difícil perceber, afinal a vida é feita no hoje e no amanhã se ele chegar. O que passou, deverá permanecer em nós como lições do bom e mau que possamos ter feito.
Passado todo este tempo, depois da tua ausência, ainda não sei que parte de ti devo esquecer ou o que permanecerá. Vou acreditando que de ti nada restará, porque o tempo é capaz de levar para bem longe o que outrora nos trouxe para bem perto. Assim como foi capaz de trazer-te por inteira até mim, peço-lhe todos os dias que te leve de mim para bem longe e sei que me tem ouvido, por muito lentamente que o faça. A minha vida não tem permitido que faça a devida escolha, mas creio que não é importante que o faça, assim como a tua não existência seja importante.
Tento escrever algo que demonstre que ainda estou vivo, ainda existo, já que os meus passos não têm ficado marcados neste chão que percorro. Olho para o amanhã que vai chegando, não trazendo com ele na sua bagagem algo que se vislumbre positivo, uma lufada de ar fresco nesta vida tristonha e sem sentido. As forças dentro de mim, perdem-se como grãos de areia entre os dedos, deixando-me desnudo num temporal que se abateu sobre mim e no qual, não me encontrava prevenido para o enfrentar.
Caminho por dentro da tempestade que prevalece já alguns longos meses. Simplesmente me lembro da seguinte expressão: “You’ll Never Walk Alone”, ergo a cabeça e não tendo medo do escuro, fico com a esperança que no final dela, estará um céu dourado à minha espera. Caminho sobre o vento, caminho sobre a chuva e os meus sonhos vão de novo renascendo, com a esperança no meu coração.
Caminharei, caminharei, mas nunca andarei sozinho, eu nunca andarei sozinho.
Escrito em: 11/XI/2006
Ass.: Mico
Quarta-feira, 01.11.06
Derrubei o meu império
Em busca de um amor-perfeito
Pelo meio as feridas abertas
Banhadas em lágrimas
Cravei o punhal da separação
E tudo o que nos erguia, desabou
Destruíram-se os meus sonhos
Em busca de um amor-perfeito
Invadi os teus pensamentos
Marquei a tua alma com a ira da traição
E brindei a minha vitória com o cálice das tuas lágrimas
Deixei a minha razão de lado
Em busca de um amor-perfeito
E bani o teu amor controlador da minha vida
Cuspi a última gota de dó que sentia
E banhei-me num rio de esquecimento
Acordei, em busca de um amor-perfeito
E tudo o que descobri foi que:
“Amores-perfeitos não existem".
Ass.: Mico
Segunda-feira, 23.10.06

Lá fora a lua cheia, traz-me lembranças de outras noites, noites frias de Outono como estas, noites nossas, talvez por isso e pelo facto de ter visto a tua foto, não consigo dormir.
No rádio acabei de ouvir uma música, apenas mais uma das pequenas coisas que me fazem lembrar de ti. O tempo não perdoa e a cada dia, são menos as recordações. No entanto há muito tempo, que o teu perfume desapareceu, primeiro do quarto, depois da almofada e por fim da minha cabeça. Há muito tempo também que guardei as fotografias, e esqueci as promessas.
Não consigo lembrar bem dos teus olhos, aqueles que eu tanto amei, por serem únicos, os teus! Fecho os meus e já não te vejo, não te imagino sequer. Saudades? Sim, tenho saudades, saudades tuas, saudades do que era, do que éramos. Das nossas conversas intermináveis pela madrugada dentro. Como sabíamos conversar, sobre tudo, sobre nada...muito ou pouco. Ainda recordo quando disseste a dormir: "os meninos de hoje são gordos...porque comem Nestum"!
Pena? Sim, pena de estarmos assim, de costas voltadas, dos insultos trocados, da indiferença entre ambos. Nada mais restou. Como estás? Esperei tanto, mesmo depois de tudo por um telefonema, uma mensagem, ou um toque que fosse, sempre em vão!
Às vezes tenho vontade de ligar-te, saber de ti, dizer-te olá, mas não o farei, não tenho o teu número. Quero esquecer-te por completo, esquecer as nossas lembranças, não sei se vou conseguir, mas tenho tentado o bastante e vou seguir com o que tenho, com as pessoas do presente e deixar-te no passado.
Lá fora a noite fria, a lua, a música que passou na rádio, trazem à memória, boas recordações, e o teu sorriso, as palavras meigas, os abraços e carinhos, os risos, as conversas, a tua amizade, e tudo isso já está tão longe, perdido no tempo, não passam de recordações, de momentos passados.
Queria tanto saber como estás?... Apenas isso...será pedir muito? Pelo menos pela nossa amizade que sempre existiu, ela merece isso…apenas isso, diz-me como estás…por último é só o que te peço…
Ass.: Mico
Domingo, 15.10.06
Um acontecimento desagradável, mudou totalmente a minha vida. Fez dela, um mar de lamúrias e lamentos. Mesmo tentando retoma-la, não da mesma forma, afinal, a vida continuava e isso ainda de alguma forma estava preso em mim. Lutei, ninguém pode dizer que não lutei. Chorei, como se tivesse perdido um brinquedo. Mas ao sofrer, fui aprendendo a amadurecer, até que cresci, não fisicamente, mas no meu interior.
A minha vida deu uma volta de 180º, tudo, simplesmente tudo, mudou. Hoje eu sei que para melhor, mas até então, ainda não a aceitava dessa forma. Relutava contra esses novos dias, essas novas aparências, e essa nova forma de ver as mesmas coisas, inclusive, o amor. Comecei a reparar em mim e achar engraçado o modo como ainda me lembrava do passado, mesmo depois de tudo o que aconteceu. Não acreditava como eu podia ter sido tão… feliz com a minha infelicidade. Ainda sentia saudades daquele tempo. Sentia, sim. Mesmo que o negasse para todos. Não queria que percebessem que o meu passado ainda me atormentava, não depois de tanto tempo.
Arranjei novas maneiras de viver, pessoas novas que me fizessem experimentar, enfim, novas emoções. Aproveitei cada minuto do tempo que perdi outrora. Mas ainda assim, dentro de mim, queria que o tempo voltasse. Comecei a aceitar a minha condição de luta remota sem desfecho algum. Comecei a aceitar que novas pessoas entrassem no meu círculo de amizades e até, involuntariamente, no meu coração. Dei uma oportunidade ao tempo e ele não me decepcionou. Mostrou-me inclusive, que não precisava do passado para seguir em frente, confiante e sem medo de ser feliz. Mostrou-me a vida, sendo vivida intensamente. Mostrou-me que tudo que acontece connosco, tem um motivo para acontecer.
Eu julgava-me feliz. Mas aprendi que felicidade nem sempre é dar e nunca receber. E sim, que felicidade deve ser algo além da reciprocidade, na mesma intensidade mesmo que de formas diferentes. É sentir-me firme perante as decisões, mesmo sabendo que existe alguém que me apoia, e não ri das minhas intenções. Que não me critica por tudo, mas apoia-me, mesmo ao achar que não está, de facto, coerente com o que deve ser feito. Até mesmo na felicidade, deve haver companheirismo. Aprendi que com os nossos erros, podemos aprender a ser mais humanos e que nada acontece por acaso.
Dei-me conta de que o mundo não era cruel, e nem a vida ser injusta. Aceitei novas ideologias, novas crenças, novos amores. Mas acima de tudo, depois que aceitei ainda gostar de ti, esqueci-te. Esquecendo-te, pude ver tudo, com outros olhos. Olhos não mais cinzentos, e sim transparentes. Olhos que a minha alma, até hoje, não compreende. E esquecendo-te, foi mais fácil entender o grande motivo da vida. Que ser feliz, não pode ser um sentimento egoísta. Que ser feliz, é fazer feliz os outros também.
Depois que aceitei ainda gostar de ti, aprendi a gostar de outra pessoa, não com a mesma intensidade, e sim, maior. Depois que aceitei ainda gostar de ti, percebi que não gostava de ti. É estranho, eu sei. Mas quando aceitei isso, aceitei também que posso ser feliz sem ti. E se assim posso, compreendo que não gosto. Se te quero ver feliz, isso é apenas pelo carinho que por ti, já senti, pelas nossas lembranças chorei. E que pela recordação, aprendi que agora, nada mais importa. O que eu pensava que seria felicidade, amor, nada mais era do que um mundo ilusório, onde tu, me obrigaste a viver. Acostumei-me aos teus beijos, aos teus abraços, e até à tua forma rude de me tratar com frieza, nem ouvir-te dizer as coisas que sempre sonhei ouvir. Confesso que quando tudo acabou, pensei não ser capaz de pensar nestas verdades. Alegro-me que a vida me tenha dado essa oportunidade de reconhecer os meus humildes erros. Com eles aprendi, e aceito o que sou. Não tenho mais vergonha de dizer o que penso, o que sonho, o que quero, o que sou. A vida deu-me outra oportunidade, e retribuo-lhe sendo, verdadeiramente, feliz.
Ass.: Mico
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Quinta-feira, 21.09.06
Hoje quando me encontraste, disseste que eu estava longe do mundo em que vivo, apreensivo, diferente e quiseste saber o porquê da minha atitude e expressão. Eu nada te disse, e fui categórico quando respondi que tudo estava bem na tentativa de enganar ao dizer outras coisas.
Se soubesses as coisas que eu queria ter falado no pouco tempo em que estivemos juntos, mas fui contido pelo medo e receio de deixar-te confusa, magoada e triste. Se soubesses o quanto eu queria ter enganado os meus pensamentos e o meu coração com as fantasias e as ilusões de querer ter-te somente por um minuto. Se soubesses como eu queria ter apagado com um beijo, o fogo que estava a queimar e arder no meu peito como se fossem as larvas de mil vulcões em erupção.
Com apenas um toque no teu belo rosto e com um simples beijo nesses teus lábios opulentos, eu poderia ter sufocado o desejo que invadia o meu ser, ao sentir o calor dos teus beijos vindo de encontro do meu corpo sem nenhum preconceito ou proibição.
Se eu tivesse tido a oportunidade de satisfazer os meus desejos naquele momento por apenas uma única vez. Talvez tivesse descoberto parte dos teus segredos e mistérios, sem ao menos sentir-me constrangido ou contrariado por ter permitido que tivesses entrado na minha vida. Ou talvez agora, não estivesse aqui a lamentar-me, por não ter tentado expressar da melhor maneira para convencer-te que tenho uma grande admiração por essa pessoa que ás vezes tenta dividir os problemas comigo, como se nós dois fossemos duas almas gémeas.
É, desta vez não fui suficientemente capaz e nem corajoso para dizer-te como me senti feliz em ficar contigo por apenas alguns momentos...
Escrito a: 21/IX/2006
Ass.: Mico
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Quarta-feira, 13.09.06
Quando me apaixonei, não pude escolher quem seria
Nem pude perceber que um dia eu sofreria.
Como gostaria que me amasses como eu te amo
Mas não adianta eu viver só a sonhar.
Alguns dizem que é amor passageiro
Já eu sinto que é amor verdadeiro.
Em toda a minha vida, nunca imaginei amar assim
Alguém que não sente o mesmo por mim.
Agora amar-te foi um erro, foi um erro te amar...
Mas eu erro outra vez se por acaso precisar.
Apesar de ter sofrido sem o teu amor, sem tu me amares
Para mim, amor mais forte não existirá.
O amor que aprendi a sentir por ti
Fez algo muito forte, em mim crescer.
Se tu me deres uma oportunidade para eu te amar
Te farei a mulher mais feliz, que haverá.
Mesmo amando-te sem tu me amares
Amo-te, amo-te sem parar.
Muitas cartas já te enviei, versos te recitei
E mesmo sem resposta, não me cansei.
Tenho esperanças que um dia vais-me amar de verdade
Assim como eu te amo, com muita sinceridade.
Se apesar de tudo, não acreditas no meu amor
Tu nunca entenderás uma carta de amor!
Ass.: Mico
Terça-feira, 05.09.06
Quando eu me for por umas horas...
Sentirás a minha ausência e pensarás em mim.
Quando eu me for por uma semana...
Ansiosa aguardarás a minha volta.
Quando eu me for por um mês...
Sentirás uma imensa saudade.
Quando eu me for por um ano...
A angústia e a saudade te farão sofrer.
E quando eu me for para sempre...
Quando eu não mais sorrir,
Quando não mais tiveres o meu coração,
Quando não mais tiveres o meu carinho,
Quando não mais tiveres o meu amor,
Quando não mais tiveres a minha presença...
Parecerás morrer, parecerás indiferente, vazia, sem mais nada querer, mas lembra-te do meu amor, esse pobre amor, foi alimentado por recordações, essas eu sei, são lindas e te ajudaram a sofrer menos.
Podes lembrar de mim sorrindo ou até mesmo com lágrimas nos olhos. Olha o mar e lembra-te que um dia ele quase nos levou juntos ao infinito...
Quando estiveres só lembra-te, eu também nunca gostei da solidão... Sozinha poderás ter o mais belos dos encontros, o encontro contigo mesma.
Ao ouvir a nossa música, lembra-te, que nada poderás fazer para que deixe de ser nossa.
E quando tiveres uma flor nas mãos, lembra-te que te AMEI; e não a destruas.
Ao veres uma criança, lembra-te, sempre fui uma criança, porque só as crianças sabem o que querem.
Quando alguém te olhar nos olhos, lembra-te eu também te olhei. Só os inseguros não o fazem.
Assim terás em tudo, a minha presença e sofrerás menos. Então esquecido serei para ti apenas tristezas momentâneas, uma recordação quase cega, uma chama quase apagada.
Eu serei dia, serei noite, eu serei sempre um pouco de tudo ou o tudo do nada...
... Eu serei o vento que passou, apenas alguém que te amou...
P.S. – Um dos mais velhos poemas que escrevi
Ass.: Mico
Sexta-feira, 01.09.06
Se não sabem, eu sou como vocês. Eu sinto-me como vocês, e não posso fugir desta dura e cruel realidade. Eu digo isto, porque todos nós temos falhas e erros incalculáveis. Quando nós não temos como corrigir o que fizemos sem consciência da consequência, saímos à procura de alguma coisa para substituir o que perdemos, e quando realmente achamos, nos intimidamos pela falta de coragem de nos abrir para quem tanto admiramos, gostamos e amamos de verdade.
Eu sou como vocês, porque ás vezes não sinto vontade de fazer nada para mudar o meu mundo. Eu não tenho prazer de voltar para casa como noutros tempos, não sinto gosto de viver, por mais que lute contra este estigma da dor, da angústia e do sofrimento.
Se eu fosse a confessar as lágrimas que derramei para entender a força do golpe do destino, diria apenas que essas lágrimas dariam para serem transformadas em grandes rios de lamentações, de punições, de incompreensão e injúrias. Das lágrimas que hoje deixei de derramar, restaram apenas a grande decadência e as doces lembranças de momentos de felicidade de um passado recente e bem vivo nas minhas memórias.
Mesmo assim, eu desejo, eu sonho. Mesmo assim, estou a resistir a tudo para poder tirar algumas lições, e aprender um pouco mais com as minhas derrotas para dar o mínimo de felicidade para aqueles que não tiveram culpa de estar no meio de tanta desavença, no meio de tantos conflitos e no meio de uma guerra que não faz parte dos seus mundos.
Ass.: Mico
Terça-feira, 22.08.06
Enquanto o sono não chega, eu fico aqui à espreita de uma madrugada triste contando os minutos e as horas até que o dia amanheça.
Na expectativa e na espera desse dia, os meus pensamentos viajam através do tempo e da distância, numa tentativa de descobrir porque a vida sempre me separa das coisas que gosto e de quem amo verdadeiramente.
Se eu pudesse superar essa barreira e essa distância com um piscar de olhos ou com o esticar dos meus braços, eu não pouparia esforço e nem me importaria com as dores musculares, pelo simples facto de querer acolher-te bem junto do meu corpo. Eu iria além dos meus limites para fazer as tuas vontades, para ajudar-te a realizar os teus sonhos e fazer de ti a minha protegida predilecta para que nada de mau acontecesse em momento algum.
Eu estaria disposto a lutar não só pelas tuas causas, pela tua felicidade ou pelo teu amor. Eu estaria disposto a dar a minha vida pela tua, mas os nossos caminhos foram traçados em direcções opostas e os nossos destinos desencontraram-se para nos tentar fazer entender que teremos muitas oportunidades pela frente.
Eu entendo, fico tenso, magoado, porém, não culpo, não julgo e nem condeno aquilo que diverge dos meus desejos, dos meus sonhos ou dos meus pensamentos porque a vida é assim. Eu até acredito que exista uma razão pela qual não me deixa ver além das minhas fronteiras e confesso que a ansiedade de querer conquistar-te a todo custo, me proíbe de encarar a realidade, e faz com que eu feche os olhos por não consentir que tu tens uma vida diferente, tens um mundo aos teus pés, tens tudo o que queres e desejas e que não me pertence mais.
Com os nossos desencontros, eu acabei por descobrir que dos teus planos não faço parte, da tua vida não participo e para o teu mundo sou apenas mais um, porque tu só me quiseste e aceitas-te como uma fonte de desabafo, como um simples mortal, amigo, e nada mais...
Ass.: Mico
Sexta-feira, 11.08.06
Depois do nosso encontro, do almoço que fiz com tanto carinho, da nossa conversa reservada e dos nossos desabafos. Tu não mais me olhas-te como antes olhavas. Os teus olhos brilharam como duas estrelas e se insinuaram, ao perceber que eu estava ali bem pertinho, e tu nada podias fazer, a não ser, presentear-me com teu belo sorriso.
Eu não sei porquê, mas não descobri se a tua reacção foi espontânea ou tinha sido apenas para chamar a minha atenção ou talvez tenha sido a forma que tu encontras-te para expressar uma tentativa de esconder os teus segredos, os teus mistérios e aquele fogo ardente que queimou o teu interior depois daquela descoberta inesperada do dia anterior.
A insegurança de te entregares ou mesmo, o medo de amar e não seres correspondida, trouxe ao teu encontro uma incógnita, um despreparo até então desconhecido por ti mesma. Isso deixou-te vulnerável e sensível a ponto de provocar e incendiar o teu desejo como as larvas de um vulcão extinto quando chegou o momento do encontro de dois corpos indo ao encontro do mesmo espaço nos limites de uma cama.
Aquele gesto audacioso e ambicioso de querer provocar-me e de satisfazer os teus desejos, ao ver o quanto eu era resistente e capaz de aguentar tamanha provocação, transformou-te numa aventureira por não admitires que o teu parceiro te tocasse ou te provocasse com a mesma intensidade. A tua rejeição foi uma espécie de fuga, e com ela, acabas-te por saber perfeitamente o que estavas a querer, o que estavas à procura, o que estavas a desejar e sonhar, por um dia teres perdido num mundo ilusório, fantasioso e desconhecido de um passado recente e infeliz que estiveste ao lado de alguém que não soube dar-te valor.
Por essa razão rejeitas-te o que de mais precioso eu tinha para te oferecer, o meu coração, a minha cumplicidade, a minha amizade, a minha compreensão. Do beijo representado pelo encontro dos nossos lábios naquele momento, eu apenas descobri que tu procuras o amor incansavelmente através do calor de dois corpos – por exemplo: O desconforto de eu não poder-te tocar como realmente queria e desejava, fez-me triste e confuso após aquele beijo.
O desejo que ficou retido dentro do meu peito, por não ter conseguido envolver-te nos meus braços, deixou-me uma esperança e trouxe-me mais uma lição ao meu encontro. O constrangimento pelo encontro dos nossos lábios, das nossas línguas e a fuga inesperada e repentina quando os nossos corpos estavam dividindo um mesmo espaço, fez com que eu entendesse que preciso continuar na luta para entender que preciso fazer-te feliz, não medindo o esforço e nem o tamanho das batalhas que preciso travar ou vencer para te conquistar...
Assim foi o nosso primeiro encontro…lembras-te?
Ass.: Mico
sinto-me

de ferias...
Terça-feira, 25.07.06
O coração ás vezes torna-se mais perigoso que as montanhas, é mais difícil de compreender do que o próprio céu. A saudade é a seta mais pungente que fere um coração que ama. Um dia de lágrimas se vai, e com ela vai também a saudade, saudade que eu sinto de alguém.
O amor começa num sorriso e termina numa lágrima que seca, sim porque quando amamos alguém e não somos correspondidos tudo se transforma em lágrimas. A felicidade se reparte com a pessoa a quem se ama muito, somente na satisfação plena da consciência podemos encontrar a felicidade eterna. Os bens desta vida são coisas perecíveis, mas não podemos dispensá-los se quisermos atingir a felicidade eterna.
A saudade é uma dor que fere o coração, pelos frutos conhecereis qual é o amor que me anima, pois, um amor baseado na virtude do bem, só pode dar bons frutos. É na diversidade que se prova o amor, quando tudo ficar cada vez mais escuro tanto mais, acenderemos a luz do amor, e assim ela cairá sobre nós e todas as dúvidas desaparecerão. O carácter é o diamante que risca todas as demais pedras e tu és essa pedra preciosa que risca o meu coração.
Uma palavra eterna suaviza os temores, e aumenta a esperança, é impossível amar uma pessoa sem que ela perceba. A felicidade está dentro de nós, não precisamos procurá-la tão longe quando ela está ao nosso alcance. O ideal não se define, vê-se, quando o atingimos, pois, o ideal de uma pessoa que ama não é descer e sim subir, viver e realizar.
Se o teu coração está a sentir o que o meu sente fico feliz, porque eu amo, por isso digo não pares, porque será o mesmo que voltares atrás, quem ama eleva-se, eleva também o mundo em que se vive, o amor é o esplendor do sol, o verdadeiro amor baseia-se na sinceridade de propósito, pois, quem ama arrisca tudo na vida.
O amor transforma tudo, a velhice em juventude, a tempestade em brisa suave, move montanhas, atravessa os vales, alcança as estrelas sem tocá-las, transpira perfume, o amor faz com que duas pessoas que se amam, tornem apenas uma, não há dor tão grande como um sentimento tão forte como o amor. Quem ama vive na luz, quem ama não teme, quem ama vive, amar é dar a vida à pessoa amada.
Pensa de mim o que quiseres, eu serei aquele que sou, e não o que tu possas julgar, o amor não pede, o amor dá-se, é a amar que posso viver. Nada se muda quando se ama de verdade, na vida nada se cria, nada se pede, tudo se transforma aos poucos. Não olhes para trás para não perderes a coragem de caminhar. Tu és o único amor que sinto de verdade, nada tenho, nada sou, nada sei, porém nas profundezas do meu nada eu desejo-te tudo...OK?
Ass.: Mico
Domingo, 23.07.06

Há um ano nasceu este Blog. Renasceu das cinzas do Blog “As Palavras que Nunca te Direi”. Foram palavras escritas para alguém que sempre foi muito especial e pela qual nutri um grande sentimento. Mas de alguns meses para cá, este mesmo Blog tem sido alimentado com textos e poemas que não revelam o meu quotidiano. Alguns deles, já têm meses, até mesmo alguns anos, mas a pessoa foi sempre a mesma.
Deixei de escrever para ti, exceptuando uma outra vez que o fiz depois que tomei a minha decisão. Não sei se vens cá ao meu encontro, pelo menos já não te sinto aqui. Decidi reconstruir a minha vida e apagar as folhas do meu livro que juntos escrevemos e tu sempre foste a personagem principal. Pensei que seria impossível viver com a tua ausência, viver sem saber por onde andas, não ouvir a tua voz, nem sentir-te por perto ou até mesmo se pensas em mim, se é que ainda sabes quem sou. Rabisquei por cima de nós, com outra cor de tinta que a caneta vai largando e hoje escrevo que és uma mera memória com a qual eu consigo lidar.
Releio o primeiro texto, segundo e terceiro percebo como a nossa vida pode mudar em tão pouco tempo. Costumo sempre dizer que para isso, basta apenas 1m e como queria ter-te esquecido em apenas 60 segundos para não ter demorado tão longos meses.
Passaram 365 dias com este Blog a contar quase 45mil visitas. Os próximos 365 dias não posso dizer no que nele vai acontecer. Muitas hipóteses se metem em cima da mesa, poderei continuar a publicar sempre que puder aquilo que em tempos escrevi, fazer dele o meu diário, mas confesso que não acho grande piada e dá-me bastante sono. Novos amores não se avizinham, porque não tenho tempo por razões profissionais e a vontade de alcançar outro objectivo de comprar a minha casa, fazem com que eu não pense nisso e como me sinto bem assim. A não ser que tu ou tu…ou até mesmo tu que aqui vens, queiras acender a chama que se apagou, só peço que venha uma de cada vez :D. E por último poderá surgir um “até sempre” repousando então até um dia.
Os amigos que conheci, os carinhos que recebi comentando as minhas palavras, aqueles que não interpretaram bem, outros simplesmente entenderam o que senti quando foram escritas. Não esqueço também aqueles que comentam não revelando a sua identidade, assinando apenas com um simples “Eu”, um “Alguém” ou “Anónimo”. Para quem o faz, deixo a mensagem que para a próxima poderão revelar a sua identidade, hoje em dia não há que ter medo. Para todos aqueles amigos, simples leitores fica o meu agradecimento em especial, esperando de igual modo que nos próximos 365 dias continuem a cá vir, ler o que escrevi no meu passado ou quem sabe o livro que vou escrevendo, não possa aqui ser publicado.
Abro o champanhe para todos Vós, façamos um brinde! Afinal este é o primeiro aniversário…!

Ass.: Mico
sinto-me

quero presentes...
Segunda-feira, 17.07.06
Um dia a mais...um dia a mais já se passou e ainda não voltaste; Um dia a mais...será quantos dias a mais terei eu que esperar para estar contigo? Ou melhor, será que vai haver um novamente para nós dois? Um dia a mais...ás vezes fico a pensar se algum dia vou estar contigo, ou se "um dia a mais" vai-se repetir na minha vida eternamente. Um dia a mais...a cada dia a mais que passa, a saudade aumenta e a certeza de que vou abraçar-te diminui. Eu queria que o tempo parasse, porque cada dia, cada hora, cada minuto que passa é um tempo a mais que estou sem ti. Mas, o tempo não pára, amanhã já vai ser novamente um dia a mais sem ti e assim serão os meus dias…dias sem ti.
Um adeus... e se despedaçou um coração. Uma lágrima caí... um soluço vem do mais intimo da alma quebrando o silêncio deixado pela despedida. Chegou o fim, duas pessoas que um dia se encontraram e andaram juntas pelo caminho da vida, agora seguem por estradas diferentes. Agora, separados, apenas sussurram um triste "adeus". As lembranças chegam, perdidas no meio da saudade. São noites e noites sem dormir, esperando por alguém que não vai voltar. Passam-se os dias, mas a dor permanece, dá vontade até de morrer, mas a morte parece não ser o suficiente para se tirar do coração as marcas deixadas por um grande amor que foi embora.
Ass.: Mico
Segunda-feira, 03.07.06
Volto a escrever passado meses de o ter feito pela última vez. Hoje regressei ás minhas origens, aquelas que me viram há muitos, muitos anos a correr sentido a areia fina por entre os dedos, chapinhar em poças de água que o mar deixa sempre quando recua na maré, as sopas de algas que se fazia, os naufrágios que as pequenas ondas causavam quando andava nos barcos insufláveis entre outros tantos divertimentos. As noites eram enfeitadas com o brilho da lua e o som das ondas a bater nas rochas ou na areia, eram a minha forma de adormecer. Eu estava no meu paraíso.
Regressei anos mais tarde, porque a vida nem sempre nos proporciona oportunidades para estarmos onde mais gostamos ou de quem mais gostamos e tu já estavas dentro de mim. O mar era o mesmo, as poças de água continuavam a ter a beleza que a natureza proporcionou, a areia fina por entre os dedos é a mesma, só eu é que mudei. Já não posso correr e sentir o vento vir ao meu encontro, os barquinhos tornaram-se pequenos e dou por mim á tua procura, sabendo mesmo que não vens.
Não sei se te lembras, sempre disse que um dia iria dar-te a conhecer o meu paraíso, é lá que me sinto bem, querendo poder desfrutar contigo todas as coisas boas que nos proporciona. Regressaria aos meus tempos de infância e fazia contigo as sopas de algas, porque fazem bem à pele ou simplesmente passávamos horas a tentar apanhar os peixes que ficam presos por entre as rochas. Mais tarde sentaria-me ao teu lado, abraçando-te e o meu silêncio era aquele que iria dizer-te o quanto te amava, até que o sol desse lugar ao brilho da lua.
Mesmo que não estejas sentada ao meu lado, parte de ti ainda existe dentro mim e sinto uma imensa saudade de tudo o que fomos e não somos mais. Saudade de um sonho morto, é o que me vai fazendo companhia. Sei que nada volta atrás e passado todo este tempo, vou-te esquecendo cada vez mais, até que um dia quem sabe não irei sequer lembrar que existes. São apenas nestes momentos no meu paraíso que recordo-me de ti, porque fazem-me lembrar os momentos felizes da minha vida. De repente tudo mudou para nós, os teus olhos perdem-se na distância e um silêncio trágico mora dentro das nossas almas. Há um gesto de fim em cada gesto, em cada frase, em cada palavra. O cansaço parece ter assassinado este amor, um cansaço triste, que nasceu do desgaste, que nós mesmos provocamos com os nossos atritos, com os nossos desentendimentos.
Sob o sol da tarde quente e azulada, com pinceladas sombrias, eu vejo o teu vulto a perder-se na distância e eu vou caminhando por entre as pedras procurando um caminho, onde possa caminhar sem me magoar, querendo ver o brilho do sol, o esplendor das estrelas e a beleza do luar. Quero encontrar a paz para o meu coração tão aflito e tão vazio. Quero encontrar a minha verdadeira identidade, não aquela ditada pela sociedade, mas aquela que eu possa dizer “SOU EU MESMO” e sem máscara.
Mas hoje neste mar, o mesmo mar que tu vês, vou pedir-lhe para quando fores ao encontro dele, ele possa dizer-te que mesmo com esta distância que existe entre nós, eu sei que tu estás ai e a cada onda que te toque ao de leve nos pés, sou eu mesmo que te digo que ainda gosto muito de ti...
Ass.: Mico
sinto-me

na Lua...la consigo ver-te
Terça-feira, 20.06.06
Não sei se a culpa é minha ou se o encanto é maior que todas as minhas defesas... Não sei se sou um grande idiota ou um pequeno apaixonado... Não sei se é real por ser tão difícil ou apenas um sonho por ser tão mágico... Não sei se vou em frente ou se escolho uma esquina e tento a sorte... Não sei se desisto às vezes ou venho a falecer momentaneamente... Não sei se sofro ou se resisto... Não sei se sou invulnerável no ataque ou resistente na defesa... Não sei se o pior é mudar de ideia ou não tê-la para mudar... Não sei se é pelo medo de diminuir que às vezes deixo de crescer... Não sei se é por crescer muito que deixo de viver de acordo com a vida... Não sei se acabou cedo demais ou durou o tempo suficiente para tornar-se inesquecível... Não sei se estou só ou se apenas sinto a tua falta diante do mundo... Não sei se resisto a essa tentação ou se jamais haverá uma outra oportunidade... Não sei se te amo...
Só sei que a vida se vive para frente mas se entende para trás... Só sei que quanto mais alto estou mais dificuldade tenho em manter o equilíbrio... Só sei que nenhuma certeza fatal é pior que a dúvida ameaçadora... Só sei que o pior não é falhar, é jamais ter tentado... Só sei que sou apenas o que as circunstâncias me permitem ser, e não o que eu gostaria... Só sei que é melhor o pouco na memória do que o muito no esquecimento... Só sei que nunca se deve andar por caminhos já traçados porque eles levam-nos somente até onde os outros já alcançaram... Só sei que ser forte não é destruir, e sim resistir... Só sei que o destino une e separa as pessoas, mas nada é tão forte que faça esquecer alguém tão especial... Só sei que uma grama de exemplos vale mais que uma tonelada de conselhos... Só sei que o que realizamos nunca é tão belo quanto às que sonhamos... Só sei que às vezes acontece coisas tão belas que nunca pensamos em sonhá-las... Só sei que o tempo é longo demais para quem sofre e curto demais para quem desfruta... e eterno para quem ama... Só sei que não consigo tirar da cabeça o que não sai do coração... Só sei que no fim de tudo dá certo, se não deu é porque ainda não chegou o fim... Só sei que te amo...
Ass.: Mico
Segunda-feira, 05.06.06
Corri, fugi, sumi...
Nos momentos em que corri deixei de ver o nascer do sol, o sorriso de uma criança, o rio a cantar. Corri mas não saí do lugar, nem cheguei a lugar algum. Nos momentos de fuga, fugi de mim em busca do Eu, procurando os meus “comigo”, os meus “Eus” difusos, perdidos, inquietos, questionadores, desesperados.
Não os encontrei e perdi uma boa parte de mim. Nos momentos em que sumi, foi quando me procurei e me encontrei. Não como me quero, porém refeito, renascido, reflexivo. Achei-me só, pensativo, errante, não desesperado, mas só. Não é solidão, não estou só. Procuro atalhos para não enfrentar os caminhos que são amargos, tortuosos. Nos atalhos encontro a flor que se abre, um sol que vai nascendo, o vento, uma criança e viajo para um novo mundo onde a paz e a concórdia reinam mas o atalho é curto e volto ao caminho.
Caminho e não me vejo. Procuro outros atalhos, não os encontro. Retorno ao caminho e tento seguir, mas não saio do lugar, muitos são os obstáculos nos caminhos da vida. Mas nos caminhos, entre atalhos, encontro amigos que me entendem ou fingem e me possibilitam ser menos pior do que acho que sou.
Entre amigos, finjo-me feliz! Dou um beijo, um abraço, aproximo-me sem cerimónia, sento-me bem perto do outro e deixo-me ficar por algum tempo, sonho sem duvidar, deixo o sorriso acontecer, olho nos olhos, aponto um defeito, com jeito, seco uma lágrima que teima em cair, ouço uma historia ou muitas com atenção, escrevo uma carta, e-mail e envio, converso a sério, fiado, conto uma piada e riu, ajudo a resolver um problema, pergunto porquê, como vai, como tem passado, que tem feito de bom, que há de novo, presto atenção, sugiro um bom livro, um passeio, um bom filme e até um programa de televisão.
Peço desculpas, digo muito obrigado, não tem importância, o que se há-de fazer, arranja-se uma maneira, tenta, de alguma maneira e, por tudo, encontro-me, acho-me e sou feliz.
Ass.: Mico
Quinta-feira, 18.05.06
Amo-te. Uma palavra tão pequena, mas que significa tanta coisa. Nunca escrevi uma carta de amor, mas acho que esta é a melhor maneira de começar.
Amo tudo em ti, mesmo o mais forte defeito, pois eles também fazem parte de ti. Amo o teu olhar, profundo e sombrio. Amo o teu rosto, belo e sábio. Amo a tua respiração, o teu suor, a tua boca. Inspiro-me em ti em dias frios, para alcançar o calor que a solidão não me confere. Penso. Penso incansavelmente em ti.
O teu corpo é como uma chama, é quente e imana força. As tuas mãos inspiram a confiança que não consigo alcançar na escuridão. Irradias. Irradias como o quente sol. Tal como a vida dele precisa, eu de ti preciso. Quantas vezes penso, o que pensas tu de mim, o que sentes por mim, o que queres de mim. Quanto a mim, digo-te: eu amo a tua personalidade, eu amo-te tal como és e quero-te.
Sei que pareço patético, e sou. Mas o Amor é isso mesmo, uma patetice. É também, citando alguém, o mais doce dos sofrimentos. Não sei mais que te diga, não há mais para dizer. Basta olhares para os meus olhos, e encontras as palavras que não consigo dizer nem escrever. Amo-te e quero-te. Tu sabes. Não sei mais como viver, como respirar, como... sei lá... Não sei se vivo num pesadelo, se no mais belo sonho. Sei que estou apaixonado e que o meu corpo arde por dentro pelo desejo que sinto por ti.
Queria puder expressar em palavras tudo que sinto por ti. Tu és chama que aquece todo o meu ser, que me faz arder de tanta paixão. És a chama que nunca se apaga és a esperança que tenho para que sintas a minha presença. Esperança é uma palavra que guardei com carinho dentro do meu ser, pois é ela que me dá forças para continuar a amar-te cada dia mais.
Tu és a única capaz de tirar o mais doce sorriso dos meus lábios, de me fazer feliz. Salva-me. Salva-me por favor. Quero ser salvo por ti, refugiar-me como uma criança assustada nos teus braços. As palavras aqui escritas são profundas. Não vou escrever mais. Não tenho mais forças. Amo-te, e assim permanecerei para a eternidade, como a figueira que não se consome com a mais árdua chama.
Ass.: Mico
Segunda-feira, 15.05.06
Pela janela vejo a luz do luar que prateia o universo envolvendo o meu coração na melancolia desta solidão. Estás tão distante e esse lindo luar convida-me aos mais fortes desejos de amar-te, agora, nesta inspiração de poeta amante.
Pela janela solto os meus pensamentos, neles estão toda a impetuosidade deste meu querer amar-te outra vez e mais uma vez. Pela janela deixo que vá a minha melodia de amor, que dedilho nas cordas do meu violão em forma de serenata para ti, amor da minha vida. Pela tua janela, espero que esta melodia entre e suavemente envolva o teu quarto deixando em cada nota tocada, a certeza deste meu amor por ti.
Mas é difícil amar em silêncio, ter que esconder os sentimentos, suportando as torturas da paixão deste amor que se alojou no meu coração. Meu amor, quando contemplo o teu olhar, sinto uma imensa felicidade que toma conta de mim por que nele contemplo a paz, reflectindo o brilho das estrelas e do luar. O meu mundo parece que pára nesse instante, começando no teu sorriso a viajar, na tua voz eu fico a deliciar-me e nas tuas palavras que são doces e ternas.
Podes não saber do meu amor por ti, eu sei que não sabes, mas não conseguirei esconder por muito tempo, porque é difícil passar por ti e dizer um cordial. “Olá!”! Quando o meu coração pede para dizer: “Eu Amo-te!"
Ass.: Mico
Quinta-feira, 04.05.06
Olá, eu sou um simples e pequeno pedaço de papel, mas mesmo assim preciso dizer-te, o quanto és importante para alguém, alguém que gosta muito de ti e só tu poderás fazer esse alguém feliz. Todas as noites apareces nos sonhos dessa pessoa, ele pensa incansavelmente em ti, olha-te bem nos olhos quando por ele passas, por favor dá uma oportunidade. Mesmo que tu me rasgues, eu quero que te lembres que eu estive nas tuas mãos e estou a tentar fazer para que saibas que só depende de ti. A minha missão é revelar-te o que está a tempo e pensares bem, às vezes o destino dá-nos várias oportunidades. Não tenhas medo, tem coragem e determinação e porquê que não lhe respondes, será assim tão difícil? Se o fizeres ele ficará muito feliz! Eu não posso fazer mais nada, pois sou um simples pedaço de papel.
Ass.: Mico
Quinta-feira, 20.04.06
Agora gostaria de poder estar contigo, neste minuto sentindo o teu coração a bater no mesmo compasso do meu. Sentir o teu toque e deixar os teus lábios percorrerem o meu corpo com vontade em descobrir um detalhe que ninguém conhece!
Gostaria e muito, de viver contigo uma vida perfeita. Sem pesadelos, medos dúvidas, incertezas, apenas sermos felizes. Gostaria de não ter que tentar esconder a minha felicidade. De gritar para todos o que tenho medo de sussurrar no teu ouvido. Gostaria de poder curtir cada instante monótono ao teu lado e fazer dele mais um instante inesquecível na minha mente.
Gostaria de beijar os teus lábios, sentir-me dentro de ti, sentir o teu peso sobre o meu corpo, a força do teu abraço, o gosto do teu beijo, a beleza do teu olhar. Gostaria de poder fingir que estou a dormir só para sentir as tuas mãos nos meus cabelos, o carinho do teu olhar de modo que possa sentir-te mesmo de olhos fechados, poder adormecer e sonhar que a vida vai ser sempre assim!
Agora queria ouvir o telefone tocar e ouvir a tua voz dizer-me que estás com saudades, mesmo que tenhamos ficado longe por um dia, apenas uma hora, um minuto ou o tempo de eu escrever isto para ti e poder dizer com sinceridade: para mim, foi uma eternidade! Quero cometer loucuras, as nossas loucuras secretas, só nossas. Não quero ter hora nem local, não quero parar para pensar, só quero sentir a paixão envolvida pelo perigo, a emoção e marcas na nuca.
Vamos ser loucos, vamos fazer amor sem parar em qualquer lugar, deixando o instinto nos guiar, sem limites, sem regras, sem juízo. Quero sentir as tuas mãos trémulas, apressadas a despir o meu corpo e acariciando o meu rosto, os teus lábios macios, molhados, delicados na minha pele, seduzindo a minha razão. Quero fazer o que jamais foi feito e ter apenas o amor como testemunha. Quero que me tires do sério, sejas a minha insanidade, deixando-me completamente louco, amante e amado...
Ass.: Mico
Quinta-feira, 06.04.06
Acontecem momentos na minha vida, que fico às vezes assustado comigo mesmo. Não sei se é pela minha reacção ou pelo teu egoísmo. Confesso que um dia cheguei a amar-te e sei também que não podia obrigar-te a sentir o mesmo por mim. Após muitas tentativas talvez de sedução, resolvi renunciar o que sentia por ti. Renunciei os meus sonhos de felicidade ao teu lado, os meus mais íntimos desejos de ficares comigo. Renunciei o meu amor, mas não penses que fiz isso porque não aguentava mais lutar e sim, porque não aguentava mais sofrer.
Sempre foste especial. Sempre foste uma pessoa lembrada de uma forma única. Nunca tive dúvidas do que senti e ainda sinto, mas existe momentos na vida que é preciso entender que bem melhor do que lutar em vão é poder seguir o nosso caminho.
Sei que talvez para ti seja bom ou mau, não sei, mas acredito que será o melhor para nós os dois. Quero dizer-te que não dá mais, cansei, preciso de ser livre de uma prisão chamada sofrimento, ainda que doa em mim, tenho a plena certeza que um dia passa e finalmente encontrarei alguém que saberá valorizar o muito amor que te dei e não soubeste valorizar.
Saio da tua vida, não que eu não te queira, mas porque te quis demais. Saio de cabeça erguida e com o coração magoado, vendo nas minhas mãos a tua vida, percebi que ela jamais poderia ser minha, permiti então deixar que voasses como um pássaro e omiti o meu sentimento, não por medo, mas sim por prevenção. Poderíamos perdermo-nos num futuro próximo.
Não tive a oportunidade de dizer sobre o que sinto e no fundo eu não queria mesmo que soubesses, leva o meu sorriso, a minha imagem na tua cabeça, leva as coisas boas, leva metade de mim e mesmo que nunca te tenha dito, quero que saibas que cultivei sonhos, carinhos e uma grande vontade de ficar contigo, só que agora nada mais importa, leva o que sempre tiveste de mim, a esperança de ser sempre feliz e lutar por permanecer no topo da humildade, somente assim me terás contigo e saberás que eu sempre quis o nosso bem!
Acredito que com a idade que tenho preciso de ser mais realista, olhar para os lados, sabendo pelo período que fiquei encantado por ti, perdi oportunidades. Talvez, tenha afastado de mim pessoas que realmente me mereciam. Fazer o quê agora? Sempre estive muito apaixonado, incapaz de observar o que estava ao meu redor, só que a vida é assim mesmo, cheia de idas e vinda, de altos e baixos. Um dia sei que encontrarei o amor da minha vida, quem sabe serias tu...
Agora só quero pedir desculpas pelas vezes que te magoei sem intenção, deixar-te um último beijo e dizer-te adeus…
Escrito em: 7/III/06
Ass.: Mico
Terça-feira, 28.03.06
As minhas certezas...
São o hélice que me levam...
Pelo ar de amar-te...
Por caminhos onde nunca passei...
Os teus olhos que nunca os vi...
Os teus lábios que nunca beijei...
O teu corpo que nunca toquei...
Mas tenho a certeza...
És o reflexo da minha alma...
Procuro-te em cada rosto...
Não te vejo...
Não te sinto...
Sigo o meu caminho...
Mas sinto em dizer-te
Não nasci para a arte de lapidar...
Nasci para a arte de amar-te...
E tentar encontrar-te...
Nesse instante...
Nesta vida...
Sigo o meu caminho...
Na esperança de ouvir a tua voz …
Quem sabe...
Alma minha apaixonada pelos teus encantos...
Neste instante agradeço...
Sou um Homem de sorte...
Enquanto pessoas elevam preces...
Pedindo riquezas...
O meu único pedido...
É que tu me encontres...
E que a tua presença...
Traga-me alegria e confiança...
Nesse instante...
Nesta vida...
Pergunta final: Quem serás?
Escrito a: 28/III/06
Ass.: Mico
Segunda-feira, 13.03.06
Ainda antes que acabe o Inverno eu preciso encontrar-te para falar dos sonhos que apenas sonhei; para sentir o calor na ternura dos olhos que nunca me olharam com interesse de amor; para experimentar o sabor dos lábios que beijei apenas nos beijos roubados sem reciprocidade...
Ainda antes de chegar a Primavera eu preciso dizer-te que as folhas e as flores que nascerem serão só para ti. Muito antes de acabar o Inverno e chegar a Primavera eu queria que soubesses do valor do meu amor e que, por conta desse amor tu e o teu coração moram dentro de mim e o teu coração por mais bem fechado que esteja, pode ainda abrir para que um dia eu possa entrar e viver dentro dele porque hoje...eu viver dentro dele é a coisa mais rara.
Antes que acabe o Inverno eu queria que tu soubesses que o que mais me desespera não é saber que tu és como que impossível para mim... o que me desespera é saber que tu és o possível que eu não alcanço. Eu queria, muito antes de acabar o Inverno que tu me dissesses o que falta para eu te alcançar. Onde está o meu erro? Ou... no que eu não errei mas deixei de fazer?
Porquê que somos amigos e não amores? Meu amor, antes de acabar o Inverno eu queria que tu levasses em conta a verdade do meu amor para quando o futuro virar passado, não descubras que será tarde demais. Antes de chegar a Primavera eu quero dizer que as saudades são como um lago transparente que reflecte a imagem da amada ausente e muitas vezes ao olharmos para dentro de nós mesmos, procuramos a beleza dos sonhos apenas no mundo que nos pertence porque não nos permitimos acreditar na pureza de um sentimento que só aumenta, amadurece e torna-se mais doce e saboroso na experiência dos dias que se passam.
Antes que acabe o Inverno eu queria aconchegar-me no teu peito para sentir mais de perto o teu respirar e que eu sinta o arrepio das ondas do amor a tocar-me ao ouvir o teu respirar. Meu amor, vai acabar o Inverno... mais um Inverno... outra estação de amor virá e eu sem ti. Então não deixes o Inverno acabar sem eu encontrar-te porque apenas quero dizer-te que desde que te conheci nunca mais deixei de te amar.
Ass.: Mico
Quarta-feira, 01.03.06
Eu desejo ser esse mar, que tanto te encanta e fascina. Queria que quisesses mergulhar bem lá no fundo da minha alma, onde ninguém jamais conseguiu chegar, que explorasses cada bocadinho de mim, descobrindo-me e desvendando todos os meus mistérios.
Eu desejo ser esse mar, para poder molhar-te com todo o meu amor, colar-me no teu corpo como o sal e estar em cada poro da tua pele.
Eu desejo ser esse mar, tocar no teu corpo quente causando-te arrepios, suspiros, delírios, fortes emoções que somente quero dar a ti.
Eu desejo ser esse mar, para satisfazer todos os teus desejos, para dar-te a vida se eu puder.
Então vem! Transforma-te num lindo peixe e mergulha no teu mar, o meu coração. E serás feliz, serás livre, e estarás tranquila, não importa a intensidade do vento, porque nas águas desse "teu mar", sempre será calmaria.
Amo-te
Ass.: Mico